História A Redenção - Capítulo 30


Escrita por: ~

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Categorias Lily Collins, Shawn Mendes
Personagens Lily Collins, Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Drama, Lily Collins, Romance, Shawn Mendes
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Palavras 2.123
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Musical (Songfic), Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Chegueeeeeeeeei moçada kkk

Capítulo 30 - Arrependimento?


Shawn

Foram dias infernais. No final de semana, eu estava possesso, andando como um animal enjaulado. Não comia nem dormia direito. Luciana não saía da minha cabeça. Seu desprezo e seu ódio me deixando quase louco. Estava perdido, louco para correr trás dela, mas sem saber como alcançá-la.

Resolvi deixar uns dias passarem para ver se ela se acalmava e me ouvia. Mas quase morri de saudade e preocupação. O dia em que a cerquei depois do trabalho e que vi seu estado, tive vontade de dar porrada em mim mesmo. Estava pálida, abatida, olhos inchados, aparência de quem sofria e sentia dores. Não havia seu brilho, sua alegria interior, aquela aura de jovialidade. Estava opaca, fria. Como se não fosse mais ela. Fiquei angustiado e culpado, sabendo que eu a deixara daquele jeito. Era uma sensação horrível e fiquei sem saber o que fazer.

Se eu pudesse, faria tudo diferente, enxergaria as coisas com outros olhos, sem toda a minha arrogância e prepotência. Mas o tempo não voltava atrás e o estrago estava feito. No sábado, não aguentei mais e fui procurá-la. Teria que me ouvir de qualquer jeito, nem que fosse para me xingar e agredir com aquele ódio todo. Mas eu merecia. E ao menos veria se tinha melhorado, se estava se cuidando. Eu a veria.

Cheguei em sua rua quando já escurecia e toquei a campainha. Ângela veio atender e seus olhos se iluminaram ao me ver.

— Luciana está?

— Não. Mas entre. É sobre isso que quero falar.

Paramos na sala e ela apontou para os cacarecos pendurados na estante, uma tevê quebrada, restos de som e DVD.

— Ela quebrou tudo dentro de casa! Bateu em Cathe! E foi embora!

— Foi embora?

Era difícil imaginar Lucy reagindo daquela maneira. Mas quando Catherine entrou na sala, eu mesmo me enchi de vontade de dar umas porradas nela.

— É, Shawn, ela se mandou — fitou-me de queixo erguido — Como se precisássemos dela.

— Para onde Luciana foi?

— Não sei, não disse. Pegou as coisas dela e saiu de casa. Virgínia e Rodrigo sabem, eles a levaram — olhou-me, suplicante — Estou arrasada! E fiquei pensando... Já que Lucy não está mais aqui e foi ela quem quebrou a televisão, bem... Talvez você possa mandar de volta aquela tevê que tinha me dado, lembra?

— A senhora está arrasada por que está sem televisão e não por que sua filha saiu de casa, grávida e sozinha?

— Não, por isso também... — tentou sorrir — Mas entenda, meu filho, sou velha e doente. Ficar aqui sem fazer nada... E Luciana! Ah, que filha mal agradecida! Era ela que pagava tudo e botava dinheiro em casa. E agora? Quem vai pagar nossas contas? Como vamos sobreviver?

Na certa queria que eu me oferecesse. Mas a fitei com asco. Pela primeira vez me dei conta realmente de como Lucy tinha sido responsável, assumindo a casa e a família, trabalhando e estudando, tendo apenas 21 anos. Eu sabia, mas nunca tinha me importado muito.

No entanto, aquilo me surpreendeu. Como pude ser tão cego? E ter uma mãe daquela, uma sanguessuga que só se importava com dinheiro, devia ter sido o cúmulo no momento, com tudo que estava passando.

— E como ficamos sobre o assunto da capa da revista? — Catherine indagou.

— Você ainda acha que vai sair na minha revista?

— Mas você prometeu!

— Se soubesse como me arrependo disso.

— Eu cumpri com a minha parte, eu...

— Teve um grande prazer em humilhar a sua irmã, não é, Catherine? Fez barulho de propósito para atraí-la, vê-la no chão. Por quê?

— Não acha que estava na hora dela parar de ser burra? — pôs as mãos na cintura, com raiva e deboche — Fiz um favor! Caso contrário, ainda seria seu capacho!

— Não, você fez por inveja e despeito. Por que na festa eu não quis nada com você. Por que sabe que Luciana é linda, honesta, muito melhor do que você um dia vai ser.

— Pois é, tão perfeita que a corneou com todas as mulheres da festa! — gritou.

— Não com você — falei friamente.

Ficou furiosa. Bateu o pé.

