História A Ordem e o Caos - Capítulo 15


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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Misticismo, Orange, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi, Yuri
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Sexo, Suicídio, Tortura
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 15 - Capítulo 14


Capítulo 14.

 

-Queimar os Carpius_Disse Caprina, num tom frio, nunca usado pela mesma.

Os outros dois presentes, suspiraram, infelizes. Não era aprazível fazer algo contra os seres, mesmo os de magia negra, sabiam que eram para o bem de seus povos, então não reclamaram.

-Que se tornem boas almas_Calmamente havia dito Vargus.

-Se tiverem consciência!_Aquarius lhe disse.

Sobre suas cabeças, puderam ver as chamas começarem a lançar-se para os Carpius, os olhares confusos de Taurus, Gemini e Sateos eram vistos. Até que, Aquarius utilizou a chamada de voz, apertando em um botão qualquer.

-Estamos contendo a invasão, mas ainda precisamos que vocês lutem, tudo bem?

-Positivo!_Gritaram os três atirando-se sobre a multidão coberta de fogo.

As coisas estavam indo de acordo mas, quando o primeiro Carpius fora atingido, Vargus caiu no chão, fraca. Essas decaídas só aconteciam quando alguém era morto antes da hora, por alguma doença ou pessoa.

-Mas…Mas, não é possível!_Bradou Caprina.

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{…}

Outro Carpius foi atingindo, e dessa vez, quem caiu não pertencia aquela sala.

Do outro lado da cidade, Ariatina caiu sobre o chão, ninguém estava acostumado com aquela sensação, era a morte que chegava sobre seus fios de cabelos e ia até os dedos do pé.

-Ariatina!_Berrou preocupado, Cyris.

Cyris chegou a tempo, carregando-a nos braços.

-Cyris, eu-eu não me sinto bem_Um fio de voz saiu de sua boca.

Scorpios que chegara só naquele momento, parou ao ver Ariatina fraca.

-O que houve com ela!?

-Alguém deve ter morrido!_Disse Cyris, preocupado.

-Vamos até a sala de comando, acabamos o nosso serviço, todos já estão abrigados!_Scorpios voava rapidamente para o Templo com Cyris ao seu lado, que segurava Ariatina.

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{…}

-Temos de ir!_Disse Libres_Não sabemos o que aconteceu com Piscis!

Pouco tempo antes, Piscis caiu no chão, fraca.

-Vamos!_Pegando-a no colo e, indo diretamente para o Templo.

Chegando lá, encontrou-se surpreso ao ver todos os outros já ali, ou quase, faltavam os três que permaneciam ali fora, contendo a multidão, sabia que teria que, a pouco, juntar-se à aqueles. Todavia, não conseguia pensar em mais nada ao ver Ariatina, deitada sobre uma cama, que magicamente surgiu ali. Não sentiu-se bem ao enxergar aquilo, Cyris cuidava dela, o que o aliviou um pouco, conseguia ver Caprina olhando-o, não exatamente a si mas, Piscis.

-O que aconteceu com Ariatina?_Perguntou Leonios, preocupado.

-O Sinal da Morte, não sabemos como aconteceu_Respondeu-lhe Cyris.

Caprina remexeu-se desconfortável, mas quem pronunciou-se fora Aquarius.

-É complicado, sinto dizer-lhes, acho que, achamos que_Corrigiu_Devido as altas elevações de sumiços das áreas tenham haver com o fato de_Continuou, olhando para os outros confusos. Suspirou, simplificando sua resposta_Os humanos, de todas as áreas, estão sendo transformados em Carpius.

Uma onda de expressões surpresas fora escutada. Logo, Vargus pronunciou-se. Ela estava pálida mas, parecia melhor depois de seu desmaio repentino.

-Não temos tempo de conversar. Taurus e os outros estão lá, lutando, tentando não machucar os Carpius mas, jogá-los na cadeia mágica.

Concordaram os acordados.

-Mas…E Ariatina e Piscis? O que faremos com elas?_Perguntou-lhe Scorpios.

-Elas se recuperaram rapidamente, não foram tantos os Carpius queimados.

