História 10 Motivos Para Continuar a Viver - Jimin - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Personagens Originais, Suga
Tags Amor, Bts, Drama, Histórias Tristes, Jimin, Romance, Suícidio
Visualizações 46
Palavras 2.518
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Josei, Lírica, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Suspense, Universo Alternativo, Visual Novel
Avisos: Álcool, Drogas, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Antes tarde do que nunca. Foi mal galera estive muitíssimo ocupada com a escola e outros problemas. Mas estou aqui e é isso que conta. Boa leitura 🌹🌹🌹

Capítulo 8 - Sexto Motivo Part. 1: A Verdadeira Força


Fanfic / Fanfiction 10 Motivos Para Continuar a Viver - Jimin - Capítulo 8 - Sexto Motivo Part. 1: A Verdadeira Força

P.O.V. Alice


"O que são sonhos? Talvez sejam apenas desejos que queríamos que realizasse, por isso o almejamos tanto. Desejamos que eles se tornem realidade, e quando isso acontece, dizemos que foram milagres. Eu pensava que essa coisa chamada de "milagre" só existia nos sonhos. Porém estou-o presenciando com os meus próprios olhos."

(Alice)

"Quando estou dormindo, não sinto nenhuma dor, nenhum ódio, nenhum remoço. Aliás, não sinto nada. Por isso amo dormir, bendito foi aquele que criou o sono, pois ele consegue acabar com toda a minha tristeza. Contudo, ele me lembra muito a morte. Era algo que almejava muito, entretanto não desejo mais. Pude encontrar um motivo para viver, uma pessoa que me aceite como eu sou." Fiquei perdida em meus pensamentos, até que comecei a escutar uma voz longínquos sussurrando em meus ouvidos, ao passo que a sua suavidade me seduzia me atraindo perante desta:

— ...Alice... Alice... Acorde Alice...

"Claro que essa pessoa não é perfeita têm seus defeitos e suas manias, porém eu a aceito como ela é, eu a amo como ela é." 

— Alice... Princesa Alice... Acorde...

Decidi então abrir os olhos lentamente, e o vi, a pessoa que me aceita como eu sou... Jimin. Ele estava segurando uma bandeja onde colocara uma xicara de café, torradas, suco, frutas, entre outras iguarias. 

— O que é isso? — perguntei enquanto esfregava os olhos tentando assimilar o que ocorria. — Não me diga... — ele acenava com a cabeça concordado com a minha reação.

— Eu trouxe o café-da-manhã para a minha princesa. — sorria ao colocar a bandeja em meu colo.

— Você realmente é o meu príncipe encantado. — colocava a minha mão em seu rosto, o acariciando, sua pele era tão macia e sublime, idêntica ao de um bebê.

Ele se aproximou um pouco e começou a cariciar os cabelos e a minha face, deixando as maçãs do meu rosto vermelhas. "Só agora percebo que o Jimin é uma pessoa gentil e amável, talvez nunca perceberia se não tivesse que fazer o trabalho com ele. Acho que me arrependeria por não ter o conhecido."

Quando terminei já era 9hs, eu o chamei para irmos passear um pouco. Ele se retirou do meu quarto para que eu pudesse me arrumar. Quando terminei já era 9:45hs, "acho que exagerei um pouco" coloquei um vestido vermelho com detalhes preto nas mangas, um salto baixo preto entre outros acessórios.

Ele estava me esperando na sala de estar, com uma jaqueta preta e uma regata branca com detalhes, junto a uma calça jeans. "Ele sempre usa uma jaqueta, acho que ele não gosta de mostra os braços." 

Ele ficou boquiaberto ao me ver descer a escada.

— Nossa! Você está tão LINDA. Fiquei vermelha de vergonha com a sua reação ao me ver.

— Você também está belíssimo— ele coçava o queixo parecendo um pouco envergonhado.

Fomos caminhando para um parque que havia perto de sua casa. Andamos lentamente, aproveitando cada momento, cada segundo. Quando chegamos já era 10:30hs, o clima estava agradável, não fazia muito calor e o sol colaborara conosco. A praça estava pouco movimentada, mas mesmo assim, ainda havia algumas pessoas espalhadas pelo local. Em seu centro, havia uma fonte que se destacava. Existia também algumas árvores e diversas flores. Nós nos sentamos em um dos bancos que ficava de frente a belíssima fonte, ele colocou os seus braços sobre o meu pescoço me envolvendo em seus braços. Me inclinei um pouco e o beijei, obviamente ele correspondeu. Depois de algum tempo só ficamos aproveitando aquele lindo sentimento, aquele sentimento de paz. Até que ele me peguntou ainda me envolvendo em seus braços, em um tom suave:

— O que aconteceu com você depois que a sua mãe te levou embora há dez anos atrás? — fiquei um pouco surpresa ao ver ele tocando neste assuntou, porém decidi responder.

— Depois que saí de lá, minha mãe começou a me tratar de uma maneira diferente.

— Como? — perguntou, um pouco preocupado.

— Antigamente ela só me evitava, mas depois daquele incidente ela começou a me tratar direito. Com muito mais amor, carinho, ternura, cuidado, me dando conselhos...  não conseguia mais segurar as lágrimas, e sem perceber, já estava soluçando enquanto Jimin continuava a me abraçar.  — Cuidando de mim enquanto estava doente... Tentava sempre me fazer sorrir. Mas todas as tardes eu saía de casa, lhe deixando preocupada. Um dia, eu percebi que tinha mudado completamente com ela e em um impulso de raiva falei: "Eu já estou cansada de você ficar mandando em minha vida!!!". Porém ela apenas olhou para mim com um pequeno sorriso e disse gentilmente: "Às vezes, nós aprendemos certas coisas da pior maneira. Existem coisas que só encontramos no fundo do poço. E é preciso chegar lá pra entendê-las. Toda a dor precisa de carinho, toda a sombra precisa de luz pra existir, não há nada que seja desprezível. Você pode tirar proveito de tudo e mesmo que erre o caminho, não pense que foi inútil. Apenas seja confiante e acredite que nada foi à toa. Tudo o que passou sempre pode te fortalecer. Só queria que soubesse que mesmo se você errar eu estarei ao seu lado para sempre te ajudar."

"Só agora percebi que aquela frase que ela disse estava se referindo a ela mesma. Naquela época, ela não me achava desnecessária, ela me amava."  Tentava enxugar as lágrimas com minhas próprias mãos, não queria estragar aquele momento. Porém, acho que com isso estou tendo a certeza de que estou confiando em Jimin acima de tudo. Ele, em tão pouco tempo, se tornou uma pessoa tão importante para mim. Estando comigo e me consolando dessa maneira, ele só poderia ser mesmo a minha alma gêmea.

— Ela era uma pessoa magnifica. — a consolava em meus braços. — Como ela se chamava? Deve ser um nome digno a sua gentileza.

— Ela se chamava Beatrice que significa "A que traz felicidade". Um belo nome não acha? — já me acalmara com a suavidade da sua voz.

P.O.V. Jimin

"Em uma fração de segundo senti o meu corpo congelar. Este nome, é muito familiar, claro que é impossível eu conhecer a mãe de Alice. A não ser que fosse... O destino...?"

Eu respirei fundo e tentei me acalmar com a estupidez que acabei de pensar, e disse:

— Um nome incrivelmente magnífico.

— Por que ela teve que acabar assim? — inconformada, ela disse com um olhar de tristeza misturado com ódio.

 — Como assim? —  eu não compreendia o que ela queria me dizer. — Como ela morreu? — ela parecia revoltada, abandonado aquela expressão melancólica que havia em seu rosto. — Não precisa me dizer se isso te incomodar. — "Não quero te ver mais triste, não suporto te ver chorar."

— Isso não ira me incomodar, você é alguém que tenho certeza que posso confiar.— hesitante eu a ouvi, entretanto era melhor eu não ter a ouvido, iria me arrepender pelo resto da minha vida.

Ela começou dizendo sobre o almoço que tinha feito com sua mãe, explicou também que logo seria o seu aniversário por isso havia decidido ficar com ela naquele dia. Continuou dizendo que enquanto comiam, a sua mãe agia de forma diferente, então ela perguntou o que ocorria. A sua mãe falou de uma maneira de desabafo que nunca quis ter ela, e outras coisas mais, ela sem entender saiu correndo e a mãe dela a perseguiu. E enquanto elas corriam, um carro ultrapassou o sinal vermelho e bateu na mãe dela, contudo o motorista fugiu do local a deixando lá com a sua mãe nos braços. Depois de alguns minutos, a ambulância chegou e ao levá-las ao hospital, foram direto a emergência, pois ela precisava de uma transfusão de sangue, mas o seu sangue era muito raro, era... -O. Em todo o hospital, procuraram, mas não existia ninguém com esse tipo de sangue na hora, os médicos resolveram aplicar outro procedimento, mas ele era menos eficaz. No outro dia, ela descobriu que a sua mãe tinha uma doença terminal e era tudo culpa dela, pois todas as vezes que a sua mãe estava doente, ela saía. Depois disso, não consegui ouvir mais nada.

"Eu... Eu... Eu destruí aquilo que era de mais importante... Eu matei a sua mãe!!! Eu destruí a sua vida!!! Não. Não posso acreditar nisso... O destino não pode ser tão injusto assim... Não é mesmo? Deve existir alguma coisa que prove que não sou o culpado. Pense... Pense... Ah! Posso pedir para ver uma foto da sua mãe, assim terei a certeza se a conheço ou não."

 — Jimin... Jimin... Você está me ouvindo?

— Claro... — jogava as palavras ao vento como se nem a percebesse que as falava.

— Como eu estava dizendo, desde então passei a odiar aquele motorista. — os seus olhos estavam banhados de puro ódio e rancor misturado com uma amargura terrível e indescritível. 

"Ela realmente o odiava, me odiava. Naquele momento eu havia deixado de existir."

— Você... Tem alguma foto da sua mãe? Sabe, queria muito poder conhecê-la. — sua feição havia mudado abandonado o ódio em seu olhar voltando aquele olhar angelical. 

Começou a procurar em seu celular alguma foto da sua mãe. Depois de alguns minutos, desesperançosa, olhou para ele e em resposta, disse:

— Acho que não tenho aqui no meu celular, talvez eu tenha trazido no meu álbum de fotos. Quando chegarmos prometo que te mostrarei. — expressava um grande sorriso.

— Claro, Alice. Não precisa ter pressa. Só foi uma mera curiosidade. — sorria tentando esconder a minha imensa preocupação.

Inesperadamente vimos um colega de classe desesperado procurando por alguém, era o Suga. Nós nos aproximando dele e perguntamos o que ocorria para ele está tão desesperado.

— Minhe fugiu de casa — falava já ofegante. 

"A Minhe era a irmã mais nova de Suga, ela tinha começando a agir diferente. Mas ela não tinha nenhum motivo para fugir de casa," pensei.

— Vamos ajudá-lo, hein Jimin? — Alice peguntou olhando para mim de uma maneira comovida, ela queria muito ajudá-lo.

Suga começou a dizer onde ela poderia estar e o lugares onde já procurou.

— Ela parou de falar de repente alguns meses depois de entrar no ensino médio. As pessoas dizem que pode ser uma doença mental, ela se fechou completamente, para mim e todo mundo. Ela não quer falar, ela não quer sorrir. 

   "aquelas palavras estavam mexendo com meu subconsciente, parecia que ele sabia exatamente o que eu estava pensando."  Ele continuou:

 — E hoje... Ela fugiu de casa.

— Então... O que realmente aconteceu... Com ela? — perguntei, já hesitante.

— Zombaram dela.

— Ok... Nós também iremos te ajudar. — colocava a minha mão em seu ombro mostrando que concordava.

Depois de horas a procurando encontramos escondida entre os brinquedos de um parque um pouco longe onde estávamos antes. Ela estava toda encolhida, abraçando as sua pernas de uma maneira em que apoiava a sua cabeça perante os seus braços. Alice se aproximou-se calmamente para perto dela, enquanto eu e o Suga a observávamos.

 — Minhe vamos voltar para casa. A sua família, os seus amigos, todos estão muito preocupados com você. — contudo, não importava o que eu falasse ela continuava com aquele olhar perdido no horizonte e aquela melancolia que ela expressava daquele jeito.

