História A Luz Detrás de seu Olhar - Capítulo 1


Escrita por: ~, ~Solune e ~Shin17

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Desabafo, Tentativa De Suicídio, Violencia
Visualizações 13
Palavras 2.056
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Escolar, Famí­lia
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


a ideia inicial era fazer uma one, mas eu resolvi fazer uma duo, esse capitulo será narrado pela Amie, e o próximo pelo Josh, um bj e boa leitura

Capítulo 1 - Capitulo 1


Olá, meu nome é Amie Carter, tenho 17 anos, sou loira de olhos cor de mel e tenho 1,64m de altura.

 Estou escrevendo aqui para desabafar, se você não quiser ler, é simples, não leia. Mas se quiser continuar, continue.

 Fica por sua conta em risco.

 Bem, tudo começou quando eu nasci. Meus pais, Anna Carter e John Carter, são os donos da Carter’s Inc, uma das maiores empresas de toda América do Norte. Moramos em uma mansão em Miami, e eu sempre fui criada para ser perfeita, e isso acaba comigo, pois, infelizmente ou felizmente, eu não sou perfeita, e nunca vou ser.

 Eu sou apenas uma humana, e seres humanos não são perfeitos, e nem nunca serão, mas chega de enrolação! Vou lhes contar como eu quase morri. 

 Durante toda a minha infância, fui matriculada em diversas aulas extracurriculares, como musica, dança, etiqueta, postura... enfim, meus pais trabalham no marketing pessoal, ou seja, eles “vendem” a imagem das pessoas, e por sempre estarem tão ocupados eles me deixavam de lado.

 Fui criada pelas babás, governantas e mordomos.

 Na escola, todos me isolam, sou muito julgada por ser filha dos meus pais, tenho apenas um amigo, Josh Savering, ele tem 1,85m de altura, e também tem 17 anos, é um moreno de olhos verdes, e é simplesmente lindo. Todas as garotas se jogam pra ele, e querem um relacionamento com ele, não sei como até hoje ele não arranjou uma namorada, mas eu fico feliz por ele não ter ninguém, pois eu sou apaixonada por ele, porém jamais irei contar para Josh, é o único amigo que tenho, e eu não quero perde-lo, prefiro ter apenas a sua amizade, do que não ser nada sua.

 Ainda me lembro de como viramos amigos, e nos conhecemos...

 

 Era meu primeiro dia na escola, eu estava realmente perdida, até que meu celular começou a vibrar por causa de uma mensagem de minha mãe. Quando peguei o celular para responder, acabei esbarando acidentalmente em algo, ou melhor, em alguém.

 No primeiro instante achei que fosse uma parede, mas depois descobri ser alguém.

 Eu dei com a bunda no chão, e a dor em meu cóccix me lembrou disso.

— Ai!

— Meu Deus, você está bem? — Perguntou o cara com aquela voz rouca e aveludada.

 Olhei diretamente pra cima, encontrando dois pares de esmeraldas me encarando com preocupação.

— Mais ou menos, sou nova e estou perdida.  — Respondi pegando o meu celular do chão e me levantando.

— Ahh, então você é a aluna nova? Já tinham avisado que teríamos uma aluna nova... venha, vou te levar até a diretoria.

— Obrigada, muito obrigada mesmo. 

— Não há de que. — Ele sorriu de canto. — Então, ainda não nós apresentamos, sou o Josh Savering, e você?

— Amie Carter.

— Seja bem vinda a nossa escola Amie. — Paramos defronte uma porta de madeira escura. —Bom, chegamos. — Disse Josh. — Espero que possa lhe ver mais vezes, e que possamos ser amigos.

— Eu adoraria. — Respondi-lhe.

— Okay, lhe vejo mais tarde, Docinho. — Ao dizer isso, ele me da as costas e vai embora.

 Me virei e fui falar com a secretária, uma mulher alta, pelo menos se comparada a mim. Ela deve ter 1,70m, e uns 29 anos, não parece ser muito velha. Me apresentei, ela me entregou a chave do meu armário e os meus horários, e pediu que eu a seguisse até a minha classe.

 Ao chegarmos lá ela bateu na porta, e o professor que abriu era um homem alto, mais ou menos 1,78m,39 anos no máximo, cabelos negros e olhos verdes. 

— Professor Alysson, essa é a aluna nova, Amie.

— Oh, claro, seja bem vinda, entre, venha, se apresente. — Disse alargando o sorriso, e me puxando para dentro da sala. — Todos em silencio, por favor... tudo bem, pode se apresentar.

 Tomei um pouco de fôlego para parar de tremer.

— Bem, olá, meu nome é Amie, Amie Carter, e eu tenho 17 anos. — Ao falar o meu sobrenome, já começaram os cochichos.

— Tudo bem Amie, pode se sentar em frente do senhor Savering.

 Apontou para Josh que sorria para mim.

 Me senti feliz em saber que ao menos alguém gostada de mim naquele lugar.

— Okay. — Disse me dirigindo para a carteira à sua frente. — Oi, Josh.

— Oi, Docinho.

 

 Depois desse dia, não nos separamos mais.

 Descobri que ele é o líder do time de basquete da escola, e que sabe tocar guitarra e violão, mas é raro de tocar, só quando está muito inspirado.

 John é meu confidente, ele sabe tudo de mim, me deixa contar de meus problemas para si, me aconselha e apoia.

 Antes eu não gostava de filmes de terror, morria de medo, mas ele me fez gostar, me fazia assistir com ele quando ia à sua casa, que descobri ser três casas depois da minha, então estou sempre lá, e sempre que assistimos a esses filmes. ele me abraça e faz carinho em meus cabelos, me sinto protegida e amada em seus braços, mas depois eu tenho que voltar pra casa.

 Não me sentia bem, sabe, é como se essa não fosse realmente a minha casa.

 Estamos no ultimo ano do colegial, logo iriamos para a faculdade, eu quero fazer arquitetura e engenharia civil, ou medicina.

 Eu estava na sala fazendo as inscrições para as faculdades, pois mesmo que meus pais tenham dinheiro para pagar qualquer faculdade para que eu faça, eu quero conseguir por mérito próprio, quero provar para mim mesma que eu sou capaz de entrar em uma faculdade sem o envolvimento dos meus pais, eu quero provar a mim mesma que não preciso deles, provar que não sou uma inútil.

 Eu estava terminando as inscrições para a faculdade de medicina, era por volta de 1 hora da tarde, quando meu pai chega e vê a inscrição, junto com a de arquitetura que estava aberta em outra aba, eu tinha saído para beber água, pois estava morrendo de sede, ao voltar para a sala ele diz:

— O que é isso? — Fala com o tom de voz elevado, virando a tela do notebook para mim, me olhando com raiva.

— É a minha inscrição para a faculdade de medicina pai. Respondo para ele, não entendendo o porquê do tom elevado e da cara de raiva.

— Quantas vezes eu e a sua mãe já lhe dissemos que você vai fazer faculdade de administração e marketing? — Perguntou gritando e vindo para mais perto de mim, e eu fui indo para trás até que batesse com as minhas costas na parede.

— Mas pai, eu não quero fazer marketing e administração, eu quero medicina, ou arquitetura e engenharia civil, o senhor e a mamãe não podem me obrigar a fazer algo que eu não quero, já sou quase maior de idade, logo farei dezoito anos Respondi com toda a calma, o olhando nos olhos, mas o que eu não estava esperando era que ele me desse um tapa tão forte ao ponto de me fazer cair no chão, ao fazer isso, senti meus olhos se enchendo de água.

Você não tem escolha, eu e sua mãe não batalhamos tanto e nem trabalhamos tanto dando nossas vidas por aquela empresa para vir uma ingrata como você e estragar todos os nossos planos. Ele disse se ajoelhando, pegando o meu queixo e olhando no fundo dos meus olhos. Você vai fazer o que eu estou mandando a partir de agora. Disse ele soltando meu rosto e saindo de casa.

 Encostei-me na parede ficando em posição fetal e desabando em choro, não tinha ninguém em casa, pois hoje era a folga dos funcionários, depois de muito chorar eu acabei dormindo no chão, acordei algumas horas depois, toda dolorida, levantei e fui até meu quarto, entrei no closet, peguei uma roupa confortável e fui para o banheiro, entrei na banheira.

Terminei o banho uns dez minutos depois, sai da banheira, me enxuguei e me vesti, indo de novo para a sala, pegando meu celular que estava ao lado do notebook.

 Logo saindo de casa e chamando um taxi.

Para onde? Perguntou-me o motorista.

Carter’s Inc. Ao dizer isso ele deu partida, peguei meu celular, desbloqueei-o, liguei para o único contato que tinha lá além de meus pais, e dos empregados, no terceiro toque ele atendeu.

Aconteceu algo, Docinho? Perguntou-me Josh assim que atendeu.

Não, mas vai acontecer logo. Respondi olhando para a janela.

O que você quer dizer com isso? Docinho, onde você esta? O que está acontecendo? Bombardeou-me de perguntas, sua voz era de preocupação. Amie? Amie? Você esta ai? Amie, o que esta acontecendo?

Josh, não da mais para aguentar, eu não consigo mais, vou acabar com isso de uma vez por todas. Estou cansada, eu quero que saiba, que eu te amo, quero lhe pedir que não sofra depois que eu partir, seja feliz, encontre uma boa garota, uma que te ame de verdade, construa uma família. Estou indo para a Carter’s Inc, hoje tudo isso acaba, seja feliz, adeus. Ao dizer isso, desliguei, não dando tempo para ele responder, alguns minutos depois o taxi estacionou em frente à empresa de meus pais, bom, é agora ou nunca.

 Paguei pela corrida, e entrei na empresa, por ser filha dos donos não precisei falar com ninguém, entrei no elevador e cliquei para ir para o terraço. Esperei pacientemente até ele chegar lá, sai do elevador e fui para o parapeito, e fiquei olhando o movimento lá em baixo, fiquei em transe  por uns bons minutos, vendo o movimento dos caros lá na rua, fui despertada com o meu celular tocando, subi no parapeito ficando em pé nele, e fiquei olhando a movimentação lá em baixo, perguntando-me se deveria mesmo fazer isso ou se deveria desistir.

É tarde demais para desistir agora. Digo me preparando para pular, mas antes eu sinto duas mãos em minha cintura, me puxando para traz ate me colocar no chão em segurança. Logo sinto um nariz em meu pescoço e as mãos circularem minha cintura me puxando para si, em um abraço.

Não me deixa, por favor, fica comigo. Ao ouvir isso reconheço a voz imediatamente, mas ainda estava sem reação pelo que aconteceu, ele me virou para si, e me roubou um beijo de tirar o folego que, foi correspondido à altura, mesmo que no primeiro momento eu tenha ficado estática, seus lábios eram macios, o beijo era calmo e necessitado, como se fossemos morrer um sem o outro, e suas mãos estavam em meu rosto, as minhas estavam em seus cabelos, o beijo terminou com ele me dando pequenos selinhos e encostando sua testa na minha, eu permanecia com os olhos fechados como foi feito involuntariamente ao começar a corresponder ao seu beijo. Eu te amo, Amie.

 Ao ouvir suas palavras eu abro meus olhos, e olho no fundo de suas belas íris verdes, elas eram lindas, e tinham um brilho diferente, foi impossível não sorrir.

Josh, o que faz aqui? Digo tentando fugir de si mas ele foi mais rápido, pegando minha cintura novamente e me puxando para si.

Eu vim impedir a mulher que eu amo, de tentar se matar. Espera, o que é isso em sua bochecha? Josh diz colocando a mão onde meu pai havia batido algumas horas atrás. Amie, quem te bateu?

Meu pai, eu estava fazendo a inscrição para a faculdade de medicina e fui beber água, ele chegou, viu e nós discutimos, ai ele me bateu. Respondi vendo-o ficar com raiva. Mas já passou, tá tudo bem agora.

Porque eu cheguei a tempo de te impedir. Disse ele me olhando e acariciando minha bochecha. Eu quase perdi você, se eu não tivesse chego a tempo, nem sei o que poderia ter acontecido, eu não sei o que seria de mim sem você.

Não fica pensando nisso, já passou, você chegou a tempo.Digo também acariciando sua bochecha.

Amie, seja minha, minha princesinha, minha companheira, apenas minha, então, aceita?

Josh, isso é um pedido de namoro?

Sim minha amada, é sim, e então, aceita?

Mas é claro que eu aceito, meu amor. Digo, e sou beijada na mesma intensidade que o beijo anterior.

Vamos, temos que passar na sua casa ainda.

Não entendi. Pisquei confusa.

É assim meu amor, nós vamos na sua casa, pegar as suas coisas porque eu não vou deixar você na casa daquele monstro, e nem vou te deixar tentar escapar de mim nunca mais.


Notas Finais


bom, espero que tenham gostado


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