História A voz do arqueiro (Adaptação de Tate e Violet) - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias American Horror Story
Visualizações 25
Palavras 2.869
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 7 - Capítulo 7


VIOLET

No sábado, quando já estava indo embora da lanchonete, apareceu no meu celular um número que não reconheci.
– Alô? – atendi.
 – Oi, Violet? É a Melanie. Nós nos conhecemos na lanchonete na semana passada, está lembrada?
– Ah, oi! – falei, acenando para me despedir de Maggie enquanto caminhava em direção à porta. – Sim, é claro que me lembro de você.
Maggie sorriu e acenou de volta.
– Ah, ótimo! – disse ela. – Bem, espero não estar ligando numa hora ruim, mas eu e Liza vamos sair hoje à noite e queríamos saber se você gostaria de ir com a gente.
Saí da lanchonete para a tarde úmida e ensolarada e segui na direção do meu carro. Lembrei do que havia pensado sobre tentar ser uma garota normal outra vez, fazendo coisas que uma garota normal fazia.
– Hã, bem... Sim, está certo. Acho que vai ser legal. É claro, eu adoraria.
– Ok, ótimo! Nós passaremos para buscar você. Às nove está bom?
– Sim, está ótimo. Estarei pronta. – Dei meu endereço a ela, e Melanie sabia onde era. Então me despedi e desliguei.
Estava prestes a abrir a porta do carro quando percebi um grupo de garotos de cerca de 10 ou 12 anos rindo alto. O maior deles estava empurrando um garoto menor, que usava óculos e estava com os braços cheios de livros. O garoto grande deu um empurrão forte e o garotinho cambaleou para a frente, espalhando pela calçada os livros que carregava. Os outros garotos riram mais ainda e se afastaram. Um deles até virou para trás e gritou:
– Toma essa, esquisito!
Mesmo estando do outro lado da rua, pude ver a expressão de profundo constrangimento no rosto do garotinho antes que ele se abaixasse para pegar os livros.
Idiotas. Nossa, como eu detestava esses garotos que atormentavam os outros.
Atravessei a rua para ajudar o menino.
Quando cheguei, ele me olhou de forma cautelosa, o queixo tremendo um pouco. Percebi que ele tinha uma pequena cicatriz no lugar onde provavelmente fizera a cirurgia para corrigir o lábio leporino.
 – Oi – falei em voz baixa, dirigindo-lhe um sorrisinho e me inclinando para ajudá-lo a pegar os livros. – Você está bem?
– Estou – ele respondeu, também em voz baixa, os olhos encontrando os meus e logo se desviando, o rosto ruborizado.
 – Você gosta de ler, não é? – perguntei, inclinando a cabeça na direção dos livros.
Ele assentiu, ainda parecendo tímido.
Olhei para o volume que estava em minhas mãos.
 – Harry Potter... hummm. Este é bom. Sabe por que gosto tanto desse livro?
Os olhos do menino voltaram a encontrar os meus, e ele balançou a cabeça numa negativa, mas não voltou a afastar os olhos.
– Porque é sobre um pobre coitado em quem ninguém botava fé, um garoto de aparência engraçada, que usava óculos e morava embaixo da escada na casa dos tios. Mas sabe de uma coisa? Esse garoto acaba fazendo coisas muito legais, apesar de tudo o que havia contra ele. E não há nada melhor do que ver alguém que ninguém esperava que vencesse se dar bem, não acha?
Os olhos do garoto se arregalaram e ele balançou a cabeça, assentindo dessa vez.
Levantei, e ele fez o mesmo. Quando entreguei ao menino os livros que eu recolhera, falei:
 – Continue a ler. As garotas adoram caras que leem.
Pisquei para ele e o rosto do garotinho se abriu em um sorriso radiante. Retribuí o sorriso e me virei para ir para o carro, quando percebi Tate Langdon parado na porta de uma loja próxima, nos observando, uma expressão intensa e indecifrável no rosto. Sorri para ele, inclinando a cabeça, e algo pareceu se passar novamente entre nós. Pisquei e Tate afastou os olhos, virando-se para descer a rua. Ele se voltou para me olhar uma vez, mas, quando encontrei seu olhar, Tate virou novamente a cabeça e continuou a caminhar.
Fiquei parada onde estava por alguns segundos, observando-o seguir em uma direção, então virei a cabeça para ver o garotinho indo na direção oposta. Deixei escapar um suspiro e segui para onde estava o meu carro.
A caminho de casa, parei na chácara que vendia plantas e escolhi algumas mudas de flores, terra e duas jardineiras de plástico.
