História A acompanhante - Sakura e Sasuke (Sasusaku) - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Jiraiya, Kakashi Hatake, Kizashi Haruno, Madara Uchiha, Mebuki Haruno, Naruto Uzumaki, Orochimaru, Rock Lee, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Tsunade Senju
Tags Acompanhante De Luxo, Gaasaku, Garota De Programa, Hinata, Ino, Itasaku, Jirasaku, Jiraya, Kakasaku, Karin, Leesaku, Madara, Madasaku, Mei Terumi, Naruhina, Naruto, Nejisaku, Nejitenten, Orochimaru, Orochisaku, Rock Lee, Sakuino, Sakura, Sasuke, Sasusaku, Sasusaku Naruhina, Tsunade
Visualizações 2.728
Palavras 4.757
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: FemmeSlash, Harem, Hentai, Josei, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi pessoas!!! Tudo certo???


Vocês não tem noção de como estava empolgada para atualizar logo essa fanfic. Minha dedicação está toda voltada a vocês, e minha mente parece um carrinho de bate-bate, tilintando com as ideias que surgem toda vez que começo escrever um novo capítulo dessa história.
Agradeço a todos os leitores, e também aos comentários maravilhosos.
Espero que gostem!

Capítulo 4 - Meu primeiro cliente


 Ino ficou eufórica, dizendo que eu tinha desafiado a Karin, porém o meu intuito não era esse, apenas queria mostrar para ela que não permitirei que ninguém pise em mim. As pessoas tem mania de pensar que só porque uma pessoa fala manso, que podem fazer o que quiser com elas. Mas as coisas não são bem assim, e já tenho muitas preocupações em minha cabeça, para ter que me preocupar com alguém que me queria ver de baixo estima.


   Hinata me ligou assim que sai do ensaio fotográfico, e quase fui atropelada por um carro ao ver que era ela que me ligava. Hinata deixou de falar com Ino pouco tempo depois de saber que ela estava se prostituindo. É obvio que ela não entenderia minha posição nessa situação também, mas não quero perder a nossa amizade.


    Ela costuma ser muito crítica e certinha com tudo o que faz, e aos dezoito já havia se casado com Naruto, um garota que ela namorava desde o oitavo ano. Isso tudo porque disse que só ficaria com ele (sexo) depois que se casassem. Na época eu era muito bobinha ainda, mais do que hoje, porém já sabia que esse pensamento que ela tinha era bonitinho, porém antiquado.


   Mas com ela não adianta falar, e a consequência disso acabou sendo um preço alto para eu pagar. O marido dela já tinha dado em cima de mim várias vezes, e quando fui contar o que tinha acontecido, ela simplesmente não acreditou e disse que era apenas uma impressão minha. Tive vontade de bater nela aquele dia para ver se ela acordava para vida.


   O Naruto é uma pessoa boa de coração e muito amável com minha amiga, mas acho que o fato de termos crescido, todos brincando juntos, na mesma rua e na mesma escola, as coisas acabaram ficando estranhas. Quando disse para Ino o que tinha acontecido, ela falou que já imaginava que o garoto era afim de mim, pela forma que ele me tratava, mas o assunto acabou morrendo depois que parei de ir na casa de Hinata.


   Enfim... Estava no telefone, com minha amiga, e Ino ao meu lado perguntando sem parar quem era, tive que ir para a frente de um restaurante. Tampei um dos ouvidos, enquanto no outro apertava meu celular na orelha, tentando abafar o barulho dos carros, e de Ino. Hinata só queria saber como eu estava, e dizer que estava com saudades de mim. Eu também sentia muito a falta dela, e de assistimos filmes juntas.


   Ino revirou os olhos quando me ouviu falar o nome da garota, e eu dei um tapinha no braço dela, sibilando a palavra "p-a-r-a" , enquanto a olhava brava. Um ano já era tempo demais para duas amigas/irmãs ficarem sem se falar. E apesar de saber que isso se deu ao radicalismo de Hinata, também sei que foi por conta da intolerância de Ino, que gritou com a garota sem muitos motivos aparentes.


      Na segunda feira fui fazer os exames ginecológicos pedidos por Mei. Como eu não tinha como pagar a consulta, ela pegou e disse que descontaria o valor do meu primeiro trabalho. Eu aceitei, tendo em vista que não havia outra opção, e aproveitei para pedir ao médico que me passasse um anticoncepcional.


