História A Redenção - Capítulo 35


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Categorias Lily Collins, Shawn Mendes
Personagens Lily Collins, Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Drama, Lily Collins, Romance, Shawn Mendes
Visualizações 154
Palavras 1.612
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Musical (Songfic), Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Volteeeeeeiiiiiiiiiiiii

Capítulo 35 - Despedida


Shawn

Fiquei sem saber o que fazer. Era como uma bomba prestes a explodir em minhas mãos. Luciana não queria me ver nem escutar o que eu tinha a dizer. Como poderia fazê-la acreditar em mim, em meu arrependimento, como se tivesse uma maldita contagem de tempo para mim? Caso contrário Henrique atacaria e com sua presença amiga, poderia ter muito mais sucesso do que eu.

Resolvi tentar. Não havia mais nada a perder. E mesmo ouvindo não, recebendo socos ou sendo ofendido, ao menos eu a veria, ouviria a sua voz, e perderia um pouco daquele vazio cada vez maior dentro de mim. Qualquer migalha era melhor do que nada. Estava chegando perto da sua casa, quando a vi sair de sua avenida conversando com um garoto de uns nove anos.

Parei o carro no final da esquina, atrás de outro, e fiquei olhando-a de longe. Eles pararam na porta de entrada da vila e Lucy sorria para ele, dizendo algo. O menino ouvia, encantado, sorrindo como um bobo. Devia estar apaixonado, uma mulher linda daquelas lhe dando atenção. E como era linda. A simplicidade só parecia torná-la mais gritante. Terminou de falar com o menino e passou a mão no cabelo dele com carinho. O garoto só faltou se derreter todo.

Olhando-os, dei-me conta que seria uma mãe maravilhosa. Daquelas que beijam e acariciam, são carinhosas e preocupadas, amam sem vergonha nem limites. Imaginei-a com nosso bebê no colo, amamentando-o, sorrindo de seus primeiros passos, comentando a gracinha do dia. E eu não estaria com ela vendo tudo aquilo. Fui engolfado pela dor, pelo medo de que o pesadelo se tornasse realidade. Não sabia mais o que fazer, o desespero a ponto de me envolver. E então me dei conta que realmente não havia como apressar as coisas, nem querer que saíssem conforme o meu desejo. Seria uma luta, provavelmente inglória. E isso, além de me desanimar ainda mais, também serviu para me acalmar.

Lucy ajeitou a bolsa no ombro, se despediu do menino e se afastou. Foi até o ponto do ônibus na calçada da outra rua transversal e ficou lá, esperando. E eu só no carro, olhando-a de longe. Quase não pisquei. Senti uma saudade latente de estar com ela, de abraçá-la e sentir seu cheiro, de ouvir a sua voz. Saudade do modo como me olhava e como gostava de acariciar a minha barba. Meu peito se apertou, eu nunca tinha me sentido tão sozinho e triste. E saber que tinha tido tudo e jogado fora, por arrogância e ignorância, era pior do que qualquer coisa.

Veio um ônibus azul e branco e, quando se afastou, ela não estava mais no ponto. Liguei o carro e o segui, a uma distância segura. Depois de uns quinze minutos, ela desceu em um shopping, que ficava ali perto. Enquanto atravessava a rua e seguia em frente, eu fui fazer o contorno e segui para o estacionamento, em uma rua lateral. Fui o mais rápido possível.

Depois que deixei o carro e enfiei o cartão do estacionamento no bolso, voltei para a entrada que ela tinha pego e entrei logo, olhando em volta. Eu a vi ao final de um longo corredor em frente, observando a vitrine de uma loja. Respirei fundo e me mantive longe, mas com o olhar nela.

Era uma loja de artigos de bebê e tinha tudo que se pudesse imaginar, desde berços até roupinhas. Ela circulava por lá, olhando tudo com um sorriso, dizendo algo à vendedora que a acompanhava. Pegou uma roupinha branca e a cheirou, emocionada.

Meu Deus, que vontade de ir lá, envolvê-la pela cintura, beijar seu cabelo, sorrir também como um bobo! Escolhermos juntos o enxoval do nosso filho. Fiquei pálido, dolorido, senti lágrimas vindo aos olhos e me horrorizei com as emoções violentas e descontroladas que me assediaram. Tive medo de chorar ali e me dei conta que não me lembro de ter chorado um dia. Só de imaginar minha vida longe dela, longe de tudo que tivemos, a dor vinha, terrível.

Nunca me senti tão sozinho, tão triste e perdido. Luciana olhava para a roupinha como se a quisesse, mas a devolveu à vendedora e continuou a andar por ali. Mexeu em várias coisas, pegou bichinhos de pelúcia, olhou berços e tudo o mais. Então pegou uma roupinha verde água, dois pares de meia e um sapatinho minúsculo. Sorrindo e falando com a vendedora, pagou e já pegava a sacola com tudo. Saí do meu estado de paralisia e dor.

Entrei na loja ao lado e dei um tempo lá. Quando olhei, ela já seguia em frente. Não a segui. Fui para dentro da loja de bebês e me dirigi a vendedora que a tinha atendido.

— Bom dia.

— Bom dia — sorriu para mim, corando.