Quando cheguei em casa, vesti um short e uma camiseta e passei umas boas horas plantando as flores, colocando as jardineiras na varanda e fazendo uma limpeza geral no pátio, inclusive arrancando ervas daninhas e limpando os degraus da frente. Um deles estava solto e parecendo prestes a se soltar ainda mais, mas eu era um desastre no que dizia respeito a consertar esse tipo de coisa. Teria que ligar para George Connick.
Quando me afastei para admirar meu trabalho, não pude evitar um sorriso ao olhar para o meu chalezinho. O lugar estava um encanto.
Entrei e tomei um longo banho de chuveiro. Esfreguei bem as unhas para tirar a terra que se acumulara sob elas e me depilei toda. Então liguei o pequeno rádio que já estava no chalé quando me mudei e fiquei escutando uma estação de música local. Demorei um bom tempo arrumando os cabelos, secando e encaracolando-os um pouco. Apliquei a maquiagem cuidadosamente e passei creme nas pernas, para que parecessem bonitas em meu vestido de malha, cor de prata escura, bem justo e decotado nas costas. Era informal, mas sexy, e eu esperava que fosse adequado para o lugar aonde iríamos naquela noite. Tornei o visual ainda um pouco mais esportivo usando minhas sandálias pretas.
A última vez que eu havia usado aquele vestido fora na festa de formatura que o pessoal do meu dormitório na faculdade organizara. Eu bebera bastante chope, rira com as outras meninas do meu andar e ficara com um cara que sempre tinha achado uma graça, mas com quem não havia nem conversado até aquela noite. Ele não beijava muito bem, mas eu estava bêbada o bastante para não me importar.
Fiquei parada algum tempo, lembrando, pensando na garota que eu tinha sido, e senti falta dela. Senti falta de meu antigo eu. Não que naquela época eu fosse uma garota que não conhecia o sofrimento. Não era inocente em relação ao que acontecia no mundo. Eu sabia que não tínhamos garantia de nada e que a vida nem sempre era justa. Mas meu pai e eu havíamos sobrevivido juntos à tragédia da doença da minha mãe e éramos fortes. Eu jamais havia imaginado que ele seria arrancado de mim em um instante, em uma situação sem lógica, e que eu ficaria só e profundamente abalada. E que não conseguiria nem sequer me despedir dele. Talvez esta viagem não fosse a resposta que eu esperara. Mas não fora exatamente uma decisão consciente.
Tudo em Ohio me fazia lembrar do meu pai, do meu sofrimento, do meu medo e da minha solidão. Depois daquela noite, passei vários meses me sentindo anestesiada e acabara arrumando uma mala pequena, colocara Phoebe na caixa de transporte dela, entrara no carro e partira. Parecera a única opção. A tristeza era sufocante, claustrofóbica. Eu precisava escapar.
Então me forcei a afastar aqueles pensamentos antes que eu afundasse demais no medo e na melancolia. Era sábado à noite, fim de semana. E no fim de semana, garotas normais saíam com as amigas e se divertiam. Eu precisava de um pouco mais disso na vida, não é mesmo... não é mesmo?
Melanie e Liza chegaram poucos minutos depois das nove e, quando vi os faróis, saí e tranquei o chalé.
Quando as meninas abriram a porta do pequeno Honda, Justin Timberlake estava cantando aos berros, quebrando o silêncio da noite.
Abri a porta de trás e entrei, cumprimentando Melanie e Liza calorosamente:
– Oi!
– Você está um arraso! – elogiou Liza, olhando por cima do ombro enquanto Melanie saía com o carro.
– Obrigada! – falei. – Vocês também!
As duas estavam de saia e top, e fiquei aliviada por ter escolhido uma roupa no mesmo estilo.
Levamos meia hora para chegar do outro lado do lago e, no caminho, conversamos descontraidamente sobre o meu trabalho na lanchonete e se eu estava gostando de Pelion até agora. Melanie e Liza falaram um pouco sobre o emprego de verão como salva-vidas. Estacionamos na frente de um bar chamado The Bitter End Lakeside Saloon, um prédio pequeno de madeira na beira da estrada. Quando descemos do carro de Melanie, vi que a frente do bar era decorada com varas de pescar, armadilhas para lagostas, placas de aviso para pescadores, caixas de iscas e outros artigos relacionados à pescaria.
Entramos no bar e fomos recebidas pelo cheiro de cerveja e pipoca, pelo som de risadas, de conversa alta e de bolas de sinuca batendo umas nas outras. O bar parecia um pouco maior do lado de dentro do que eu imaginara ao olhar o prédio de fora. Parecia ao mesmo tempo decadente e cheio de estilo, com mais artigos de pescaria e placas decorando as paredes. Mostramos nossas identidades ao segurança e nos sentamos em uma mesa perto do bar. Quando nossa primeira rodada de bebida chegou, já havia uma fila se formando na porta. Passamos os primeiros vinte minutos aproximadamente rindo e conversando. Melanie e Liza avaliavam os homens que achavam interessantes, tentando não parecer muito óbvias. Melanie logo se interessou por um deles e passou a se dedicar a chamar sua atenção. A tática funcionou e, depois de poucos minutos, o cara se aproximou e a convidou para dançar.
Ela o seguiu em direção à pista de dança, olhando para trás e piscando para mim e para Liza, que sacudimos a cabeça, rindo. Fizemos sinal para que a garçonete trouxesse outra rodada de bebidas. Eu estava me divertindo.
Ao dar um gole na cerveja, um homem que entrava chamou minha atenção. A cabeça dele estava virada em outra direção, mas vi que seus ombros eram largos, as pernas longas e musculosas, vestidas em uma calça jeans desbotada. Ah, uau... O tamanho dele, seu físico e os cabelos castanhos ondulados mantiveram meus olhos fixos no rapaz. Ele começou a se virar na minha direção, rindo de alguma coisa que o cara perto dele dissera, e nossos olhares se cruzaram. Travis Langdon. Os olhos dele cintilaram por um momento e o sorriso ficou mais largo enquanto ele se dirigia à nossa mesa.
Duas garotas que vinham atrás dele pararam quando viram para onde ele estava indo. As duas se voltaram para o grupo atrás delas.
– Violet Harmon – disse ele, abaixando os olhos para os meus seios por um instante, antes de voltar a se concentrar no meu rosto.
– Travis Langdon – respondi, sorrindo e dando outro gole na cerveja.
Ele retribuiu o sorriso e falou:
– Não sabia que você estaria aqui esta noite.
Travis relanceou o olhar na direção de Liza e disse apenas:
– Liza. Ela deu um gole no drinque que estava tomando e o cumprimentou:
– Oi, Trav.
Liza então se levantou e falou para mim:
– Vou ao banheiro. Volto logo.
– Ah, está bem. Quer que eu vá com você? – perguntei, já começando a me levantar.
Travis pousou a mão no meu braço.
– Tenho certeza de que ela consegue se virar sozinha – disse ele.
– Está tudo bem – afirmou Liza, os olhos se demorando na mão de Travis em meu braço. – Daqui a pouco estou de volta.
Então ela se virou e caminhou em direção ao banheiro.
Travis voltou a olhar para mim.
– E eu que pensei que seria eu a lhe oferecer um passeio de boas-vindas.
Dei de ombros, encarando-o com os olhos semicerrados.
Ele riu de novo. Travis tinha mesmo um belo sorriso. Um tanto predatório, talvez, mas isso era ruim? Dependia. Eu já havia tomado duas cervejas e, naquele momento, me parecia bom. Travis se inclinou na minha direção.
– Então, Violet, essa sua viagem... quando vai terminar?
Ponderei sua pergunta.
– Não tenho um plano específico, Travis. Acho que em algum momento vou resolver voltar para casa – respondi, tomando outro gole da cerveja.
Ele assentiu.
– Acha que vai ficar algum tempo por aqui?
– Depende – respondi, franzindo ligeiramente a testa.
 – Do quê?
– De eu me sentir segura aqui – deixei escapar.
Não tivera a intenção de dizer aquilo, mas a cerveja estava atingindo meu estômago vazio e minha corrente sanguínea como se fosse um soro da verdade.
Suspirei e comecei a arrancar o rótulo da garrafa de cerveja, sentindo-me subitamente exposta.
Travis me observou por um instante, então abriu um sorriso lento.
– Ora, isso é bom, já que por um acaso segurança é a minha especialidade.
 Levantei os olhos para o rosto dele e não pude conter uma risada diante da expressão presunçosa.
– Ah, tenho a sensação de que você representa tudo, menos segurança, policial Langdon.
Ele fingiu estar magoado e ocupou a cadeira na qual Liza estivera sentada poucos minutos antes.
– Nossa, você me magoou profundamente, Violet. Por que diz isso? – indagou Travis.
– Ora, em primeiro lugar – eu me inclinei para a frente –, se os olhares dessas louras que entraram com você pudessem disparar flechas venenosas, eu já estaria morta há quinze minutos. E a ruiva à minha esquerda não tirou os olhos de você por um segundo desde que você entrou. Acho até que a vi secar a baba que escorreu. Tenho a sensação de que todas elas têm planos para você esta noite.
