História A Era dos Caminhantes - Capítulo 104


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Apocalipse, Caminhada, Caminhantes, Contaminação, Drama, Ficção, Mortos, Mortos Vivos, The Walking Dead, Zombie, Zumbis
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Palavras 1.705
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Ficção, Ficção Científica, Romance e Novela, Terror e Horror
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Self Inserction, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 104 - 8.14 Uma Longa Caminhada


I...

- Bom dia, Nômades.

Kawan acorda seu grupo, estava  amanhecendo e ele queria por seu plano de invasão ao CCD em prática o quanto antes.

- Sabe galera, eu estava pensando no que enfrentamos todo esse tempo, todos que matamos, amigos que perdemos, toda nossa jornada. Talvez as pessoas dentro desse CCD tenham provocado todo esse apocalipse, talvez eles tenham passado por tantos problemas quanto nós.

II...

Dias, semanas, meses atrás, os Nômades já foram um grande grupo, já foram um pequeno grupo mas nunca desistiram, nunca pararam. - os primeiros saíram do nordeste e foram para o Rio de Janeiro onde estavam agora, os Nômades tentavam se acalmar e descansar após enfrentar uma horda de vivos-mortos.

- E agora Kawan, pra onde Vamos?

- Espera Nico, quem tanto perdemos?

Nicolas olha ao redor, os sobreviventes ainda  chocados com tudo que tinha acontecido.

- Dudu, Marylin, Carine, Rich e Duda.

- Primeiro devemos saber onde estamos pra depois pensarmos pra onde ir.

- Tem uma rodoviária a duas quadras daqui. - Disse Fabiana ainda soluçando um pouco após chorar. - Podemos achar um mapa para usarmos.

- Onde está o mapa que tínhamos? - Perguntou Nico. - Ah droga, Rich estava com ele.

Kawan se levanta ajeitando sua arma.

- Então vamos logo pra rodoviária.

Os Nômades seguem a pé o caminho até a rodoviária, perceberam que ainda estavam no estado do Rio de Janeiro ao observarem as placas dos veículos e números de telefone nas placas e cartazes de propagandas que haviam pelas ruas. - O grupo agora reduzido a oito integrantes caminhava com mais atenção, relaxar não era mais uma opção naquele momento, abrir a guarda seria fatal com o cansaço que eles estavam.

- Ali está. - Avisou Fabiana apontando para o prédio. - Eu não tinha certeza se era uma rodoviária, vi os ônibus de relance enquanto corríamos então deduzi que era.

- Ótimo. - Disse Fabrício olhando o local. - Deve ter zumbis.

- Provavelmente. - Falou Kawan adentrando na rodoviária a frente dos outros. - Anna, Gilma, Carlo e Yane quero que vocês vigiem o estacionamento e a entrada.

- E a gente? - Perguntou Fabricio.

- Nós vamos nos separar em duplas para procurar mapas e o que mais acharmos de útil, Fabiana vem comigo procurar nos guichês e escritório, Nico e Fabricio vocês vão buscar nas lojas.

O grupo se divide pra fazerem as tarefas dadas.

O quarteto do estacionamento começam a procurar coisas dentro dos veículos.

- As vezes poderíamos viajar de veículos. - Comentou Carlo. - pegar um ônibus desse e zarpar não seria tão ruim.

- Verdade. - Concordou Yane. - Mas Kawan ainda insiste em viajar a pé.

- Eu concordo com ele. - Disse Gilma. - Veículo andando por ai atrai muita atenção.

- Silêncio pessoal. - Pediu Anna, estava em alerta após ouvir um som próximo deles, ela dá um sinal indicando que o som veio do outro lado do ônibus que estava ao lado deles, Yane e Gilma vão por trás do veículo enquanto Carlo fica em posição com sua barra de ferro, Anna se afasta pra olhar o que está ali e assusta quando vê vários vivos-mortos. - Droga!

- YANE!

Carlo se vira pra olhar o que aconteceu, Gilma tentava puxar a garota que estava sendo atacada por zumbis.

- Vamos correr, eles são muitos. - Avisou Anna.

- Pegaram a Yane, vá chamar os outros Anna que eu vou ajudar o Gilma.

Anna sai correndo pra dentro da rodoviária, Carlo se apressa para ajudar Gilma a livrar Yane dos zumbis mas era tarde, Gilma solta a garota que ja estava sendo devorada.

- Yane!  Yane! 

- Vamos Gilma, temos que ir. - Carlo puxa o amigo mas os bichos cercam eles. - Pra baixo do ônibus, rápido!

Os dois entram embaixo do outro ônibus que estava ali mas os zumbis já se aglomeravam impedindo os sobreviventes de fugirem.

III...

Fabiana e Kawan acham mapas nos guiches que forma procurar.

- Por quê quis eu como dupla? - Perguntou Fabiana.

- Queria ter um momento a sós com você.

- Pra que Kawan?

O garoto da um passo a frente se aproximando dela.

- Pra isso. - Ele beija a amiga que corresponde o beijo, mas logo são interrompidos com os gritos de Anna pedindo ajuda.

Fabiana e Kawan vão ao encontro da garota, Nico e Fabricio também aparecem.

- Zumbis de novo, muitos, eles pegaram a Yane.

- Onde estão os outros? - Questionou Kawan. - Rápido!

- Gilma e Carlo ficaram lutando contra os bichos.

Um tiroteio que parece vir do estacionamento surpreende os cinco Nômades.

- Nós não temos armas de fogo. - Lembrou Fabricio.

- É,  não temos. - Nico olha para os amigos e todos correm para ver o que estava acontecendo com seus amigos.

Chegando no estacionamento, dezenas de vivos-mortos estavam no chão abatidos, Gilma ajudava Carlo a sair debaixo do ônibus.