   Quase uma semana já havia se passado e ainda não havia recebido nenhuma ligação de trabalho. Estava bastante preocupada, já que meu dinheiro acabou e sei que meus exames já foram entregues a Mei, pois minhas fotos já estão no site. Fiquei um pouco depressiva, e quase acabei levando bomba em uma prova que fiz. Por sorte Tsunade repetiu o exame, pois sabia que eu conhecia bem a matéria, minha professora tem me ajudado muito.


   Comecei a pensar que talvez eu ainda não tivesse clientes por causa da mensagem que deixei. Talvez fosse melhor ter colocado a mensagem do próprio site mesmo, do jeito que as outras meninas faziam e pronto. Liguei para Ino, mas ela me disse que era assim mesmo, que nos primeiros meses eram poucos clientes, mas que tudo melhorava depois.


   Após de desligar o telefone me senti muito melhor, mas acabei me dando conta de que não sabia nada sobre um relacionamento amoroso, afinal, eu nunca tinha tido um na minha vida. E pior, era exatamente isso que eu havia proposto aos meus clientes. Peguei o celular e conectei no carregador, pois ele já estava com a bateria viciada. Ele era meu "pau pra toda obra", já que não tenho computador.


   Comecei a pesquisar coisas sobre namoro. Como uma namorada deve tratar o parceiro, como ser uma boa namorada, coisas sobre sexo, e vi até alguns vídeos pornográficos. Li tanta besteira, que já estava ficando nervosa, mas depois de vários sites consegui achar um que me desse um pouco de noção de como deveria agir. É claro que cada caso é um caso, mas sabendo ao menos o básico eu poderei me virar.


   Primeiro o site falava sobre a aparência, o modo de falar e se comportar. Dizia que uma mulher inteligente é sempre discreta, gentil, porém cheia de vida. O ultimo item, talvez seja um pouco mais complicado, eu não costumo ter a mesma animação de Ino para as coisas, mas vou me esforçar o máximo possível.


   Depois falava que a mulher deve dar prioridade ao parceiro, ter tempo para ele e sempre ouvi-lo sem criticar. Achei isso um pouco chato, até porque na minha mente os homens são os culpados pela maioria dos problemas no mundo, e ter que ouvir o que eles tem que dizer, sem fazer criticas seria complicado para mim.


   O homem gosta de mulheres que riem de suas piadas, e comentários bobos. Meu humor não é tão bom quanto eu gostaria, e na maioria das vezes nem entendo as piadas que as pessoas me contam. Mas fingir todo mundo sabe, então só tenho que me lembrar de abrir um sorriso largo quando ouvir algo que se pareça uma piada.


   Outra coisa que achei terrível é o fato de ter lido que namorados devem se falar todos os dias. Quase não tenho tempo para mim, e pros meus estudos, como vou arranjar tempo para falar com eles? Para minha sorte a maioria dos clientes desse tipo de negócio são casados, mas ainda assim, se eu ver que eles estão dispostos a aprofundar as coisas vou deixar, e quando estiver desocupada repondo eles. Isso não vai quebrar meus dedos mesmo!


   Li sobre várias outras coisas, tipo: Demonstrar interesse no trabalho dele, dizer obrigada sempre, não ser arrogante, ter respeito, incentivá-lo, etc. Eram tantas coisas que acabei pensando que estar num relacionamento deve ser ainda pior do que estar trabalhando na lanchonete que eu era atendente antes. Mas para meu alivio, sei que esses caras não costumam ficar muito tempo com uma garota só, então não teria que ouvi-los sempre.


   Os vídeos pornôs que vi eram totalmente sem noção. Os atores muitas vezes eram feios e desajeitados, e as mulheres as vezes gritavam, mas quando a câmera focava no rosto delas era visível que na verdade elas não estavam sentindo prazer algum, ao menos foi o que me pareceu. E alguns homens tinham o pinto mole e esquisito, quase tive vontade de vomitar!


   Quando achei um filme bom, quase pulei de alegria. O filme foi gravado nos E.U.A. mas tudo bem, já que meu inglês não é tão mal. Confesso que acabei me masturbando enquanto assistia. Li que uma mulher deve estar sempre atualizada, e bem informada sobre seu corpo, então não me senti nenhum pouco mal ao fazer isso, sem contar que não era primeira vez.


