História Adaptação Bamon- quando eu te encontrei - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Vampire Diaries
Personagens Alaric Saltzman, Bonnie Bennett, Caroline Forbes, Damon Salvatore, Elena Gilbert, Enzo, Jeremy Gilbert, John Gilbert II, Johnathan Gilbert, Josette "Jo" Laughlin-Saltzman, Josette "Josie" Saltzman, Katherine Pierce, Klaus Mikaelson, Kol Mikaelson, Lucas "Luke" Parker, Lucy Bennett, Malachai "Kai" Parker, Mary Louise, Matt Donovan, Stefan Salvatore, Tyler Lockwood
Visualizações 10
Palavras 3.149
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Capítulo 2



— Não vou me apaixonar por você. — Bonnie se sentiu bem segura ao fazer esta afirmação, embora não se sentisse tão confortável se estivesse discutindo o desejo.

Ela se sentira desesperadamente atraída por aquele homem, por volta de dez segundos depois de colocar os olhos nele. O desejo fizera com que seus princípios e respeito pessoal desaparecessem num piscar de olhos, e seus hormônios enlouqueceram...

Mas o amor era algo muito diferente; não tinha qualquer semelhança com o raio fulminante que lhe roubava o raciocínio; o amor não tinha a ver com química, ele acontecia gradualmente, crescia em força e resistia.

Por outro lado, o desejo era bem mais frívolo. Não tinha poder de permanência... motivo pelo qual Bonnie olhava para Damon e não sentia nada além de... oh, Deus, olhar para ele não era uma boa idéia!

O som da voz dela fez com que os dois homens virassem a cabeça em sua direção e Bonnie foi forçada a rapidamente reavaliar o poder de permanência de seu desejo.

Os hormônios ainda estavam ali, bem ativos!

Ela sabia que Damon não podia vê-la, mas dava a sensação de que a encarava diretamente.

O coração de Bonnie batia tão forte e tão rapidamente, que ela mal conseguia puxar o ar para dentro dos pulmões.

Damon parecia tão diferente! Será que ele conseguia se livrar da sofisticação culta com a mesma facilidade que tirava aquele paletó impecável dos ombros...?

Bem, ela não ia ficar por ali para descobrir, Bonnie lembrou a si mesma quando, numa imagem em sua cabeça, começou a tirar mais que apenas o paletó de Damon!

— Não estou aqui por causa do emprego, sr. Salvatore. — E ela não estava ali para cobiçar seu corpo. Foi o desejo que a colocou nessa confusão, para começo da história!

Seus incríveis olhos escuros com cílios curvos estavam virados diretamente para o rosto dela. Bonnie sentia que o olhar parecia perfurar não apenas seu rosto, mas seus pensamentos, e como esses tinham a ver com ele, com pouca roupa, era bem perturbador...

Damon congelou, fechando os punhos na lateral do corpo, quando a voz baixa, com um som rouco ímpar, o atingiu como uma bofetada no rosto.

Ele havia procurado por ela, mas não conseguira encontrá-la, a mulher que surgira em sua vida, depois silenciosamente desaparecera, deixando apenas o aroma do corpo nos lençóis de sua cama, para mostrar que ela não havia sido um sonho.

Ela estava ali. Ela o encontrara. Um sorriso lento curvou os lábios dele e a expectativa apertou seu estômago. Depois do acidente, seu apetite sexual entrara em estado de hibernação, mas fora despertado vorazmente pela dona daquela voz. Quando ela desapareceu, de forma tão inexplicável, assim foi com seu desejo.

E estava de volta!

A voz grave de Damon cortou o silêncio:

— Deixe-nos, Enzo.

Enzo, que estava atravessando a sala em direção a Bonnie, parou no meio do caminho, diante desse pedido. Damon pôde sentir o olhar estarrecido do outro homem, mas o ignorou.

— Deixá-los? — Enzo ecoou, como se não pudesse acreditar no que estava ouvindo. Seu olhar se desviou para Bonnie. — Com ela?

— Sim. — Um dos cantos da boca de Damon se curvou num sorriso sarcástico.

