História A Escolha • Jikook • - Capítulo 35


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Jikook
Visualizações 46
Palavras 4.994
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Hentai, Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 35 - Nada me impede de ir, menos você...


Fanfic / Fanfiction A Escolha • Jikook • - Capítulo 35 - Nada me impede de ir, menos você...

 Flash Back On 

Uma semana atrás 

Jungkook estava no seu quarto deitado na sua cama se recuperando de mais uma sessão de choros. Ele havia chorando tanto esses últimos dias que já era costume. Já era algo normal sua mãe pega-lo chorando, tendo pesadelos ou algo do gênero. Mesmo com ajuda, ele não estava dando conta...

Jungkook não conseguia mais ficar assim. Não aguentava mais. Ele tinha que sofrer todo santo dia, olhar para a cara dele todo santo dia, escutar a voz dele o xingando todo santo dia. Ele estava cansado, esgotado. Não queria mais aquilo.

Sua mãe havia saindo para trabalhar e o deixado em casa. Ela disse para não sair e nem ir a escola hoje, como um dia de descanso para colocar as coisas em ordem. Como se ela soubesse que seu filho estava confuso.

Jungkook bufou e ligou a televisão. Ele não precisa de um momento "reflexão", ele só queria que tudo isso acaba-se. O moreno levanta de seu lugar para atender o telefone que começou a tocar. De início ele pensou em não atender, mas a curiosidade de saber quem era essa hora foi grande.

- Alô? - Perguntou sem interesse.

- Jungkook? - Ele estremeceu ao ouvir a voz do homem que chamava de pai. Sua expressão se transformou em uma carranca e ele serrou os punhos.

- Sim...

- O que faz a essa hora em casa? Não deveria estar na escola? O que houve? - Ele pode ter tido a impressão de que a voz do mais velho soava preocupado, mas só teve mesmo. Ele bufou e revirou os olhos.

- Isso não lhe interessa. O que quer? - Curto e grosso...

O mais velho engoliu em seco e respirou fundo.

- Eu gostaria de conversar com você já que agora tenho oportunidade. - Jungkook grunhiu. - Estou em Seoul a negócios e gostaria que me encontrasse no restaurante que eu vinha sempre com sua mãe e você... - Ele respirou fundo e contou até dez mentalmente. O moreno estava quase tendo um ataque. - Se você não se lembrar, é aquele que fica perto da onde moravamos. - Jungkook se lembra do lugar.

- Por que eu iria?

- Eu preciso falar com você, por favor. Eu gostaria muito que você comparece-se. - Disse baixinho.

Jungkook não respondeu e a linha ficou silenciosa. Até que seu pai suspira.

- Se... Você for, estarei lá dentre dez minutos. Estarei de terno preto e gravata vermelha caso você não consiga me reconhecer. Espero mesmo que você venha, filho. - A linha ficou muda, até seu pai desligar o telefone.

Jungkook ficou parado com o telefone na mão, sem reação. Ele não sabia o que fazer. Sua mente estava em uma batalha entre ignorar o seu pai e ir ver o que aquele ser queria.

O garoto bufou e pegou as chaves junto de seu celular e foi para fora. A curiosidade o venceu e ele irá ver o que seu pai queria, mesmo ele odiando o mais velho.

...

Em exatos dez minutos, Jungkook estava parado na frente do restaurante que ia com sua família quando mais novo. Memórias de quando vinham aqui o tomaram. Ele se permitiu sorri, pois querendo ou não, esses foram momentos felizes de sua infância.

Ao tomar coragem e entrar no local, o moreno foi andando e analisado cada homem que estava naquele estabelecimento. Seu cenho franziu ao ver um homem de terno preto e gravata vermelha sentado na mesma janela que ele sentava quando era mais novo. Fechou os punhos e seguiu até a mesa com a cabeça baixa.

Se sentou na cadeira livre que havia em frente ao seu pai. Quando o mais velho viu que alguém havia sentado no lugar reservado, sorriu e levantou o olhar. Teria se assustado, mas já estava esperando o olhar assustador do filho. Quando irritado, Jungkook sempre cruza os braços e fica olhando aos arredores e de algumas vezes ele enruga o nariz. Seu pai pode ter convivido pouco com seu filho, mas o conhecia muito bem.