   A atriz desse filme era muito boa, ela tinha uma cara safada, e ao mesmo tempo sapeca e parecia estar aproveitando cada momento do sexo. O homem também era bem legal, além de bonito. Ele não ficava apenas metendo nela, feito um besta, ela a beijava e gemia fechando os olhos como se estivesse transando com alguém que o matasse de tesão.


   Acabei assistindo outra vez, queria gravar em minha mente todas aquelas posições, e a maneira que ela o chupava. Resolvi que me inspiraria nessas coisas durante meus encontros. E o fato de ter ficado com um só homem até hoje não é da conta de ninguém, e se eu fizer tudo direitinho ninguém vai se quer notar.


   Fechei meu livro, guardei minhas coisas e sai da sala de aula as pressas para chegar logo em casa e descansar um pouco. Estudar não é uma tarefa fácil, e cansa nossa mente e também o corpo. Sei que terei que me esforçar bastante para manter meus horários, e procurar marcar encontros, nos quais eu possa voltar para casa na mesma noite.


   Ino me disse que a Karin falou mal de mim para uma garota da agência, mas parece que a menina não acreditou muito, alegando que a ruiva é do tipo "nada confiável". Eu só espero não ter nenhum tipo de problemas com ela, e acredito que isso não será difícil devido ao fato de nós não precisarmos ter contato algum.


   Pulei, no ponto de ônibus, ao sentir meu celular vibrar no bolso de trás da minha calça. Já ouvi várias advertências sobre roubos, mas eu sempre acabava me esquecendo. Senti um frio na barriga ao ver que quem me ligava era Mei. Já estava ficando quase louca, esperando ter logo um cliente para poder conseguir um dinheiro, e dar um fim nas minhas contas. Mas por outro lado, queria desistir disso tudo, e viver de alguma outra forma.


   — Olô! — falei um pouco eufórica, com o coração batendo forte.
   — Oi Sakura querida. Sou eu, Mei. Estou ligando para pedir que você fique atenta nas mensagens que eu vou te enviar agora. — Enquanto ouvia, dei o sinal para o ônibus parar.


   — Tá bom, eu vou ver — disse, esperando o motorista abrir a porta, já curiosa para saber o que ela queria me mandar.


   Nos despedimos, e eu fiquei segurando o celular com uma das mãos enquanto me agarrava ao banco do ônibus para não cair. Realmente precisava desse dinheiro, é muito complicado ter que viver com o mínimo, é como estar andando, constantemente na corda bamba. Senti meu celular vibrar, e quase o deixei cair, nervosa.


   Ela me enviou três fotos de homens, um mais feio e velho que o outro. Suspirei fundo antes de ler a mensagem que ela enviou em seguida, me sentindo decepcionada por meu primeiro cliente ter que ser tão feio. Meu celular vibrou mais uma vez, com outra mensagem dela que chegava. Fechei os olhos reprimindo todo mal pensamento, até por que Ino tinha me falado sobre os velhos, eu sabia muito bem onde estava me enfiando.


   Eles elogiaram bastante o seu perfil, e gostaram muito da mensagem que você deixou. Inclusive todos os três aceitaram pagar mais pelo serviço de "namorada". E como eu não sabia o valor que você cobraria a mais, falei que ia ver se você estaria disponível e que o preço era negociado diretamente com você. Escolha um deles, e envie uma mensagem para mim com o nome do que você resolveu escolher, que passarei seu número para ele. E o meu pagamento eles mesmos fazem, assim como o seu será depositado direto em sua conta.
   
   Mordi os lábios, feliz da vida por ter lido aquilo. Eu sabia que as garotas recebiam em média mil reais por programa, e quando algumas optavam por transar sem camisinha cobravam de mil a dois mil a mais pelo serviço. Mas eu também não posso exagerar no valor que vou cobrar, para não correr o risco de perder clientes.


   Dei o sinal, e sai apressadamente do ônibus, enquanto revia as fotos no celular. Eu precisava realmente desse dinheiro e não dava para escolher muito, caso contrário só veria minhas dívidas aumentando. Entrei em minha casa, tirei meus sapatos e me deixei cair na cama. Resolvi que escolheria o mais decente possível.


