História ! i hate you! i love you! - L3ddy - Capítulo 13


Escrita por: ~

Visualizações 141
Palavras 2.263
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ei crianças, turu bom?! queria deixar dois recadinhos apenas:

Lembram que eu avisei que a fic teria 20 capítulos? Entao crianças, é provável que passe disso, não sei se ficam felizes ou não, mas também não vai ser aquela coisa muiiiiito longa que nem certas fics ai que certas pessoas que se dizem autoras, (eu),prolongaram mais do que deveria...

Mais uma coisinha, lembram que eu disse que ninguém saberia da doença do T3ddy? Pois é, acontece que alguém, sem querer, vai acabar descobrindo.
Vocês já podem fazer uma ideia de quem seja? Quero palpites.

Boa leitura.
=)

Capítulo 13 - Mau presságio


T3ddy p.o.v

 

“E agora, o tempo está passando

Mas eu ainda não consigo te dizer por quê

Me machuca toda vez que te vejo

Perceber o quanto preciso de você”

“Não quero, mas não posso

colocar mais ninguém acima de você”

(I hate u, i love u)

 

Eu sai as pressas enquanto ele ainda dormia, estava quase escurecendo quando voltei para casa. Julio, o motorista, se ofereceu para me levar, mas preferi andando para colocar minhas idéias em ordem. Depois que li aquelas coisas em sua agenda eu me senti pior do que antes,me senti como se estivesse traindo ele. E de certa forma estava mesmo.

Luba deu a entender naquelas frases que quer mais de mim, ele quer algo que eu não posso lhe dar, tempo. Continuo a insistir que a vida é uma grande vadia por entregar em meus braços o amor de minha vida.

Eu sofreria menos se você não se apaixonasse por mim, seria tão mais fácil. Eu me foderia sozinho e não arrastaria você comigo.

 Droga, porque que você tinha que me querer? Justo eu, um condenado...

Um fodido com os dias contados...

 Um nerd que tinha o coração partido por não ser correspondido e agora tem o coração partido pelo motivo contrario. Nós nos entregamos tarde demais...

Agora eu te odeio por outra razão, não ódio propriamente dito, você não tem culpa. Mas eu não posso deixar de te responsabilizar por essa bagunça dentro de mim. Agora a minha batalha interna se resume em uma escolha: aproveitar o que me resta ao seu lado ou simplesmente tacar um foda-se e quebrar seu coração.

Se bem que eu já vou quebrá-lo de qualquer forma, você vai assistir a minha queda e eu não quero isso, alias, não só você, mas também todas as pessoas que estão ao meu redor serão afetadas quando essa bomba relógio em minha cabeça explodir. Eu espero estar bem longe quando isso acontecer.

Eu espero conseguir fugir a tempo.

Logo outro dia chegava, dormi ate a hora do almoço, hoje não fui na escola, inventei que estava doente. O que por sinal não deixa de ser uma verdade, mas ninguém precisa saber. Luba me ligou diversas vezes assim como Rafael e Felipe, mas eu nao quis atender. Queria respirar um pouco sem ter que dar satisfações a ninguém por pelo menos algumas horas...

Agora eu me encontrava de frente para a psicóloga maluquinha com sua lata de cerveja em mãos e o rock alternativo no dock. Mais um dia de sessão com Karen Bachinni e lá estávamos nós tentando resolver o meu dilema.

– Nao quero que ele esteja apaixonado por mim agora para depois sofrer. Seria crueldade minha. – eu disse derrotado me lembrando das palavras escritas na agenda azul de glitter, elas me “assombraram” a noite inteira e foram causadoras da minha insônia.

– Crueldade seria se voce não tivesse a chance de ficar com ele, Lucas. Considere isso com seu ultimo desejo! – Karen estava sentada na cadeira com seus pés sobre a mesa enquanto eu me encontrava deitado no divã. Pois é, foi uma baita surpresa chegar em sua sala e não encontrar a cama como da outra vez. Karen disse que se enjoou dela e resolveu trocar por uma poltrona especial. – E por mais que queira me dizer que não pode fazer isso com ele será impossível para você ficar longe.  Tu simplesmente não consegue se afastar e não importa a desculpa que tente arranjar pra isso. – ok, agora ela disse uma verdade. Mesmo que eu quisesse não conseguiria, mas se eu desejasse não querer talvez funcionasse na mesma medida.

– Eu consigo se eu pensar nas conseqüências que isso ira trazer, vou poder usá-las como motivação para enfrenta-lo e terminar com ele, se é que da para chamar isso, seja la o que nós temos, de alguma coisa. – olhando por esse lado era um pouco mais pratico, acontece que na teoria é sempre mais fácil, não é mesmo?  Eu poderia usar a frieza como um bom artifico para me afastar dele.

As pessoas frias não aparentam sentimentos e muito menos demonstram que se importam, de onde eu encarnaria esse personagem em tão pouco tempo? Chegaria a ser ridículo, ainda mais que eu só faria papel de bobo e Luba jamais acreditaria em mim se agisse desta forma.

– Olha, quando disseram que vocês combinam na teimosia não acreditei, viu?! – Karen passou a mão em seu cabelos bufando em descontentamento. Aposto que foi Gabriella quem disse isso, ate que ela tinha razão. – Agora vamos a outro ponto importante dessa historia, já tentou a busca por um tratamento? Não sei, a medicina e tão avançada hoje em dia.

– Minha mãe não sossegou ate consultar uma segunda opinião, porem não há muito o que se fazer, a menos que um milagre me salve. – não so uma segunda opinião, mas uma terceira, quarta, quinta... fomos em tantos médicos que quando chegou na vez do ultimo eu já completava as suas próprias frases e o coitado me olhava sem jeito e com pena. O que ele podia fazer afinal? Eu já estou condenado.

– Eu lamento que se sinta desta forma, mas ainda não concordo com seu egoísmo.

– Seria egoísmo de minha parte se eu tivesse de obrigá-lo indiretamente a passar o resto da minha vida comigo so porque estou prestes a morrer. – rebati. Eu acredito que a dor de quem fica é pior do que a dor de quem vai morrer, não estarei aqui pra juntar os cacos do coração de minha mãe e muito menos dos meninos, imagine então de Luba, ele já tem uma carga pesada por culpa do acidente e isso ate hoje o machuca. Pude ver em seus olhos o tamanho da dor que carrega. Eu só não quero afunda-lo ainda mais.

– E não e exatamente isso que as pessoas fazem Lucas? Nos nascemos, crescemos e aprendemos de nossos pais, avós e da sociedade que um dia virá aquela pessoa pela qual passaremos o resto de nossas vidas. A diferença e que o seu feliz para sempre não durara muito e é por isso que eu digo a você, não desista. Já viu pelo que ele passou e você é uma das únicas pessoas que ele tem nessa vida, quiçá a mais importante.

Ate que o que ela disse fazia sentido, geralmente a gente casa e pretende ficar com essa pessoa ate morrer, mas com a variável de que nunca saberemos quando e tratamos a morte como um fato distante, tipo na velhice.  No meu caso seria um felizes para sempre com uma duração de cinco meses, bom, na verdade quatro agora...

Eu tinha esperanças de que a nossa conversa me ajudasse a decidir o que fazer, mas agora me encontro mais confuso e perdido do que antes.

Xx

Vera cantarolava uma musica qualquer, reconheci como sendo um hino da igreja, quando cheguei em casa. A televisão estava ligada no jornal, seus cabelos estavam enrolados por bobs e vestia um pijama, ela adorava ficar só com roupas de dormir quando estava em casa.

Pelo cheiro que senti deduzi que tinha algo assando no forno, um bolo talvez... o que significa que ela esta feliz por algum motivo estranho. Pois é, Vera so fazia bolos quando estava com humor, vai entender o que se passa na cabeça dela...

Isso explica o porque de seu queixo estar sujo quando ela se virou de frente para mim. Não pude evitar de sorrir vendo o quão confortável e relaxada ela estava e eu amava isso, vê-la desta forma tao plena apesar de ter enfrentado um plantão exaustivo no hospital.

Ela sorriu de volta pra mim e me aproximei lhe dando o abraço mais apertado que podia, pega de surpresa colocou a tigela que segurava em cima da pia retribuiu meu gesto.

– Como foi na casa de seu... hm... como vocês jovens costumam dizer mesmo?  Crush? – ok...ela estava sorridente, sorridente ate demais.!

– Melhor impossível. – respondi plantando um beijinho em sua testa suja de farinha de trigo –  E com quem a senhora anda aprendendo essas gírias? Eu posso saber? – cruzei os braços vendo ela mexer a calda na tigela, e pelo tom só podia ser de chocolate.

– Foi bom ter tocado no assunto, senta que eu preciso te contar uma coisa. – já fiquei tenso desde ai. Mãe quando chama pra conversar na maioria das vezes costuma ser para dar bronca. Será que eu fiz alguma coisa e não me lembro? – Filho, você sabe que faz algum tempo que estou sozinha, depois do seu pai eu não me envolvi com mais ninguém e...-

– Quem é o cara, mãe? Eu conheço? – se eu estava com ciúmes? Imagina se estava... – Há quanto tempo estão juntos? Ele te trata com respeito? Sabe que se ele encostar um dedinho em você eu arrasto a cara dele no asfalto, não sabe? – ate parece, frouxo do jeito que sou...

