História A minha vida não faz sentido - CAMREN - Capítulo 23


Escrita por: ~

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Categorias Camila Cabello
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Auto Depreciação, Camila Do Pauzão Karlão, Camren, Fifth Harmony, Fracassado
Visualizações 235
Palavras 1.621
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Escolar, Fluffy, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Gente do céu

Capítulo 23 - A pronto


Fanfic / Fanfiction A minha vida não faz sentido - CAMREN - Capítulo 23 - A pronto


Eu saí do banheiro sem vontade nenhuma. Estava tão bom enquanto a água caia no meu corpo. Felizmente eu estava sozinha em casa, então fui pelada até a cozinha enquanto secava o meu cabelo com a toalha. Eu não estava tão lascada, só estava com o meu corpo todo doendo. Ainda tentava entender o porquê de Lauren ter me batido.



Pelo menos ela me fez o favor de me chamar pra ‘conversar’ e me puxou para um beco que separava a pista de um restaurante e simplesmente me meteu o sarrafo.



Ainda bem que ela me poupou de um mico.




Escutei a porta sendo aberta, mas não liguei, talvez seja Sofi chegando.



Essa aí passa direto pro quarto, então não preciso me preocupar por está pelada.




— Porra, veste uma roupa! – me assustei com a voz de Dinah e puxei a minha toalha. Virei e me deparei com Dinah e Aria.



Aria.



ARIA


A R I A




Pqp



Eu estava pelada.





— Eu já posso abrir os meus olhos? – a baixinha perguntou, ela tinha as mãos sobre os rosto e ‘encarou’ Dinah. Eu ainda estava parada na cozinha, com Dinah me olhando com nojo e Aria que provavelmente me viu pelada em minha cozinha.




Gente, esse dia ainda tem como piorar?





— Merda! O que fazem aqui? Por quê não bateu na merda da porta, Dinah?! – perguntei confusa e corada. Aria tirou as mãos do rosto lentamente e me fitou. — Eu vou trocar de roupa, já volto!





— Vai, eu te imploro! – ainda pude escutar Dinah. Fui correndo até o meu quarto, busquei uma roupa para me vestir.



Peguei uma cueca e calça de moletom, vesti uma regata e os meus chinelos.




Desci e fui até a cozinha, encontrando Dinah e Aria comendo o MEU LANCHE.





— Ei! Isso é meu! – tentei puxar o MEU SANDUÍCHE das mãos de Dinah mas a filha da mãe é habilidosa e conseguiu desviar. Encarei Aria e franzi o cenho.




— O que aconteceu com você? – Dinah finalmente notou a minha situação. Dei de ombros.




— Eu caí no caminho.




— Parece que foi atropelada. Enfim, só vim fazer um lanche. Aria pediu pra vir junto, está entregue. Flw! – foi as palavras de Dinah antes de sair da minha cozinha.





— Hum… Pediu para vir junto? – perguntei e sentei ao seu lado, em uma das banquetas da bancada. Ela assentiu e girou a sua banqueta.



Ela não conseguia encostar os pés no chão.




Kkkkkkj





— Lauren bateu em você, né? – eu não quis responder. Aria não insistiu.




— Por que está aqui, Aria?




— Eu não sei. Você está sangrando. – ela avisou e apontou para os meus lábios.





— Oh, droga. – pulei da banqueta e fui até a pia, limpei a minha boca e peguei um guardanapo.





Porra, Lauren acabou comigo.




(...)





— Você apanhou da Jauregui, isso é vergonhoso. – Aria disse ao passar o algodão molhado de alguma coisa no canto da minha boca.




Ela insistiu tanto que cá estamos nós, na minha cama enquanto ela cuida dos meus ferimentos.



Dona Sinu não está aqui para isso e eu sou um desastre com isso.



— Obrigada por dizer algo que já sei. – falei com dificuldades, ela riu e voltou a passar o algodão, mas agora era em minha sobrancelha.





— Você não tentou revidar?



— Ela me acertou um chute nos países baixos, sem chance! Ai, ai, Aria! – resmunguei ao sentir a ardência em minha sobrancelha.




— Fica quieta, Camila!




— Isso dói, porra.




— Eu sei. Agora vê se aprende a se defender, ainda mais da Jauregui.




— Ok, já entendi que sou inútil, perdedora e fracassada. – falei cansada, me jogando de costas na minha cama quando vi que Aria já havia terminado. Ela jogou fora os algodões usados e veio em minha direção com alguns curativos.




— É para a sua sobrancelha, pode ficar pior se deixar exposta. – assenti mesmo não fazendo ideia de nada. Deixei que Aria colocasse a tira em minha sobrancelha e fechei os meus olhos.




Refleti sobre o quão fodida eu estou. Minha mãe ainda vai me interrogar, meus amigos( só Dinah mesmo).





— Bom, eu vou indo. Meu pai chega em algumas horas e se eu não estiver em casa ele me mata. Foi legal conversar com você. – Aria disse, eu sorri mesmo com a boca fodida  e sentei com dificuldades na cama.





— Obrigada por fazer isso, eu não sei então você praticamente salvou a minha vida.




— Eu deixei o meu celular anotado em cima do seu teclado, se precisar conversar… Você sabe. – assenti e sorri ao vê-la corando.





Isso é tão surreal, eu nem paguei Aria para está comigo!




— Camila? – eu a encarei quando ela parou na porta. — Vocês vão se acertar, eu sei disso e eu shippo muito vocês duas.




Ela foi embora depois disso. Fiquei olhando o nada e depois deitei em minha cama.



