História A Descendência - Capítulo 22


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Categorias Teen Wolf
Personagens Alan Deaton, Chris Argent, Cora Hale, Corey Bryant, Derek Hale, Isaac Lahey, Jordan Parrish, Kira Yukimura, Liam Dunbar, Lydia Martin, Malia Tate, Mason Hewitt, Melissa McCall, Mieczyslaw “Stiles” Stilinski, Natalie Martin, Personagens Originais, Peter Hale, Rafael McCall, Scott McCall, Sheriff Noah Stilinski, Theo Raeken
Tags Descendencia, Sobrenatural, Teen Wolf
Visualizações 50
Palavras 2.038
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Famí­lia, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Álcool, Incesto, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 22 - New life. New chance.


Fanfic / Fanfiction A Descendência - Capítulo 22 - New life. New chance.

Quando atravessei a porta, parei em um lugar escuro. Não havia nada nem ninguém. Allison havia dito que essa era minha segunda chance, mas eu não via nada além de trevas.

- Olá? - disse, minha voz ecoou longe. Nada de resposta. Então vi uma luz forte e foi como se uma tela se abrisse diante de mim. Nela estava minha mãe deitada em uma cama de hospital, suada e ofegante. Meu pai ao seu lado estava quase desmaiando, mas aguentando firme por ela. Ele segurava a mão dela e vez em quando fazia caretas pela forma como ela apertava.

- Vamos lá Lydia. Você consegue - ele dizia para ela.

- AHHH. URGHH. AHH - ela gritava de dor. Aí eu entendi. Era um parto. Mais especificamente meu. Era meu nascimento. Eu sabia porque meus pais eram jovens de mais para ter sido de Ariel ou Aiden - STILESSSS.... AHHH.

- Vamos lá mamãe - dizia a médica- Estou vendo a cabeça, mais um pouco de força.

- Nã... Não.. vai .. dar.. Stil.. - ela não conseguia falar de tão ofegante.

- Não diga isso Lydia, me escuta. Você aguenta, já aguentou muita coisa. Isso é fichinha pra...

-AHHH - meu pai foi interrompido por mais um grito de minha mãe.

- Er.. era.. dife..rent.. - ela tentava falar e fazia caretas de dor - Nã... o esto.. pronta... pra ser ... mãe.

- Está sim! - ele disse - Agora faça o que faz de melhor. Grite. GRITE e traga nossa menina ao mundo.

Então ela gritou. Um som agudo e estridente rompeu a sala de parto. Junto com o grito ela fez um impulso para a frente. Quando o grito cessou,  só se ouvia um choro agudo e esganiçado de bebê. Meu choro. Minha mãe se jogou para trás exausta e meu pai suspirou. Ambos começaram a chorar quando a enfermeira me colocou nos braços da minha mãe. Ela me acariciava e ele parecia ter medo de me tocar. Ambos me olhavam como se eu fosse a coisa mais linda do mundo.

- Olá. Oi minha menina. Minha Allison. Bem vinda. Bem vinda meu anjinho lindo. Você é linda sabia. Eu te amo, amo mais que tudo. Prometo que serei uma boa mãe. Eu vou te cuidar e proteger de tudo - minha mãe susurrava.

Meu pai enfim criou coragem e me tocou. Mais lágrimas desceram.

- Nem acredito que você veio de mim. Você é linda. Linda demais. Nossa Allison, nossa guerreira. Minha menina corajosa - ele susurrou bem perto de mim. Ele deu um beijo na testa da minha mãe e seguiu - Você fez um ótimo trabalho Lydia, ela é perfeita. 

- Nós fizemos um ótimo trabalho - minha mãe concluiu olhando para meu pai.

- Eu sempre disse que trabalhávamos bem em equipe - ele disse sorrindo e minha mãe retribuiu.

- E se eu não for uma boa mãe Stiles ? - ela questionou preocupada.

- Também tenho essas dúvidas. Foi tão rápido, eu te amo tanto Lydia. Mas me questiono se serei um bom pai. Alguém que proteja vocês, que defenda. É uma grande responsabilidade, é demais pra uma pessoa só.

- Por isso trabalhamos melhor em equipe - ela respondeu - Acho que seremos bons pais. Temos um ao outro, e nossa princesa.

- Estive pensando, seria melhor se tivessemos nossa casa, nosso canto. Um lugar pra chamarmos de lar, o que me diz? - meu pai perguntou.

Minha mãe olhou para ele surpresa.

- Stiles você est...

- Sim Lydia Martin, estou de pedindo em casamento. Aceita envelhecer ao lado desse palerma? Aceita criar nossa filha numa casinha só nossa?  Aceita ser manhã esposa?