- Vocês estão bem?  - Perguntou Anna indo até eles com os outros.

- Estamos. - Disse Gilma. - Vocês fizeram isso?

- Não, e também não foram vocês. - Falou Kawan olhando em volta.

- Então, quem salvou nossos amigos pode aparecer. - Avisou Fabricio com um certo receio. - Só queremos agradecer.

- Cala a boca Fábricio. - Cortou Kawan.

Após alguns segundos, um cara encapuzado segurando uma Uzi surge em cima do mesmo ônibus que os dois Nômades entraram embaixo.

- Olá amigos, espero ter ajudado vocês, ah! vim pelos agradecimentos prometidos.

Os Nômades observam desconfiados.

- E  a quem devemos agradecer? - Perguntou Kawan, estava segurando seu machado.

- Verdade, não me apresentei mas a entrada foi boa não acham? - Sem reposta ele prossegue. - Me chamo Lukas, mas esperem, não posso ficar com todo o crédito. - Mais quatro encapuzados surgem em cima dos ônibus ao redor. - Eu tive ajuda pra ajudar vocês. Lavinia, Crystian, Marcos Vinicius ou Marvin se preferirem e a Raissa, nossa líder.

- Ah, então ela é a Líder e você é quem? O porta voz? - Disse Nico.

- Quando precisa sim. - Devolveu Lukas.  - Sou o que eu quiser.

- Menos Lukas. - Retrucou Raissa saltando de cima do ônibus e indo até os Nomades. - Vejo que ao contrário de nós vocês não tem armas, isso é ruim.

- Não tivemos a sorte de encontrar então aprendemos a sobreviver sem. - Disse Fabricio. - É o jeito.

- Mas agora as coisas vão mudar. - Falou Lavinia de cima do Ônibus. - Nós vamos nos juntar a vocês, temos mais armas do que gente para usá-las.

- Deixa eu ver se entendi. - Kawan estava mais desconfiado do que nunca. - Vocês tem armas de fogo e salvam um grupo desconhecido, depois querem se juntar com esse grupo. O que vocês ganham em troca?  Vou logo avisar que não temos nada a oferecer além de um obrigado por salvar nossos amigos.

- Nem tudo tem que ser difícil moço. - Disse Raissa. - É muito improvável aparecer um grupo bom como a gente mas aqui estamos, precisamos de sobreviventes para sobreviver, todos aqui somos sobreviventes e por isso devemos nos unir e assim progredir até o fim.

- Se não quiserem falem logo. - Disse Lavinia. - Muitos grupos aceitariam essa proposta.

- Nós não somos um desses grupos. - Devolveu Nico

Raissa da um sinal com a mão, Marvin e Crystian jogam três armas aos pés dos Nomades.

- Estamos confiando em vocês, só queremos que isso seja recíproco, confiem na gente.

Gilma pega uma das armas e dispara no céu pra testar o funcionamento dela.

- Perdemos muita gente nos últimos dias,  uma quando essa horda apareceu momentos antes de vocês chegarem, nós não queremos perder mais ninguém, eu não quero.

Trocas de olhares acompanhados do silêncio fica entre eles até que Kawan volta a falar.

- Ok. Vou apresentar a gente, me chamo Kawan, esses são: Gilma, Fabricio, Fabiana,  Anna e Nico, somos os Nomades e vamos nos unir a vocês.

- Parabéns. - Lukas desce até eles. - Agora nós também somos Nomades.

- Nomades, um nome legal. - Elogiou Raissa enquanto estendia a mão pra Kawan.  - Nosso grupo não tinha nome.

Kawan estende a mão para o cumprimento.

- Obrigado Rayz. - Ele sorri. - Não fique brava com meu trocadilho, é que você é a raiz desse grupo.

- Tudo bem. Mas e então, pra onde nós Nomades vamos?

- Vocês não tem nenhum acampamento? - Perguntou Fabricio

- Não.

Fabiana chacoalha o mapa nas mãos.

- Pra onde vamos é o que vamos ver.

IV...

O grupo seguiu por dias até a divisa que separava Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Como Raissa e seus amigos eram de Minas, os Nomades decidiram viajar por dentro do estado mineiro na esperança de chegar em São Paulo com mais segurança. - Enfrentaram muitas coisas, grupos de sobreviventes, zumbis e até intrigas internas. - Já no estado de São Paulo, Raissa foi morta em uma luta contra um grupo inimigo, desanimados os Nomades passaram semanas em uma fazenda numa cidade do interior de SP, lá encontraram corpos, cães, a mesma fazenda que nossos Walkers foram passar a noite em sua jornada.

V...

Hoje

- Kawan! Terra chamando Kawan. Ou pelo menos o que sobrou dela. - Nico estava chamando seu líder que parecia em transe.

- Foi mal. - Kawan volta a atenção para os amigos. - Eu comecei a lembrar da nossa viagem e acabei viajando na minha mente.

- Tranquilo mas temos que invadir um certo lugar, lembra? - Disse Fabiana.

- É claro.

Os Nomades se preparam e bolam a estratégia de invasão.

- Vocês estão ouvindo? - Fabiana interrompe os amigos. - Devem ser muitos.

Marvin sobe numa árvore próxima pra ter mais alcance de visão.

- Vamos ter que entrar nesse lugar logo. - O garoto desce apressado da árvore. - Não são dezenas, são centenas de zumbis vindo direto pra cá.

Os Nomades vão para a entrada do CCD onde sofrem a intervenção de Leo, Lincoln e Guil.

- Vocês tem que deixar a gente entrar. - Pediu Kawan. - Tem muitos vivos-mortos vindo até nós.

- Ah é? Quantos? - Questionou Leo mantendo a mira nos desconhecidos.

- Não sei, talvez mil... ou muito mais...



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