— Temos um acordo!

— Sabe o que faz com seu acordo? E tem mais, não é só da capa da MACHO que você está fora. Vou me encarregar de fechar outras portas também. Pode trepar com quem quiser, no que depender de mim, não arruma emprego nem como faxineira.

— Shawn! — gritou quando me encaminhei à porta.

— E a televisão? — indago Ângela, agoniada.

— Por favor, Shawn!

Elas vinham atrás de mim, mas saí, ignorando-as, furioso.

Sentia-me um lixo, igualando-me a elas. Meu peito doeu. Como pude ser tão sujo? Olhando aquelas duas, eu me espelhei. Como elas, eu tinha usado e humilhado Luciana além da conta. E aquilo me arrasou.

Fui até a casa de Virgínia e toquei a campainha. Rodrigo apareceu e ficou surpreso ao me ver. Aproximou-se, cauteloso, abrindo o portão.

— Oi, Rodrigo.

— Oi, Shawn. Cara, se eu fosse você caía fora daqui. Sua batata tá assando.

— Virgínia está com muita raiva de mim?

— O quê? — balançou a cabeça, franzindo o cenho — Mas você vacilou feio. A Nana não merecia isso.

— Eu sei que não — falei baixo.

— A menina está muito mal, cara. Muito mal.

— Não sabe como me arrependo. Sei que vai ser difícil me perdoar...

— Impossível — ele completou, olhando para trás, esperando ver a noiva a qualquer momento.

— Mas está grávida de mim. Preciso conversar com ela.

— É, hoje mesmo dissemos a ela que você tem que participar, que fez o filho também.

— E Lucy? — eu o olhava — Não quer nem ouvir o seu nome.

Apesar de saber isso, era duro escutar. Respirei fundo.

— Onde ela está?

— Não posso dizer.

— Não vou fazer mal a ela. Só preciso conversar, pedir desculpas.

— Mas não posso. Ela não quer dar o endereço pra ninguém.

— Por favor, Rodrigo.

Olhou-me, na dúvida.

— Cara, se eu contar, a Virgínia me mata.

— Não direi que foi você.

— Mas ela vai saber — suspirou — Acho mesmo que vocês deviam conversar.

— Prometo que é para o bem de Luciana.

— Ah, droga. Tá — e me deu o endereço — To ferrado!

— Obrigado. Não sei como agradecer — apertei a mão dele.

E não sabia mesmo. Fui em direção à casa dela, de noite, imerso em meus pensamentos. Não foi difícil achar. Deixei o carro do outro lado da rua e, enquanto seguia para a pequena avenida sem saída em que morava, várias pessoas por ali paravam para olhar meu Porsche e para mim. Cumprimentei-os com um gesto de cabeça.

A casinha dela era a última do lado esquerdo, colada no muro dos fundos. Uma porta e uma janela de vidro e de ferro, com grades dava direto para a rua. Era pintada de amarela, como todas as outras da rua, iguais. Não havia campainha e bati na porta.

Luciana apareceu, de short, camiseta, seus cabelos soltos. Tomou um susto ao me ver e empalideceu. Na hora foi fechar a porta, mas pus o pé e impedi.

— Saia daqui! — gritou furiosa, mas eu era mais forte e forcei a porta para dentro.

Entrei e a bati atrás de mim. Ela tremia de raiva, seus olhos com ódio puro. Ao menos não estava com aparência de doente como da última vez, apesar de ter emagrecido e parecer mais abatida.

— Não saio daqui até você me ouvir.

— Como me descobriu aqui?

— Tenho meus meios.

— Saia ou vou começar a gritar — ameaçou.

— Faça isso. Não vou desistir, Luciana. Vou voltar quantas vezes for preciso até você me ouvir — a olhava decidido, com o cenho franzido.

— Não quero ouvir nada! Nada!

— Mas vai escutar.

Ergueu o queixo, com desprezo. Seu olhar me abalou. Senti tanta falta dela que, ao vê-la ali, tão perto, tive vontade de cair aos seus pés e abraçá-la. Aquilo me surpreendeu. Eu estava a ponto de suplicar. Respirei fundo.

— Olha, só me escute. Por favor.

— Então fala logo de uma vez. E depois saia daqui.

Era muita raiva, tanta que ela tremia visivelmente. Olhei em volta e vi a sala pequena completamente vazia, sem nem uma cadeira para sentar. Fiquei preocupado.

— Como está morando numa casa assim, sem nada?

— Isso é problema meu. Era isso? Pode ir agora.

Comecei a me irritar. Dei um passo em sua direção e na mesma hora recuou, alerta, feroz.