- Mas é claro que aceito Stiles - ela disse rindo e chorando de empolgação - Achei que jamais ia pedir. Sempre achei que Lydia  Stilinski soava melhor que Lydia Martin.

Ele sorriu e ambos se abraçaram e ficaram me olhando ali na sala de parto. 

A tela escureceu e eu fiquei sozinha novamente.

- Eii! - eu disse para o nada,  ouvindo minha voz ecoar - Qual o sentido disso? Me mostrar meus pais. Não entendo.

- Não entende Allison?  Já ouviu a expressão " Vi a vida passar diante dos meus olhos"? - ouvi uma voz responder no escuro.

- Elisabeth! Claro que já ouvi.

- Foi o que acabou de acontecer. Pra nós duas. Ver o dia do nosso nascimento parece fofo. Levando em consideração a parte do amor de nossos pais. Mas quando você sabe que foi nesse dia, que eles te negaram o que era seu por direito, deixa de ser fofo.

- Como assim? - questionei 

- Quando sua mãe deu aquele grito no seu nascimento Allison. Foi quando suprimiu a banshee dentro de você. Sua mãe te privou de seus poderes. Ela arrancou essa parte de você quando gritou para te dar a luz. Foi assim que você nasceu humana.

- Não me importo com poderes. Não mais. Só quero minha família de volta.

- E eu quero seu corpo. Mas você continua lutando por ele, e por isso estamos aqui. Por sua causa.

- Que lugar é esse?

- Seu corpo. Estamos presas aqui dentro, sem poder controlá-lo. Estava tudo funcionando. Mas ai você teve que encontrar com aquela garota morta idiota. Ela te ajudou, aquilo me trouxe pra cá. E agora seu corpo está sem vida, sabe por quê? 

- Porquê? 

- Por que quando você fez isso, eles conseguiram te atingir. Pra te matar.

- Qu... quem fez isso? - perguntei 

- Seu pai.

Foi como um soco no estômago. Meu pai. Que no dia que nasci prometeu que me cuidaria a todo custo. Me matou.

- É mentira. - eu disse entre lágrimas - ele jamais faria isso.

- Mas fez - ela respondeu - Ele pegou a porcaria da lança e cravou no seu peito.

Eu me ajoelhei e comecei a chorar. Ouvi na minha cabeça ao longe uma voz. Bem fraca. Parei de chorar e prestei atenção no aue ela dizia. 

Me levante e então outra tela se abriu diante de mim. Eu estava lutando com Scott e então eu disse:

- Desista Mccall.  Só pode me tirar daqui se me matar. Matar a Allison. Isso acabaria com qualquer chance de te-la de volta.

- Eu vou dar um jeito - Scott respondeu.

- ALLISON! - ouvi meu pai gritar , em aeguida veio em nossa direção correndo - Por favor eu sei que você está ai. Ache uma forma de sair. Por favor.

- Sem chance. O que você prefere: sua filha morta ou ela presa aqui. No próprio corpo?

- Prefiro minha filha longe de tormento -meu pai disse chorando e epegando a lança na mão - Prometi pra ela que faria o que fosse melhor pra ela sempre. Que sempre à colocaria em primeiro lugar. E é o que vou fazer..... Nem que signifique perdê- la pra sempre..

Dito isso ele cravou a lança no meu peito e tirou. Scott segurou meu corpo antes aue atingisse o chão. Depois meu pai se ajoelhou chorando e soluçando no chão. Me pegou nos braços e dizia:

- Eu te amo minha princesa.... te amo... demais... Você é linda. Meu bem mais precioso, mas..... mas eu fiz isso por você. Não podia te deixar sofrendo aí.... Fiz porque te amo... Me perdoa...

As lágrimas dele caiam sobre meu rosto. Minha mãe chegou correndo logo em seguida, quando me viu, soltou um grito altíssimo. Depois se ajoelhou no chão na frente do meu pai e então disse:

- Não Allison, não por favor. Volta pra mim. Volta pra mim meu anjinho. Minha princesa. Lembra que você é uma guerreira? Lembra. Vença essa batalha por nós. ... Allison...

Ela e meu pais não diziam mais nada apenas choravam sobre meu corpo. Scott também chorava, mas de respente seu rosto se encheu de uma esperança e determinação.

- Ela ainda está viva ! - ele disse , fazendo meus pais olharem para ele - Posso ouvir seu coração. Temos que acordá-la.

Ele me pegou nos braços e começou a susurrar. Foi estranho. Foi como se eu ouvisse a voz ecoar no lugar onde estava. Sua voz vinha como que por caixas de som. Como a de Allison na sala dos espelhos. Continuei olhando a cena e acompanhando o que ele dizia.

