História A Última Raéstre - Capítulo 5


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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Harem, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - Primeira Lição - Parte 2


__Começaremos o treinamento. __Itã olhou para Guiara e se aproximou, quase fazendo-a dar um passo para trás. __Primeiramente, irei desbloquear o seu hsefen.

__O quê?

__Hsefen é o único poder que todos os seres têm em comum, independentemente de sua dimensão. É o que nos permite controlar os nossos poderes elementares e espirituais. O motivo pela qual os seres de algumas dimensões não sabem que possuem poderes, é pela energia da própria dimensão bloqueá-los.

__Como assim?

__É como se nossos poderes fossem como o fogo. Para que haja fogo precisamos o alimentar com ar. Para que possamos desfrutar de nossos poderes, precisamos de um grande nível de energia espiritual espalhada por todo o planeta, galáxia ou dimensão. Porém, algumas dimensões não têm o suficiente dessa energia, o que não permite que acendamos o fogo, ou que nos deixe usá-lo por muito tempo. __Andou até estar atrás dela. __A dimensão de Enbérlry, onde você vivia, deixou o seu poder adormecido, e agora, precisarei despertá-lo. __Ele ergueu sua mão direita, envolvendo-a com uma energia branca. __Quando eu conseguir fazer isso, quero que você se concentre em conter seu poder o máximo que puder.

__Certo. __Ele encostou sua mão nas costas dela, emanando a luz branca para de encontro ao seu coração, ao alcançá-lo, a energia envolveu o jaln, atraindo o hsefen que quebrou o selamento.

Uma explosão de luzes coloridas se expandiu a partir do corpo dela, que conseguia sentir aquilo a consumindo. A pressão de sua energia formou um tornado envolta dela, que acabou afastando todos. Guiara caiu ao chão, se apoiando com as mãos no gramado, também sendo afetada.

Itã percebeu que devia fazer algo, quando viu que metade da floresta estava quase sendo destruída por ela. Os outros permaneceram afastados, segurando-se em árvores.

__O que devemos fazer? __Lukariom mostrou-se preocupado.

__Talvez tacar uma pedra na cabeça dela. __Casuki respondeu e Lukariom o encarou. __Não consigo pensar em outra coisa.

__Ela tem que fazer por si. __Névuyli a observou.

Guiara sentiu o medo crescer enquanto sua mente desligava seus sentidos. Os poderes dela continuaram interferindo no local, aterrorizando os animais e vegetais. Itã criou uma barreira ao redor dela, apesar de não parecer ser o suficiente. No momento em que ela gritou, tentando tomar o controle, conseguiu contrair seus poderes, absorvendo-os para dentro de si. Seu corpo enfraquecido, com a mudança repentina, a fez cair.

Névuyli correu em sua direção, e a segurou nos braços, ainda surpreso.

__Você está bem? __Ela estava tremendo, mas assentiu positivamente com a cabeça.

__Uau. __Lucariom se aproximou. __Isso foi impressionante. __Névuyli a ajudou a se levantar.

__Lembro-me que Itã me disse que os raéstres tinham um grande poder. __Casuki observou Guiara cuja os cabelos tornaram-se azuis escuro, listrados com azul claro. __Mas, não pensei que fossem tão destrutivos.

__Tudo em grande quantidade, se torna destrutivo. __Itã a fitou.

 

Reino de Hiuforax

Alguns guardas se aproximaram de um rapaz de ondulados cabelos louros, beirando o branco, do qual usava trajes dourados.

__Vossa alteza, parece que algo grande aconteceu no reino de Difuin.

__Sim, eu vi. __O rapaz que se encontrava em uma das torres do castelo, sorriu suavemente. __Parece que Itã conseguiu o que queria.

__O que isso significa, vossa alteza?

__Quanto tempo falta para o aniversário de minha noiva?

__Será daqui há três dias.

__Então, logo todos os reinos conhecerão o novo raéstre. __Os guardas ficaram boquiabertos com a notícia.

 

Reino de Difuin

Os rapazes foram em busca de água e alimentos, enquanto Guiara ficou com Escou. Não demorou para que os outros voltassem.

