História A Luz da Espada - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias A Batalha do Apocalipse
Visualizações 10
Palavras 1.437
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


por favor, se você gostar comenta ou favorita. Mas só se você curtir. Se quer criticar algo, deixa nos comentários. vlw :)

Capítulo 2 - Um Salvador Inesperado


A primeira coisa que Isaac sentiu foi a forte dor de cabeça. Em seguida, foi o frio que parecia querer congelar suas vísceras. Não conseguia abrir os olhos por conta da dor que latejava em toda a cabeça. Se lembrara do que tinha acontecido e estava se perguntando se não se encontrava em seu quarto, na cama, com a janela aberta e o ar gelado soprando em suas costas, apenas despertando de um sonho muito agitado e estranho... Não. Isaac sabia que não era isso. Era como um ímpeto de certeza intuitiva que aparecia quando ele se encontrava em uma situação complicada. 
          Lentamente, seus sentidos voltavam e seus ouvidos foram preenchidos por um som de farfalhar de árvores. Nas costas das mãos, sentia pequenos toques frios, como se uma chuva gelada caísse em câmera lenta. Sentia um fraco cheiro de grama e folhas. Finalmente percebera que estava deitado sobre a neve. Posicionou as mãos ao lado do corpo e flexionou os braços para levantar o tronco; suas pernas estavam ainda despertando. Ficou de joelhos e se encolheu, abraçando a si mesmo com o queixo batendo. Notou que a visão estava embaçada e conseguia distinguir apenas o chão coberto de neve. Fora isso, via somente borrões pretos. Aos poucos sua visão se acostumava e notara que o escuro que via era o da noite, levemente iluminando por uma luz prata - provavelmente a da lua. Ainda ajoelhado, olhou para a primeira coisa que lhe chamara a atenção: a grandiosa e majestosa lua cheia, toda cercada por nuvens. Depois notara que estava em uma clareira cercada por altas árvores finas, levemente cobertas de neve. Esta, por sua vez, lentamente caía em diagonal, conduzida pelo vento. 
        Levantou-se e percebeu que sua roupa estava molhada. A espessa blusa que usava antes havia desaparecido misteriosamente e a camisa que usava estava toda rasgada e chamuscada, principalmente na região do peito. Estava molhada e já não servia mais, por isso atirou-a à neve. Sua calça estava também rasgada, mas não tanto quanto sua camisa. Olhou ao redor algumas vezes, e respirando fundo, partiu em corrida para o meio da floresta. 

