História Acampamento Alvorada - Série Iluminados - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Acampamento, Aventura, Poderes, Principe, Rei, Rfantasia, Romance
Visualizações 4
Palavras 1.328
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Apenas uma intro...curta mas espero que gostem da história. Perdoem os erros... :)
obs: as imagens são meramente ilustrativas.(ou seja, podem não estar de acordo com os detalhes do capítulo)

Capítulo 1 - Mais uma


Fanfic / Fanfiction Acampamento Alvorada - Série Iluminados - Capítulo 1 - Mais uma

Ela gritava para que o homem parasse. Estava escuro e ela via o brilho da lâmina metálica na mão pesada do homem.

    Sua respiração estava pesada e as lágrimas quentes teimavam em cair.

 

    -Não adianta tentar escapar. Você sabe que você merece criança... - A voz áspera se aproximava de novo. - Eu devia ter deixado você, foi um erro te trazer. E agora o meu brasão está pagando! - O homem vociferou enquanto puxava a garota pelos braços e a punha de frente para a parede. Seu lugar favorito para as punições. Mas por que a estava punindo? Porque ela era diferente, amaldiçoada - ele pensou. Ela merecia a dor. Deveria sofrer e assim controlaria o poder assombroso dentro de seu corpo, para si mesma.

 

     A garota enrijeceu-se em seu lugar. Mesmo depois de anos o homem horrendo tinha efeito sobre ela.

 

    -Diga Aurora, por que você deve ser corrigida? - Ele pediu pavorosamente calmo. Ele gostava de vê-la sofrer. O fazia livre do arrependimento de tê-la trazido para aquela casa. Ele a venderia como escrava ou para qualquer bordel, mas não podia. Se fizesse isso saberiam que ele tem uma iluminada em seu lar e então nenhum comerciante faria negócios com o protetor de um iluminado, suas filhas nunca se casariam e sua família estaria arruinada. Ela deve sofrer - A voz dentro do homem gritava.

 

    - Por que eu não devo falar com as pessoas do castelo. - Ela disse cerrando os dentes. Ela poderia usar seus poderes contra ele. Poderia acabar com ele a qualquer momento. Sentia o poder fervendo como fogo em seu sangue, ele sempre estava lá, como um veneno que se alastrava ardente pelo corpo. Mas ela não queria, prometera desde a última vez que nunca mais usaria suas virtudes se não fosse extremamente necessário. Ela não queria se tornar o monstro do qual ele a acusava. Ele acusava e ela acreditava. Ela já sabia qual seria o gosto da dor ao sentir a lâmina rasgando a pele de suas costas, traçando uma linha reta. As lágrimas vinham quentes.

     

      Era apenas mais uma fina linha vermelha em sua costas. Mais uma cicatriz para sua coleção, mais dor para sua memória, mais ódio para o dia em que ela iria cortar-lhe garganta. Pensava tanto nisso que várias vezes sonhava com a morte do lorde em suas próprias mãos, uma vez degolado, outra vez tinha uma faca de caça em seu coração imundo e pútrido.

 

    - Não posso me livrar de você Aurora. - O lorde disse comas feições enrugadas em um rastro de sorriso, ele repousou a faca ensanguentada na mesinha, se retirando em seguida.

Era verdade, Lorde Battleford já havia pensado em matá-la, mas seria pior, pois matar um iluminado era como trazer a pior das maldições para a família. Poderia possuí-la como um animal no cio, mas era nojento demais para ele deitar-se com uma iluminada. Então restava-lhe o deleite de sua dor.

 

A garota soluçava silenciosamente, lentamente deitou-se na cama com as costas para cima, tentaria pegar no sono. O sono aplacaria a dor, a dor do coração. - Ela pensou. Mas não era pela dor que ela chorava, era pela liberdade que nunca poderia ter. 

 

Aurora foi encontrada pelo lorde quando tinha 6 anos, seus pais estavam mortos, ela vagava pela cidade após a guerra que dizimou a cidade e dividiu o reino em dois. O reino Allencort, no qual ela vivia, governado por Demetrius que era rigoroso com seus súditos, dizia que era preciso que o povo o temesse para que que houvesse paz e organização, nada escapava de suas ordens, nenhum homem ficava vivo se ele quisesse o contrário, sua tirania assombrava a população, ninguém teria coragem de ir contra o rei. Ele punia com seus espetáculos, as execuções em público, não importava qual fosse o crime. Embora se fosse um bom lorde e fiel nos seus tributos poderia até ganhar sua estima e ter sua família convidada para a corte, um mundo de luxos e extravagancias. O sonho de lorde Battleford.