— Vamos ser práticos. Você está esperando um filho meu.

— Pelo que me lembro, o filho pode ser do meu amigo da faculdade ou do Henrique — ironizou.

— Sei que é meu. Nem preciso de um exame de DNA.

— Nem eu. Por que quero você longe do meu filho.

Estava difícil. Ela não facilitaria em nada. Passei a mão pelo cabelo, buscando as palavras.

— Sei que sou um filho da puta. Eu magoei e traí você. Fui baixo e vil. Coloquei na minha cabeça que armou para mim, que também me traía. Mesmo sabendo que não era verdade. Realmente ofereci a capa da revista a sua irmã, para que ela a convencesse que não queria nada comigo, que éramos somente amigos. Mas não dormi com ela, desde que fiquei com você. Ela tinha ido lá cobrar a capa e fazer chantagem, com as fotos que tirou da orgia.

— Meu Deus... — balançou a cabeça, com nojo. Seu olhar fez com que eu me sentisse mais sujo.

— Gostei de você desde o início. Nunca fiquei com uma mulher mais do que umas transas. E era o que eu queria fazer, tirar sua virgindade, aproveitar um pouco e cair fora. Mas não consegui. Quanto mais a conhecia, mais eu queria ficar perto, mais eu gostava de você.

— Gostava tanto que ia para orgias — disse baixo, com os lábios tremendo.

— Fiz isso achando que você estava com Henrique. Saiu com ele, fui em sua casa e sua mãe disse que não estava. Fiquei louco!

— Boa desculpa.

— Sei que não teve desculpa, mas é complicado, Lucy. O tempo todo eu lutei contra o que sentia por você. Era uma maneira de provar que não era importante, que não ia me entregar nem deixar que em enganasse. Sei que parece ridículo, mas foi assim. Criei um monte de loucura na minha cabeça.

— Por que não admite logo que é um safado, que usa as mulheres, que as trata como objetos? Que se diverte vendo-as sofrer por você?

— Não é isso

— É isso sim! — falou alto, nervosa, respirando irregularmente — Era sempre dessa maneira? Eu saía e você corria para transar com outras? Com quantas foi? Tantas que perdeu as contas?

— Lucy...

— E aquele dia, quando perguntei se me traía, mentiu na maior cara de pau! E mesmo todo errado e sujo, teve coragem de achar que eu era a traidora! Que eu enganava e mentia! Meu Deus, o que mais quer falar depois disso?

— Estou assumindo tudo. Não há justificativas. Mas precisa entender que me arrependo. Que me sinto um lixo. Que não queria fazer você sofrer e isso está acabando comigo.

— Eu não quero saber. Fique com a sua consciência. O que fez não tem perdão. Tudo o que quero gora é esquecer que um dia conheci você.

— Não pode esquecer isso.

— Posso e vou!

— Vamos ter um filho.

— Suma da minha vida! E da vida do meu filho!

— Não.

— Sim! — respirava irregularmente, fora de si.

Eu também estava nervoso e me aproximei. Foi andando para trás.

— Sai de perto de mim!

— Não pode me impedir de ver o meu filho, de participar da vida dele. Tenho meus direitos e tenho condições de dar o melhor para ele. Acha que vou deixar vocês viverem aqui, sem nada? Está maluca?

— Entre na justiça então, por que o que depender de mim, nunca mais quero pôr os olhos em você! E até ele nascer, não pode me obrigar a nada! Agora, fora daqui!

— Não vou desistir de você — murmurei emocionado, angustiado, perto de sua boca — Pode me xingar, me bater, fazer o que quiser, mas deixe eu provar que estou arrependido, Luciana.

— Me solta...

— Sou louco por você... Estou no inferno. Por favor, vou mostrar que mudei, vou cuidar de você e nosso filho.

— Esqueça que eu existo. Pois para mim, você já morreu.

Fechei os olhos por um momento. A dor dentro de mim era enorme. Naquele momento foi como tomar um balde de água fria na cabeça. Tinha acabado. Eu tinha realmente fodido com tudo.

— Saia daqui! — gritou, nervosa.

Senti-me perdido, completamente sem saber o que fazer. Nada que eu fizesse ou dissesse ia mudar o fato de que me odiava e eu a tinha perdido. Andei até a porta, a cada passo suplicando que um milagre acontecesse e ela me perdoasse. Mas isso não ocorreu. Não havia mais o que fazer e saí, sem conseguir respirar, o peito doendo e rasgando, o desespero vinha lento, pois não sabia como conseguiria viver sem ela. Luciana bateu a porta atrás de mim.

 

 


Notas Finais


Segura esse fora Shawn kkkk


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