História A Lei do retorno - Lista de Rejeitados (Norminah G!P) - Capítulo 17


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Ally, Aventura, Camila, Camren, Dinah Jane, Intersexualidade, Lauren, Normani Hamilton, Romance, Trolly, Troy
Visualizações 192
Palavras 3.584
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Mistério, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hey, sou eu mesmo, não fui abduzida, não. Desculpa a demora ❤

Capítulo 17 - Capítulo 16


Fanfic / Fanfiction A Lei do retorno - Lista de Rejeitados (Norminah G!P) - Capítulo 17 - Capítulo 16


Point of View Normani


O mais engraçado da vida é que você tenta ferrar com alguém, um dia o "acaso" te derruba e a pessoa que você tentou ferrar te ajuda. E mais uma vez eu me via chorando nos braços da minha pior inimiga por ser frágil demais para suportar a pressão da vida.

Com uma tremenda coragem, Dinah pediu licença ao meu pai, me arrastando às pressas para a sua sala e fechando a porta. Eu estava mole, aos prantos, destruída e ela, com uma sensacional força me coloca sentada em sua mesa.

Ela estava angustiada com o meu ataque de choro, eu via isso em seus olhos. Mas Dinah, provou mais uma vez que podia me surpreender com seus atos. Ela não é indestrutível, assim como ninguém, mas se tem uma coisa que não falta nela é força.

Seus dedos, calmamente, foram deslizando sobre minhas bochechas para afastar as lágrimas. Suas mãos são quentes, capazes de aquecer até a minha alma obscura e o meu negro coração leviano.

-Primeiramente: Se acalme, por favor, senão eu vou acabar chorando com você. - começou tranquila e bem humorada, o que me fez soltar um sorrisinho angustiado. Eu acredito que só ela era capaz de me fazer sorrir nesses momentos. - Viu? Você é muito mais linda sorrindo, assim como diria uma amigona nossa. - sua mão direita foi ao meu queixo, o erguendo de leve. Seu polegar macio alisava ali, fazendo um carinho muito gostoso. Eu tinha parado de chorar, mas o impacto de ver meu pai era forte demais, o que me fazia soluçar. - Gostaria de esclarecer que eu não o deixei subir. Para ser sincera, eu nem sabia que ele estava aqui, ou quem era ele, senão eu teria barrado na hora.  Eu não sabia mesmo, desculpa.

-Tudo bem, não foi culpa sua. - toquei seu ombro esquerdo, alisando de leve, em forma de...carinho? Acho que deveria ser, eu não sabia, nunca tinha recebido muito. - Eu vou abrir uma parte da minha vida, a qual só os meus amigos sabem. - funguei, buscando coragem. - Quando eu era pequena a Mary cuidava de mim, você sabe. A única fonte de carinho que eu tinha, era dela e da minha mãe às vezes, pois ela trabalhava demais. Eu nunca tinha tempo para ficar com nem um dos meus pais, nunquinha mesmo. Ou eles que não tinham tempo para mim, não queriam me ter por perto. Não sei. Mesmo tendo Mary ao meu lado, eu sentia que faltava algo em minha vida, acho que...pais? Talvez fosse isso. Com quase nada de tempo de ficar com meus pais, o tempo que tínhamos juntos, os meus pais brigavam. Você deve estar pensando: Mas isso é normal, afinal,  todos os pais brigam, mas não. Mas para mim, não foi nada normal. Isso afetou muito meu o psicológico de diversas formas. Com 7 anos eu comecei a falar sozinha e cheguei a me cortar duas vezes, mas não foi em lugares perigos, foi no meu pé. Porém, o corte do meu pé foi tão fundo, mas tão fundo, que eu não conseguia colocar o pé no chão, sendo que a Mary viu e contou para os meus pais. Meu pai achou frescura, achou que eu queria aparecer, mas minha mãe se preocupou e me levou ao médico. Meu psicólogo era maluco, eu nem sabia como aquela porra era formada. Ele era tão louco, mas tão louco, que um dia ele chegou para mim e disse: Se você não aguenta a pressão, se mata. E a partir daí, eu fiquei com pensamentos suicidas. Cheguei até ser internada no Mad Hatter porque tentei me matar.

-Sério? - cortou-me, fazendo essa pergunta com uma expressão chocada. Eu afirmei triste, pois infelizmente é verdade. - Mas foi fechado porque eles faziam os pacientes consumirem drogas pesadíssimas. - comentou pasma.