Esse acenou. Leonios chamou um arbaty rapidamente, que cuidaria de Piscis até que essa despertasse.

Todos pareciam concordar, silenciosamente, que aquele era o tão temido momento, enlouqueciam sabendo que, não sabiam como poderiam salvar toda aquela gente e, como, só agora usaram humanos como isca. Libres fora o primeiro a chamar sua Arma.

-Zuben Elgenubi!_Logo, sua Espada surgiu-se em mãos_Se é para salvar o mundo, que comecemos!_Gritou, teletransportando-se em posição de ataque para, agora, o campo de batalha.

-Libres está certo_Falou-lhes Vargus_Vamos.

Um a um, gritaram chamando suas armas, em um, uma surgiu, no outro um Sai e assim em diante.

O segundo, depois de Libres, foi-se o Deus da Nunchaku e, em seguida, o do Escudo. Assim, seguiu-se em ordem, Tridente, Sai, Bastão e, por fim, a Pistola.

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{…}

O campo fazia barulho, armas chocando-se a todo tempo, frases de magia por todo lado e uma forte tensão do lado dos três deuses, essa apreensão dissipou-se com a chegada de outros sete.

-Até que enfim!_Conclamou algum dos três.

A guerra continuou sendo travada, com mais força do lado zodíaco. Essa demorou muito, não podiam-se contar minutos mas, para os deuses, pareceu demorar dias.

Ao terminar, cansados, guardaram suas armas. Pareciam sentir, por todo esse tempo, o medo e a angústia do povo inteiro que, estava abaixo deles, ouvindo os sons da árdua batalha, mal sabiam que pioraria, se tivessem que travar essa, com Ophiuchius. Não havia corpo algum sobre o chão, aliviaram-se ao perceber que, poderiam ao menos, tentar conceber-lhes sua forma original, humanos.

-Devemos encontrar eles agora?_Questionou, dando ênfase no “eles”.

-Não agora, Sateos. Devemos ver nossos protegidos_Replicou-lhe, Gemini.

Ninguém discordava disso, ainda sentiam os tremores vindo dos humanos, estavam inquietos. Os olhares pousaram em Cyris que, falava, na verdade, sussurrava para a terra, o que era uma cena bem cômica mas, funcionava.

-Está tudo bem, estão bem alimentados?_Perguntou e, os outros sentiram que o grande estresse diminuiu. Eles acenavam.

Os outros fizeram o mesmo, precisavam acalmar os de sua própria área. A cena para quem visse de longe era engraçada mas ali, diante do pavor, só podia mostrar-se sisuda. Em seguida, depois de um tempo, os tremores abaixo de si, passaram. Queriam poder ir lá, acalmai-os. Porém havia coisas a serem feitas e, se tentassem ir lá abaixo, Ophiuchius saberia, pois sua magia estava sobre a terra agora e, se estivesse embaixo da terra, essa também saberia. Já os humanos, não possuíam magia em seus corpos, então não seriam facilmente encontrados embaixo da terra, onde poderiam ficar protegidos.

Ouviu-se suspiros.

-Vamos para o Templo, descansar?_Questionou algum deles.

-Sim_Responderam os outros.

Não que estivessem cansados ou com sua cota de magia esgotada, precisavam somente pensar. Pensar em tudo o que começou e, como começou.

Ao chegarem ao Templo, perceberam Ariatina e Piscis, levantadas e descansadas e, em vez de perguntarem o que havia de ter acontecido, suspiraram.

-Venham, descansem. Vigiaremos enquanto isso_Disseram. Ninguém pareceu disposto a contrariar, puseram-se a seguir, cada um, para os quartos.

Restando somente essas duas, montaram guarda em cada lado do enorme palácio, um lugar de conforto, onde poderiam aconchegar-se e, mesmo assim, estar alerta a tudo. A todo momento via-se arbatys passando perguntando-as se estavam bem e acomodadas. Viam-se estrelas sobre o céu, naquele momento, a beleza era extraordinária, podia pegar-se olhando ao céu, imaginando como aquilo surgirá e que outras maravilhas foram criadas.

