História A menina da solidão laranja - Capítulo 16


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Categorias Originais
Tags Álcool, Amizade, Dança, Depressão, Drama, Festas, Irmãs, Poesia, Relacionamento Abusivo, Romance, Ruiva, Toc
Visualizações 29
Palavras 968
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Hentai, Poesias, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olarrrrr, meus nenéns!
Preparem o coração de vocês, esse capítulo tá BEM PESADO.

Quando decidi escrever e postar essa fic, fiz com o intuito de conversar sobre transtornos psíquicos. A história da Cássia é baseada em fatos reais e ela sofre de alguns transtornos.
Dito isso, espero que de alguma forma possa ajudar a todos que estão lendo.

Vocês NÃO estão sozinhos nessa! Podem procurar a titia Candy a qualquer hora. Vamos conversar sobre isso e vamos nos ajudar, ok?
Boa leitura! <3

Capítulo 16 - A vingança também pode ser laranja


Fanfic / Fanfiction A menina da solidão laranja - Capítulo 16 - A vingança também pode ser laranja

- Luciana – eu falava arrastando as letras – O que estamos fazendo aqui?

- Você teve outro desmaio – ela segurou minha mão – Ficamos muito preocupados com você. Graças a Deus que está bem – ela beijou minha mão – O médico disse que você...

- Nem termina! Essa parte não é legal. "Preocupados” são muita gente, Lu. Quem mais está aí?!

- Ferrari, Caio e eu – ela sorria dócil.

- Quero ir pra casa. Odeio hospitais, Luciana!

...

- Você vai ter que ficar mais um tempinho aqui, meu amor – Caio sorria e segurava minha mão – Lu foi pra casa. Pode ficar tranquila!

- E você? – já estava falando melhor e não me sentia tão dopada – Pensei que estivesse chateado por eu não ter respondido suas ligações.

- Vou ficar aqui até você receber alta – ele continuava sorrindo.

- Você é um anjo, sabia? Tenho medo que você seja mais uma das marionetes do Ricardo pra me maltratar mais um pouco.

- Você já está ficando paranoica, sabia? – Ferrari entrou no quarto – Fica tranquila. Caio é um ótimo rapaz e gosta de você.

- Ferrari, o que faz aqui? – perguntei.

- Estou aqui pra avisar que a senhorita já pode ir pra casa e que está de licença médica por uma semana. Luciana me deu umas coordenadas para não contar o diagnóstico e que falará disso em breve. Agora, vou levá-los para casa.

...

Quando estávamos no carro, Caio deitou minha cabeça no peito dele e me fez carinho até chegarmos à minha casa.

Lu e Jailson estavam me esperando para lancharmos juntos.

- Conhecendo a amiga que tenho, recomendo que todos comam e conversem como se nada tivesse acontecido – Luciana decretou e estava certíssima. Eu que não ia ficar falando dos meus problemas naquele momento.

Fiquei quieta na maior parte do tempo, Lu e Ferrari contavam sobre o romance. Continuava um pouco triste por ela não ter me contado desde o início, mas feliz por ela. Mal toquei na comida também. A última coisa que queria naquele momento era comer.

- Não estou me sentindo muito bem. Vou subir e deitar um pouco. Vocês se importam? – perguntei um pouco ofegante.

- Você quer que eu te acompanhe? – Caio perguntou.

Respondi que sim com a cabeça e fomos ao meu quarto. Chegando lá, ele me ajudou a deitar e deitou ao meu lado.

- Você deve me achar muito desequilibrada, não é? – perguntei.

- Eu te acho uma mulher forte, talentosa e que precisa descansar de tanto caos. Meu pai me ensinou que existem batalhas que são inúteis de lutar. Parece idiota, mas sempre fez sentido pra mim. Ás vezes só precisamos nos recolher e descansar um pouco. Pra que levantar a guarda pra tudo?

Eu só conseguia sorri com tamanha luz que vinha daquele garoto! Como conseguia ser tão lindo?

Ele me abraçou forte e eu me senti segura como não me sentia há muito tempo. Estava quase dormindo quando senti que ele levantava com cuidado pra não me acordar.

- Você tem mesmo que ir? – perguntei manhosa.

- Infelizmente sim, mas volto amanhã de manhã – ele sorriu e beijou minha testa.

Passaram-se alguns minutos desde que ele tinha ido, ouvi alguém batendo na porta.

- Entra! – gritei.

- Boa tarde, senhorita Fernandes. Sou Cláudia Antonieta de Castro, sou psicóloga e estou aqui para conversar com a senhorita.

- Puta que te pariu, Luciana – gritei e sentei na cama – E puto que não te assumiu também – diminui o tom de voz e sorri – Pode entrar, doutora.

Ela entrou um tanto quanto constrangida. Abri as janelas, puxei a poltrona pra perto da cama para que ela senta-se e acendi um charuto.

- Tenho que contar minha vida pra senhora? – perguntei como uma criança implicante.

- Não precisa, eu faço um resumo – Luciana respondeu ao entrar e me assustou.

- Desde quando você fica escutando atrás da porta? – perguntei irritada.

- Cala a boca, garota! – Luciana gritou – Doutora Antonieta, Cássia tem um caso de alcoolismo, relacionamento abusivo, TOC, ansiedade, má alimentação e ainda tem prazer de misturar álcool com remédios o tempo inteiro.

- Ótimo resumo, Luciana! – sorri debochada – Mas vou fazer uma breve retrospectiva da minha vida, pode ser? – falava enquanto tragava o charuto – Meu pai era alcoólatra e morreu por conta disso. Minha mãe sofre de depressão profunda porque meu pai vivia espancando todo mundo. Eu cresci no meio de um campo de batalha. Fora o fato de ser de família humilde. Sofri abuso sexual quando criança pelo meu tio. Fui espancada diversas vezes por meu pai. Hoje, tenho uma carreira maravilhosa e dinheiro suficiente para ajudar as pessoas e satisfazer meus caprichos. E Luciana, não culpe o álcool, ele me ajuda bastante.

- Que tal nos aprofundar na sua história, Cássia? – Doutora perguntou calmamente.

- Não quero. Mas agradeço sua visita! – respondi.

A doutora foi embora, mas deixou o cartão dela. Luciana estava visivelmente constrangida. Levantei e decidi que estava na hora de mudar o rumo da minha vida. E claro que o primeiro passo seria me vingar do Ricardo.

Liguei para Clara (noiva dele) e marquei um jantar. Pedi que não contasse nada ao Ricardo, pois queria fazer uma surpresa. Ela concordou e marcamos para aquela noite mesmo.

Ora, se a solidão é laranja, a vingança também pode ser.

Terminei de me arrumar e fui dar um gole na cachaça quando vi que Luciana havia “limpado” todo o meu estoque de bebidas do quarto. Deveria ter sido uma recomendação idiota do médico, mas segue o baile.

- Boa noite, senhores! – desci a escada e vi Luciana e Ferrari assistindo TV – Como estou?

- Está com cara de quem vai aprontar! – Luciana respondeu irritada.

- Bingo! – gritei – Hoje a cor laranja vai tomar tudo e dessa vez não é solidão. Não me esperem, não sei quando volto. Amo vocês! 


Notas Finais


Deixo os comentários com vocês!


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