-Eu sei, eu estava lá. Quem processou o local, foi a minha mãe. Quando eu fiz 13 anos, o relacionamento da minha para comigo foi piorando. O meu pai, que sempre era o mais distante, foi reclamando da distância que a minha mãe colocava entre eles, até o meu pai, para você ver a situação. Mas o meu pai nem se importava comigo. Ele não queria saber se eu estava bem ou não, só se preocupava com ele, quando a que mais sofria fui eu. Meu pai descobriu que a minha mãe o traiu com um homem milionário e ele bateu nela na minha frente. O que é para uma menina de 15 anos ver o pai batendo na mãe? Para mim, mesmo as barreiras que mamãe colocava, foi horrível suportar essa dor. Depois, eu suspeitava que ela partiria e não deu outra. Ela foi embora, no dia do meu aniversário de 17 anos e sem se despedir de mim. Eu lembro que que eu fiquei chorando por quase um ano, sentindo falta da minha mãe e tudo mais. Foi péssimo, a pior fase da minha vida. Fora o inferno escolar que foi, mas eu não gosto de lembrar disso, pois além de sofrer em casa, eu sofria na escola. - parei de falar, antes que eu desse pistas sobre o que ela me fez passar e descobrisse o meu plano. - Mas sabe, eu não tinha esperanças de melhorar nunca e o pior, foi que o meu pai ficou um homem pior do que ele já era, amargurado, sem esperança de vida, sem nada. Ele me obrigou a fazer coisas que eu não queria e...

-Espera! Ele chegou a te tocar de outro jeito, Normani? - Dinah demonstrava raiva só de pensar nessa possibilidade. Sua respiração parou e os seus punhos ficaram cerrados.

-Oh meu Deus, não! Dinah, relaxa, isso não aconteceu. - segurei seus pulsos e ela briu a mão, fazendo com que eu levasse até minhas coxas. Ela se surpreendeu bastante, mas não tirou. - Continuando a história, o meu pai não deixava eu fazer nada do que eu queria, sempre me mantendo em casa, sendo só de casa para a escola e da escola para casa. Como se não bastasse o cativeiro e a crise existencial, eu tive que lidar com o meu pai escolhendo um namorado para mim, contra a minha vontade. Confesso que ele não era um namorado ruim e com o tempo eu passei a o amar de verdade. O problema foi que ele me decepcionou muito. Meu pai também me obrigou a me formar em administração, gestão impresarial e publicidade, coisas que eu não queria, mas fiz. Até que um dia o pai da Allyson morreu e como ela é filha única, tudo foi para ela. Meu pai não queria assumir a empresa ao lado de uma "mulher frágil", então ele passou tudo para o meu nome.

-Então ele não tem direito a nada aqui?- Dinah levou a mão direita ao próprio queixo, sem tirar a esquerda da minha perna, com uma cara de pensativa.

-Nadinha. Ally e eu juntas temos 80% da empresa, sendo 40% de cada uma. Os outros 20% são dos acionistas, mas todos os acionistas são nossos amigos. Ou seja, está tudo em família. Meu pai não pode exigir nada de Allyson, muito menos de mim, e nem Arin também pode exigir nada.

-Normani, então vá ver o que ele quer, mas...- ela pausou novamente, tentando se lembrar de algo - Putz! - exclamou batendo a mão na testa. - Temos 10 relatórios de mais de 200 páginas para passar, sendo que eu levo uma hora só para passar um relatório de 50 páginas.

-É para quando? - me interessei, já esquecendo da existência de todos os problemas ao meu redor. Se tratando de trabalho, eu sou muitíssimo profissional, não gosto que nada atrapalhe, muito menos minha vida pessoal.

-Temos dois dias para entregar ao polo 1, para eles passarem para o pessoal do Makeup Teen, para ele enviarem diversas modelos de peles diferentes, adolescentes e também para virem as maquiagens, para você o senhor Jonas e a senhorita Brooke inventarem uma ideia para o novo comercial da maraca. - em um fôlego só, Jane listou todo o longo processo que teríamos que percorrer. 

-Bom, podemos resolver isso de noite, em minha casa, se você quiser e se não for te atrapalhar - sugeri tranquila. Eu tinha parado de chorar e soluçar, porque havia decidido que isso não me levaria para lugar algum.

-Mas levaria a noite toda para isso ser concretizado de vez. Não dá, isso é impossível! - Dinah praticamente surtou. Aquilo era um ataque de nervosismo constante que ela tinha e eu já tinha reparado nisso.