   Porém, enquanto eu estava olhando as fotos, recebi uma nova mensagem. Mei me enviou outro cara, esse era mais novo e bonito. Um sorriso enorme brotou em meus lábios, por saber que eu tinha um direito de escolha melhor. Porém, ainda me senti dividida, por me lembrar que Ino tinha dito que homens mais velhos pagam melhor.


   Então comecei a analisar as fotos com detalhes, mas não conseguia me imaginar com esses senhores, talvez até mais velhos que meu pai. E mesmo precisando de dinheiro, achei melhor enviar o que mais me agradou para Mei. Me levantei entusiasmada, e fui tomar um banho, o chuveiro estava no quente, mas a água ainda estava gelada. Em São Paulo faz frio sempre, e eu não estou acostumada com isso. Esfreguei meu corpo inteiro, com pressa por ter deixado meu celular em cima da cama.


   Sai do banheiro, sem se quer me enxugar direito. Estava louca para ver se meu "namorado dessa noite" me ligaria ou mandaria alguma mensagem. Peguei meu celular, percebendo minhas mãos trêmulas, porém não havia nada ainda. Me enxuguei direito, e comecei a passar creme no meu corpo, mas meus olhos estavam colados no meu telefone, e quase dei um pulo ao ver a tela se acender.


   Boa noite. Estou ansioso para te conhecer! Achei sua proposta muito interessante, e estou louco de curiosidades para experimentar essa noite diferente contigo. Aguardo sua mensagem com o valor, e regras.
Orochimaru


   Coloquei minha língua para fora, desdenhando o nome dele, mas eu não posso reclamar. Graças a essa noite que está para começar, vou poder pagar minhas dívidas e começar a ficar um pouco tranquila ao menos. Tenho também que mandar uma mensagem para Ino, já que hoje é sexta feira e deveríamos nos encontrar no bar.


   Vai ser um alívio para mim não aparecer naquela casa noturna, já que Itachi provavelmente estará por lá. Não quero encontrar com ele tão cedo. Não que eu não tenha gostado dele, mas não sei como reagiria ao vê-lo, depois de tudo o que aconteceu. Na cabeça dele o fato de termos ficado juntos foi apenas algo comum, mas na minha... foi minha primeira vez.


   Me sentei na cama, passando a toalha pelo meu corpo, tentando reprimir o frio, pensando no que escrever para ele. Mas tudo parecia impróprio, e sem autenticidade. Escrevia algumas palavras, e logo depois apagava, mordendo meus lábios para não falar nenhum palavrão. Não costumava xingar, mas nesse momento, era tudo o que eu queria. Resolvi, que escreveria o que viesse, e enviaria assim mesmo.


   Boa noite. Também quero muito conhecer você. Fico feliz que tenha gostado do meu perfil e espero conseguir atender suas expectativas. O valor é dois mil e quinhentos a noite, porém não dormirei com você, e não aceito atos sadomasoquistas. Sou uma garota meiga e muito carinhosa, tenho certeza que vamos nos relacionar com facilidade.

    Depois de reler minha mensagem, até que fiquei feliz com o resultado. Me levantei da cama procurando uma roupa adequada para essa noite, não poderia ser nada vulgar, mas também tinha que ser bonita e atraente. — Ai que difícil — Pensei colocando minhas mãos na cintura, e peguei um vestido tubinho preto, que tinha um cinto de oncinha.


   Usei ele uma só vez, para ir no casamento civil de Hinata, mas para sair assim não sei se esse cinto ficaria bom, e ainda tenho que pensar que está fazendo frio. Balancei minha cabeça negativamente, devolvendo o vestido no armário, pensando não ser uma boa escolha, por conta do tempo. Peguei uma calça jeans destryed clara, a mais decente que eu tinha, uma blusa levinha branca de manga, uma echarpe preto e branco e um blazer preto descolado que eu tinha. Agora só precisava pensar no sapato, mas isso não era muito difícil, ia de bota preta, cano curto.


    Para minha sorte não ia precisar passar nenhuma das peças. Olhei para meu telefone, porém ele ainda não havia enviado nada e isso estava me deixando angustiada. Respirei fundo, pensando que tinham se passado apenas alguns minutos, e que talvez ele esteja ocupado, ou não viu a mensagem ainda, mas eu só estava paranoica, pois meu celular tocou de novo.