 

O outro reino era Sellenium, governado por Damian, o rei céu, como era conhecido por seu povo. Tudo o que ela sabia sobre tal reino eram as histórias contadas pela velha ama Abigail, histórias sobre um povo feliz que vivia em paz e harmonia com seu rei. Onde os campos eram verdejantes e sem fim, os bosques intermináveis. E principalmente...um lugar onde os iluminados eram bem-vindos. Sim! Isso reverberava na mente de Aurora. Se ela fugisse para Sellenium, poderia ter sua liberdade.

 

    - Oh Aurora! - A anciã acordou a garota, enquanto limpava o ferimento ainda aberto. Ela teria mais uma cicatriz.

    - Está tudo bem Abi, esse não foi tão profundo. - Acalmou a jovem, enquanto Abi limpava as mãos em seu avental.

    - Se todos vissem o quanto você é especial... - Ela olhou nos olhos esverdeados da jovem.

    - Eu vou fugir Abi, vou para Sellenium. - Ela disse exaurida com os olhos pesados.

    - Durma criança. - A velha sussurrou, ela adormeceu.

 

                                                                                                                     ***

 

Dias depois ela já tinha tudo pronto, uma sacola que a velha ama produzira com suas habilidades de costura, dentro dela algumas roupas, uma faca com um bom corte que Aurora havia pegado da cozinha sem que os criados sentissem falta, Abigail pegara para ela um par de pães, um cantil de água e moedas que ela vinha juntando, desde que decidiu por sua partida.

 

    - É verdade que você vai embora? - Isla, a filha mais nova de BattleFord, perguntou para Aurora. Ela sabia que estava infringindo a primeira regra do lorde, mesmo assim a menina de 10 anos parecia não ter medo dela. Porque ela não sabia sobre seus poderes - pensou Aurora - Se ela soubesse teria medo, mas somente o lorde, sua esposa Daisy e Abigail sabiam as virtudes de seu poder.

    - Você não deveria falar comigo Isla, seu pai ficará furioso. - Aurora não respondeu a pergunta, apenas fitou a criança. Prestando atenção ao redor do pequeno jardim privado, onde ela passava a maior parte do dia, isso quando ela não estava na biblioteca, no seu canto especial, ou explorando as passagens secretas do rústico castelo.

 

    Há quase 3 anos, Isla nunca havia sequer trocado uma palavra com Aurora. Pelas ordens expressas do lorde, era proibido que ela se dirigisse a qualquer um de seus convidados ou familiares. Apenas Abi e alguns criados da pequena mansão que acreditavam que Aurora era sobrinha de Abi. Então três anos atrás Aurora estava como de costume em seu esconderijo na biblioteca quando foi surpreendida por Isla que vasculhava o castelo em busca de algo para fazer, alheia a menina trcou poucas palavras com Aurora sobre o livro que estava lendo. Dom Quixote - Aurora respondeu dizendo também que era um livro de aventuras, sobre um certo cavaleiro. E Isla jamais voltou a perturbar Aurora em seu lugar, mas de vez em quando ambas trocavam sorrisos e cumprimentos quando se esbarravam sem querer. A menina sempre despreocupada, nunca contara ao pai.

 

   - Você não pode ir. Papai convidou pretendentes para o castelo, você poderia arranjar um marido. - A garota era afiada, mas sua ingenuidade comovia Aurora. Os olhos castanhos de Isla eram quentes, suas feições eram delicadas e femininas, ela certamente conseguiria um bom casamento, já suas duas irmãs mais velhas não eram agraciadas com beleza, nem bondade em suas personalidades.

    - Eu não me importo se não casar. - Ela fechou o livro que lia antes da interrupção. Isla alisava o vestido de camurça vermelho escuro. A cor ficava bem nela. - notou Aurora.

     - Ouça, você não pode contar ao lorde, nem à sua mãe.

     - Que você não procura um marido? Tudo bem.

     - Não, que eu vou embora. Eles não me deixariam ir se soubessem.

     - Que estranho. Mas tudo bem. - Ela fez uma careta antes de abrir um sorriso. - Eu guardo seu segredo. Aurora retribuiu o sorriso.

 


Notas Finais


Mais coisas estão por vir...


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