-Não é impossível, não. Cada uma faz cinco. Faz o seguinte, por favor. Hoje é segunda e não tem quase nada para fazer, então vai para casa, descansa bastante, passa um tempo com o seu filho e tal, porque quando derem dez e meia, eu quero você dentro da minha casa, me ajudando a terminar isso aí. Primeiro, eu vou resolver o grande problema lá fora, depois eu resolvo o que vou fazer por aqui. - espalmei minhas duas mãos na ponta da mesa e me impulsionei para frente, para me levantar. 

Me levantei, seguindo para a porta, mas antes me virei, encostando no batente da porta dela. Ela só ficou me olhando com esperanças de algo.

-Ei! - lhe chamei. Ela só ficou me olhando com um olhar doce. - Obrigada por me ajudar, você é demais. - pisquei e virei os calcanhares para seguir para o inferno, vulgo a minha sala.

Era só para agradecer, então eu realmente não fazia a mínima do que eu quis dizer com: "Você é demais". Seu ego deveria estar nas alturas, mas é bom elogiar as vezes. É bom reconhecer o bom trabalho que as pessoas andam fazendo. É importante que, mesmo com nosso passado perturbador, eu seja grata por algum feito. Esse é o meu conceito no momento, porque ela não tinha o mínimo de obrigação de me ajudar. Ao invés dela simplesmente me deixar chorando e não querer se envolver ou me ajudar, ela me pegou e me acalmou. Me disse palavras bonitas que me fizeram sorrir. Se mostrou muito eficiente com o trabalho.

Era por esse motivos e outros, que eu achava essa Dinah Jane, é diferente da outra, a antiga. E talvez, só talvez, eu estivesse mudando algumas opiniões sobre ela, que me faziam repensar se um plano de vingança seria mesmo a melhor opção.

Cheguei em minha sala e, para a minha tamanha má sorte, meu pai se encontrava no mesmo lugar. Eu sabia que um dia teria que encarar isso de um jeito ou de outro, porque esse é um fardo que eu carregaria por muitos e muitos anos. Se eu não encarasse hoje, certamente em um outro dia pior isso ocorreria.

Depois de fechar a porta, me direcionei ao meu lugar habitual. Ergui minha postura em uma ereta, recostando em minha cadeira giratória confortável, com uma expressão tensa.

Ladeei a cabeça, na falha tentativa de me alongar. Levei as mãos aos meus óculos e coloquei-o no rosto, para assim apoiar meus cotovelos na mesa e apoiar o rosto em minhas mãos, nas bochechas para ser exata.

-Minha filha, eu...

-Não. - tirei as mãos do meu rosto, cruzando-as em minha frente. Neguei brevemente com a expressão mais séria que eu podia. - Para você está bem somente Normani.

-Está bem.- ele suspirou procurando se concentrar em alguma coisa. - Como você está bonita. Não a vejo desde 2015 e você mudou deste tempo para trás.

-Senhor Derrick, por favor, seja o mais rápido que puder. Sou uma mulher ocupada e tenho diversos assuntos para resolver.-voltei a lhe cortar. Eu reconhecia que era uma falta de educação sem tamanha da minha parte, ainda mais ele sendo...como se diz? Meu pai, certo? Ainda mais ele sendo o meu pai, mas eu não queria uma conversa extensa.

-Certo. - assentiu com um meio sorriso. - Bom, queria assumir primeiramente que foi um erro imbecíl de minha parte entregar-lhe a presidência e...

-Está insinuando que Allyson e eu não damos conta, senhor Derrick? - fui obrigada a cortá-lo de novo. Eu não podia tolerar tal insinuação dentro do meu ambiente de trabalho.

-Não, Normani, não é isso. Eu reconheço que você e a pequena Ally nasceram para comandar isso aqui. As duas têm total capacidade e competência para isso, mas eu fui burro, é isso que quero dizer. Fui burro por conta do meu machismo. Eu estava frustrado pela morte do meu melhor amigo na vida, então achei que passando isso para as suas mãos, vocês duas fossem destruir de vez o nosso negócio. Eu não podia deixar essa empresa em mãos melhores, acredite, porque as duas fizeram ótimoa trabalhos por este lugar. Eu estou orgulho de você. - suas palavras me soavam sinceras, mas meu pé atrás não me deixava em paz.

