História A Filha Do Meu Melhor Amigo. - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Jaxon Bieber, Justin Bieber, Personagens Originais, Ryan Butler
Tags Jayley
Visualizações 266
Palavras 1.667
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Orange, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OI GENTE

Capítulo 7 - Winter is here.


Fanfic / Fanfiction A Filha Do Meu Melhor Amigo. - Capítulo 7 - Winter is here.

Justin observou o primeiro dia de inverno chegar no telhado, como sempre fazia. A manhã chegou cinzenta e o céu virou apenas uma massa branca de nuvens pesadas, um pequeno floco de neve caiu em sua mão e o vento balançou as árvores das redondezas. Ele fez uma reverência e desceu.

Na mesa da cozinha, Hayley alimentava Myra com um pedaço de carne, Ryan lia um jornal pesado, Charles batia na xícara e Jaxon fuçava um pote de biscoitos. Seu irmão estava se adaptando bem, ele percebeu, e não parecia tão magro quanto um mês antes.

— Como está lá fora? — Butler perguntou. O clima entre os dois ainda era algo pesado, embora...

— Neve fina. Não vamos congelar essa noite.

Caitlin havia cuidado de tudo pelas últimas semanas, sem deixar que o irmão chegasse perto. Ela amava Christian a maior parte do tempo, mas sempre ressaltava que era um moleque cinco anos mais novo que ainda precisava ver muita coisa — as mesmas palavras que usava na adolescência, quando o trabalho não separava o grupo.

Liam estava solto, e aparentemente inconsciente das duas armas apontadas para sua cabeça. Justin o observava todos os dias sem falta, anotava o que podia, relevava o que devia. Depois da morte dos homens de Marshall, a vida dele estava resumida a vender pacotes ilegais de maconha concentrada e usufruir da prostituição — sem qualquer suspeita maior.

O café estava forte e desceu queimando e não era pela temperatura. Ryan soprou a fumaça do cigarro. Jaxon fez um barulho com a língua. Charles batucou a mesa. Hayley alisou as orelhas de Myra.

É tudo tão banal, o loiro se encolheu, tão vulgar que seria estúpido. Se eu não tivesse pedido demissão do laboratório, nada seria ordinário.

— Como você sabe que vai ser seguro lá, Ryan? — começou. A abertura da nova sede de Amagire exigia que fossem, mas aquilo não significava que tinham certeza de voltar para casa. — Seremos poucos.

— Seremos oito, o suficiente.

— Não pareceu o suficiente da última vez — retrucou. Butler ergueu o queixo da mesma forma que sua filha fazia quando era desafiada. — Se algo der errado...

— Você vai usar essas pernas longas para correr. É sua maior virtude.

X

Justin sentia os braços gelados até os ossos dentro do terno escuro. Ele sempre se dera bem com o preto, mas, na noite colorida de Vancouver, sentia-se um estranho no ninho. Estava fora. De novo.

Hayley usava um vestido negro fino longo e quatro tranças espalhadas pelos cabelos escuros. Era tão magra que sua clavícula parecia simples de quebrar, e com um pequeno salto ficou da mesma altura que o loiro. Ele só havia estado com pessoas altas ao longo da vida, então não fazia muita diferença.

— Caitlin vai estar lá? — a garota perguntou. Suas bochechas estavam coradas novamente.

— Ela sempre está quando a missão é suicida.

Ryan parou o carro a dez metros da entrada do prédio. Eles andaram devagar na noite e cumprimentaram o segurança brutamontes nas portas, observaram as outras pessoas por um curto período e se espalharam. Justin sentia a música calma do lugar tremer seus ouvidos.

Hayley rodou e parou próxima a uma parede, com as mãos juntas erguidas acima da linha do quadril. O demônio é uma rainha, ele sussurrou para si, e ninguém pode destrona-lo.

A garota analisou pessoa por pessoa com seus olhos gelados, sorriu para um homem desconhecido, reverenciou um casal de idosos e recusou a mão de um garoto para uma dança. Ela segurava os lábios um pouco para cima, num inocente e doce sorriso de menina de dezoito anos, e uma taça de vinho tinto entre os dedos direitos, girando a fruta no fundo. O demônio está no templo e, veja só, ele não é meu amigo.

Justin sentiu a cabeça girar ao som da nova música. Conhecia-a de algum lugar de sua adolescência, as pessoas dançavam ao redor do gigantesco salão com seus pares engomados, os instrumentistas sorriam, os parados conversavam entre si. Ele sequer percebeu quando rodeou o salão até chegar ao lado da garota pálida.

— Espero que dance tão bem quanto me convence que é inocente — esticou uma mão com o máximo de elegante que conseguiu. Hayley tocou-a com a ponta dos dedos.

— Sou inocente até certo ponto, dependendo da perspectiva — eles caminharam lado a lado até uma parte vazia do centro do salão, parando um de frente para o outro. Justin inclinou-se para a frente com a mão no peito, e a garota respondeu dobrando os joelhos e abrindo o vestido. — Até parece que estamos na era medieval — ergueu uma sobrancelha.

— Gente rica vive na era medieval — um passo para a frente e ele a tinha nas mãos, uma pousada em sua cintura e a outra segurando-a pela mão. — Olhe as roupas e as formas de andar — ela riu baixinho.

— Postura ereta, pernas bem cruzadas, guardanapo no colo — completou divertidamente, enquanto ele a girava numa mão. O vestido fez um arco largo e caiu novamente. — Estou assustada que não estamos dançando como príncipes e princesas numa corte.

— A coreografia deve ser muito bem ensaiada ou você parece uma fuinha com Parkinson — ele sorriu e voltou a encostar seus peitos. — Além disso, não há o toque. E essa é a parte divertida.

— Estar perto o suficiente para sentir o bafo da outra pessoa? — ela brincou e rodou mais uma vez. Um casal deu para trás para dá-los espaço.

— Estar perto o suficiente para mil possibilidades — Bieber ergueu-a nos braços e devolveu ao chão. Os cotovelos doíam, mas o frio não chegava mais até seus ossos.

A música mudou e Hayley deu um passo para trás e ergueu a mão. As outras pessoas no salão fizeram o mesmo, afastadas de seus parceiros. Um passou para a frente, as palmas se tocaram suavemente e os dois rodaram para lados opostos. Ele não conseguiu desviar muito dela. I can’t help but love you, even though I try not to.

Mais um passo para a frente, outro giro e estavam de volta em seus lugares iniciais. Hayley moveu os ombros e deu para o lado, rodou sozinha, o vestido fez um arco e voltou a olhar para o loiro. A luz dourada do salão brilhou em seus fios escuros. I can’t tell but want you, I know that I’d die without you.

Justin colocou as duas mãos nos quadris da garota, moveu os pés com leveza e guiou-a para os lados onde havia espaço para dois. Os outros pares faziam o mesmo, alguns até se beijavam, e ele precisou respirar fundo para se manter longe.  I can’t help but be wrong in the dark.

A última vez que havia dançado com alguém se estar bêbado fora anos antes, quando ainda tinha pares de olhos verdes aspargo para admirar, mas seus movimentos eram quase naturais. Talvez porque se lembrasse, ou talvez porque a garota quem estivesse guiando a coisa toda. Cause I’m overcome in this war of hearts.

Ergueu-a mais uma vez, devolveu-a ao chão e abraçou seu corpo magro enquanto sapateavam para trás. Hayley ergueu um tanto uma perna, esfregou-a na coxa dele e voltou a abaixá-la. I can’t help but want oceans to part.

Justin chicoteou o braço para baixo com força, a garota rodou mais uma vez e parou a meio metro de distância, com a mesma elegância do início da dança. Ela reverenciou-o, ele respondeu da mesma forma, e os dois caminharam para fora do centro do salão. Cause I’m overcome in this war of hearts.

Voltou para o mesmo canto, a garota do lado oposto, e aceitou a taça de alguma coisa que o garçom ofereceu. Ryan escorregou para ficar ao seu lado.

— Dançou com a minha filha — parecia uma dura, mas ele não tinha mais idade para ouvir alguém reclamar em seu ouvido.

— Dancei com a garota que você negligenciou por dezoito anos. E isso não muda muita coisa, como você já sabe.

— Sempre desvia quando eu falo do assunto — Butler suspirou. As marcas de expressão em seu rosto ficavam mais densas. — Parece que nunca está pronto.

— É porque é algo tão óbvio que não adianta falar sobre. Você entendeu isso e eu também — Justin coçou um olho. — Somos adultos, Ryan. Já chega.

— Justin...

— Eu disse: já chega.

Ele afastou-se do melhor amigo e sentou-se num banco de madeira branca num canto. Havia uma senhorinha de azul ao seu lado, sorrindo para os dançarinos. Tentou sorrir também, mas não funcionou. Ryan conseguia acabar com um mês com meia frase.

Hayley dançava com outro garoto no meio das outras pessoas. Ele tinha cabelos escuros e uma barba rala e pele bronzeada. A garota rodou com ele também, mas estava quase gelada. O demônio está com medo, deuses.

O sorriso da senhorinha sumiu quando o zumbido estourou nos ouvidos de Justin. As pessoas se atiraram ao chão, as portas foram fechadas e uma mulher tombou do próprio salto. Hayley desvencilhou-se do garoto com um movimento grosseiro do braço e agachou-se no meio das pessoas. Ela sabe o que fazer, cacete, o resto não.

Justin abaixou-se da mesma forma e engatinhou para uma esquina de paredes. A garota seguiu-o devagar, em silêncio no meio dos gritos. Quando chegou ao seu lado, Ryan não podia ser visto.

— O que nós fazemos agora? — ela sussurrou.

— Lembra quando seu pai falar sobre correr?

— As portas estão fechadas — observou. — Não temos como sair.

— As portas sim, as sacadas não.

Eles deslizaram pela parede para longe das outras pessoas, aproximando-se da escada livre que ninguém percebera antes. Subia em espiral até um andar aberto repleto de pinturas e o corredor levava até uma larga sacada branca coberta de neve fina.

Hayley arrancou os sapatos dos pés e empurrou a porta.

— Já pulou do segundo andar? — Bieber perguntou, com o jardim de inverno logo abaixo. Parecia uma longa queda.

— Não — ela gemeu.

— Hoje você vai.

Justin olhou para trás quando subiram no porta-corpo. Ryan subia a passos pesados com Caitlin e uma outra mulher baixinha. Atrás deles, os olhos castanhos do garoto da dança observavam o loiro.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...