História Acidentes de percurso (SwanQueen) - Capítulo 26


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Categorias Once Upon a Time, Once Upon a Time in Wonderland
Personagens August Wayne Booth (Pinóquio), Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), Cruella De Vil, David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Fa Mulan, Henry Mills, Ingrid / Rainha da Neve / Sarah Fisher, Lacey (Belle), Lilith "Lily" Page, Malévola, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Mérida, Neal Cassidy (Baelfire), Peter Pan, Príncipe James, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Roland, Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Sr. Gold (Rumplestiltskin), Tinker Bell, Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Emmaswan, Reginamills, Swanqueen, Transexual, Transsexual, Zelena
Visualizações 269
Palavras 1.296
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Musical (Songfic), Orange, Romance e Novela, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Transsexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 26 - Amo vocês dois


Fanfic / Fanfiction Acidentes de percurso (SwanQueen) - Capítulo 26 - Amo vocês dois

POV REGINA 

Eu deveria ter percebido que essa festa não seria uma boa. Mas como sempre nunca escuto a voz da razão, continuo me precipitando. E só de pensar que de certa forma, Emma me avisou. Isso me deu um calafrios. Meus amigos tinham se perdido no meio da confusão, a mesma que se generalizou de uma hora pra outra. Pelo que eu entendi, dois garotos brigavam, e a bagunça cresceu. Garrafas de bebida voando, pessoas bêbadas por todos os lados, mas o que me surpreendeu foi que apesar do tumulto, elas ainda pareciam se divertir.

Quando chegamos, Zelena ficou no meu pé para eu não beber nada, mas mostrei pra ela que não era tão idiota a chegar nesse ponto. Com Kris não foi diferente. No final da noite, as duas sumiram da minha vista. O que não durou muito tempo, ao ir no banheiro vi Zel se atracando com uma garota, não foi tão estranho se compar com a identidade da menina. Era Ruby, minha surpresa foi tão grande quanto minha decepção. Elas eram como cão e gato e de repente... mas bem que dizem que a bebida pode fazer muitas coisas.

Tentei sair da casa, porém era missão quase impossível. Depois de um certo tempo (bastante), finalmente consegui. Nunca foi tão bom respirar ar "puro". Fui até a calçada a espera pela loira, eu sei que poderia chamar qualquer outra pessoa. Na verdade eu não podia, Emma era a única que eu conhecia e confiava para fazer esse favor.

Dez minutos depois, reconheci o carro de David vindo. Estacionou em minha frente, abriu a porta do carona com certa brutalidade. Entrei sem dizer nada, ela estava irritada com alguma coisa, e apostaria vinte dólares que essa coisa é eu.

[...]

Não poderia culpar Emma por estar nervosa, eu fui uma irresponsável. Só de lembrar o estado em que estava a casa de Peter, poderia ter acontecido qualquer coisa comigo. Já fazia alguns minutos que Swan dirigia, ela trocava à marcha ré com tanta força que me fazia encolher no banco.

— Não precisa descontar sua raiva no carro. — falei.

— Até porque não, foi ele é o culpado. — rebateu irônica.

— Foi mal, está bem? — esbravejei lhe olhando — A culpa é minha.

— Isso não é da minha conta.

Ela respondeu fria. Já havia visto Emma em várias situações, mas nunca desse jeito. Nem quando ficava com seu ciúmes bobo, ou nas horas em que eu lhe fazia raiva de propósito.

Não fiz questão de falar mais nada até ela estacionar na frente de casa. Nenhuma de nós duas movia um músculo, Emma continuava com as mãos firmes no volante, enquanto eu olhava pra frente em um ponto qualquer. Queria lhe dizer muitas coisas, alguns que estavam entaladas por muito tempo, "Já tinhamos brigado o suficiente, chega". Tenho consciência de que falei que nunca mais iria lhe dirigir uma mínima palavra se quer, mas isso mundou, certo? A vida muda de uma hora pra outra, como um carro à 200km por hora em uma estrada molhada, do nada... Bum! Pronto, o estrago já está feito.

Nosso silêncio dizia muita coisa, o meu gritava seu nome. Ainda tinha sobrado muito dela dentro de mim, várias migalhas, mas mesmo assim, o suficiente pra deixar um buraco. Eu tinha quase certeza que aguentaria a falta dela, mas ficar uma semana sem o seu abraço, era um inverno de veras desagradável. O amor deixa a gente tão invulnerável, tão perdido que esquecemos de que a única pessoa em que devemos nos sustentar, e a nossa própria.

— Sabe... — comecei a falar — Pensei que seria fácil te esquecer.

Ela me olhou franzindo o cenho.

— Aparentemente foi. — constatou.

— Não, tenha certeza que não. — suspirei — Isso nunca vai acontecer, você é uma droga.