-Eu tenho que reconhecer e agradecer por ter me passado essa responsabilidade, mesmo não sendo uma escolha minha. Eu não sou egoísta e ingrata ao ponto de negar tudo que você fez por mim...digo, em questões de investimentos na educação. A sua rigidez e a "ditadura" que me eram impostas em casa, me ajudaram na minha formação. Graças a sua frieza e a da minha...e de Andrea, pude ser quem sou. Obrigada pela falta de amor de vocês, porque eu sou quem eu sou graças a isso. Obrigada por me fazer quem e sou, sinceramente obrigada. - na maior frieza possível, engoli as lágrimas. Tinha um nó na minha garganta impossível de ser engolido. Acho que é dor acumulada.

-Normani, eu sempre te amei. - declarou o homem que ajudou a me colocar no mundo. Eu ri sarcasticamente, enxugando lágrimas nos cantos dos olhos.

-Claro, tenho certeza que sim. - minha boa e velha ironia sempre me ajudando a suportar coisas piores.

-Normani, eu fiz o que eu achava melhor. Eu fiz o que estava ao meu alcance para te criar. Sua mãe e eu fizemos, mas ela largou a caminhada e me deixou responsável por você. Tudo que eu fiz foi para te fazer bem. Eu fiz isso tudo para você ter êxito em sua vida profissional, para ser uma mulher respeitada, de poder e obediência perante aos outros. Você conseguiu esse posto, não está satisfeira? - eu não acreditava que aquele homem realmente falava sério.

-Em algum momento você me perguntou o que eu queria? - fechei os olhos, deixando de vez que as lágrimas percorressem seus devidos caminhos. Minha pergunta foi dolorosa tanto para mim quanto para ele, só de ouvir o barulho de sua graganta engolindo em seco. - Por acaso depressão é "frescura"? Tudo bem que nem todos reagem da forma como reagi, mas eu me sentia sozinha, sem amor ou esperança. Você escolheu o meu namorado e você sabia que tem quase seis meses da sua traíção?

-Ele te traiu? - pareceu chocado, mas não surpreso. 

-Traiu. O seu "segundo filho", "pai dos seus netos", me traiu. Mas eu me resolvo com ele depois. - limpando o rosto banhado, eu suspirei. - Então, Derrick, não vem falar que você fez o melhor para mim não, porque você fez o que queria. Esse era o caminho mais fácil para você, né? 

-É, eu sei. - abaixou o rosto, admitindo envergonhado. - Mas eu vim me desculpar por ter sido idiota com você. Eu realmente não fiquei surpreso com a traíção do seu marido, porque...

-Ex marido. Eu pedi o divórcio tem cinco meses, mas ele não aceita. Enfim, prossiga. - dei para ele novamente a palavra.

-Como quiser. Eu não fiquei surpreso porque ele era perfeitinho demais, sabe? Ele não se mostrava um cara de defeitos. Ele se mostrava reservado, para família e parecia amoroso com você, o que me fez relaxar com ele. Eu fui um cara muito duro contigo, mas é porque eu queria construir uma mulher forte, segura de si e indestrutível, que não dependesse de ninguém para nada, que não fosse dependente. Eu não sabia que com minhas atitudes eu perderia a sua evolução como pessoa. Desculpa mesmo. - ele realmente se mostrava sincero.

O meu pai estava ali, em carne e osso me pedindo desculpas, mas eu nãp sabia se eu podia aceitar. Eu guardei vinte anos de rancor contra Dinah para me vingar agora, mas é claro que eu não faria isso com o homem que ajudou a me colocar no mundo. Eu estava confusa, a minha cabeça gritando e eu só queria um remédio e uma boa taça de vinho, com um banho quente de banheira.