Surpreso, seu pai o encara por alguns segundos e depois sorri.

- Sua mãe estava certa... Você virou um homem forte e atraente, meu filho. - Sorriu fraco e tomou um pouco de seu café. - Fiquei surpreso por ter vindo, mas feliz.

- Pare de enrolar e diga logo o que quer comigo! - O moreno já estava se cansando dessa máscara de "bom moço", que seu pai estava lhe mostrando.

O mais velho passou ao mão nos cabelos pretos e suspirou. Olhou novamente para seu filho, dessa vez, olhando-o diretamente nos olhos. Ele pode ver a tristeza e o cansaço dele. Com isso, ele teve mais certeza ainda do que queria fazer.

- Jungkook... Eu sei que você acha que estou mentido quando digo que me preocupo com você, mas eu não estou. Eu sei que deixei você e sua mãe, mas eu aprendi a lição. Meu filho, eu era jovem e inesperiente, não sabia nem como cuidar de mim, imagina de uma criança. Na época, eu tinha assumido minha responsabilidade e te registrei e cuidei de você como meu filho, mas eu comecei a não aguentar mais. Eu tinha que sustentar uma casa, uma mulher e um bebê, era muita coisa para um jovem. Achei melhor que eu me separa-se de sua mãe e tenta-se colocar as coisas em ordem em minha mente... - Ele fez uma pausa e Kookie viu que seu pai estava com o olhar distante, parecendo estar relembrando aquela época.

Jungkook soltou uma risada cínica e encarou o pai.

- Colocar a mente em ordem? Não à o que se colocar em ordem em uma situação dessas. Você teve um filho, era sua e da mamãe a responsabilidade de cuidar de mim, não apenas dela. Não culpe sua idade por isso, afinal conheço vários que tiveram o mesmo destino que o seu e são bem mais responsáveis. Porque sabem assumir o que fizeram e não ficam se lamentando. Eles tiveram e tem maturidade o suficiente para seguir em frente, já você... Fugiu como o diabo foge da cruz. Assuma logo que você nunca me quis e acaba logo com essa droga que eu não estou aqui pra perder tempo. - O homem a sua frente escutava cada palavra dada com um olhar surpreso pelo vocabulário e forma de falar que seu filho estava usando com ele. E com um aperto anormal em seu coração com essas palavras...

Doia... Doia de mais saber que seu filho o odeia... 

O homem já estava suando frio. Engoliu em seco e respirou fundo. Ele veio para falar com seu filho e não brigar com ele.

- Por favor, me escute. - JungKook encostou-se mais na cadeira e olhou seu pai com tédio. - Eu errei, eu sei. Mas, depois que eu me divorciei de sua mãe, eu fui construir a minha vida. Acabei me casando e... - Ele sorriu. - Tive uma filha, uma linda menina. - Jungkook olhou com raiva seu pai que - ao perceber o olhar do filho - parou de sorrir e o olhou seriamente. - Quando eu tive essa menina, Jungkook, eu percebi que estava faltando algo em mim. Eu vi você alí, nos meus braços. Lembrei de quando te peguei no colo e acabei chorando. Minha mulher não sabia sobre você, mas contei a ela. E ela disse para mim ir atrás de você e, pelo menos, saber como você estava.

- No começo, eu neguei. Não tinha como eu dar as caras assim do nada, mesmo eu querendo muito saber como meu primogénito estava. - Ele sorriu para Jungkook. - Só que a realidade me pegou e disse que sua mãe nunca aceitaria que eu se quer chega-se perto de você. Então, eu resolvi ligar para saber como você estava. De início, não foi nada fácil já que ela não falava comigo e desligava na minha cara. Até que ela se deu por vencida e me disse como você estava. E sempre que eu ouvia noticias novas suas, eu me alegrava e a saudade batia pelo meu pequeno. E eu sentia a vontade de te ver, de poder te abraçar. - O moreno podia chorar agora, mas não iria se rebaixar a isso. Não iria dar o gostinho para seu pai. Jungkook bufou olhou ao seu redor.

- Em um dia, sua mãe disse que você não estava bem e estava passando por uns momentos difíceis. Eu me preocupei, isso começou a me afetar. Então, eu te liguei aquele dia com aquela decisão. E ainda estou com ele.

