História A ilha de Greco - Interativa - Capítulo 18


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Categorias Originais
Tags Criminosos, Floresta, Ilha, Interativa, Mistério, Original, Personagens, Prisão
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Palavras 1.636
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Esporte, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Lemon, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Slash, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Novo capítulo ;)

Capítulo 18 - Salvador


Fanfic / Fanfiction A ilha de Greco - Interativa - Capítulo 18 - Salvador

Pov Ed

 

— Só podem estar de brincadeira com a minha cara! – falei, olhando para o corpo abandonado no meio da mata e imaginando o que deveria fazer agora.

Estava com pedaços da corda que usaram para me amarrar presos ao pulso, suava bastante pela corrida até fora do acampamento e como não haviam lanternas atrás de mim imaginei que ninguém tinha reparado que eu havia desaparecido. Ser escravo de alguém como Amanda não ia rolar, fingi que era uma pessoa obediente e fiz tudo o que ela me ordenou fazer ao longo do dia, incluindo ficar no sol quente na maior parte do tempo.  A insolação quase me fez desmaiar, por isso os guardas pensaram que eu não era de nada e não conseguiria ir longe. Quando foram beber para comemorar o casamento de Lorenzo dei um jeito de escapar. O único problema foi tropeçar no corpo de uma garota coberta de sangue.

Respirei fundo, pensei em ignorar aquilo e ir embora, mas a posição em que ela estava me lembrava muito a forma como encontrei Bella, a única diferença foi que não havia uma lança no peito dela. A amazona parecia ter levado pancadas fortes na cabeça.

— Esquece isso, Ed. Deixa para lá – tentei dizer para mim mesmo, sempre tentando encontrar meu lado egoísta e me fixar nele.

Não consegui, sabia que não daria conta. Me abaixei e tirei o cabelo do rosto dela para ver se a reconhecia. Infelizmente lembrei de tê-la ameaçado quando tomamos o acampamento. Mesmo a contragosto levei meus dedos até o pescoço dela e chequei os sinais vitais. Esperei um tempo... Aguardei, torcendo para que estivesse mesmo morta, porém uma pequena pulsação me fez xingar baixo e odiar minha má sorte.

— Não acredito que você está viva – reclamei, me afastando e sabendo que não conseguiria ir embora e deixa-la ali sozinha. – É bom não morrer no meio do caminho. Não quero me esforçar à toa, ouviu?

“Claro que ela não te ouviu, idiota”, a menina estava apagada. Os ferimentos pareciam ruins, mas quem fez não se deu ao trabalho de completar o serviço. Puxei a amazona pela cintura e a coloquei em meu ombro. Aquela era uma PÉSSIMA ideia, sabia que acabaria sendo pego por passar tanto tempo perto do acampamento, mas não estava fazendo nada que a minha namorada não teria feito. Provavelmente Bella insistiria para ajudássemos aquela garota. Maldito coração mole!

Minha mente agiu rápido e fui para o único lugar que imaginei que obteria ajuda: de volta à onde estava preso.

Me esgueirei até a área mais afastada do acampamento, sabendo que não havia ninguém próximo do lugar porque não perceberam minha saída. Segui em direção a onde estava amarrado e enxerguei Larissa terminando de comer as últimas frutas que lhe entreguei.  

— Você voltou – ela disse, sorrindo. Provavelmente achou que eu tinha voltado para busca-la, já que escapei enquanto ela dormia.

Quando percebeu que eu carregava um corpo arregalou os olhos.

Coloquei a garota no lugar onde eu deveria estar, escondi o cabelo dela da maneira que pude, evitando o sangue e tirei a minha blusa para colocar por cima dela. Não se parecia muito comigo, mas no escuro enganaria um pouco. Achariam que eu estava dormindo. Cheguei bem perto de Larissa e a olhei nos olhos.

— Sei que você entende um pouco de primeiros socorros, então cuide dela até eu voltar.

— O quê? Pera. Por quê?

— Só faça o que eu mando e prometo que te tiro daqui. Entendeu?

— Entendi.

Ela começou a se mexer e foi para perto da menina ferida, devagar e com medo de alguém se aproximar. Quem olhasse com atenção talvez percebesse que os prisioneiros não ficavam tão próximos assim um dos outros, mas tudo bem. Aquilo seria temporário.

Segui de volta para a mata e continuei com o plano arriscado que passava pela minha mente louca. Talvez eu me ferrasse por isso, mas encontrar aquela menina despertou algo em mim, um débito que não seria quitado tão cedo. Fui até o local onde as amazonas ficavam e passei entre as barracas às escondidas até encontrar a maior delas. Só podia ser ali. Parti para perto da barraca e quando ninguém estava olhando entrei, indo o mais rápido possível.

Foi lá que vi Riskis, deitada com os olhos fechados e o cabelo de cor branca espalhado pela cama. Reparei na quantidade de pano no peito dela, o sangue escorria por ele, e ela parecia muito debilitada. Eu era o culpado por tudo isso e não pude deixar de sentir um pesar. Tinha errado quando ataquei daquela forma.

— Sei que está acordada – falei, sem me aproximar muito. – Sua mão se mexeu, sinal que deve ter pego uma faca debaixo do colchão. É melhor não usá-la, está fraca demais para ter uma chance contra mim.

