História .. Nascemos um para ou outro mas não para ficarmos juntos.. - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Personagens Originais
Tags Amor Doce, Castiel
Visualizações 37
Palavras 1.216
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - ...Overwhelm pain...


Fanfic / Fanfiction .. Nascemos um para ou outro mas não para ficarmos juntos.. - Capítulo 6 - ...Overwhelm pain...


".... Aprendemos a conviver com a perda,

com as pessoas que nos deixam porque elas permanecem conosco, mesmo não estando aqui ou não respirando mais.

Não é a mesma dor avassaladora que sentimos no começo, aquela que nos invade e da vontade de chorar nos lugares errados, que nos deixa irracionalmente irritados com todos.

Aprendemos a nos adaptar.

É como se acostumar com um buraco dentro de nós.

- Depois de você



Pensamento Aria on


Fui até o pacote de cigarros e peguei a garrafa de licor, quando sai do estabelecimento vi um grupo de garotos me encarando como se gostassem do que viam. Mostrei a eles o dedo do meio em resposta aos assovios e palavras que diziam pensando ser elogios.

Tirei os sapatos e andei até a praia, não havia nenhuma  alma naquele lugar que não fosse a minha. Me sentei em um canto onde só se ouvia o barulho das ondas, dei uma tragada no cigarro e tomei um gole do licor.



Minha cabeça girava um pouco e eu jurava estar ouvindo coisas.


:Aria? 


Ignorei, eu estava meio louca. 


: Você não devia estar aqui. 


Eu: Nem você- me deitei na areia- Pelo visto só fazemos o que não devemos. 


Lys :Eu te liguei várias vezes, você nos preocupou. 


Eu: Estão se preocupando por bobeira demais. 


Lys :Você está meio distante, não nos vimos direto essa semana. 


Eu: Talvez eu não queira ver vocês, já pensou nisso? - revirei os olhos. 


Lys : Se esconder da gente não vai te fazer sentir melhor. 


Eu: Na verdade você está enganado, estou me sentindo ótima. 


Lys : Estou vendo. 


Eu: Olha Lys, vai embora, que saco em, aposto que você tem mais o que fazer. 


Lys :-me ignorou- Qual o problema? 


Eu: Quer por ordem alfabética, cronológica ou por importância? - ri- Quando éramos pequenos queríamos crescer, o que a gente tinha na cabeça em? 


Lys : Com certeza nada de bom. 


Tomei o resto da bebida. 


Lys :Acho que já chega neh, vamos embora. 


O ignorei é peguei outro cigarro, já ia ascender mais ele o arrancou da minha mão. 


Eu: Ei, esse é meu, se quiser compra um pra você. 


Ele riu e me levantou. 


Lys :Vamos. 


Eu: Vai sozinho eu não vim com você. 


Me pegou pelas pernas e me jogou nos ombros, andando calmamente. 


Eu: Me coloca no chão, não me confunda com um saco de batatas-dei um murro na suas costas. 


Lys : Isso não faz nem cócegas. 


Acho que dormi nas costas dele, porque acordei sentindo água gelada caindo sobre mim. 


Eu: Puta que me pariu Lysandre, você tá louco? - eu estava dentro  do box do chuveiro. 


Lys : Eu tô louco e você tá bêbada- me olhou e sorriu- Não mais, eu acho. 


A roupa estava colada ao meu corpo e a água gelada me fazia tremer de frio. 

Me sentei e deixei a água continuar a cair, agora mais quente. 

A semana seguinte a morte do azulado não fora fácil pra ninguém, mais tinha me pegado em cheio, como uma facada no estômago.


Lys : As vezes o vazio dói né? Eu sei como é -  se aproximou e tirou uma mecha de cabelo que caía no meu rosto - Você assiste tudo desmoronando, tudo acontecendo com você, aí bate aquele sentimento de insuficiência, impotência. Da medo, solidão. Infelizmente não é passageiro e não há nada que eu possa dizer que vai mudar isso. Na verdade acho que deveríamos procurar respostas e achar algo em que possanos transformar toda essa dor em algo bom. 