A luz da lua passava pelos curtos espaços entre uma árvore e outra, o que criava feixes de luz prata por toa a floresta. Insetos faziam seus característicos sons e vez ou outra Isaac precisava pular um tronco caído. Sentia um calor no peito que parecia querer combater o frio. Era quase como um frio na barriga, só que no tórax. O chão era bem mais visível no ali, pois as árvores não deixavam toda a neve passar. O solo era composto, na maioria, por terra seca, cascalho e grama. Vários arbustos se espalhavam pelos cantos e várias mudas cresciam.
          Isaac estava, de certa forma, tranquilo. O contrário do que imaginaria que estivesse. O garoto pensava sobre o lugar em que estava, quanto tempo estivera apagado, sobre os milhares de raios que caiam por toda sua cidade. Pensava, principalmente, na pequena galáxia que vira no fundo daquele buraco, de onde saíra aquela mão revestida por uma luva de metal, como a de um cavaleiro. Ele tentava se recordar do que sentira no momento em que fora atingido pelo rapidíssimo cometa dourado expelido pela mão. Não conseguia se lembrar... Recordava apenas que voara muito alto e que caíra em inconsciência. Impressionava-se pelo fato de ter aceitado tão facilmente aquela sequência de fatos. Era como se estivesse esperando isso pela vida toda... Porém, mesmo tendo aceitado, ele desistira de buscar uma explicação. Por ora, o mais importante era encontrar abrigo.
     *CREC* 
       Foi esse o som que fez Isaac estacar, tanto o corpo quanto os pensamentos. Olhara para trás - de onde tinha vindo o barulho - enquanto ofegava. Uma gota de suor escorria-lhe no corte acima do olho direito no momento em que ele observava atentamente sua retaguarda. Seu peito ia e vinha por conta da respiração pesada. 
     *CREC* 
       Mais uma vez, o barulho. Isaac se preparava para sair em disparada... Estava quase fazendo isso quando o causador do barulho se revelou em um dos feixes de luz da lua: era um enorme lobo, quase tão grande quanto um leão, com os profundos olhos arregalados a fitarem Isaac. O canino começara a rosnar assim que sua presa finalmente o percebera. Seus dentes eram enormes, brancos. Pareciam ter sido afiados para rasgar aço. Saliva escorria por toda a sua boca. Sua pelagem da face era toda branca com algumas partes cinzas. Isaac sabia que não teria chance nem mesmo se corresse, tampouco parado observando o faminto lobo. Seu instinto dizia-lhe para correr e foi isso que ele fez. Assim que recebeu a carga de adrenalina, o frio pareceu sumir e a floresta tornou-se quase um borrão. Ele corria à toda velocidade, como jamais havia feito antes. Seu coração quis saltar da boca quando ouviu os ensurdecedores latidos e passos de corrida do lobo. Mais uma vez, o genuíno desespero o atingira em cheio. Mais uma bomba de adrenalina. Seus músculos começavam a doer. Suas pernas falhavam e ele tropeçava. A distância entre ele e o predador diminuía cada vez mais. Os latidos... cada vez mais altos e próximos! Ele, em meio ao desespero, procurava alguma pedra pontuda no chão. Porém, sentia que uma simples pedra com uma mísera ponta não seria capaz nem sequer de desacelerar a ferocidade do imenso lobo.
      Seu coração não aguentava mais; seu fôlego não era suficiente para nem mais um passo. Seu corpo parou depois de quase três minutos correndo à toda velocidade e ele simplesmente caiu de cara na neve. Jamais ofegara tanto, o desespero estampado no rosto quando se virara para ver a última cena de sua vida: um lobo sedento de sangue correndo para devorar-lhe as entranhas! 20 metros de distância. 14. Nove metros e finalmente cinco. 
    *THIC! THIC! THIC!* 
      Ele havia fechado os olhos diante do que era para ser o seu último momento. Sentiu o corpo do enorme animal cair sobre si enquanto seu coração batia furiosamente. Tinha certeza de que seria abatido e quase não notara o barulho que ouvira um pouco depois de fechar os olhos. Em poucos segundos, Isaac já imaginava o lobo rasgando sua carne, abrindo-o todo e já se preparava para a dor. Mas... ela não veio. Abriu os olhos numa expressão confusa. O flanco do lobo estava cobrindo-o até o pescoço. Precisou fazer muito esforço para mover o corpo do predador e se soltar. Ainda deitado e sem fôlego, esticara os braços e as pernas no chão e fitava as árvores balançando, arfando. Os olhos arregalados. Levantou-se rapidamente e apoiou apoiou os braços nos joelhos para ver o que acontecera com o lobo. O animal estava de lado, agora morto. Devia ser por conta da flecha cravada em seu cérebro, e da outra que estava em seu pescoço e mais uma em seu peito. O sangue acabara de começar a escorrer. 
     ------ Ei rapaz!----- Dissera uma voz abafada, fazendo Isaac pular de susto. Ele se virou para ver. 
    Apesar de tudo pelo que tinha passado, se impressionara com o que vira ali com um arco nas mãos e aljava nas costas: era um cavaleiro de armadura prata completa. Várias partes eram cobertas por panos azuis, tiras e cintos de couro; usava um cachecol, também da cor azul, que envolvia toda a região do queixo. Usava um elmo com uma fina abertura para os olhos: o escuro da noite não permitia que Isaac os visse. Mantinha um acelerado passo e a espada que carregava na bainha do cinto fazia emitia um tilintar muito característico. Isaac teve certeza de que ele mantinha várias lâminas ou peças de metal debaixo daqueles panos e cintos, pois não era só a espada que causava o leve barulho de metal batendo contra metal. O grande peitoral da armadura tinha um brasão que Isaac não conseguiu distinguir muito bem por conta do escuro da noite e da floresta.
       ------- Acabei de salvar sua vida. Não vai me dizer nada ?---- Disse o cavaleiro com voz abafada. Parecia ter um pano tampando-lhe a boca.
       ------- Ah! Me desculpe. Muito obrigado. Eu pensei que ia morrer...----- Falou Isaac, que antes fitava o cavaleiro, hipnotizado. O frio voltara com força e ele voltava a tremer. O cavaleiro, que colocara o arco nas costas e parara de andar, observava o garoto da cabeça aos pés. 
      -------- Venha. Vejo que está com frio.----- Disse o cavaleiro virando de costas e olhando por cima do ombro. Por um momento, Isaac pensou ter visto um verde sem igual cintilando nos olhos daquele cavaleiro.------ Tenho algumas mantas no meu cavalo logo à frente. Vamos logo. 
      
    



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