A insegurança de Bonnie se acentuou. Ela se preparara mentalmente para esperar uma cena, mas não aquela reação! Não fora apenas a aparência de Damon que passara por uma transformação, mas seus modos também.

O Damon Salvatore de Florença estava lutando com seus demônios e suas dúvidas pessoais, enquanto procurava entender o que lhe acontecera. Ele estivera zangado e frustrado, seus modos eram ásperos e hostis.

Esse homem, com ar autoritário, parecia jamais ter experimentado um só instante de dúvida na vida!

— Ligarei, se sentir que estou em perigo, Enzo.

E o que eu farei, caso me sinta em perigo?, pensou Bonnie, respirando fundo. Ela já se sentia em perigo. De perder a cabeça.

Era isso que eu queria, ela lembrou a si mesma. Mas subitamente sozinha com Damon Salvatore já não parecia tão desejável.

— Espere um pouco, Enzo — ordenou Damon, e Enzo parou. — Como ela é?

— Perdão?

— Ela é loura, de olhos azuis, ou seria de olhos castanhos?

Damon já sabia que ela tinha um bom coração, seu corpo era do tipo mignon e a pele que cobria aquelas curvas deliciosas era macia e sedosa. Para ele, foi um choque reconhecer quantas vezes, ao longo daquelas semanas, pensara no rosto que tracejara com os dedos, o rosto com o pequeno queixo determinado, o nariz arrebitado e a boca carnuda. Seus pensamentos o deixavam frustrado pela incapacidade de colocar uma cor nos olhos dela e de saber a tonalidade dos cachos que ele espalhava com os dedos.

— Ela tem olhos profundamente verdes — muito verder — e cabelos ruivos — disse Enzo, sem olhar para verificar os detalhes. Depois, ele pareceu constrangido e lançou um olhar como um pedido de desculpa para Bonnie. — Desculpe.

Bonnie balançou a cabeça.

— Não é você que não tem modos.

E ele também não tinha uma aura de sexualidade que tornava impossível que uma pessoa conseguisse relaxar em sua companhia.

O comentário provocou um sorriso de Enzo, que logo desapareceu.

A porta se fechou e ela respirou fundo.

— Eu...

Damon inclinou a cabeça para o lado. Os cabelos ruivos explicavam o temperamento e combinava perfeitamente com sua imagem mental.

— Eu sei quem você é, minha cara. Parece ter causado uma impressão e tanto em Lorenzo — afirmou ele, sem parecer inteiramente satisfeito com sua observação. — Então, é uma ruiva de olhos verdes...?

— Não acho que a cor dos meus olhos seja relevante.

— Possivelmente, mas já que temos tanta intimidade... Agora, eu acho que não fomos formalmente apresentados... Bonnie...?

— Como soube que era eu? — Ela sacudiu a cabeça e olhou para o rosto dele. — Você não poderia... não pode... Ao menos...?

Ela deu um passo cambaleante para trás quando ele começou a atravessar a sala em sua direção, deslocando-se confiante, desviando de vários obstáculos, incluindo uma poltrona no caminho.

Se ela já não soubesse, jamais passaria por sua cabeça que ele era cego.

Talvez não fosse mais. Será?

Suas palavras seguintes revelaram que ele havia percebido os pensamentos dela.

— Posso ser cego, cara, mas não sou imbecil.

Mas eu sou, pensou, enquanto olhava os lábios de Damon e lembrava deles sobre sua pele... Ela estremeceu e cruzou os braços. Ficou contente que ele não pudesse ver sua atitude acusadora.

— Então, como?

— Sua voz é muito particular. — Um tom baixo com uma rouquidão sexy. Os músculos do pescoço dele se retraíram com a conclusão. Como um tom irritante, ele não conseguira tirar o som rouco da cabeça.

Nem ela.

dedos de Bonnie se curvavam quando ela disse, rapidamente:

— Muita gente tem sotaque escocês. - Mas só uma pessoa era dona daquela voz.

Damon não duvidou, nem por um segundo, que aquela era a mulher que passara a noite com ele na Escócia.

- E o perfume ...

Ele engoliu com força, com um movimento intenso na garganta. Suas narinas se abriram e seu corpo reagiu ao aroma feminino floral.