__Você deve estar com sede. __Casuki estendeu uma garrafa de cristal para ela, que aceitou, mesmo não sabendo do que se tratava.

__Beba. __Escou sugeriu, e ela o fez, sentindo a consistência leve do líquido rosado, que havia dentro do recipiente. O gosto era semelhante à chuva misturada com a doce fragrância de flor de jasmim transparente, rosa e baunilha.

__O que é isso? __Ela perguntou ainda surpresa com o sentimento que a havia causado.

__Suin. __Escou achou a pergunta engraçada.

__Água. __Névuyli traduziu, e ela franziu as sobrancelhas.

__Mas, é tão diferente. __Ele sorriu.

__De todo modo. __Itã chamou a atenção. __Devemos continuar com o treinamento, antes que os sois se ponham. __Ela olhou para o céu, e somente agora percebeu que dois sois os banhavam com seus raios. Um deles tinha o tamanho semelhante ao de Enbérlry, enquanto que o outro era um bem menor. __No entanto. __Olhou-a. __Se não estiver se sentindo bem...

__Estou bem.

__Certo. __Itã juntou suas mãos, enquanto sua calda felina balançava de um lado para o outro. __Agora, faremos um exercício simples, para que foque seu hsefen, e assim, possa dominar os elementos. __Estendeu seu braço direito. __Você formará, através de um elemento, um otne, ou seja, uma arma. Para isso, você sentirá a energia que possui, e a fará fluir até sua mão. __Em sua mão começou a manifestar-se pequenos fios de luz. __Com isso, você atrairá um elemento, seja este material ou espiritual. __Formou uma pequena esfera com o ar, que apenas dava para se ver por conta dos laços de luz, que rodeavam o globo. __A partir desse momento, você poderá formar o que desejar com seu elemento, entretanto, já que devo lhe ensinar a se defender, você fará uma arma. __Formou uma espada, do qual os fios luminosos rodeavam. __Talvez o meu elemento não dê o melhor exemplo para isso, mas, creio que compreendeu. __Ela afirmou com a cabeça. __Deixarei que os garotos a ajudem.

__Ótimo. __Lukariom alegrou-se.

__Lukariom, você será nosso alvo. __Casuki afirmou enquanto aproximava-se dela.

__Que beleza. __Foi sarcástico.

__Vou ajudar também!!! __Escou sorriu animada.

Casuki voltou-se para Guiara.

__Então, pode começar. __Ela encontrou-se confusa de como devia iniciar. __Estenda sua mão. __Ela o fez. __Feche os olhos e sinta sua energia. __Ela respirou fundo. __Colha essa energia e a concentre em um ponto de seu corpo. __Ela franziu as sobrancelhas. __Agora guie esse ponto até a palma da sua mão. __Suspirou, Casuki cruzou os braços enquanto a observava, e olhou para mãos dela, ficando perturbado. __Por que não está fazendo isso direito? __Ela o olhou, e logo desviou o olhar, sentindo-se intimidada.

__Casuki. __Escou colocou as mãos na cintura. __Não seja mau com ela.

__Não vou conseguir fazer isso. __Guiara apertou os punhos. __Não sou como vocês. __Itã observou-a.

__Do que está falando? __Casuki descruzou os braços. __Está se referindo aos nossos poderes? Você já sabe que também os tem, o que está guardando dentro de si, é algo maior do que o que nós cinco temos juntos.

__E por que não consigo?

__Porque pensa desse modo. __Itã interveio. __A insegurança é um obstáculo a mais, e do qual você não está tentando vencer. __Ela ficou surpresa. __Segurança é o ato de segurar os seus sentimentos, sentimento por sua vez, é tudo aquilo o que você sente. Desde o momento em que você começa a confiar no que sente, não precisará do apoio dos outros.

__Como posso controlar tudo isso? __Olhou para suas mãos. __Quase destruí o que havia ao meu redor.

__Se não tentar, não saberá. __Formou novamente a espada. __Mas, para que perca a insegurança, é preciso que conheça o verdadeiro perigo. __A encarou e seus olhos lilases iluminaram-se. __Espero que ouça bem, porque direi isso somente uma vez. A partir de agora, serei seu inimigo. __Névuyli ficou sério enquanto analisava a situação, e fechou as mãos em punhos. Casuki colocou as orelhas lupinas para trás, e começou a encarar Itã.

__Casuki. __Lukariom percebeu que ele ficou tenso.

__Me deixe. __Rosnou baixo.

Itã avançou nela que permaneceu sem reação, e a desferiu um corte no braço, o que a deixou perplexa. Guiara logo se deu conta de que devia fazer algo, queria correr, mas seu corpo não estava obedecendo sua mente. Itã voltou para golpeá-la, porém, uma figura pulou à sua frente, recebendo a lâmina em seu ombro esquerdo.

Casuki ergueu a cabeça mostrando um sorriso sínico para o seu sensei.

__O que está fazendo? __Itã o encarou.

__Não importa o que você diga. __Formou sua espada de gelo. __Minha maior missão é proteger minha mestra.

__Saia da minha frente. __Ordenou.

__Não. __O apontou a espada.

__Se é assim que deseja. __Ele avançou no garoto cruzando espadas, enquanto Guiara permaneceu pasma e com o coração à mil. 

O professor desviou sua arma e atingiu Casuki no peito, mas o garoto esquivou-se, fazendo com que o único dano que sofresse, fosse um arranhão que se estendeu por seu tórax. Casuki se desfez de sua espada, decidindo usar suas garras, que aprimorou com seu elemento. Ele saltou, tentando o cortar o pescoço do oponente, porém, Itã abaixou-se e cravou a espada em seu abdome.

Casuki, surpreendido, olhou para baixo vendo o seu sangue escorrendo rapidamente até banhar o gramado, e voltou-se para seu professor, observando os seus iluminados olhos lilases.

Guiara, sentiu uma mistura de temor e desespero ao ver o sangue. Nunca soube o motivo de ficar assim toda vez que via aquele líquido vermelho, esse era um medo que carregava desde que soube que sangue era sinônimo de morte.

Itã desferiu um último golpe no peito do garoto, acabando por derrotá-lo, e deixou o seu corpo inanimado cair sobre o chão.

Os outros continuaram imóveis, enquanto Itã, agora, se dirigia a Guiara, ainda com sua espada manchada pelo sangue alheio.

A arma foi erguida e ela tentou fechar seus olhos, entretanto, sua mente em estado de alerta, não a permitiu. Seus pensamentos estavam atormentados por toda aquela violência, tinha que fazer algo, ela sabia que devia fazer algo.

Ele cortou o ar com a espada iluminada, mergulhando-a em direção à sua cabeça. Rapidamente, ela desviou, correndo dele, que ao dominar os ventos, a arrastou de volta para perto de si.

__Pensa mesmo que mudará algo fugindo? __A voz de Itã continuava calma, e isso a perturbou, deixando-a em pânico. Guiara tentou o encarar, porém, seu corpo tremia tanto, que a fazia se sentir covarde, e isso a irritava, fazendo com que fechasse suas mãos em punho. __Se for para morrer. __Rompeu os pensamentos dela. __Que seja com dignidade. __A frase entrou em seu peito, sentiu que aquelas palavras faziam sentido, com isso, ergueu seu olhar, e pôde, finalmente, o encarar.

Itã correu em sua direção. Ela preparou-se, apertando as mãos, e quando a espada se ergueu novamente, ela sentiu suas mãos serem envolvidas por algo quente. Lembrou-se da luta que testemunhou a poucos segundos, estava com raiva, com raiva pelo sangue derramando em vão, isso não estava certo. O sentimento de justiça a invadiu, a fazendo decidir avançar nele, enquanto formava em suas mãos, uma espada de cristal rodeado por uma luz dourada. Itã surpreendeu-se por ela ter conseguido formar um meot, na primeira tentativa.

Ela o arranhou o rosto, por Itã ter se esquivado a tempo. Guiara continuou tentando o atacar, mas ele era muito veloz, e logo, ela teve que parar para recuperar o ar.