     Nem mesmo poderei te amarrar? E uns tapas? Você não gosta de bondage? E também preferia que você passasse a noite comigo e fosse embora apenas pela manhã.

   Meu coração tremeu com tudo aquilo. Senti vontade de ligar para Ino, mas não posso ser uma criança chorona, tenho que fazer as coisas ao meu modo. Me sentei, novamente na cama pensando no que responder. E Mei e Ino tinham me dito que tudo o que eles quisessem a mais, eu poderia aumentar o valor.


   Sorri maliciosa, pensando que no meu primeiro encontro já conseguiria ganhar talvez até mais dinheiro do que as garotas que transavam sem camisinha, isso é, se ele aceitar minha proposta financeira. Mas não vejo motivos para ele recusar, também não posso ficar me rebaixando. Se ele me procurou é porque me quer, então vou com tudo, sem ter medo de nada.
  
    Eu aceito a bondage, desde que você não me machuque em momento algum, sempre parando ao me ouvir pedir. E também aceito passar a noite, porém o valor para esses serviços, que considero extra, gerará um custo maior, além do nosso combinado inicial.


   Me levantei quase pulando da cama, estava ansiosa pela noite, essa com certeza seria uma experiência completamente nova e atrativa. Nunca tinha me imaginado fazendo isso, e uma vez li um livro que abordava o tema. Não acho que será tão mal, mas é inevitável não sentir um pouco de medo. Afinal de contas, estarei com um desconhecido total me dominando.


   Comecei a pesquisar em meu celular coisas sobre o tema, enquanto aguardava a resposta dele. Mas antes mesmo que meu navegador abrisse, vi a mensagem dele chegando. Sem pensar em muita coisa, fui lê-la, e quase cai para trás com a resposta do homem. E isso sim que seria uma noite boa para mim.

     Gostei muito de você, e estou disposto a pagar cinco mil pela sua companhia.

   Empolgada, mandei uma mensagem imediatamente de volta para ele, dizendo aceitar o acordo, e ele me respondeu de volta com o nome do hotel que nos encontraríamos. Não sabia se quer onde era esse lugar, mas nem preciso saber de muita coisa, já que ele que vai pagar meu táxi. O que é um alivio, já que não tenho dinheiro para nada. Estava extremamente contente, o valor oferecido por ele era ainda mais audacioso do que eu tinha em mente.


   Peguei da minha gaveta a lingerie mais bonita que eu tinha. Não era nada muito glamoroso, mas era o que eu tinha. Ela era vermelha, de renda e bem delicada, o sutiã realçava bem meus seios medianos, e a calcinha deixava minha bunda ainda mais redondinha. Me olhei no espelho, contente com o resultado e comecei a vestir minha roupa.


   Comecei a me maquiar, mas não era muito habilidosa para isso, então fui na internet procurar um guia de maquiagem bacana. Por sorte achei um perfeito, era de fácil adaptação e eu conseguiria fazer, pois a mulher no vídeo explicava o passo a passo detalhadamente. Me assustei ao terminar e perceber que tinha demorado muito ali, e que logo daria oito horas, o horário combinado por ele.


   Peguei o telefone, tremendo tanto que mal conseguia procurar o número de táxi que Ino tinha me dado. E depois de quase deixar o telefone cair no chão, consegui chamar o taxista, pedindo urgência. Só depois disso que fui perceber minha real realidade, eu estava extremamente nervosa, e com bastante medo dessa noite.


   — Vou receber o meu primeiro cliente, e de cara ele me paga um valor altíssimo. Ele também vai ser meu primeiro dominador, além de o segundo homem no qual dormirei — sussurrei para mim mesma, pensando na situação em que estava agora.


   Peguei uma bolsa de ombro que minha mãe me deu, e comecei a tirar tudo o que tinha lá dentro. Papéis velhos que eu se quer sabia onde tinha conseguido, um folheto velho da faculdade, o guia de ônibus que Ino tinha feito para mim quando cheguei na cidade, e outras coisas. Depois de fazer a limpeza comecei a arrumar, coloquei meus documentos, uma calcinha extra e uma camisola, presente de Ino que nunca havia usado. Ela era muito bonita e de marca, então não passaria vergonha.


   Pensei em por mais uma muda de roupa dentro, porém a bolsa ficaria estufada demais, então apenas acrescentei minha escova de dentes, uma base matte, para não ficar que nem um fantasma pela manhã e algumas outras coisas pequenas, que poderia usar em caso de necessidade. Me sentei na cama com cuidado, para não bagunçar minhas roupas e maquiagem, sabendo o quão desastrada eu sou. 


   Já estava nervosa, e o táxi parecia que nunca chegaria. Olhei para minha bolsa da escola, lembrando a quantidade de coisas que teria que estudar amanhã, quando chegasse. Por sorte não tenho nenhum trabalho agendado, pois só agora, que vou começar a trabalhar que terei dinheiro para comprar materiais da faculdade que estão em falta.


   Acabei ficando tão perdida nos meus pensamentos, que se quer vi o tempo passar, apesar da minha ansiedade. Levantei rapidamente da minha cama, ao ouvir a buzina do táxi. Peguei minhas coisas, e olhei para a hora, já estava com medo de me atrasar e ter minha atenção chamada pelo homem que vou me encontrar.


   Entrei no carro branco, já dizendo o endereço do hotel, olhando nos olhos do motorista pelo retrovisor. Enquanto o homem dirigia, eu olhava pela janela, mas não prestava atenção em nada que via. Estava pensando em como seria essa noite, torcendo para que tudo desse certo. O meu maior medo era de sentir muita dor durante a bondage.


   De certa forma era excitante fazer algo diferente, mas sei que alguns homens são brutos demais, e chamar a polícia nessas circunstâncias era algo fora de cogitação. Respirei fundo, enquanto o motorista ia parando o carro na frente de um hotel luxuoso. O prédio era muito alto, com vidros verdes espelhados, um jardim muito bem aparado e preservado ao redor, e no caminho de entrada.


   O carro parou e eu continuei a olhar para o prédio, sentindo minhas mãos suarem por conta da minha falta de experiência e por saber que não poderia demonstrar isso. Fui acordada pelo motorista, que abria a porta para que eu saísse. Um homem de cabelos compridos, perfeitamente alinhados e com aspecto sedoso estava parado de frente ao carro, com as mãos no bolso de sua calça social, esse com certeza era o homem da foto.


   Comecei a descer do carro, tentando parecer o mais elegante possível, e peguei na mão de Orochimaru, que estendia a dele para me apoiar. Eu estava com um sorriso largo no rosto, enquanto ele me analisava discretamente, com a face séria. O medo que eu tinha agora era de ter desagradado ele com minhas roupas, ou aparência.


   — Boa noite — ele falou cortês.


   — Boa noite — disse me aproximando um pouco dele, porém o homem se afastou, quase deixando um ponto de interrogação na minha cabeça. Mas depois percebi que ele apenas ia pagar o taxista, que ainda esperava.


   Ele tirou de seu paletó uma carteira de couro, fazendo sua gravata balançar um pouco. Pude ver várias notas altas quase que saltando de dentro dela. Meu primeiro pensamento foi no perigo que ele corria em andar com tanto dinheiro assim. Mas para ele, isso não deve ser nada. Observei um casal que saia do hotel de mãos dadas, e olhei para a mão de Orochimaru em seguida procurando por uma aliança, mas não havia nada.


   — Obrigado. — Educado, se despediu do motorista com um aperto de mão, e voltou-se a mim novamente. — Você é linda. — Ele se aproximou, e trêmula segurei a mão dele, enlaçando nossos dedos. Ele me olhou parecendo bravo, mas logo desviou seu rosto em direção à entrada do hotel.


   — Obrigada! Você também é muito bonito. - Disse com a voz baixa, sendo o mais cautelosa possível. Ele começou a caminhar lentamente, me puxando junto a ele.


   Segurava minha bolsa com a mão esquerda, enquanto sentia ele apertar um pouco a minha direita, parecia estar começando a se sentir um pouco mais confortável com a situação, e eu também. Olhei um pouco para baixo, pensando no que deveria falar com ele, mas minha cabeça não estava muito boa hoje. O sapato social que ele usava era de grife, e muito bonito, não sei com o que ele trabalha, mas deve ser bem sucedido.


   — Esse hotel é muito bonito. — Tentei quebrar o gelo, mas não sei se usei o assunto correto.


    — Também é a primeira vez que venho aqui. Escolhi especialmente para você, espero que goste. — Abri um sorriso sincero, me sentindo lisonjeada pelo que ele disse. E vi um olhar de surpresa nos olhos dele, aquilo foi bastante satisfatório. Esse pequeno gesto me fez compreender que se eu quero que essa experiência seja ao menos parecida com um namoro, então eu terei que me apaixonar por ele em uma noite, e fazer com que ele sinta o mesmo por mim. Vai ser difícil, mas eu sei que posso conseguir.


   — Muito obrigada. — Soltei minha bolsa e a mão dele, agora abraçando seu braço esquerdo enquanto sussurrava essas palavras. E pela primeira vez pude ver seu sorriso, que era muito bonito, parecendo completar perfeitamente seu rosto. Ele se desvencilhou de meus braços, me abraçando a cintura, me senti vitoriosa por isso.


   — Vamos jantar com uns amigos, espero que não se importe. — Sua voz era rouca, e ele parecia fazer o tipo sedutor, até seu jeito de andar denunciava isso. E eu procurava me atentar a cada detalhe nele que me agradava, enquanto caminhávamos pelo hall de entrada do hotel. Minha intenção era pensar nele como um homem que eu realmente desejava.


   — Tudo bem — disse sem graça, enquanto via duas recepcionistas cochichando enquanto olhava para nós, porém logo elas se separaram com o olhar do homem ao meu lado para ambas.


   — Pink? É assim mesmo que tenho que chamar você? — ele perguntou um pouco arrogante, enquanto eu me lembrava não ter pensado nisso, nem sequer consultado se deveria dar meu nome verdadeiro. Mas não queria ter gente de chamando por uma cor por onde eu fosse.


   — Desculpa! Pode me chamar de Sakura — falei observando o enorme lustre da sala de jantar do hotel. O lugar tinha uma iluminação agradável, poucas pessoas comendo, e tudo era muito limpo e organizado. Olhei um pouco a procura do banheiro, porque me situando não teria que passar vergonha.


   — Não tem que se desculpar. — Ele soltou minha cintura, segurando novamente minha mão. Estávamos indo para o fim da enorme sala, e mesmo de longe já podia ver os cabelos vermelhos da magricela da Karin, que ria descontroladamente em seu vestido azul, ao lado de um homem de cabelos pretos, terno da mesma cor e camisa branca, sem gravata que não parecia nem um pouco feliz.


   E quanto mais nos aproximávamos daquela mesa mais sentia meu coração palpitar, de todas as pessoas que poderia encontrar, a que menos queria estava logo ali a minha frente. Tinha visto essa garota apenas uma vez, e ela já era capaz de me tirar completamente do sério. E a forma na qual ela se veste e se comporta, fez com que eu questionasse o por quê de ela ser a melhor acompanhante da empresa que eu estava trabalhando.


   Além de espalhafatosa, ela era sem noção, o homem ao seu lado, não parecia estar de bom humor, porém ainda assim ela estava a falar como uma maritaca. E como se não bastasse toda essa inconveniência, se quer sabia se deveria falar com ela, ou fingir que não a conhecia. Vou deixar ela dar o primeiro passo, e se não der não falo nada. Paramos enfrente à mesa que o casal estava, enquanto eu tentava não encará-los, envergonhada por causa do silêncio que nos envolvia.


   — Essa é a Sakura — Orochimaru disse, soltando minha mão e puxando uma cadeira para que eu pudesse me sentar.


   — Prazer em te conhecer Sakura, eu sou Karin — a mulher falou, se levantando, e apertando minha mão com força, como se quisesse me obrigar a ir em sua onda. Mas essa maluca não precisa tentar me obrigar a nada, eu não sou burra, e já entendi o recado.


   — O prazer é meu — falei com um sorriso falso, puxando minha mão da dela, enquanto via o homem que estava ao seu lado se levantar, já começando a estender sua mão para um cumprimento.


   — Eu sou Sasuke.



Continua....


Notas Finais


É isso aí geeenteee!!!

Espero vcs no próximo cap.
Bjnn


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