Enquanto Alice estava tentando convencê-la  a voltar para casa uma mulher apareceu. Provavelmente deveria ser a sua mãe.

— Minhe — falou a mulher de uma maneira seca e ao mesmo tempo fria. — Minhe... Sou eu, a mamãe. Ei querida, o que você está fazendo? Está deixando todos preocupados. O que você está fazendo? O que está pensando? Você gosta de vê a mamãe triste?... Querida, por que não nos contou?... Por que não volta para casa?... Por que não diz nada?... Estou tão cansada...  Odeio isso... 

— Bem... — interveio Alice em defesa de Minhe. — Talvez ela não consiga te falar, ela estava com medo do que você iria pensar dela. Estava assustada... Com medo... Tanto medo... Que não queria que ninguém conhecesse esse seu lado frágil. Então ela construiu uma barreira em volta da sua mente. Uma barreira... Para se esconder... Ela se odiava e tinha muita vergonha de si mesma. Ela pensou que talvez mamãe fosse odiá-la, igual a todo mundo, ela pensou por todo esse tempo. Ela não pode evitar pensar assim, talvez seja por isso que ela não possa te contar. A coisa mais assustadora... A mais dolorosa... É ser odiado por alguém... Que realmente ama.

"Isso mesmo Alice... Eu não quero que você me odeie..."

Minhe começou a chorar e se jogou nos braços de Alice.

— Minha querida, se eu soubesse que você estava sofrendo tanto. Obviamente nunca te odiaria, eu te amo tanto Minhe. —

Eu e Suga nos aproximamos delas. enquanto a  sua mãe também lhe dava um  grande abraço. Queríamos observar aquela linda cena mais de perto.

— Não é bom ser fraco. Mas talvez não seja bom ser forte também, pois dizem que o forte prevalece sobre o fraco. Mas somos humanos, e não animais. Minhe tente melhorar a cada dia não tentando ser a melhor e sim uma pessoa que supere suas fraquezas. — falei para ela de uma maneira gentil e carinho.

— Isso mesmo. Nós somos todos humanos. Se esforce, Minhe. — ditou Suga enquanto se ajoelhava para fica na mesma altura dela e afagava os seus cabelos.

Suga mostrou uma carta que os professores da escola dela escreveram para ela e começou a ler:

"Minhe, como você está? Quando pretende voltar para a escola? Seus colegas também estão esperando a sua volta, eu vou conversar com você e te ajudar também. Por que não tenta se entender com eles? Sabe, a coisa mais importante é amar a si mesma, isso mesmo descobrir as suas qualidades e amar a si mesma. Se você não se amar, mais ninguém poderá amá-la, não é?"

— Amar a mim mesmo... Mas como? — inconsciente Jimin perguntou. —Como posso descobrir minhas qualidades? Só conheço meus defeitos, por isso me odeio. Não é isso... Minhe? Eu queria amar a mim mesmo desde o inicio, mas quando alguém me diz "eu te amo" começo a sentir que fui aceito e gostado por alguém, finalmente assim conseguirei esquecer de mim mesmo e pará-me de me julgar e olhar os meus defeitos. Assim comecei a passa a gostar de mim mesmo, embora só sendo apenas um pouco. É assim que me sinto... Minhe... Nós te amamos muito, e é tudo o que podemos fazer por você. — ela se surpreendeu ao perceber o que eu disse.

— Nada além de amarmos você, Minhe. — afirmou também Alice.

E em um impulso de momento e uma explosão de sentimentos ela finalmente falou.

— ... Sim... Eu irei me esforçar ainda mais. Sabe... Ómma, hyung... Eu amo muito vocês também. — começou a nos abraçarmos com um grande sorriso. — Sabe, não estou mais forte do que era  antes, e nada mudou muito. Mas, vou enfrentar a escola novamente. Percebi que o que é importante de verdade não é ser fraco, mas sim, se tornar forte. — disse Minhe gentilmente.

"Pude me distrair um pouco... Entretanto não consigo acreditar que quando eu chegar em casa o meu sonho irá se acabar. Realmente milagres só existem nos sonhos"

























Notas Finais


Continua!!!


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