__Não precisa mais me ver como um inimigo. __Itã fez com que sua espada se desmanchasse em invisíveis fragmentos, e ela o encarou.

__Como pode... como pôde fazer aquilo com ele?! __Indagou sentindo que as lágrimas já estavam beirando seus olhos.

__Ele me contrariou, e já tinha sido avisado. __Guiara ficou pasma, pensando em como alguém poderia ser tão frio com uma pessoa tão próxima.

Lukariom começou a aplaudir sorridente.

__Nossa, vocês me surpreenderam! __Escou sorriu sem saber o que fazer.

Casuki se sentou e olhou para eles, com uma expressão irritada.

__O que raios você tá comemorando, Lukariom!?

__Como posso dizer se você desmaiou antes da luta começar?

__Desmaiei coisa nenhuma! __Casuki se levantou. __E se não percebeu, eu que comecei a luta!

__Como...? __Guiara olhou assombrada para o garoto. __Você... como você está vivo?

__Sou um kylri. __Afirmou como se fosse óbvio.

__Isso não é desculpa pra você ressuscitar! __Ela sentiu-se constrangida por quase ter chorando por ele.

__Mas é a verdade. __Cruzou os braços.

__Como assim?! __Continuou indignada.

__Kylris são seres com a missão de proteger um membro da nobreza. __Névuyli interferiu. __Por viverem para um outro ser, eles não conseguem morrer, a não ser que seu mestre morra, ou se seu espírito, for separado de seu corpo.

__Então, vocês estavam me enganando? __Abaixou a cabeça, corada.

__Claro que não! __Casuki a encarou. __Estávamos ajudando você.

__Acho que isso não foi muito convincente, Casuki. __Lukariom defendeu ela.

__Radi. __Itã chamou-a a tenção. __Olhe para suas mãos. __Ela o fez, surpresa com a espada que tinha criado. __Você se torna forte quando não deixa o medo a dominar. __Ela o fitou ainda incrédula. __Lembre-se disso.

 

Reino de Gardery

Trévide encontrava-se entediada, deitada de lado em seu trono forrado com algo semelhante ao veludo vermelho. Quando ouviu rugidos de seus Ons, que logo sessaram. Ela estranhou, encarando a entrada da caverna.

__Tenho poderes de um raéstre. __Riu-se. __Você quer mesmo entrar pelas minhas costas? __Questionou imperativamente, e olhou para atrás da cadeira, observando o homem de escorridos cabelos negros e sorriso sínico.

__Peço perdão, mas, não pensa que seria mais fácil se construísse uma porta de entrada?

__Você é tão engraçado. __Mostrou um sorriso igualmente sínico.

__Onde aquilo está? __Seus olhos vasculharam rapidamente o local.

__Esrawgody? __Passou a mão pelos cabelos. __Deve ter se perdido em algum bosque.

__Como ele pode deixar sua dona sozinha? __O homem, de vestes inglesas glamurosas datadas do século XVIII, instigou.

__Assim como você sai e volta pro o meu colo, Draniél. __Trévide o lançou um olhar furioso, e levantou-se. __Nem sei por que está aqui. __Ela cruzou seus braços, dando alguns passos à frente, e parou de súbito, virando-se para ele. __Na verdade, sei por que veio. Você soube dele, não é? __O homem muito pálido continuou quieto. __Você anseia pelo sangue dele também, não é? __Ela mordeu o polegar, a ponto de fazê-lo sangrar. __Ou é o meu sangue que você deseja? __Estendeu sua mão em direção à ele, que por um minuto não conseguiu desviar seu olhar do vibrante líquido vermelho, e um sorriso dominou seus lábios levemente rosados.

__My lady, tenha certeza que vim para ficar ao seu lado. __Não desviou seu olhar azul escuro dos olhos dela. __Havia saído por pensar que alguém ainda estaria com você, mas vejo que foi um grande engano. __Ergueu sua mão direita. __Me dê mais uma chance, e não a deixarei mais só. __Ela ofereceu-o a sua mão novamente.

__Então, faça de mim, parte de você. __Ela sorriu.



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