Sorri pra ele, eu sei como era difícil para o platinado viver sem sua família, e em como era forte em relação a isso. 


Depois da cena do banheiro eu troquei de roupa e coloquei uma do Lys, na verdade só uma blusa mesmo, enquanto ele tomava seu banho eu me deitei na cama.

A lua iluminava parcialmente o quarto e trazia um aconchego bom. 

Senti o outro lado na cama afundar e o cheiro bom de sabonete e perfume tomar conta  do lugar. 


Eu : Se eu enlouquecer ou me tornar alguém de quem você ou nossos amigos não se orgulhem promete não me abandonar?


Lys :Isso não vai acontecer. 


Eu: Não foi isso que eu perguntei. 


Lys : - me aconcheguei ao seu lado - Claro que eu prometo. 



.....................................................................


No outro dia 


Acordei com uma dor de cabeça horrível, me levantei antes do garoto ao meu lado acordar e fui pra casa. 


Meredithi : Por mais que não goste da ideia ainda somos seus pais e você nos deve satisfações - me analisou com pena - Não faça isso, você está nos machucando.


Eu : E vocês realmente acham que eu ligo pra isso? Vocês me machucaram e eu não tive o direito de reclamar uma vez se quer, então não se ache no direito de achar algo ruim. 


Tomei um longo banho, vesti um vestido preto estampado com flores e sem mangas, coloquei uma sapatilha e uma jaqueta por cima, deixei o cabelo solto, peguei meus pertences e saí. 

Já estava com a mão na maçaneta quando ouvi a voz do Marcos. 


Marcos: Você quase não para em casa. 


Eu: Acho que já passei tempo de mais tracada em um lugar só. 


Quando finalmente abri a porta dei de cara com o moreno. 


Victor : Podemos conversar? 


Eu: Talvez em outra vida quem sabe- sorri e passei por ele. 


Victor :Vamos, deixa de marra. 


Eu: Sobre o que você quer conversar? Sobre ter matado alguém,  sobre ter acusado outra pessoa por isso ou por essa pessoa estar tracada em um Hospital Pisciquiatra pagando por algo que não cometeu?- virei as costas e ele pegou firme no meu braço. 


Victor :Esquece isso, faz de conta que que não aconteceu.  


Eu: Fazer de conta que não aconteceu?Isso não é comigo. Não vou esquecer, amizades não podem ser construídas com base no esquecimento de erros burros- soltei meu braço do seu toque - Acho melhor voltar pro lugar onde estava. 



Parei o carro em frente ao imenso prédio, as pessoas entravam e saiam em montes, observei as escritas em letras grandes Hospital Memorial- Tratamento Oncológico, segui hospital a dentro. 


O lugar cheirava a morte, mas mesmo assim as pessoas pareciam alegres, segui até a ala de crianças em estado terminal e olhei minuciosamente cada canto. Haviam várias crianças com sorrisos enormes e brinquedos espalhados, elas observavam admiradas o contador de histórias, os olhinhos brilhavam e podia se ver que elas acreditam em cada palavra. 

Me surpreendi ao ver que quem dava esperanças a elas com palavras mágicas era Castiel. 

Logo que ele acabou veio até mim. 


Castiel: Não sabia que gostava daqui. 


Eu: É, você não sabe de muitas coisas. 


Castiel :- me olhou e sorriu -  Sinto muito. 


Eu: Não sinta- o olhei com sinismo- Querendo se redimir, pagar um pouco pelos seus pecados? 


Castiel : Pode se dizer que sim. 


Eu : Pois é, você tem muitos, vai passar o resto da vida se redimindo. 


Passei por ele e fui ate as crianças, era algo bom que eu podia fazer por elas, transformando toda essa dor em felicidade.

Junto delas não havia como parar de sorrir, nada era tão ruim pra elas ao ponto de tirar a felicidade e esperança de seus olhos, elas lutavam pela vida mesmo sabendo do futuro irreversível que elas tinham. 





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