— Eu não uso perfume — ela protestou.

Ele havia parado perto o suficiente, e tudo que ela tinha a fazer era esticar a mão e tocá-lo. E ela sentia um ímpeto quase sufocante de fazê-lo.

Isso era uma loucura! Ela não fora até ali para reviver essa insanidade, pensou Bonnie, engolindo ar, tentando desviar os olhos daquele rosto lindo. Ela fracassara — o homem era absolutamente atraente.

— E agora a mulher misteriosa tem um nome... — O franzido entre as sobrancelhas dele se acentuou. — Bonnie...?

A forma como ele enrolava a língua ao redor de seu nome lhe dava arrepios na espinha.

Bonnie estava pensando em como responder a isso quando ele subitamente estendeu a mão. Ficou de olhos fechados e hesitou, quando as pontas dos dedos dele deslizaram por seu rosto.

— Então, você é real. Eu já estava em dúvida. Se não fossem os arranhões nas minhas costas, eu acharia que você era um produto da minha imaginação.

Um rubor angustiante cobriu o rosto de Bonnie, enquanto ela baixava o olhar, incapaz de manter contato visual, mesmo sabendo que ele não podia vê-la.

— Olhe, acho que deve estar querendo saber por que estou aqui. — Ela própria começou a se perguntar isso... Isso era algo que poderia ter sido feito a distância.

Mas você não o veria, dizia uma voz em sua cabeça, e não era isso o que queria...? Damon sacudiu a cabeça.

— Não, eu imagino que você queira algo. Eu gostaria de me lisonjear, achando que é o meu corpo, mas...

Um som engasgado escapou da garganta de Bonnie.

— Você realmente não é tão fantástico assim — disse a ele, enquanto imagens eróticas brincavam em sua cabeça, como testemunhas dessa mentira.

— Não foi isso que você disse, na época... Perfeito, simplesmente perfeito foram as palavras usadas várias vezes, e você também pareceu ter uma opinião elogiosa sobre minhas habilidades na cama.

— Se você fosse um cavalheiro, não mencionaria isso.

— Não sou.

Ela sacudiu a cabeça.

— Não é o quê?

A barriga dela se contraiu, quando os cantos dos lábios dele se curvaram, num sorriso predador.

— Um cavalheiro, minha cara, em sentido algum da palavra, mas, por outro lado, não foram meus belos modos que a fizeram pular em minha cama, foram?

— Não posso acreditar que senti tanta pena de você! — disse ela, com a respiração difícil.

Ele inclinou a cabeça para trás, como se ela o tivesse atingido. Abrindo as narinas, ele mostrou uma linha fina de dentes e respondeu, com voz gélida:

— Então, você dormiu comigo por pena?

A sobrancelha de Bonnie se franziu, enquanto ela regressara a um mistério que ainda não havia resolvido inteiramente.

— Eu realmente não sei o motivo por ter feito isso, sou sempre muito sensível. — Ela sacudiu a cabeça perplexa, e suspirou. — Eu sabia o que estava fazendo, sabia que era loucura, mas foi como se...

Enquanto ele ouvia sua resposta hesitante, a hostilidade deixou seu rosto.

— Você simplesmente teve de fazê-lo, como precisava respirar.

Bonnie olhou para cima, impressionada ao ouvir seus sentimentos expressos de forma tão simples, porém, tão precisa.

— Exatamente assim! — Então, percebendo o que e a quem ela acabara de admitir, corou até a raiz dos cabelos e acrescentou, na defensiva: — Não sinto mais pena de você.

O sorriso de lobo que revelara aqueles dentes retos e brancos fez com que Bonnie pensasse se ela fora sutil demais na tentativa de afirmar seu ponto de vista e agora já não era capaz de se controlar.

— Mas estamos nos esquecendo das formalidades, Bonnie. — Ele pronunciava seu nome como se o estivesse saboreando, antes de inclinar a cabeça e anunciar, formalmente: — Eu sou Damon. Mas é claro que sabe disso... Você está aqui. A única pergunta que permanece é... Por quê?

O motivo era algo que ela ainda estava elaborando.

— Eu não sabia seu nome quando, quando nós...

— