História A Maldição do Escritor - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Originais
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Palavras 3.029
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Esse foi maiorzinho :P

Capítulo 7 - Guias


Fanfic / Fanfiction A Maldição do Escritor - Capítulo 7 - Guias

Já não gostava da Itália.

Era tudo muito quente e muito cheio. As pessoas falavam alto demais e grudavam no seu pé até que comprasse alguma coisa. A persistência do povo italiano estava começando a me dar nos nervos.

Mas não podia deixar de notar que o ambiente era bonito, principalmente depois de dois anos de deserto e vilas de areia. As construções eram coloridas e muito diferentes do Japão. Tudo exalava uma energia que fazia com que eu me animasse também.

Passei o dia procurando um guia, mas, pelo jeito, a Dinamarca não era um destino comum entre os comerciantes, até porque, pelo que entendi, não era uma grande potência e não exportava quase nada.

Voltei para o bar onde havia alugado um quarto exausta, suada pelas roupas negras e com os bolsos cheios das mercadorias dos mais insistentes.

A noite estava chegando e decidi que viajaria sozinha ao amanhecer. Na verdade, só eu e Benneditto, um cavalo negro com pelo maltratado que deveria ser mais velho do que eu. Marco havia dado ele de presente para minha jornada e, apesar de ser velho, era resistente e viveu por anos no deserto quando muitos cavalos mais belos e mais jovens não o fizeram.

Por sorte, a janela de meu quarto dava para o atrelador, então podia vigiar caso alguém chegasse perto dele. Se alguém tocasse no meu amigo, ia acabar sem as mãos.

 

 

O sono não vinha. O calor não deixava meus olhos se pregarem e os mesmos ardiam com a falta de humidade. Eu estava quase rezando para que algo acontecesse e levasse o tédio embora. Apenas fiquei o que pareceram horas fitando o teto que, de tanto mofo que tinha, parecia que respirava.

No começo da maldição, eu tentava passar as noites sem dormir para adiar a dor, mas, sempre que eu finalmente cedia ao sono, ela voltava com efeito acumulado. Era quase a sensação de se afogar e sentir seu corpo pegar fogo ao mesmo tempo, só que sem a morte para a acabar com a dor.

Desisti de tentar dormi e fui arrumar a bolsa para a partida de amanhã. Coloquei o livro onde escrevia durante o sono, a caneta de pena, a tinta nanquim, a flauta de pã, o dinheiro e as mercadorias inúteis do porto. Coloquei as armas por último, por não ter certeza se cabiam na bolsa e por terem lugar no meu sinto caso realmente não coubessem. Tentei fazer isso o mais lenta e meticulosamente possível para não retornar ao tédio e ficar olhando para o teto vivo.

Como o esperado, a Katana não cabia ali dentro. Deixei ao lado da cama, já 7 não poderia dormir com aquilo preso ao meu corpo. Deitei, esperando que o tédio voltasse quando ouvi vozes do lado de fora.

- Não podemos fazer isso!

- Não temos escolha, Francis. Henry se recusou a nos dar qualquer coisa. Precisamos de um meio de transporte. Não temos dinheiro nem para comer! Você não quer salvar Marion?

Nesse momento, eu notei que o meio de transporte do qual falavam era Benneditto.

Peguei a Katana e pulei a janela. Dois jovens me encaravam como se eu fosse um fantasma, segurando as rédeas do meu cavalo que comia tranquilamente a pouca grama que tinha no jardim malfeito. Um levantou uma espada e avançou. Derrubei-o sem nem ao menos usar a lâmina, pois a rasteira que dei fez com que caísse e batesse com a cabeça em uma pedra.

O outro parecia petrificado. Era obviamente o que se opusera à tentativa de roubar meu cavalo. Jurava que já havia visto seu rosto antes. A compreensão veio rápido depois que vi os olhos violeta do jovem. Os mesmos olhos do príncipe noivo da irmã de meu padrasto. O que ele veio fazer na Itália? Não era nem no caminho entre a França e a Dinamarca.

- Se-senhor? P-por favor, não nos mate. – Acho que havia encontrado um guia em potencial, já que tínhamos o mesmo destino – Sebastian estava apenas tentando nos proteger. Peço que não... – Por algum motivo ele interrompeu a fala e olhou para meu pescoço com um cão de caça olha para um coelho. – Seb! Ele está com a pedra!

A pedra que bateu na minha cabeça veio de trás. Golpe baixo o desse tal de Sebastian. Com a inconsciência, vieram os sonhos.

 

Estava ao lado da cama do rei de olhos violeta. Ao seu redor, haviam três jovens. Os três com idades por volta de 19 anos.

O rei estava doente, isso era inegável. À beira da morte, eu diria.

- Henry... – os olhos violeta focaram no príncipe mais velho – Você será o rei de toda a França, mas peço que cuide também de seu irmão. Logo, ele partirá para buscar a noiva na Dinamarca. Dê tudo que ele precisa para a jornada. – Aquilo era uma despedida, mas também parecia uma distribuição de tarefas. O rei sendo rei até seu último suspiro. – A você, dou meu reino.

O príncipe Henry olhou triunfante para o irmão mais novo, que não tirava os olhos do pai.

- Francis – O príncipe mais novo soltou um sorriso triste, como se a voz do pai falando seu nome já fosse um conforto em si. – Você irá em breve para a Dinamarca salvar sua noiva do dragão. Mas lhe resta um infortúnio. Para que a fera saiba que você é o jovem certo para salvar Marion, vai precisar encontrar seu tio, Hansel. – O pobre homem mal sabia da perda do amigo – Ele está com uma ametista tirada da casca do ovo da fera. Se portar o objeto, o dragão não o atacará. – Ele segura a mão do filho mais novo – Lamento que meu legado a você seja esse, meu menino...

Francis apenas apertou a mão do pai carinhosamente, que, por sua vez, soltou uma série de tosses violentas.

- Sebastian – O jovem pareceu surpreso de ouvir seu nome. Era o único presente que deixara as lágrimas caírem, pois um não o fez por não sentir nada e o outro não queria que o pai sofresse ainda mais com sua partida. Reconheci-o imediatamente: foi ele o filho da puta que me acertou com uma pedra e me trouxe a esse sonho. Devia ter quase um metro e noventa, com certeza o mais alto do recinto. O cabelo dele era curto, o que não esperava, já que a moda, pelo que notei, era cabelo longo. Era de um castanho claro, quase ruivo. Os olhos eram tão verdes que não pude deixar de me perder neles. Era muito bonito, tinha que admitir. Todos ali eram.

- Pai, - Fiquei surpresa. Em nada ele se parecia com o rei ou com os príncipes, que eram muito parecidos. – Não precisa me dizer nada. Só quero ficar ao seu lado.

Eu notei que o rei olhava para ele de um jeito diferente de que olhava para os outros dois. Havia mais carinho, como se o jovem o lembrasse alguém que ele estava prestes a encontrar. Não sei se os outros dois se ressentiam com isso, mas ele era obviamente o filho favorito.

- Saiam – o rei foi duro, dirigindo-se aos jovens loiros de olhos violeta – Quero falar a sós com o irmão de vocês.

- Irmão bastardo. – O mais velho saiu com raiva do quarto.

O mais novo fez uma reverência e se retirou.

- Seb, - O apelido fez o jovem ficar mais leve – você é filho da única mulher que já amei. Infelizmente, Fleur não viveu tempo o suficiente para ser minha rainha – Mais um acesso de tosse – Não posso lhe dar meu reino, ou garantir-lhe uma esposa, mas posso lhe dar isso.

O rei entregou uma espada. Não, a espada. Era linda e mortal, cravejada de pedras preciosas e a lâmina prateada mais afiada que uma navalha, talvez mais.

Era sempre difícil pensar por mim mesma durante os sonhos, já que a dor era excruciante e eu nem estava ali de verdade. Mas, quando olhei para baixo, notei que estava mais enfiada nessa história do que era seguro.

Um pequeno pingente roxo, lapidado no formato de um dragão pedia no meu pescoço. Eu o havia encontrado nos restos de cinzas do casebre de meu padrasto. Eu sabia que devia valer muito dinheiro, mas guardei. Pensei que seria só mais uma lembrança, mas, pelo jeito, eu estava tomando um papel importante demais nisso tudo. Como fui me meter em tanta encrenca?

Minha cabeça começou a doer e voltei a prestar atenção na cena a minha frente.

Os príncipes voltaram para a sala. Deviam ter escutado a tosse frequente. O mais velho olhou direto para a espada. Até eu senti o ódio dele se espalhando pelo quarto.

- O que ele faz com a espada? – Seus olhos violeta pareciam transbordar ácido – Ela é um direito meu!

- Seu direito é a coroa. A espada pertence ao príncipe que a melhor usa. – O rei parecia totalmente preparado para aquela discussão.

- Ele não é príncipe! Ele é um bastardo que você teve com uma vadia qualquer!

- Ele é meu filho e a próxima vez que você falar assim da mãe dele, darei sua cabeça aos porcos e seu corpo aos lobos.

O futuro rei lançou um último olhar de ódio ao meio-irmão e saiu do quarto a passos duros, batendo a porta com toda a força possível. O rei não se impressionou. Conhecia o filho muito bem e a reação já era esperada.

- Seb, peço que guie e cuide do seu irmão durante sua jornada. Você aceita?

- Quando foi que eu deixei de cuidar de Francis? – Os jovens trocam um olhar divertido. Notei que eram muito próximos – E ele de cuidar de mim? – Ambos riem e o pai sorri com a proximidade dos filhos. – Eu ia com ele mesmo que o senhor não pedisse.

O rei voltou a tossir e a cena mudou.

 

Sala do trono novamente. Todos pareciam desolados e a pessoa sentada no trono não ajudava. Henry sentava imponente no lugar que há tão pouco tempo pertencera ao seu pai. Francis e Sebastian estavam ajoelhados perante o novo rei.

- Juramos lealdade ao novo rei. – Sebastian falou, apesar de eu saber que só o fazia para que o meio-irmão não matasse a ele ou a Francis, que parecia estar chocado demais para falar.

- Me bajular não vai ajudar você – O idiota havia planejado isso há muito tempo – Francis, saia.

Ele se retirou, ainda em choque, sem falar nada.

- Você está exilado da França. – O bastardo olhou para ele. No jade, vi ódio, não súplicas. Ele já esperava por isso, mas não fazia odiar menos o rei. – E não darei uma moeda sequer para essa busca de Francis.

- Me odiou a vida inteira. Sempre teve tudo, mas o pouco que eu tinha, você tomava. Você me castiga e não tenho nada a fazer a não ser aceitar. Mas castigar Francis também? Ele tem seu sangue! Seu ódio por todos é cruel a esse ponto?!

- Que eu saiba, você também vai nessa viagenzinha. Além disso, Francis é sucessor até que eu tenha um filho, portanto, é uma ameaça. Vocês partem de noite, sozinhos.

 

Acordei na posição mais desconfortável que já dormi. Estava deitada de lado, em cima de Benneditto. O quadril velho dele requebrava a cada passo. Minha barriga esmagada nas costas ossudas e seu pelo me pinicava.

Continuei a fingir que estava dormindo, por mais desconfortável que isso fosse. Os irmãos conversavam enquanto guiavam o cavalo.

- Devíamos tê-la deixado para trás.

- Ela é uma mulher!

Merda, eles tiraram minha máscara.

- Uma mulher que luta melhor que nós dois juntos.

- Mas ela estava com a ametista do dragão! Isso devia estar com meu tio. Ela deve saber de algo. Além disso, pegamos todas as coisas dela. Deixaríamos ela ali, sem nada?

- Não foi o que Henry fez conosco?

- Ela não é Henry, Seb. Não é porque os outros erram que nós devemos fazer o mesmo.

O príncipe era bom com palavras. Daria um bom rei se o primogênito não fosse outro.

- Que seja. Nossa viagem está bem mais curta, agora que não precisamos ir até a China procurar seu tio. É só ir direto para a Dinamarca.

- Então poderemos voltar para casa!

Abri os olhos por causa do silêncio. O bastardo estava duro como uma pedra. Notei que não contara ao irmão sobre seu exílio.

Tentei ver se minha mala estava por perto. Se eu pegasse uma de minhas armas, poderia me soltar das cordas extremamente apertadas em meu pulso. Me perguntei onde havia escrito meus sonhos.

- Seb, essas histórias são ótimas! -o meu livro estava nas mãos dele. A julgar pela posição do livro, ainda não chegara a sua própria história, nem chegaria.

- Me soltem.

- Parece que o raio de Sol acordou.

- Você tirou minha máscara! – Olhei para seu rosto que parecia encantado com alguma coisa no meu – Me devolve meu livro, agora!

- Seb... olha os olhos dela...

Ferrou. É para isso que eu uso máscara. Geralmente as pessoas ficam horrorizadas, saem correndo. Já até tentaram me exorcizar, mas o príncipe a minha frente olhava-os como se fossem obras de arte. Isso me deixou meio constrangida. Se meu sangue não fosse azul, eu estaria muito vermelha.

- Quem é você? De onde veio? Como conseguiu a ametista do dragão? – Sebastian parecia com pressa.

- Bom dia para você também...

- Responda. Não está em posição de fazer gracinhas.

- Se eu quiser, eu te derrubo com as mãos amaradas. – Suspiro – Sou Akame, nasci no Japão. Satisfeito?

-  Que tipo de nome é esse?

- Que tipo de idiota você é?

Ele ficou vermelho e eu tive vontade de rir, mas Francis decidiu falar primeiro.

- Por favor, senhorita. – Ele tirou meu pingente roxo do bolso – Onde encontrou isso?

- Você deveria aprender bons modos com ele... – Sebastian ignorou, mas senti sua irritação – Era do meu padrasto. Vim para a Europa achar sua família e anunciar sua morte, assim como prestar o máximo de ajuda que pudesse. Procuro a mãe e a irmã mais nova dele, Nicolle e Marion Aderonack, Dinamarca.

Os dois trocaram olhares que eu já sabia o significado.

- Hansel Aderonack está morto? E sua esposa, minha tia? Soube que eles tiveram uma filha também. O que houve com eles?

- Serena e Viollette Aderonack morreram há onze anos. Hansel morreu há dois. A distância não permitiu que a notícia chegasse antes. Lamento sua perda – Eu realmente sentia.

- Como? – Eu entendia o choque. Perderam o pai há puco tempo. E agora isso.

- Foram os ninjas.

Notei que nenhum dos dois queria chorar na minha frente. Eu mesma me segurei para não chorar. Se vissem minhas lágrimas azuis, não sei o que fariam. Mas, acima de tudo, eu não queria parecer fraca na frente de estranhos.

- Vocês serão meus guias. Eu tenho dinheiro, um cavalo e ainda luto muito melhor que vocês. Que me dizem?

- Nós derrubamos você – Esse Sebastian estava começando a me irritar

- Aceitam ou não?

- Sim – O príncipe foi decisivo – Eu sou Francis e esse é meu irmão, Seb.

- Sebastian.

- Akame é um nome meio difícil... Podemos te dar um apelido?

- Vá em frente. – Nunca tive um apelido.

- Que tal... – Ele parecia estar realmente pensando no assunto com seriedade. – Key?

- Key?

- Esse apelido não tem nada a ver! – Retrucou Sebastian. – Por que não dá logo outro nome?

O príncipe ignorou o comentário mal-humorado do irmão e prestou atenção em mim. Ele parecia acostumado com esse comportamento. Não devia ser pouco frequente depois do exílio.

- Eu gostei. Key. – Sorri. A pronúncia era agradável. Eu realmente havia gostado, apesar de não ter nada a ver. Como eu era ridícula.

 

Nossa jornada duraria de dois a três meses, se tudo desse certo. Benneditto seria apenas para levar carga, pois era muito velho para nos levar nas costas cansadas. Eu admirava sua resistência.

Acampamos na floresta. Acendi a fogueira e atrelei Benneditto a uma árvore. Sebastian foi dormir cedo e Francis estava tentando assar que o irmão havia caçado antes.

- Está fazendo errado. Tem que tirar a pele do animal antes de assar. – Sentei ao seu lado e desfiz o erro dele, ensinando-o a fazer o correto. Ele parecia triste.

- Não se preocupe com isso. Você é novo nesse negocia de acampar.

- Como sabe?

Travei com sua fala por alguns segundos. Tinha que me lembrar do que eles não haviam me contado.

- Suas mãos – Dei a melhor desculpa que pude. – Muito macias para quem tem feito isso por muito tempo. – Eu sorrio e isso fez ele relaxar um pouco. – Então, por que está procurando Marion?

- Ele é minha noiva, mas não a vejo há quatro anos.

Francis me contou toda a história que eu já sabia e fingi que era a primeira vez que a escutava. Era bom ouvir o ponto de vista dele.

- E você? Como meu tio virou seu padrasto?

- Quando os ninjas mataram a mulher e a filha dele, Hanssel fugiu e se escondeu no meu vilarejo. Acabou se apaixonando por minha mãe.

Eu notei que ele tinha mais perguntas, mas era educado demais e notou que eu não me sentia confortável falando sobre o assunto.

O excesso de educação dele me irritava de vez em quando. Acho que era porque eu não sabia como agir em resposta. Fui criada por assassinos e etiqueta não era um requisito para se tornar um ninja.

Mas eu sentia que queria ser sua amiga. Ele era um cara legal.

Sebastian geralmente me ignorava. Talvez tivesse razão em não confiar em mim, afinal, eu tinha meus segredos e ele notava isso.

A gente treinava, mas não se falava. Ele era realmente muito bom em esgrima, mas eu ainda era melhor. Digo, ele era perfeito com a arma, mas eu usava meu corpo inteiro nas lutas. Eu aprendi a não depender de uma arma para lutar. A luta não acabava bem para Sebastian se ele perdesse a espada.

Mas o problema veio quando notei que estava uma semana sem dormir.


Notas Finais


Espero não ter exagerado...


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