História A flor que eu não colhi - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~lexz

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Arrependimento, Drama, Memórias
Visualizações 50
Palavras 407
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Capítulo Único



"Tira a franja da frente dos olhos!" ela me dizia, pra logo acrescentar o clichê, "Cê sabia que os olhos são a janela do coração?" me batia a vontade de rir, dizer que ela errou o ditado mas sempre perdia a linha de pensamento quando ela sorria daquele jeito tão dela e bagunçava o meu cabelo. Me pegava pensando no que ela dizia e rezava para que minha franja crescesse e crescesse para que ela não visse o olhar cheio de amor e admiração que lhe devotava.

Céus, Maria era o amor da minha vida. Nunca existirá nem uma outra que me desperte aquela felicidade gostosa e aquela sensação de poder fazer tudo quando estava com ela. E, pensando bem, eu era mesmo. Para ver a minha amada flor do Pará feliz, eu era capaz de qualquer coisa. Ela era tão preciosa... Tive medo. E, se ao descobrir meus sentimentos, o sorriso daquela que eu mais considerava se apagasse? Oh, não gosto nem de pensar, mas afirmo que os dias se tornariam vezes mais escuros. E se o mundo tão preconceituoso destruísse seu doce coração de algodão doce? Eu jamais me perdoaria. Guardei para mim mesmo. E, assim, deixei a única mulher, pessoa, a qual amei partir, despedaçando mil vezes meu pobre coração.


Hoje é um dia especial. Ela veste branco e está maravilhosa. O rapaz ao seu lado, desgraçado sortudo, sorri de orelha a orelha. Maria reflete a expressão do companheiro. Uma lágrima desce pelo meu rosto, quente e salgada. Então aquele que não era eu, o noivo, beija a flor do Pará nos lábios e os convidados batem palmas, assoviam e gritam urras de alegria enquanto meu coração bate uma última vez para aquela que o tinha em suas mãos. Nunca pedi para amá-la, tampouco me importei em tentar esquecê-la. Isso exigia coragem; era tudo que eu não tinha.
E então, pela última vez, vejo-a lançando seu costumeiro sorriso abobalhado para mim. Desfilando para fora da igreja até o carro, prendendo-se ao seu atual marido e de lá sumindo para sempre. Ou pelo menos, para mim.  


Maria nunca soube o quanto a amei.

As possíveis respostas que poderia ter recebido perante uma declaração ainda assombram minha cabeça em momentos de total silêncio. Ouvi por vozes curiosas que o casamento acabara não dando certo, no entanto. Mas em minha memória, e em meus sonhos, ainda escuto sua voz me repreendendo pelo cabelo em frente aos olhos.


Notas Finais


tururu


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