- Aish, sério? Você veio aqui para perder tempo? Você sabe que-

- Jeon Jungkook, me escute. - O mais velho elevou o tom da voz fazendo o mais novo recuar.

- Eu sei que você não está bem. Eu posso ver nos seus olhos. - O garoto olha seu pai assustado. Estava não nítido que ele estava depressivo? Não, não estava tanto assim. - Eu lhe conheço muito bem, filho. Você pode pensar que não, mas eu conheço. Fiquei com você até seus sete anos de idade, Jeon Jungkook. Você está triste, cansado, preocupado e com medo, eu vejo no seu olhar. - Ele disse se aproximando do filho. Jungkook estava com os olhos arregalados. Ninguém conseguia ver como ele estava direito se ele não disse-se. Os únicos que conseguiam eram sua mãe. O mais velho pegou seu rosto e analisou cada parte dele. Passou as mãos em suas bochechas, olheiras e deu uma conferida nos seus pulsos. Suspirou aliviado por não ver nenhum corte.

- C-como v-você soube que eu poderia me cortar? - Disse totalmente surpreso. Seu pai sorriu e voltou para seu lugar.

- Como eu disse, eu te conheço muito bem. Sei do que você é capaz de fazer, tanto positivamente quanto negativamente. - Bebeu um pouco de seu café e se arrumou na cadeira.

- Jungkook, eu estou arrependo do que fiz e quero consertar as coisas. Eu não sei o que aconteceu com você para estar assim, mas eu quero ajudá-lo. Te livrar desse problema. Você está sofrendo eu eu quero parar com isso. Quero que seja feliz. E com você no Japão comigo, terá a vida que sempre quis; uma vida boa, sem se preocupar em ficar sozinho já que terá uma pessoa com você todo dia. Eu estarei sempre pra você. Irá estar seguro e irá se livrar de qualquer lembrança ruim que terá aqui. Eu sei que você está preocupado com a sua mãe, mas ela não está em uma condição muito boa para cuidar de você. - JungKook franziu o cenho, mas ele teve que concordar. Sua mãe não estava em condições de se preocupar com seus problemas. Ele já havia dado trabalho de mais a ela. - Você está em uma faze que precisa de uma certa atenção. Veja se eu não tenho razão? Você não quer ter uma vida de um adolescente normal? Ter uma madastra não é tão ruim assim, ela irá ser como uma amiga. E você terá uma irmãzinha que está anciosa para conheçer o irmão mais velho. E terá a mim... Eu sei que não fui uma pai presente durante esses nove anos, mas eu prometo que serei agora. Estarei aqui para qualquer coisa...

- Eu sei que deve ser muita coisa para você pensar. Então eu te dou um tempo para isso. Converse com sua mãe e pense mais um pouco-

- Eu aceito! - O mais velho parou e arregalou os olhos para o mais novo que estava com a cabeça abaixada com sua franja tampando seus olhos.

- O-o que? - O pai do garoto achou que ele estava brincando ou tinha escutado errado.

- Eu... - Deu uma pausa e respirou fundo. - Eu irei com você para o Japão. - Levantou o olhar e olhou para o mais velho que estava surpreso.

Seu pai o encarou e suspirou pesado.

- Você tem certeza? - Viu o garoto balançar a cabeça. - Você não quer pensar mais um pouco? Uma decisão complicada e única, Jungkook. Se você for, não irá voltar. Tem certeza que quer deixar tudo isso para trás? Tudo mesmo? - Seu pai parecia preocupado. Jungkook o olhou confuso. Não era ele que estava tentado a fazer com que ele fosse agora a pouco?

- É melhor assim... - Disse baixo e desviando do olhar de seu pai.

- Tudo bem. Mas, não vamos ainda. - Jungkook olhou para ele. - Vou lhe dar uma semana. Para poder arrumar suas coisas, organizar as coisas escolares para começar a estudar no Japão e tempo para pensar. Quero que pense e repense sobre isso. É uma coisa séria e não quero que se precipite. Converse com sua mãe. Não quero que vá contra sua vontade. - Disse seu pai se levantando. - Eu tenho que ir, mas se quiser alguma coisa para comer... - Pegou um pouco de dinheiro na carteira e deixou em cima da mesa. - Pode pegar. - Deu uma última olhada para seu filho.