Seus olhos se abriram e ela sorriu, me desafiando.

— Sabe pouco sobre mim, garoto. Enfio a lâmina na sua garganta antes que pisque.

— Então é melhor eu manter meus olhos bem abertos, não é mesmo? – e suspirei – Ouça, não estou aqui para te machucar. Amanda me fez prisioneiro e decidi fugir.

— E veio dar uma passadinha para dizer “oi”? Ou quer terminar o trabalho?

— Não. Acontece na floresta encontrei uma colega sua, largada na mata com a cabeça aberta. Parece que bateram na moça até ela ficar inconsciente. Se eu não tivesse ajudado a tempo, estaria morta.

Os olhos de Riskis se arregalaram. Colocou a faca por cima do pano, abandonando-a um pouco para falar comigo.

— Como sei que diz a verdade?

— Não tenho nada a ganhar com isso. Não sou mais membro do grupo de Lorenzo. Estou te falando isso porque atirei em você injustamente. Sei como as amazonas são unidas e por conta do que fiz quero que considere isso “algo perto” de um pedido de desculpas – respirei fundo, pensativo. – Como não tenho tempo, é melhor que me diga o que faço com ela. Levo para algum lugar? Trago para cá?

Riskis me analisou, provavelmente pensando se devia ou não confiar em mim. Não me importei, o perdão dela não era algo que eu precisasse para continuar seguindo em frente, mas sentia que fazer aquilo era o certo. Pelo menos por hora, vendo como a líder das amazonas estava acabada. Podia ajudar de alguma forma.

— Isabele... – ela disse, assustada. – Que droga, Amanda, o que você fez?

Entendi um pouco daquelas palavras soltas.

— A convivência com Lorenzo muda muito as pessoas. É melhor tomar cuidado daqui para frente.

— Vou tomar. Pode deixar – e tossiu, fraca. Ela precisou esperar alguns segundos antes de continuar – Ouça, aqui não é seguro para a Isabele.

— Imagino o porquê – e cruzei os braços. – Vamos lá, não tenho o dia todo. Para onde levo a garota?

— Para o Sul.

— O QUÊ? Não! De jeito nenhum.

— É o único lugar que sei que ela estará segura.

Estava prestes a desistir de ajudar e me envolver naquilo tudo quando ela sentiu uma dor pesada no abdômen e gemeu de dor. Sabia que as chances de Riskis sobreviver eram poucas, mesmo no acampamento. Bastava uma infecção para que sua saúde fosse comprometida e morresse. Conseguia ouvir a voz de Bella baixinha, dizendo o que eu deveria fazer.

— Mais que porra – reclamei, antes de aceitar ajudar – Posso fazer isso, mas já aviso que se formos interceptados pelos carcereiros abandono ela na hora!

— Obrigada – disse a moça tossindo. – Mas não pense que isso nos faz quites. Ainda vou acabar com você quando conseguir levantar dessa cama.

— Você não sabe de nada – falei, virando de costas e indo embora dali enquanto podia – Já mataram uma parte de mim.

Voltei para a mata, agora com mais precaução que antes. Pensei se devia ter pego a faca com que ela me ameaçou, mas acho que Riskis precisaria daquilo mais do que eu. Fiz todo o trajeto de volta para Larissa e a encontrei próxima ao corpo de Isabele, colocando pedaços de folha na cabeça da garota.

— São ervas – ela disse, percebendo meu espanto de ver a cara da amazona toda verde. – Vai ajudar no processo de cura, se Deus quiser.

— Não vou nem perguntar onde conseguiu isso – bufei, indo pegar Isabele no colo. Teria que carregá-la o caminho inteiro.

— Foi comigo. Eu dei as ergas.

A voz fez os pelos da minha nuca se arrepiarem. Quase derrubei a amazona, mas quando me virei e vi quem era minha respiração se acalmou um pouco.

Anna Paulla estava encostada em uma árvore, e quando me viu piscou.

— O que é o que é. Um pontinho vermelho no meio da floresta.

— Veio nos impedir? – questionei.

— Uma amazona com a cabeça ensanguentada – e riu, mantendo certa distância de mim. – Vamos lá, colega, não seja sempre tão ranzinza.

Ela pegou uma faca da bainha na cintura e se aproximou de Larissa. Pensei que fosse matar a garota, tanto que fiquei quieto observando, mas quando a lâmina rasgou a corda que amarrava a prisioneira, o alívio foi instantâneo.

— Vou manter os guardas longe por enquanto – advertiu. – Vocês terão uma hora de vantagem, então não parem nem se o diabo em pessoa aparecer.

— Obrigado – falei, com Larissa se levantando e vindo até mim. – Pode vir com a gente se quiser.

— Desculpem, mas, não – e sorriu. – Anda! Vai logo!

Olhei uma última vez para a minha amiga e comecei a correr para dentro da floresta, com Isabele no colo e Larisssa ao meu lado. Sabia que era uma péssima ideia seguir para o Sul, mas não via outra opção para nenhum de nós.

Teria que ser mais forte dali para frente e ajudar aquelas garotas a sobreviverem. De alguma forma, imaginava que isso era o que Bella esperava de mim. Talvez, onde quer que ela estivesse, olhasse para mim e torcesse para que sobrevivesse a mata e os desafios que encontraria pela frente. Seria o legado que ela me deixou.

 



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