Já de madrugada, o vento soprava com calma, não escutava-se aquelas risadas vindo dos cidadãos da cidade, afinal, estavam escondidos. Levavam-se momentos longos de calmaria, mais adiante, estavam montando guarda, acordadas. Conversavam por uma estranha bolha mágica, a face via-se inteira e, de tempos em tempos, davam uma olhadela ao lado de fora. A madrugada seguiu-se afora, dando lugar ao nascer do sol. A essa altura, todos encontravam-se na sala de reuniões. Já passara a noite, então Piscis e Ariatina deixaram seus postos indo, diretamente, para lá.

Na enorme sala, encontravam-se já sentados. De um canto da sala, permanecia em pé, Scorpios, com um dos braços cruzados e o outro segurava uma taça de vinho, observando a cada movimento de Aquarius, que conversava com Cyris e Leonios. Cyris tomava calmamente um chá que tinha o aroma de hortelã, de seu lado, permanecia Caprina, tomava um café forte mas, não parecia incomodada com isso. Os outros também possuíam em mãos alguma bebida, como sucos, cervejas, saquês, dondoju* e outras. Sateos do lado de Libres estava e, ouvia-se somente a risada desse, sempre que, Sateos dizia algo. Taurus parecia entretida com Vargus. Gemini olhava janela afora, pensativo, talvez pensando em tudo que ocorrera no dia anterior. O clima parecia agradável, ninguém discutia sobre o ocorrido doutro dia.

Posteriormente entraram Piscis e Ariatina com faces carrancudas mas, logo acabaram quando viram os arbatys carregando em sua direção, suas bebidas favoritas. Ninguém notara sua presença, pareciam entretidos com suas próprias coisas.

Deixando calmamente sua bebida na mesa, depois de um longo gole, perguntou Gemini.

-Vamos começar?_Disse, fazendo todos prestar, finalmente, atenção.

Percebeu vários murmúrios dizendo “sim”.

Mesmo antes de alguém abrir a boca para falar, um arbaty entrou na sala. Trajava um longo vestido azul, com um coque, parecia pronta para uma festa de alto porte, sua face continha nervosismo ao dirigir-se à Taurus.

-Senhora…_Hesitou.

-Diga arbaty_Falou preocupada.

-Trago notícias sobre a pessoa que lhe rezava.

-Prossiga_Disse, ajeitando no banco.

Todos estavam nervosos, sentiram uma súplica alguns dias atrás, sabiam que estava na posse de Ophiuchius, isso os machucava.

-Seu nome é Melina, possui nove anos e…_Parecia não querer dizer a maldita palavra, mexia as mãos com algum objetivo mas, desistiu em seguida_Fora quebrada_Todos entendiam o que aquilo significava_Não tenho mais informações, senhora, antes de terminar minha missão, fui pega, tive de fugir. Mil perdões.

-Certo. Como conseguiu essas informações?

-Os guardas diziam e, por todo lugar falava-se de uma nova filha de Serphant.

-Obrigada, vá!_Ordenou.

Ao sair, juntaram-se todos e fizeram a mesma pergunta, ao mesmo tempo.

-O que ela planeja!?

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{…}

A cabeça doía, pensavam. Não entendiam o que ela planejava com uma pequena menina mas, antes de conseguirem raciocinar qualquer coisa, Cyris lembrou-se de algo.

-Lembram-se sobre a nossa conversa quando tentaram convencer-me de lutar ao lado de vocês?_Disse, repentino, austero.

Não ouviram-se sons em concordância. Aquilo não poderia ocorrer, poderia?

-Sim_Disse Vargus, concordando por todos.

Todavia, a outra metade da sala continuava confusa.

Que conversa?! Pensavam.

-Ah!_Cyris falou_Desculpem-me, esqueci de contar essa parte_Continuou_Eu fiz uma pergunta para eles.

-Que pergunta?_Um daqueles perguntou.

-“Se tivessem que matar um mortal, para salvar o mundo, lhe matariam?”_Disse Libres, interferindo_Mais ou menos, isso.

Aquela pergunta era perturbadora e, talvez fosse a hora de pensar nessa hipótese.


Notas Finais


*vinho de arroz (bebida coreana)


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