— Oi? — perguntou, dava pra vê a confusão exposta em sua face.

— Eu não consigo parar de pensar em você, nem um segundo se quer! — aumentei a voz. — Eu tentei por quase um mês, mas ai isso veio! — apontei pra minha barriga — E tudo ficou claro agora.

— Como assim Regina?

— Não importa se estivermos a um metro ou a um milhão quilômetros de distância uma da outra, você nasceu pra me pertecer!

Lágrimas desciam pelo meu rosto, talvez fosse essa coisa de hormônios. Ela deixou sua expressão carregada pra trás, agora sorria.

— Você é uma droga. — conclui secando as lágrimas. Senti o aperto do corpo dela contra o meu, seus braços me esquentado. Meu inverno acabou a partir dai.

— Vamos. — diz abrindo a porta — Você precisa dormir.

[...]

Depois de tomar um banho demorado, deitei na cama com Emma acompanhando cada movimento que eu dava. Ao entrar de camiseta e calcinha no quarto, ela não olhou minhas pernas, nem se quer passou pelos meus seios. Os verdes pararam em um ponto um pouco acima da minha cintura, sem malícia, algo entre o encantamento e a felicidade. Sei o que era isso, eu também sentia quando fazia a mesma coisa, seja no banho ou qualquer outro momento. Antes eu era magra o suficiente pra notar que em quase dois meses e meio, um certo lugar aumentou.

— Quer toca? — perguntei me sentando ao seu lado.

— Posso? — pediu. Sorri confirmando, deitei um pouco mais encostando na cabeceira da cama, levantei a blusa dando-lhe mais visão.

Foi lindo vê seu sorriso se alargando. Timidamente, Emma passava a mão pela nosso "montinho". Nosso. Senti sua pele quente junto com a minha fez meus pelos se arrepiar. Ela me olhou, parecia orgulhosa.

A gente fez isso. — se aproximou sentando mais perto.

— Tá bonito não é? — brinquei. Ela riu afirmando. Desviou seus olhos para a tela do celular, seu riso foi embora dando lugar ao espanto. — Está tarde?

— Duas e meia. — me espantei também. — Tenho que ir.

Fica? Só um pouquinho. — pedi manhosa. Emma olhou mais uma vez para o celular, acho que estava mandando uma mensagem. Segundos depois, tirou os sapatos deitando ao meu lado.

— Minha mãe disse que vai me matar. — riu mais uma vez. — Mas eu não ligo.

Ficamos quietas, meu corpo era tomado pelo cansaço, mas sem um pingo de sono. Levantei o tronco cravando nos seus verdes. É uma boa hora pra demonstrar que eu ainda a amo? Que também fui uma idiota? Que eu sinto saudades? Essas perguntas foram respondidas quando me aproximei mais dela, sentindo seu cheiro, muito, muito bom. Passei a mão levemente pelo seu rosto, o mesmo que está arquivado em uma parte especial da minha cabeça, linda. Roçei nossos lábios, sorrimos e finalmente senti sua boca colada na minha.

Como eu sentia uma puta falta dessa garota. O beijo durou tempo o suficiente para me fazer acordar pra vida. Perceber que agora, é só mais um passo. 

— Fiquei com falta disso. — Emma diz.

— Também. — sorrimos. Até eu me lembrar de uma coisa que deveria ter dado pra ela a um tempo atrás — Ah! Tenho uma coisinha pra você.

Me levantei rápido, fui até minha escrivaninha abrindo uma pequena caixa. Voltei pra cama me acomodando nos braços de Swan. Ela me olhava curiosa, virei a foto em sua direção, e seus olhos automaticamente brilharem.

— Foi no primeiro ultrassom. — sussurei deitando a cabeça em seu peito.

Swan olhava com extrema atenção para aquele pequeno borrão.

— Eu... não sei o que dizer.

— Falei que é lindo. — suspiramos ao mesmo tempo — Emma?

— Oi? — falou ainda atenta a foto.

— Eu te amo, e foi maluquice minha pensar que não.

Ela parou, me encarou tão profundamente que por um segundo me arrependi de ter dito essas palavras. Mas isso durou até ela segurar meu rosto e me beijar 

— Também te amo... — murmurou encostando nossas testas — Amo vocês dois.


Notas Finais


Aqui vemos claramente que se Regina estalar os dedos a Emma volta em um estante... (até eu)

Link da fic que falei no cap anterior:
https://spiritfanfics.com/historia/american-swanqueen-10912420

Tava pensando aqui. Eu sou tão boazinha atualizando os cap assim tão rápido... Mas isso tudo é o motivo do grande agradecimento que eu tenho por vocês. De verdade💙

Bjs, até.


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