– Lucas, filho, calma... o nome dele é Cauê. – serio que o cara tem nome de surfista? Só falta ele me aparecer aqui segurando uma prancha debaixo do braço, vestido apenas com uma bermuda floral com chinelos e ter drads no cabelo. – Você não conhece, é um dos pediatras lá do hospital e é muito querido também, precisa ver como as crianças o adoram. Ele me trata sim, com muito respeito, aliás, me respeita ate demais, viu?! – suspirou em frustração. Mas o que que essa mulher estava insinuando com isso? Fiquei com calafrios só de imaginar.

– O q-que quer dizer com isso, mãe?

– Filho, você já e bem grandinho o suficiente para saber do que estou falando. – sim, ela estava falando daquilo. Minha mãe, a minha própria mãe falando dessas coisas com minha pessoa. Eu me levantei indo ate a geladeira em busca de uma garrafa d’água, tomei em um gole só tentando tirar possíveis imagens de minha cabeça. – A verdade é que as vezes acontece de esquentar mais do que devia e mamãe precisa apagar esse fogo e o doutor não quer apagar o fogo da mamãe porque-

– Vera! – a repreendi – Eu já entendi, não precisa me traumatizar com isso, não quero imaginar minha própria mãe fazendo essas coisas, ok?. – era bom encerrar o assunto logo ali antes que minha mãe se inspirasse e começasse a dar detalhes de sua vida sexual. Alias a palavra “sexo” não combinava com ela, eu gostava de pensar que ela é pura e esse tal medico esta corrompendo sua inocência.

– Quando perder a virgindade você vai entender melhor. – meu rosto esquentou tamanha a vergonha, porem não disse nada e fingi que nem escutei o que ela falou. – Pois bem, nós já conversávamos como colegas normais de trabalho, então chegou o dia que ele pediu meu telefone e então marcamos de sair. E só agora, após três meses, ele teve coragem de me pedir em namoro, mas fez questão de deixar claro que vai pedir sua permissão pra me “cortejar”, como ele mesmo diz.

– Esta mais do que certo, afinal eu ainda sou o homem dessa casa, dona Vera. – disse serio, eu queria ver com os meus próprios olhos esse tal namorado, acho bom que ele seja com ela diz, porque se não for expulso ele daqui a vassouradas  – Quando pretende trazê-lo aqui?

– Estava pensando em marcar um jantar e aproveitar a ocasião pra conhecer o seu futuro namorado também, o que acha? – futuro namorado. Será que chegaríamos a tanto? Eu sempre desejei que se realizasse, porem isso parece tão distante de acontecer...

Enquanto o bolo terminava de assar eu subi para o meu quarto e tomei um banho. Olhei meu celular vendo algumas chamadas perdidas de Luba e retornei de imediato. Sua voz estava doce e manhosa, eu ate podia imaginar ele deitado embaixo de seu cobertor abraçado ao travesseiro com o celular encostado ao ouvido e o quarto escuro.

Luba me perguntou como foi a consulta e respondi que eu e Karen conversamos bastante, eu me sentia um pouco mal por não ser sincero, ele dividiu a sua maior dor comigo e sei que deveria retribuir fazendo o mesmo, porem sinto que desta forma eu estou lhe protegendo e enquanto puder vou continuar fazendo isso.

Querendo mudar o assunto da conversa eu questionei como andavam os preparativos do baile e respirei aliviado quando ele começou a contar todo animado sobre o que tinha planejado e que a decoração ficaria linda.

 Fiquei feliz, ao menos essa festa serviria para alegrá-lo um pouco. Eu disse que os meninos estavam animados, mas que eu não estava e que provavelmente não iria. Então fez-se um silencio, ate achei que a ligação tinha caído, mas era o ruivo que tinha ficado quieto e a ultima frase que eu pude escutar antes da ligação cair de vez foi “você não pode fazer isso”

Creio eu que ele não estava falando comigo. Eu cheguei a ligar de volta muitas vezes, mas só caia na caixa postal. Eu realmente estava preocupado e uma sensação nada boa tomou conta de mim. Mas tentei ignorar.

Desci as escadas me deparando com a mesa já posta e o bolo de cenoura que tanto adoro era o protagonista com sua perfeita cauda de chocolate. Eu dormiria contente esta noite, a não ser pelo fato de Lucas Feurschüte não estar me atendendo.

E foi durante o jantar que bateram na porta de casa. Estranhei alguém chegar naquela hora, poderia ser algum dos meus amigos, mas ninguém avisou nada se viria. Quando abri o encaracolado entrou sem dizer nada e parou na minha frente. Felipe não estava com uma cara nada boa e fiquei alarmado, conhecia meu amigo o suficiente para saber que algo estava errado.

 


Notas Finais


Já imaginam o que possa ser?


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...