Vou dormir e desejar não acordar mais.




(...)





É, parece que meu pedido não foi atendido.




Lavei o meu rosto e voltei para o quarto.




“Ei! Eu preciso de comida!” O senhor Peixe resmungou quando me viu passar pelo o seu aquário.




— Foi mal, Sr. Peixe. – murmurei e fui pegar a sua comida.





“Está tentando me matar?” ele perguntou e eu neguei.




— Não, cara. Você é o único que me entende, se você morrer eu morro também. – falei enquanto despejava a quantidade certa de ração à ele.





“Você está um desastre”



— É, eu sei. – murmurei e deixei o pote de comida para peixe de lado.




“Quer conversar?”  ele perguntou e eu assenti.




Eu deitei em minha cama e comecei a conversar com ele. Sr. Peixe pode ser um peixe resmungão e tudo mais, mas ele é um ótimo amigo e ouvinte. Me da conselhos e tudo mais.




“Eu nunca me apaixonei.” ele disse vitorioso.




— Você tem sorte. E você é só um peixe.



“Eu tenho sentimentos, ouviu bem?” ele disse irritado, até se escondeu atrás de sua pedra.



Ele ficou chateado.




Depois de uma conversa profunda com o Sr. Peixe, fui até o meu PC. Nada me chamava a atenção, nada mesmo. Resolvi jogar Minecraft.




Criei o meu mundo e comecei a jogar. Vez ou outra eu morria, porque eu achava interessante o modo de como “morremos” no Minecraft.



Morremos do mesmo jeito, e com qualquer animal, Camila.





— Dinah, já mandei você usar a porta! – nem precisei virar para dar esse sermão em Dinah. Ouvi a janela ser aberta mas nada dela abrir a boca.




— Huhm… Não é Dinah. – Escutei aquilo e travei, era Lauren.





— Você veio terminar o que começou? – perguntei já com a respiração falha.





— Não… Eu quero pedir desculpa.




— Acho melhor você ir embora, Jauregui.





— Camz, por favor! – ela insistiu. Eu neguei e fiquei de pé. Ela também, mas manteve uma distância considerável. Seus olhos caíram em meus machucados, ela fez uma carinha triste e se aproximou.




— Eu não queria…




— Eu também não.




— Você não tentou me parar!




— Você me acertou um chute! No saco! – expliquei nervosa e dei um passo para trás.




— Eu não pensei que você era tão fraquinha assim.




— A pronto. – ri alto, agora eu tinha a garota que eu gosto me chamando de fraca.




Jesus já pode me levar agora.





— Posso? – ele perguntou, fazendo menção de chegar mais perto. Assenti.



Ah, qual é?! Eu já tô toda fodida mesmo, qual a diferença?







— Por quê fez isso?




— Eu não sei, eu fiquei irritada com você e precisava extravasar de algum jeito e você estava com aquelazinha e eu não gosto dela e não gostei nem um pouco de ver vocês juntas. – Lauren parecia uma metralhadora e só parou quando eu gritei chamando a sua atenção.



— Lauren!




— Oi!




— Fecha essa boca!




— Af, ta bom.




— Você estava com ciúmes? – perguntei de uma vez. Ela parou, me olhou e depois olhou para a janela.




— Um pouco. – ela revelou.




Um pouco. UM pouco. Um POUCO.



Que dizer que ela, Lauren Jauregui, sente ciúmes de mim.


Interessante.



Muito interessante.




AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA





— Tendi. – tentei parecer o mais normal possível.




Em um segundo eu havia esquecido tudo que aconteceu, realmente, eu sou trouxa.



Consigo reconhecer.




— Eu meio que gosto de você, mas você nunca me notou. – ela disse.




A pronto, era só isso mesmo que faltava.




— Lauren, você é a minha crush suprema. A menina que eu gostaria de ter como namorada, a garota que me fez levar porrada, a garota que me deu uma porrada. A garota que me faz… Você sabe o quê. Você é a garota das garotas. – eu já estava fodida, já disse né?  Então falar isso não foi difícil.




Ela me encarava confusa. Eu falei merda, só pode. Tenho certeza.




— Eu não acredito que a minha crush também tem um crush em mim. – ela disse e comemorou, eu sorri. Porra, porra, porra!




Lauren Jauregui, tu é complicada.





— Isso é louco. – falei baixo.




— Você é bonita, Camz. E muito gostosa também. – eu arregalei os olhos e neguei. Empurrei os seu ombros com delicadeza quando ela tentou me beijar.



Qual é o seu problema, Camila???




Eu tô confusa, porra!




— Lauren, eu ainda tenho que assimilar tudo isso, ok? Provavelmente eu vou ter uma crise e vou ter que ligar para Cory. Hoje aconteceu tanta coisa e você me machucou muito. – eu andei até a porta e fitei os meus pés. — Eu vou embora, depois a gente se fala.




— Camz? – ela chamou e eu voltei para o quarto.




— Não ten…




— Você mora aqui, Camila. Eu que tenho que ir embora.




— Ah, é mesmo. – Ri feito uma imbecil e cocei a minha nuca, entrando no quarto.




— Depois a gente se fala. – ela disse e acenou, saindo pela a janela.





— Ô caralho…







Eu liguei para Cory e ficamos quase uma hora fazendo exercícios de controle emocional, contei de 1 a 1000 e Cory me acompanhava, caso eu não conseguisse controlar as minhas emoções e tudo mais, ele viria até a minha casa. 


Notas Finais


Acho que vocês notaram que a Camila não é muito 'normal' das idéias ._.


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