História A casa ao lado - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Boris, Castiel, Charlotte, Dajan, Dakota, Debrah, Iris, Jade, Kentin, Kim, Leigh, Lysandre, Melody, Nathaniel, Peggy, Priya, Professor Faraize, Professora Delanay, Rosalya, Viktor Chavalier
Visualizações 9
Palavras 2.708
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Transsexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Apresentação e jantar


Ter novos olhares em mim era completamente desconfortável, era visível o jeito que eles me olham, como se eu fosse um animal em extinção porque eu fico quieta no meu canto.                                                                  Me mudei para Londres há 2 meses e mesmo assim ainda não me acostumei e nem fiz amizades, você deve pensar "Patética essa história", não é patética quando você não se sente padronizada pelo mundo.

Me chamo Manuela Ferraz, sou branca e razoavelmente "gordinha", sim, não sou magrela. Sou aquele tipo de pessoa que tem um rosto "fofo", coxas e bunda fartas, e não, não tenho necessariamente muito gordura localizada na minha barriga por causa da minha altura, bom "mas você teve Leucemia". Eu era uma criança magra, depois que minha leucemia "curou" eu engordei o máximo que eu pude. Hum, tenho olhos e cabelos castanhos claros e eu também sou alta considerando o "padrão da altura femenina". É estranho ter que conversar com pessoas que precisam levantar um pouco para te encarar nos olhos e ter  a estrutura de uma palito, bom, para os curiosos eu tenho 1,73 de altura e peso 72 kilos, vai por mim, a sociedade hipócrita adora ter uma imagem contorcida da mulher, aqui normalmente as mulheres tem 1,62 e pesam 59 kilos.

Minha história começa quando eu tinha 6 anos e 8 meses, eu me lembro da minha idade escrito naquele papel médico. Puff, eu era tão inocente a ponto de achar que estava tudo bem, mas foi aí que eu descobri o que era leucemia. Leucemia, aquelas malditas células brancas que acabaram ocupando-se do meu corpo, depois que descobri vivi internada no hospital e quem mais cuidava de mim era a Infermeira Brenda, contudo ela acabou virando uma mãe para mim já que a de sangue não me visitou até eu sair de lá. Quando saí fui com 90% de vida daquele lugar e com uma lembrança na minha cabeça quando me olhei no espelho; careca e diversas manchas no meu corpo.

 Todos da escola a essa altura do campeonato já sabiam o que estava acontecendo do estado da minha saúde, quando cheguei na escola os olhares foram diretamente para mim, o lenço na minha cabeça poderia esconder como eu estava por fora, mas não escondeu a verdade e o que eu realmente sintia. Apesar de ser criança as outras pessoas eram e sempre foi muito maldosas.

~

Meus pais resolveram se mudar por causa do novo emprego do meu pai, na época em que tive câncer ele não recebia salário o suficiente e acabamos gastanto o dinheiro que a minha vó deixou de herança, depois disso vivemos apertados e comiamos pão com queijo toda a janta e era nessa época que eu era um palito. Depois de alguns anos meu pai arranjou esse emprego desde então conseguimos nos estabelecer até que a empresa resolveu mudar meu pai para Londres.

Eram 16:40 e como todos os dias não tinha ninguém em casa. Meu pai trabalha o dia todo e minha mãe saí para fazer só Jeova sabe o que. Meus pais sempre me deixaram sozinha quando pequena, quando me apaguei a Infermeira Brenda e tive que me afastar dela vindo para cá, foi uma dor muito grande. Até porquê depois que voltei para casa do hospital meus pais a contrataram para cuidar de mim.

-Vida cruel.- Estiquei meu braço que agora estava encostando no chão. As vezes eu deveria pensar menos no passado e curtir mais o futuro, aí eu lembro que minha vida social é uma bosta. Ouvir a porta sendo destrancada e logo depois uma sombra conhecida de distância com as roupas chamativas, quem? Minha mãe.

-Joyce(Mãe): Manuela? Achei que estava na escola.- Bufei e revirei os olhos com a pergunta

-Eu estudo de manhã, mãe.- Eu já avisei ela esse semana umas 5 vezes, mas acho que ela tem a memória de uma mosca.

-Joyce: Ah sim. Desculpa, a mamãe anda muito estressada e cansada.- Sim, desde os meus 11 anos.

-Tudo bem.- Não adianta eu me estressar, de novo.

Subi para meu quarto me arrastando, fechei a porta para que minha mãe não entrasse falando sobre ela, como sempre e deitei na cama puxando o livro da Agatha Christie. Eu amava os livros dessa mulher, suspense e policial são os gêneros que mais me puxam na questão do "interesse", eu também gosto de terror, mas só para filme. 

Ouvi um barulho que me fez assustar e lagar o livro espontaneamente, fui até a janela e começou a tocarem uma melodia, alguém tocava baixo de um modo tão delicado e bonito. Olhei para a casa do lado que por incrível que pareça não aparentava ter ninguém, nunca vi ninguém sair e ninguém entrar e para mim essa casa era abandonada ou sei lá, o dono não vinha visitar, mas claramente o som vinha de algum daquelas janelas. O meu quarto dava de cara com a parte de trás do meu jardim e de frente a uma das janelas, tentei focar dentro do vidro para pelo menos indentificar o sexo da pessoa.

-Joyce: Manuela, o que está fazendo?.- Mamãe tentou abrir a porta, mas com a tentativa falha começou a bater, o que me assustou e fez eu descolar da janela.- Manuela???

-Oi, mãe. Eu estava dormindo.- Fiz uma voz sonolenta, mas não abri a porta.- O que a senhora deseja??

-Joyce: Já falei para não ficar com a porta trancada, se acontece alguma coisa...

-Isso não acontece a anos, para ser específica 5 anos. O que a senhora deseja?.- Voltei a reforça a perguntar e Ignorei as lembranças.

-Joyce: Hum...- Ela parecia tentar relembrar o que iria perguntar, as vezes acho que a tecnologia come a memória dela.- Ata, seu pai ligou e mandou você se vestir pois iremos jantar fora.

-Ok.- Me aproximei da janela na esperança de ouvir alguma coisa, mas só ouvi os passos da minha mãe indo. Decepcionada olhei para a casa ao lado, e encostei na parede esperando mais alguma coisa.

-Joyce: Se arrume decentemente.- Ela gritou me assustando de novo, até parece que eu estou devendo devido a quantidade de susto que tomei em menos de 1 hora.

-Eu entendi.- Revirei os olhos. Provavelmente iriam encontrar alguem que seja de importância para eles ou vão me dar um aviso que vai mudar minha vida. Como eu sei? A última vez que isso aconteceu eu estou vivendo em Londres, agora.

Fechei a janela e fui para o banheiro, deixei a torneira ligada para que enchesse a banheira e comecei separar algumas das minhas maquiagens, sim eu gostava de me maquear quando preciso. Óbvio que eu não era a "fodona" nisso, mas pelo menos saía alguma coisa.

~~~~Quebra de tempo - 1 hora e meia depois

Perdi a noção do tempo, fiquei mais de meia hora na banheira e queria ficar mais só que minha mãe já estava me apressando. Minha maquiagem já estava feita: Base e pó; nos meus olhos o deliniador, com sombreado de um marrom claro e rimel; na Boca um gloss. Não gosto de cor avermelhada.                        Em meu cabelo fiz um trança de lado e passei um pouco de fixador para que não ficasse com muito friss até o final da noite.

-Paulo: Filha. Estamos atrasados.- Ele bateu na porta, eu bufei porque ele só vem quando a Joyce já está irritada.- Senão iremos te deixar

-Não é uma má idéia.- Falei baixo o suficiente para que Paulo não ouvisse.- Bom, só falta o sapato.

-Paulo: Daqui 10 minutos lá embaixo.- Ouvi seus passos descendo as escadas de madeira.

Esse povo gosta de apressar, tirei o roupão e peguei na mão o vestido longo preto de fenda que estava esticando na minha cama, vesti com o maior cuidado para não bagunçar o cabelo nem borrar a maquiagem. Assim que terminei puxei o salto, também preto porém um pouco brilhante, e vesti. Bom, eu era péssima para andar com saltos e parecia um robô, mas ainda sim eu tentava e ninguém nunca comentou nada então tá bom, né?

Abri a porta e quando pisei para fora do meu quarto vi uma sombra parando no penúltimo degrau, olhei devagar e vi uma expressão feliz no rosto do meu pai, ele me olhou de cima a baixo como se tivesse me analisando.

-Paulo: Meu bebe está crescendo.- Eu nunca ouvi algo do tipo sair da boca do meu pai, sua frase me fez soltar um sorriso de lado porém espontâneo.

-Obrigada.- Depois que eu o respondi, ele voltou ao "planeta terra" e fico ereto novamente tomando sua "pose".- Vamos?

Ele concordou e deu a volta descendo as escadas, eu apenas o segui até chegar na sala de estar. Mamãe como sempre estava no seu Iphone 5s, ela nem olhava para mim ou nem mesmo para o meu pai, o mesmo já se acostumou tanto que nem liga mais, mesmo que apesar de tanto tempo isso ainda me incomoda muito, eu acho que meu pai não merece um relacionamento desses.      

O celular do meu pai vibrou anunciando uma mensagem, ele arregalou os olhos e ficou abrindo e fechando a boca como se fosse falar, no entanto só ficou olhando estático para o aparelho em sua mão.

-Paulo: Estamos atrasados.- Depois de uns segundos em silêncio ele falou grosso, aparentemente ficou bravo.- Não se atrase da próxima vez, Manuela.

-Joyce: A mimamos demais.- Ela jogou o celular dentro de uma mini bolsa e foi até a porta a abrindo e saindo na frente sem deixar eu responder. Meu pai foi atrás dela com abrindo chave do carro na sua mão, eu revirou os olhos, apaguei a luz da sala e fechei a porta pelo lado de fora colocando a chave em baixo do carpete.

Entrei no carro que estava parado em minha frente, era sempre o mesmo constrangedor de sempre. Queria minha família como antes, antes de serem abduzidos pelo dinheiro, pela fama, pela posição social. Por exemplo meu pai ama Rock, eu ouvia com ele quando era pequena e amava pois cantávamos enquanto ele tocava a velha guitarra que agora deve estar jogada em algum canto de nosso porão ou talvez no lixo, atualmente ele nem fala comigo direito e só ouve música clássica por causa que todos do seu padrão ouve, não estou falando que não são músicas boas, mas também não é o estilo nem o gosto de papai.

     Quando dei por mim o carro já estava estacionado em frente ao restaurante Italiano grande, muito elegante e aparentemente muito caro também. Saí do carro, esperei os dois pois eu apenas os seguia como um cachorro perdido, assim que mamãe saiu ela me olhou de cima abaixo como se tivesse analisando, ou seja, ela esperou chegarmos para ver como eu estava. 

-Muito bonito o restaurante.- Meu pai apareceu do meu lado com um sorriso leve no rosto, eu falei para que minha mãe parasse de me olhar com um monumento.

-Paulo: Meu chefe realmente tem um ótimo gosto para as coisas.- Meus pais finalmente deram as mãos, mesmo que seja de fachada para que olhos alheios se encham de brilho por ver um casal de alta classe social e tão "Unidos", já nos meus criavam lindas ilusões de que talvez isso algum dia pode acontecer novamente. Entramos no restaurante e era exatamente como esperado: maravilhoso; Era um lugar mais escuro, com algumas luzes em cima de cada mesa e tudo bem arrumado e em ordem, as pessoas estavam elegantes também e  algumas mulheres estavam até vulgares.

-Xxxx: Olá, Paulo.- Um homem um pouco mais velho que meu pai, dos olhos acizentados e cabelos mel falou assim que nos aproximamos de uma mesa do lado de uma janela de vidro, que dava em um belo jardim.

-Paulo: Olá, senhor Marcelo. Desculpe o atraso.- Meu pai esticou a mão para cumprimenta-lo e o mesmo respondeu com o mesmo gesto.

-Marcelo: Sem formalidade, Paulo. Estamos fora da empresa, saindo como amigos. Sem desculpas também.- Percebi o sorriso nervoso do meu pai, quando olhei para o homem que estava em minha frente ele também me encarava.- Deixe-me apresentar, eu me chamo Marcelo e essa daqui é minha Esposa Mariana.- Meu pai beijou a mão da moça que sem dúvidas era bem mais nova que ele.

-Paulo: Essa aqui é minha filha Manuela e essa é minha mulher Joyce.- O homem levantou beijando minha mão e logo a da minha mãe. Meu pai olhava para o nada, então eu acabei vendo o homem piscar para a a Joyce e ela ficar corada.

-Podemos nos sentar?.- Meu pé já doía de ficar de pé e eu queria muito comer.

-Joyce: Olha a educação, Manuela.- Ele falou com os dentes trincados.

-Marcelo: Ela está certa. Podem sentar.- Eu sentei entre a Mariana e meu pai, logo percebi que tinha dois lugares vazios e parei para observar enquanto minha mãe, meu pai e Marcelo falavam sobre algo que eu não estava enteressada.

-Mariane: Hum, falta o filho do Marcelo e o amigo do filho dele.- Ela sussurou para mim, mas todos acabaram ouvindo.

-Marcelo: Estava esquecendo disso.- Ele olhou no relógio.- Aquele irresponsável, já era para estar aqui.

-Joyce: Quantos anos eles tem?.- Ela perguntou encarando Mariane, mas ela parecia não saber.

-Marcelo: Normalmente o Lysandre é mais responsável, enfim, Castiel tem 18 e Lysandre 17.- Ele me olhou curioso, obviamente essa conversa iria vir para mim alguma hora.- E você, Manuella?

-Tenho 16.- Sorri tímida, mas queria mesmo é comer.

-Paulo: Ela faz 17 daqui 2 meses.- Ele completou.

-Joyce: Tudo bem eles atrasarem, coisa de adolescente.- Ela sorriu de um modo tão falso que chega a doer em mim.

-Marcelo: Se eles não vierem, vamos ter que deixar de sair com eles em uma próxima, o que você acha Manuela?.- O que esse homem tá querendo?

-Por mim, tudo bem.- O homem concordou e levantou a mão para o Garçom próximo.

-Mariane: Já sabem o que vão comer? Vocês não parecem que comem muito em restaurantes assim.- Ele deu um sorriso de lado. Ela soltou isso tão de repente que até Marcelo olhou assustado, me pai olhou para baixo e minha mãe colocou o cardápio na frente. Sério?

-Hum, por incrível que pareça já comemos sim. Vou querer conchiglione de ricota com camarão e molho branco. Por favor.- Meu pai levantou a cabeça e me olhou perplexo, Marcelo nem olhou para mim e mamãe estava querendo rir.

Mariane ficou quieta depois disso, o garçom veio e pedimos nossos pratos. Marcelo ficou conversando com meus pais para "descontrair o clima" que sua noiva deixou, no começo achei que ela era gente boa, mas agora ela fica me fitando com ódio mesmo que não me incomode alguém vai acabar notando. Depois que a comida chegou todos pareciam estar melhor, eu resolvi não falar nada até porquê alguém ainda vai perguntar algo pra mim..

-Mariane: O que você pretende fazer, Manuela?.- Acordei dos meus pensamentos, todos me olharam até mesmo Marcelo. Ele sempre esboçava sorriso alegre.- Eu fiz engenharia ambiental.

-Primeiramente pretendo terminar o ensino médio, mas assim que acabar os estudos vou arranjar um emprego para que eu poça estudar com o meus dinheiro e depois conseguir uma faculdade de administração.- Falei largando o copo com água que estava na minha mão.

-Marcelo: Mas seu pai tem bastante dinheiro. Por que você pretende trabalhar para isso?.- Agora ele estava mais sério e me encarava profundamente, Mariane estava com um sorriso irônico no rosto, mas se desfez com minha resposta. Meus pais? Prefiro nem ver a cara deles.

-Não quero depender do dinheiro dos meus pais, quero minha independência. Já dependia demais deles.- Olhei para baixo e Sussurei logo Mariane virou rápidamente para mim.

-Mariane: Verdade, eu tinha esquecido que você teve Leucemia, né?.- Eu não sabia indentificar o seu tom de voz , mas o clima tinha melhorado.

-Tive, mas me curei e isso não me atrapalha na vida pessoal.- Levantei a cabeça sorrindo.- E se voltar, ou seja, se minha células não combaterem eu ainda irei lutar assim como na infância.

-Joyce: Bom.- Ela pegarreou um pouco.- Acho que está tarde.

-Marcelo: Sim, me desculpem pelos imprevistos, pelos maus entendidos e a ausência do meu filho.

-Paulo: Agradeço pelo jantar.- Na hora meu pai tirou a carteira do bolso.

-Marcelo: Eu irei pagar. Eu os chamei, por favor...

-Paulo: Não posso, eu pago pelo menos a da minha família.- Ele puxou uma quantia que eu não soube indentificar.

-Marcelo: Eu faço questão.- Ele abaixou a mão do meu pai.- Por favor..

-Paulo: Tudo bem.- Não foi difícil conversar meu pai.

Depois que pagaram a conta todos nos despedimos e cada um foi para sua respectiva casa.



Notas Finais


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