- Eu te amo, Jungkook. Você sempre será meu garotão e eu sempre irei querer o seu bem. Nunca se esqueça disso... - O mais velho sorriu e se virou para a saída do estabelecimento.

Jungkook ficou parado - completamente sem reação. Não sabia o que pensar sobre o que acabou de ouvir agora e o que ouviu antes. O moreno sabia que se pai não estava mentindo, pois sua mãe sempre dizia que ele era uma cópia exata de seu pai. E ele já viu como ficam suas expressões quando está falando a verdade ou quando está mentindo.

E era isso que ele temia...

Mesmo que seu pai aparentava estar arrependido, ele não iria se render assim.

Pegou o dinheiro em cima da mesa e saiu daquele local. Iria comer em outro lugar, aquele já estava o deixando tonto.

Mesmo estando com raiva e com uma tristeza severa, ele ainda era um ser humano e sentia fome.

...

Jungkook chegou em casa depois de algum tempo. Subiu direto para seu quarto e se trancou alí.

Ele se perguntava se estava fazendo a decisão certa.

Afinal... Séria melhor lá, não era? Ele teria uma vida tranquila sem ninguém para ficar lhe enchendo o saco e seria maravilhoso. Tudo bem que teria os "poréms", como: sua madrasta e sua irmã. Mas, com isso ele iria lidar.

Estava decidido, iria se mudar para o Japão. Não tem nada nesse lugar que o faria ficar mesmo...

...

Dois dias atrás 

Jungkook estava sentado no sofá da sala. Ele tinha acabado de chegar da escola. Estava se recuperando do último ataque de xingos que Yoongi havia lhe dado.

A única coisa que lhe dava forças para contínuar ignorando esses xingamentos e provocações que recebia do mais velho, era que faltava pouco para ele se livrar de tudo.

Ele havia trocado mensagens com seu pai lhe dando as informações para que deixa-se tudo certo para a mudança. A única coisa que ele precisava era a autorização de sua mãe e a tranferência escolar. Algo não muito difícil, se não contasse a parte que Jungkook ainda não havia contado para sua mãe sobre a sua ida ao Japão.

Ele suspirou. O moreno planejava contar para sua mãe amanhã - no último dia da semana que ele ficará em Seoul. Pelo menos, ela poderá conseguir a tranferência o mais rápido possível e o moreno não teria dores de cabeça com isso.

Seu pai ainda insistia para ele "pensar direito" no assunto. Era muito estranho o fato dele perguntar se Jungkook tinha certeza de sua decisão. Seu pai o Inportunava a um tempo sobre esse assunto. E agora que Kookie estava decidido a ir com suas próprias pernas, o mais velho ainda o questionava. Não entrava na cabeça de Jungkook que ele se importava com o mesmo. Isso era algo novo para sí - seu pai lhe demonstrando afeto de um jeito que ele nunca viu.

O garoto bufou quando ouviu um barulho atrás de sí. Sua mãe estava meio esquisita hoje e não falou muito consigo. Sem paciência, Jungkook levantou do seu lugar na sala e foi indo em direção ao seu quarto. Mas, quando chegou na escada, sua mãe lhe chamou:

- Jungkook! - Disse com um tom nada bom. - Pode vir aqui um minuto. - Chamou seu filho para sentar no sofá novamente. Meio receoso, Jungkook foi para o sofá e sentou no outro sofá.

Sua mãe o analisou e continuou a olha-lo de forma estranha. Sua mãe bufou e sua cara fechou.

- Porque mentiu pra mim? - Disse em uma tacada só.

- Do que está falando? - Tentou se fazer de desinteressado. Mas, não havia funcionado.

- Não se faça cínico para mim, Jungkook. Seu pai me contou que você pretende ir para o Japão com ele. - Sua mãe olhava com um olhar de chateada. Jungkook franziu o cenho e olho para baixo.

- Porque não me contou nada?

- Eu ia contar-

- Eu sei que ia, mas aposto que iria esperar até chegar no último segundo para ficar tudo mais rápido e eu não poder te impedir. - O moreno arregalou os olhos e sua mãe suspirou. Foi até o filho e sentou ao seu lado.