- Allison,  sei que está me ouvindo. Eu sei como te tirar daí, mas precisa confiar em mim. Não é hoje que perdemos outra Allison. Você confia em mim?

- SIIIMMM ! - gritei ouvindo minha voz ecoar. Na cena que eu via, meus lábios se mecheram lentamente formando a a palavra sim. Estava acontecendo naquele momento.

- NÃOOOO - gritou Elisabeth - Não pode me mandar de volta. Não pode garota. Não é assim.

A tela sumiu. Fui tomada por um medo. Não ouvia nem via mais nada. Tudo em silêncio.

- Pelo visto, não funcionou - disse Elisabeth triunfante.

Então ela começou a sumir, aos poucos ia sumindo virando fumaça.

- NÃO PODE SER. PARA COM ISSO NÃO.  NEM PENSAR. NÃÃÃÃOOOOO....

 E então ela se desfez completamente. E eu apaguei como se ouvesse caído no sono.

Quando abri os olhos vi meus pais . Estava nos braços do meu pai e minha mãe ao seu lado.

- ALLIE ! - gritaram em unissono e começaram a me beijar.

Senti uma dor agoniante e levei a mão ao lado da barriga. Sangue. Sentei com dificuldade e vi a enorme marca de mordida ao lado da minha barriga.

- MEU PEITO! - eu disse levando a mão, mas não senti o buraco - O que você fez Scott?

- Eu te mordi. Era o único jeito.

- Tudo bem - eu respondi levantando, sendo seguida por meus pais - Voltei pra vocês.

Abracei eles com força.

- Obrigada por cuidarem de mim - disse para eles - A propósito, Argent disse que sempre soube que ficariam juntos.

Eles se afastaram surpresos.

- Quem? - perguntou minha mãe.

- Allison Argent,  encontrei ela. Ela me ajudou a sair da sala de espelhos. E disse também - me virei para Scott - Que ainda te ama de todo o coração.

Ele sorriu e me abraçou.

- Como ela está?  - perguntou 

- Bem. Feliz. Está descansando.

Josie apareceu e correu para meus braços. 

- ALLIE! VOCÊ TÁ BEM!

- Sim. E tenho que dizer algo.

- Diga.

Me aproximei de seu ouvido e susurrei.

- Eu sei sobre Franklyn! 

Ela me olhou surpresa.

- Como?

-Uma amiga me contou - respondi - Tem meu apoio Josie. Vai fundo conquista ele, você consegue.

- Mas e você? 

- Eu amo outra pessoa - respondi, olhando Érick que surgiu atrás dela. Me lancei em seus braços e selei nossos lábios. O beijo foi curto mais doce.

- Acho que isso foi um "eu te perdoo", não foi? - ele perguntou.

Mordi os lábios e acenei com a cabeça .

- Eu te amo Mccall.

- Eu te amo mais Stilinski.

Nos abraçamos. Quando Clare entrou, me joguei nos braços dela.

- Me perdoa? - perguntei 

- Pelo quê? 

- Por tudo que já te fiz - respondi 

- Quem tem que pedir perdão sou eu.

Ela me abraçou bem forte. Depois que nos soltamos perguntei.

- E os Águias? 

- Fugiram. Não tivemos tempo de pegá-los. - respondeu Malia.

- Mas acho que podem voltar. E estaremos esperando eles. Ainda mais que agora teremos uma nova banshee.

Eu sorri e acenei com a cabeça. Com certeza eu me tornaria banshee. Sabia disso. Estava feliz e ao mesmo tempo preocupada com a responsabilidade. Mas animada.

                                                               

4 SEMANAS DEPOIS...

- Que filme vamos ver hoje? - questionou Érick enquanto eu chegava com a pipoca e sentava no sofá da casa dele. Josie estava no cinema com Franklyn, demorou mas finalmente eles sairam juntos. Os pais de Érick estavam jantando fora e nós ficamos com a casa só pra nós.

- Star Wars - respondi.

- De novo? Allie já vimos milhares de vezes.

Fiz beicinho e ele revirou os olhos.

- Tá legal. Que seja Star Wars.

Estava escurecendo e a lua já despontava no céu. Lua cheia. Não me preocupava com Érick ele se controlava muito bem.

De repente senti algo estranho. Não era dor, eram emoções. Senti um impulso e coloquei a mão na cabeça. Um rebuliço se formava na minha cabeça e eu não sabia explicar o que era.

- Allie, tudo bem? -  Érick perguntou colocando as mãos em meu rosto e levantando, abri os olhos e o encarei. Uma expressão de medo e surpresa invadiu seu rosto - A.. Allison....

- O que foi? O que tá acontecendo comigo?

- Você está se transformando. E não é em banshee.




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