Ergui uma sobrancelha.
Ele manteve os olhos fixos em mim, sem voltá-los para nenhuma das mulheres que eu mencionara. Então se recostou na cadeira, inclinou a cabeça e apoiou um dos braços nas costas do assento.
– Não posso controlar as ideias das outras pessoas. E se os meus planos forem outros? E se eles envolverem você?
Ele sorriu preguiçosamente.
Meu Deus, o cara era bom. Cheio de charme e autoconfiança. Mas era gostoso flertar com alguém de forma inofensiva – eu me sentia feliz por não ter esquecido por completo como fazer isso.
Sorri para ele também e dei mais um gole na cerveja, mantendo os olhos presos aos dele. Travis estreitou os olhos, fitando meus lábios que envolviam o gargalo da garrafa.
– Você joga sinuca? – perguntei depois de algum tempo, mudando de assunto.
 – Faço qualquer coisa que você quiser – disse ele, tranquilo.
– Muito bem, então, impressione-me com seus talentos geométricos – falei, e comecei a me levantar.
 – Com certeza – retrucou ele, pegando a minha mão.
Fomos até as mesas de sinuca e Travis pediu outra rodada de bebidas enquanto esperávamos a nossa vez. Depois de algum tempo, Melanie, Liza e os caras que Melanie conhecera também se aproximaram, e passamos o resto da noite rindo e jogando sinuca. Travis era muito bom no jogo e ganhou todas as partidas com facilidade, obviamente satisfeito por estar exibindo seu talento.
Liza trocara a cerveja pela água mais cedo, para que pudesse nos levar de volta para casa, e eu fiz o mesmo perto da meia-noite. Não queria passar o dia seguinte, minha folga, de ressaca na cama.
Quando as luzes piscaram, indicando que o bar estava prestes a fechar, Travis me puxou contra o corpo e disse:
– Nossa, Violet, você é a garota mais linda que eu já vi. – A voz dele era como seda. – Deixe-me levá-la para jantar essa semana.
Os drinques que eu tomara mais cedo estavam perdendo o efeito e eu me senti um pouco desconfortável com os movimentos de Travis e com a continuação da paquera.
– Hã... – hesitei.
 Liza nos interrompeu de repente:
 – Está pronta para irmos, Violet? Travis olhou para ela, irritado.
– Todo mundo precisa comer – insistiu Travis, voltando a olhar para mim e sorrindo com charme.
Ainda hesitante, anotei o número do meu celular em um guardanapo e o entreguei a ele, enquanto fazia uma anotação mental para comprar mais créditos. Deixara meu celular em Cincinnati ao partir e comprara um pré-pago qualquer. Estava funcionando bem para mim, mas eu vivia me esquecendo de acrescentar mais créditos.
Por fim, me despedi de todos e saí com Melanie e Liza, rindo até chegarmos no carro. Quando já estávamos na estrada, Melanie comentou:
– Travis Langdon, Violet? Nossa, você foi direto à liga profissional de Pelion, hein? Na verdade, à liga profissional de todo o Maine.
– É assim que Travis Hale é considerado? – indaguei.
– É, sim. Quero dizer, ele sai com muitas garotas, mas não posso culpá-lo. As mulheres se jogam em cima dele, tentando fisgá-lo. Talvez seja você quem finalmente vai conseguir fazer isso. – Ela piscou para mim e Liza riu.
– Vocês duas...?
– Ah, não, não – as duas disseram ao mesmo tempo.
Então Liza continuou:
– Muitas amigas nossas saíram com ele e acharam que ele estava apaixonado. Somos testemunhas do rastro de destruição que ele deixa. Por isso, tenha cuidado.
Sorri de novo, mas não disse nada. Cuidado era meu sobrenome nesses dias. No entanto, apesar do óbvio interesse de Travis ter me deixado um pouco desconfortável no fim da noite, eu estava orgulhosa de mim mesma por ter dado alguns passos naquela direção. Tinha sido divertido.
Conversei um pouco mais com as garotas sobre os outros caras que elas haviam conhecido e, antes que me desse conta, estávamos parando na frente do meu chalé.
Desci e sussurrei, para não acordar os vizinhos:
– Tchau! Muito obrigada!
– Ligaremos para você! – disseram as duas, e partiram.
 Lavei o rosto, escovei os dentes e fui sorrindo para a cama, achando que talvez fosse possível também acordar sorrindo. Na verdade, estava torcendo para isso.


Notas Finais


E ai o que acharam?
Acho que estou repetindo muito isso não é kkkk vou parar então
Enfim, boa leitura e espero que estejam gostando <3


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