- Não pense que eu estou brava por você estar indo morar no Japão com o seu pai. Eu só fiquei chateada por você não ter me contado antes... - Olhou pegou o rosto do filho e forçou a olha-lá. - Isso é uma decisão seria, muito seria. Você sabe que tem que pensar bem sobre isso-

A mulher foi interrompida, pois seu filho havia levantado bruscamente no seu lugar e ficado de frente para ela.

- Não à o que pensa nessa situação. - Disse alterado. Ele já estava cansado de todo mundo lhe mandar pensar a todo momento. - Não precisa se pensar em uma hora dessas. Você mais do que ninguém sabe do que eu estou passando naquele inferno, com aquele ser repugnante. Eu não preciso de um momento para pensar ou refletir, eu só quero que tudo isso acabe. Eu só preciso de ajuda para acabar com isso. Será que ninguém entende? Não a mais nada que eu quero, além de acabar com essa merda. Eu sei que disse que não iria fugir, mas eu não aguento mais... Ninguém me entende, ninguém sabe que eu preciso de ajuda imediata e não ficar indo naquela merda todo santo dia aguentar ele sozinho... Não a mais nada nessa merda que me prenda aqui nessa maldita cidade. - Disse enraivecido e com algumas lágrimas que teimavam em descer. Sua mãe arregalou os olhos e olhou meio torto para seu filho.

Ela ficou parada tentando entender o que estava havendo com o seu pequeno. Quando ela percebeu, sorriu triste para seu filho.

- Jungkook... Eu... Peço desculpas. - O moreno olhou sua mãe surpreso. - Eu devia imaginar que seu sofrimento estava bem pior do que me dizia. E eu devia ter desconfiado que você precisava de uma ajuda imediata. Se é isso que você quer, eu lhe permitirei ir para o Japão com seu pai. - O garoto ainda olhava supreso para sua mãe. - Se é isso que você acha que lhe fará melhor e feliz... Eu não tenho com impedir. Mas... Eu quero que me escute. - Fez sinal com sua mão para que seu ele voltasse a sentar ao seu lado. O moreno fez, mesmo que ainda estava surpreso demais para raciocinar sobre o que ela queria chegar com isso.

- Você me disse que não à mais nada que te prenda aqui, não? - Jungkook acenou. De fato, ele não se lembra de ter algo que ele tenha aqui que o faça ficar. - E você disse que ninguém o entende e que ninguém o está ajudando com essa situação e o que apenas fazem é dizer para você pensar e pensar, não é? - Novamente, Jungkook acenou. - Mas, você realmente tem certeza que ninguém te ajudou? Tente lembra... Pessoas que lhe perguntaram sobre seu estado ou se precisa de ajuda. Alguém... Que véio lhe ajudar. - Jungkook franziu o cenho.

O garoto não conseguia se lembrar de alguém consigo, além da sua mãe.

Sua mãe suspiro e foi até seu filho lhe dando um abraçado. Jungkook não estava entendo.

- Você vêm recebendo ajuda sim, Kookie. Não só minha, mas de várias pessoas.

- Como assim?

- Seu medo e decepção tomou conta sua mente impedindo você de prestar a atenção nas coisas que estão bem a sua frente. Sua mente bloqueou suas lembras boas e seus momentos bons e deixou apenas o ruins. Você está prestando a atenção apenas naquilo que está te fazendo sofrer e não presta naquilo que esta tentando ao máximo te ajudar. - Cada vez mais o pobre garoto se confundia. - Eu não te culpo. Tanta tristeza e dor... É muita coisa para um adolescente. E o que você mais quer é acabar com isso.

- Mas, eu quero que veja que tem sim pessoas pra te ajudar, pessoas que se preocupam com você e que iram sentir saudades. Pessoas como a mim, os seus amigos do colégio e... Jimin! - Derrepente, os olhos do garoto se arregalaram e ele olhou sua mãe. Sua respiração começou a falhar e seu coração não parava de bater.

- Jimin... 

- Ele está sempre aqui; ligando, perguntando, vindo até aqui ficar com você todos os dias, vendo como está o seu estado e cuidando de você mais do que eu. Como você não se lembra dele? - Perguntou a mãe preocupada com o seu filho.

A cara de Jungkook não era nada boa, nada mesmo. Tinha uma mistura de triteza com raiva e confusão.

- Como eu pude esqueçer Jimin? - Era o que o moreno de perguntava.

- Acho que isso acabou de tornando tão comum que você não acabou reparando. Eu só peço, filho, que saiba que não está sozinho. Nunca esteve. Sempre estaremos aqui pra você. Eu só quero o seu bem e se você acha que deve ir morar no Japão, pode ir. Irei lhe dar essa permissão. - Jungkook apenas acenou e sua mãe lhe deu um abraço. - Eu te amo, filho. Nunca que esqueça disso. E, por favor, não se esqueça de que eu não sou a única. - Disse ao pé do ouvido do garoto. Deu-lhe um beijo no topo da cabeça e subiu para seu quarto.

Ainda imóvel, Jungkook passava as palavras na sua cabeça. Ele havia esquecido de Jimin. Ele havia...

O moreno levantou com um raio e foi para seu quarto. Mais uma vez, ele estava derramando lágrimas e mais lágrimas. Como ele pode?

...

Já no outro dia, Jungkook estava mais decidido que nunca. Ele iria sim para o Japão e não iria contar nada a ninguém. Seria melhor assim, ai ele não precisaria se despedir de ninguém. Não queria sofrer mais ainda do que já sofreu. Ele não quer encarar Jimin na cara dura e lhe dizer que estava indo embora. Ele prefere ser odiado pelo mesmo, do que saber que o outro estaria mal por ele.

Decidido, ele ligou para seu pai e lhe disse que iria. Disse para sua mãe também que iria para Japão. Sua mãe iria para sua escola depois para pegar a tranferência escolar.

Jungkook estava andando pelas ruas de Seoul, fazendo seu caminho diário para a escola. Olhou ao redor e descobriu que sentiria saudades dessa pequena caminhada. Olhava em volta e lembranças vinham em sua mente. De quando ele vinha escutando músicas calmas e a brisa gostosa da minha o atingia. De quando ele estava com fome passava no mercadinho que tinha alí perto. De quando ele vinha brincando com Jiminie, das risadas gostosas que ele dava quando Jungkook lhe contava ou quando viam algo engraçado, quando Jimin subia na guia da calçada e parecia uma criança brincando.

 Aah, como ele iria sentir saudades. 

O moreno se permitiu sorrir. Eram momentos importantes para ele. Iria os guardar como uma memória boa.

...

Cada vez mais, Jungkook estava repensando se realmente iria tomar essa decisão.

Quando ele chegou na escola - um tanto atraso, pois ficou admirado a paisagem da manhã gostosa que estava fazendo em Seoul - Jimin já estava na sala. Ele finalmente reparou no estado de seu namorado. Ele estava detonado; olheiras profundas, cabelos de desarrumados, boca seca, rosto inchado. Parecia que o moreno não havia lhe notado, pois se jogou - praticamente - com tudo em cima da carteira. Estava sendo difícil vê-lo assim - tão cansado e ele sabendo o motivo. Estava sendo horrível saber que Jungkook não estava dando a mínima importância para o que o mais velho fazia.

Meio receioso, Jungkook se aproximou e passou a mão nas costas do mais velho. O mesmo levantou o pouquinho o rosto. Ele estava com uma cara fofa de sonho e cansaço. Jungkook deu um meio sorriso, e se aproximou de seu namorado lhe dando um beijo e o desejando bom dia.

Se sentiu chateado consigo mesmo. Jimin o olhou confuso, como se não fosse algo normal ele estar sendo carinhoso. O moreno passou a mão nos cabelos e suspirou.

- Vai ser mais difícil do que eu imaginei. 

...

Jungkook não estava mais dando conta. Ele cada vez mais ficava bem mais confuso. Era irónico, ele havia saído de casa com a certeza em sua mente. E agora, tudo está de ponta-cabeça. Ele achou que poderia passar por isso, mas não estava dando.

No intervalo, Jimin arrastou Jungkook para um local isolado e lhe perguntou o que estava havendo. Jungkook deu uma desculpa, mas ele acabou vendo o quanto o mais novo estava quase pior que sí. Jimin chorou, por ele... Por causa dele. E não era de felicidade, era de preocupação, confusão e desespero. Tudo pelo mesmo motivo.

Jungkook estava agora na sala da diretoria com sua mãe ao seu lado. Ela e o diretor conversavam sobre algo que Kookie não prestava a atenção. Sua mente estava distante - se culpando cada vez mais.