-Vou ser sincera. A minha vida foi um inferno graças a você, mas eu não posso tirar o corpo da Andrea fora dessa não, porque ela também me fez sofrer muito. Você quer ouvir da minha boca que te perdôo, não é? - perguntei calma, sem mais chorar, mas o meu nó estava na garganta preso. Ele assentiu esperanço. - Está bem, eu te perdôo. - disse simples. Ele pareceu sorrir com um alívio, como se tivesse tirado um peso das costas. - Parece simples, né? Eu posso dizer isso para você, mas por dentro eu não me sinto assim, sabe? Não é algo que eu vá está sentindo. Não é algo verdadeiro, sim falso. Pode ser que um dia eu vá te perdoar, mas esquecer nunca. As cicatrizes dos cortes que eu fiz por causa de vocês já saíram, mas é como se eu ainda as sentisse em mim. Mesmo a minha mãe tendo feito besteira comigo, com a gente, a pior lembrança que eu tenho de você é a agredindo em minha frente. A mamãe tinha errado, todos erram e até você errou comigo, mas bater na minha mãe...digo, Andrea, foi a pior coisa que você pôde ter feito para ela, mas foi pior em mim. Você levantou a mão para mim uma vez, está lembrado? Quando eu tinha dezoito anos você ameaçou a me bater e eu só via o reflexo da minha mãe ali, quando você a agrediu e eu só tinha quinze anos. Ela foi embora quando eu tinha 17 anos. A única pessoa que realmente me amo, foi a Mary, mas infelizmente ela não está mais aqui para me ajudar. - eu já estava pronta para chorar de novo, mas eu prendi. Eu odiava sair como fraca na frente dos outros, ainda mais duas vezes e na frente de quem me magoou.

-Eu fiquei sabendo através da Ally, Normani. Eu sinto muito, ela foi uma excelente pessoa para você. Nem pude me despedir e agradecer por tantos anos de dedicação a você. 

-É, realmente Mary foi um anjo na minha vida. Ela foi perfeita e essencial para a minha criação. Agora se me der licença, tenho outras coisas para serem resolvidas. - me levantei um tanto abatida. Eu estava péssima, era a pior conversa que tive em anos. É só esse homem aparecer que o meu inferno sensível aparece.

-É tarde para eu obter o meu perdão, né? - ergueu a cabeça para me olhar e eu, com muita dor, afirmei. - Eu entendo, mas não vou desistir. - meu pai se levantou também - Aquela moça que te tirou da sala é sua amiga?

-Não. Por quê - caminhei até a porta a abrindo na espera dele passar.

-Eu achei que fossem, pois vocês pareciam íntimas. - comentou curioso. Ele caminhou até onde e estava e antes de sair disse - Eu irei voltar, pode crer nisso. Até mais.

Eu fiquei pensativa depois que ele saiu. Eu, com certeza não podia trabalhar hoje, pelo menos não agora. Eu precisava de um tempo para pensar. Precisava comer e relaxar. Precisava de muita coisa, mas de nada ao mesmo tempo.


(***)


Meu dia tinha sido horrível então quando cheguei em casa, às seis e trinta e dois, fui direto encher a banheira no mais quente, com muitos sais de banho e bastante espuma. 

Me despi e entrei ali encolhidinha. Minha pele estava totalmente arrepiada por conta da água e aquilo foi delicioso. Foi tão delicioso, que apaguei ali dentro, me sentindo um bebê quentinho dentro da mãe.

Mas o sono estava tão gostoso, que acordei com a campainha tocando e, com muita preguiça e raiva, me levantei da minha calmaria, deixando a água escorrer por meu corpo.

Peguei meu roupão branco, me enrolando enrolando nele, porque já estava frio. Sequei bastante os pés para não cair na grande escada de madeira e saí do meu quarto para descer as escadas.

Atendi a porta me deparando com Dinah com um pijama fofo de vários leõeszinhos, seu boné para trás, uma pantufa de leão e um leão de ursinho, com sua mochila em suas costas. Um pouco pasma, ela me estudou por alguns segundos, arregalando os seus lindos olhos castanhos. Meus trajes não me ajudavam nem um pouco e até eu fiquei constragida.

-Dinah, que mal lhe pergunte, mas como você teve coragem de sair assim na rua? Não que você esteja feia, longe disso, você está...fofinha, mas não é algo normal de se ver andando nas ruas de Miami, né? - tentei mudar o foco dos meus trajes para os seus. 

-É que a Lauren foi sair com alguém e me emprestou o carro, pois ela não usaria, então eu tomei meu banho e vim logo pronta para passar tudo certinho com a senhora. Desculpa eu vir desse modo, soa um tanto infantil, né? - toda atrapalhada, ela se explicou vermelhinha. Era tão cômico, que eu tinha vontade de mordê-la por tanta fofura. 

-Não, tudo bem, está fofinha. Mas vem cá, você vai ficar aí fora? Vem, pode entrar aqui. - segurei sua mãos a puxando para dentro.

Só de pensar que a noite de trabalho seria longa, já me dava sono. Coitadas de nós.


Notas Finais


É, coitadas, né? Chega dá até pena, gente. Oh, dó! Ninguém merece. Poxa, que choto.

Até a próxima, então


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