História A lenda dos cristais - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Final Fantasy V
Tags Final Fantasy
Visualizações 7
Palavras 804
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Magia, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Quanto tempo não escrevia uma história, mas aqui estou de volta!! Pretendo narrar nesta fic toda a história do jogo Final Fantasy V, o primeiro jogo desta maravilhosa serie que joguei. Muitos chamam este jogo de "a ovelha negra" de final fantasy, e eu entendo isso, mas com ressalvas e vou dizer porque.

Final Fantasy V possui, sim, uma boa história e ninguem pode falar mal do sistema de jobs que é simplesmente perfeito e sem sombra de duvidas o maior ponto forte do jogo. O problema deste jogo são os personagens principais, eles não são cativantes, não me apeguei a nenhum deles embora apenas Galuf e Krile sejam interessantes. Mesmo assim as cenas que mostram as relações entre os personagens não são tão carismaticas e digo que pouco foram as cenas marcantes nesta serie (em FF4 temos muitas cenas assim e eu só não as cito aqui por que seriam spoilers. Em FF6 o numero aumenta, e nesses dois jogos os personagens são muito cativantes). Quanto aos secundarios ai temos alguns interessantes: Guido, Zezar, Hydra, Cid. Gostei muito deles na verdade Zezar e a Hydra são meus favoritos, posso dizer que as cenas marcantes deste jogo foram com eles ;)!

O vilão não em agradou na verdade odiei Exdeath como vilão ele é muito "100% mal" sem passado, sem história, sem profundidade. Mas repito o que disse, Final Fantasy V possui uma boa história. Devido a isso criei esta fanfic, procurarei aqui ajeitar o que me desagradou no jogo, ou seja, darei mais profundidade aos protagonistas. Tenho excelentes planos para deixar Exdeath um vilão interessantes e tentarei abordar outros temas secundários como em relação aos summons dando-lhes mais colorido, com falas e uma personalidade (eles não simplesmente vão aparecer e descer a porrada kkk), além de tratar aqui um pouco sobre magia e da politicai de cada cidade e reino. Por fim tenho planos também para romance, o Burtz nunca se decidiu por ninguém no jogo embora eu sempre achei que ele tem uma queda pela Lenna rsrs.

E é isso, tentarei ser fiel a história do game adaptando cenas quando achar necessario, mas seguindo o roteiro do jogo como guia. Espero que gostem, este prologo contara a cena inicial do game, espero que gostem!

Capítulo 1 - Prologo


Fanfic / Fanfiction A lenda dos cristais - Capítulo 1 - Prologo

Grossas gotas de chuva caiam e pesadas nuvens de tempestade cobriam o céu como um assombroso manto cinzento. A tempestade ameaçava a qualquer um que tentasse enfrenta-la, mas o vento, que nessas ocasiões deveria agitar-se com força balançando a copa das arvores estava, curiosamente, calmo e fraco. Nada mais que uma leve brisa poderia ser sentida.

Era exatamente essa tímida brisa que agitava levemente a capa azul de um homem trajado com armadura completa que estava parado olhando para o céu pensativo. Em sua cintura repousava, ainda na bainha, uma espada de lamina dupla a qual ele esperava não ter que usar tão cedo.

Ele se encontrava na paliçada do castelo, uma área ampla e elevada. Dali de cima era possível ver todo o reino de Tycon e além. Mesmo assim o homem não percebeu a garota que chegara ofegante atrás dele.

- Papai, não vá, é perigoso!

O homem contemplava o horizonte, mas se virou para ver sua filha que corria ate ele. Lenna ainda estava com as roupas de dormir, uma camisola branca leve, seus pês estavam descalços e ela quase caiu ao escorregar no chão úmido. A garota se apoiou na parede ofegante, haviam lagrimas em seus olhos ou talvez fossem apenas a agua da chuva. Era uma moça bonita em torno de seus dezoito anos, pele delicada e bem cuidado, olhos gentis e um cabelo rosado curto que tocava os ombros.

- Não vá – repetiu Lenna agora com uma voz mais fraca, quase em tom de suplica – porque você tem que ir pai? Você é o rei, Tycon precisa de você. Mande uma esquadra de soldados em seu lugar...

A voz da garota morreu no ar e pai e filha se olharam demoradamente. Tyrell, o rei de Tycon, queria evitar aquilo, não temia o seu dever, mas temia ter que olhar nos olhos de sua filha e ir embora. Mas ele deveria fazer isso, como rei e como pai.

- Os soldados juraram lealdade a mim Lenna, cada um deles serve a Tycon e a mim, seu governante. Mas a coisas que um rei deve fazer sozinho minha filha, e essa é uma delas. Além do mais – ele deu uma pausa e sorriu levemente – esse assunto é de extrema urgência é uma esquadra de soldados demoraria demais. Somos o reino dos ventos não somos? – ele sorriu mais uma vez, não conseguindo rir com divertimento. Impressionou-se de conseguir rir assim em uma situação dessas.

Lenna o olhou com dúvida, sem entender o que aquela ultima frase queria dizer, mas Tyrell puxou uma trombeta de batalha e a soprou com força. O som que emanou foi forte e atravessou os céus se sobrepondo ate mesmo ao barulho dos trovões. Pai e filha olharam para o horizonte e não precisaram esperar muito para que a resposta aquele chamado surgisse.

Não muito longe dali uma criatura se elevou nos céus, seu corpo era de um cinza que se misturava as nuvens de tempestades, mas mesmo assim era impossível não distinguir o grande dragão que se aproximava da paliçada do castelo. Era um dragão grandioso e vigoroso, com olhos esverdeados e carapaça mais resistente que uma armadura. O interior das asas era de um verde esmeralda, brilhoso, e dava ao animal um ar sobrenatural, deixando-o ainda mais imponente.

Lenna e Tyrell tiveram que se afastar para dar espaço para o pungente dragão pousar. A chegada do animal trouxe consigo uma forte rajada de vento enquanto ele pousava. Apesar da aparência ameaçadora, medindo quase oito metros da cauda a cabeça o dragão era dócil, ao menos com os que considerava amigos. Ele baixou a cabeça e deixou que Lenna o acariciasse.

- Com Hyrgu chegarei ao santuário do vento em dois dias de viagem... talvez menos – disse o rei orgulhoso observando seu querido companheiro. O dragão era um dos últimos de sua espécie, e um dos poucos domados que poderiam ser usados por humanos como meios de transporte.

Lenna observou tristemente enquanto seu pai acariciava o dragão. Ela sabia que ele estava decidido e que nada poderia fazer para mudar de ideia então restou-lhe desejar sorte em sua viagem.

- Vá em segurança e volte logo para mim – Lenna o abraçou o pai e eles ficaram juntos por longos minutos. Ela chorou um pouco e Tyrell limpou as lagrimas da filha gentilmente.

- Voltarei logo Lenna, não se preocupe, talvez não seja nada demais – mentiu. Ele sabia que algo sério havia acontecido, mas preferia não abalar ainda mais sua filha.

Ela assentiu e desejou-lhe sorte abraçando-o mais uma vez. Tyrell subiu no Hyrgu e com um comando o fez ganhar os céus. Lenna ficou observando os dois se afastarem no horizonte, ignorando o frio e a chuva, ate que eles se perdessem de vista.

Ela não sabia porque, mas tinha um mal pressentimento sobre aquilo tudo.


Notas Finais


E ai o que acharam? Sugestões, elogios, criticas... avisem nos comentários eles são muito estimulantes (quem escreve fanfics sabe a força de um comentário bem escrito!).


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