— A moça morena que acabou de sair. Vi que gostou daquela roupinha branca de bebê?

—Ah, sim. Faz parte de um enxoval com manta, toquinha, meia, luvas e sapatinho para sair do hospital. Ela disse que depois volta para comprar.

— Eu quero. Pode me mostrar?

— Claro.

Quando peguei a roupinha macia e branca como algodão, fiz como Luciana. Levei-a ao nariz e cheirei. Fitei aquela coisa tão minúscula em minhas mãos grandes e fui engolfado pela emoção. Eu, que nunca sequer me imaginei como pai, agora me derretia como um bobo. E sorri para a vendedora.

— Pode embrulhar tudo para mim?

— Sim, senhor.

Saí de lá e busquei Lucy rapidamente, meus olhos varrendo todos os corredores. Fui encontrá-la no andar superior, indo até uma das mesas no salão de refeições com um copo grande de vitamina de morango. Sentou, deixando o pacote a seu lado. Eu me aproximei, sabendo que atrapalharia seu dia, seu conforto e tranquilidade. E mesmo querendo muito estar perto dela, me senti mal por isso. Arregalou os olhos ao me ver sentar à sua frente. Na mesma hora a raiva tingiu suas feições e já ia se levantar.

— Por favor, não vou demorar. Não precisa sair.

Algo em minha voz ou em meu olhar a fez vacilar. Acho que eu estava tão mal, tão arrasado, que ela sentiu.

— Não vim brigar nem perturbar você. Só vim pedir desculpas por ontem.

— Como me achou aqui? — perguntou fria, sentada na ponta da cadeira, como se estivesse pronta a fugir na primeira oportunidade.

Fitei seus olhos prateados duros e raivosos, senti a tensão que a envolvia e vi a diferença de como estava antes e como estava agora. Eu fazia mal a ela. E consequentemente ao nosso bebê. E isso foi pior que toda a tristeza que senti até aquele momento.

— Fui até a sua casa, conversar. Então a vi pegar o ônibus e a segui.

— Como ontem. Vai ficar assim agora, me seguindo em todo lugar? O que preciso fazer para entender que não quero mais ver você?

 — Nada. Eu já entendi — falei baixo — Isso não vai mais tornar a acontecer. Vou deixar você em paz.

Encarava-me, muito séria, seu desgosto e seu desprezo sendo duros de aguentar. Sentia-me fraco, sensível, prestes a desabar.

— Sei que não vai adiantar, mas me perdoe por tudo que fiz. Por ter feito você sofrer, por ter atrapalhado sua vida. Por cada coisa. Me perdoe pelas acusações de ontem. Eu, mais do que ninguém, deveria saber o quanto é honesta e responsável. Está sozinha e livre para fazer as escolhas que quiser. E prometo que não vou interferir mais.

Continuava quieta. Era difícil saber se alguma coisa do que eu disse penetrou sua capa de raiva e frieza.

— Eu só queria pedir uma coisa, Luciana. Que me deixe participar da vida do meu filho.

— Ou o quê? Vai tentar tirá-lo de mim?

— Nunca. Sei que ele não poderia ter mãe melhor. Eu só queria ver ele se desenvolvendo, ser informado da sua gravidez, ir ao médico ao menos uma vez com você, ajudar no que puder.

— Não, Shawn. O que você quer é continuar no controle, quer estar perto, se fingindo de bonzinho, mudando de tática.

— Não é isso.

— É isso sim! Suspirei, exasperado.

E o pior era que nem podia acusá-la por pensar o pior de mim, eu lhe dera todos os motivos para isso.

— Luciana, é meu filho também. Só quero acompanhar. Ele terá 30% do que...

— Eu não quero nada! — me interrompeu na hora.

— É um direito dele. Não tem por que ser orgulhosa agora, eu também sou pai e posso ajudar.

— Eu não quero.

Ficamos nos olhando. Percebi que estava nervosa, que seria difícil convencê-la.

— Então me deixe pelo menos acompanhar a gravidez.

— Não. Nenhuma lei pode me obrigar a isso. Quando o bebê nascer, você pode correr atrás dos seus direitos. Mas enquanto está dentro de mim, ele é meu. E quero você longe.

Foi um golpe duro. Tentei me convencer que com o tempo a raiva cederia e eu poderia tentar novamente. Mas o ódio dela parecia ser tão grande que não acabaria nunca. Senti um desânimo tão profundo, que até um cansaço estranho veio sobre meus ombros. Insistir seria em vão, só a irritaria ainda mais.

— Eu vou embora. Não vou mais seguir nem perturbar você. Repito e peço para me procurar se precisar de qualquer coisa. Não sabe como estou arrependido de tudo que fiz, mas vou respeitar seu desejo. Cuide-se bem, Luciana. E cuide do nosso filho.

Levantei e depositei a sacola com o kit do bebê sobre a mesa, à sua frente.

— Aceite pelo menos esse presente para ele.

A dor era tanta que tive medo de fraquejar na sua frente. Era realmente uma despedida agora para mim. Eu a estava deixando ir.

— Adeus, Luciana. Não disse nada, olhando-me fixamente. E eu fui, sem olhar para trás.

 

 


Notas Finais


Preparem os lencinhos kkk


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