- Como pude ser tão cego?!?! - Era o que Jungkook queria gritar.

O moreno parou de se torturar psicologicamente, pois a sala havia ficado em silêncio e os dois mais velhos o olhavam. Kookie se arrumou na cadeira e olhou para o diretor - que tinha uma cara esquisita para sí.

- Jeon Jungkook. - A voz dele era grossa e amedrontadora. - Você tem a certeza que quer isso mesmo? - O moreno travou. Se assustou com a pergunta surpresa do diretor.

- E-Eu... Eu... Eu não... - Ele não sabia... Não conseguia responder. Ele tinha a resposta na ponta da língua, mas não conseguia dizer. Ele olhou para a tranferência e engoliu seco.

O diretor olhou para a mãe ao lado dele e suspirou. Entregou a folha para Jungkook.

- Bom, a tranferência estará com vocês. A validade dela é até segunda. Se mudar de ideia, pode continuar vindo normalmente para as aulas. - Jungkook nada disse, apenas acenou com a cabeça. Se levantou por impulso, se curvou para o diretor e saiu da sala. A mãe - preocupada com seu filho - o seguiu.

Jungkook andava rápido, sua mãe quase não conseguiu alcançar. Até que ele parou e olhou pra sua mãe. Seus olhos cheios de lágrimas. Sua mãe se assustou e foi até o filho.

- Desculpa, mas eu não posso! Não posso, Omma. - Ele passava a mão nos cabelos. - Como eu pude? - Falou baixo.

- Jungkook, calma. - Disse sua mãe se aproximando.

- Como eu pude ser tão idiota?! - Disse gritando. Sua mãe parou de se aproximar e acabou recuando. - Eu fui tão incensivel. Não reparei com havia sim alguém comigo, o tempo todo ao meu lado. Me importei apenas em mim, fui egoísta. Enquanto Jimin estava lá - sofrendo por minha causa. Como eu pude? Como eu pude pensar na possibilidade de deixá-lo? - Ele passava as mãos nos cabelos desesperado. Até que parou e encostou na parede, acabou escorregando para o chão.

Sua mãe acabou indo até ele e o abraçando. Seu filho chorou, e chorou por um bom tempo. Até que os soluços cessaram e ele ergueu o rosto.

- Eu não posso ir, Omma. Eu... Não posso. Não posso deixar você, não posso deixar meus amigos, todos que me ajudaram. E principalmente, não posso deixar Jimin. Ele sacrificou seu tudo que estava em seu alcance para me ajudar e eu o neguei. E estava pensando na possibilidade de ir embora e o deixar. Não posso deixar Yoongi me dominar desse jeito, não posso deixar o medo me dominar assim. - Ele parou e suspirou. Quando olhou pra sua mãe, a mesma estava chorando.

- Obrigada! - Disse com a voz baixa. - Obrigada por não nos deixar assim. Vamos lutar por você, Kookie. Até o final! - Ela sorriu e lhe deu um beijo na cabeça.

- Irei ligar para o Papai e lhe explica as coisas. - Jungkook levantou. - Irei ao banheiro para... Passar uma água no rosto. - Disse para sua mãe que lhe mandou um sorriso sincero.

No caminho para o banheiro. Jungkook teve mais lembranças. Sobre os momentos que Jimin o olhava e lhe dava carinho e ele nem dava bola. Chegando no espelho do banheiro - que havia acabado de entrar - ele se olhou.

- Eu nunca vou desistir de você! - Lembrou dás palavras de Jimin. Se permitiu sorrir.

- Pode deixar! Agora que estou eem sã consciência, irei lhe dar mais valor e passar por esse sufoco juntos. Eu nunca mais irei lhe esquecer e desistir de você, meu pequeno! - Disse Jungkook para sí mesmo.

Há algo que me prende aqui... E esse alguém é você, Park Jimin!  

Flash back off

Contínua... 


Notas Finais


Oi pessoal!! Perdão pela demora... Esse capítulo da gigantesco...

Esse capítulo está grande assim, porquê está contando o que se passa na semana em que Jungkook estava estranho, ou seja, explicando o porque...

Enfim, espero que tenham gostado!

Beijo na bunda ❤


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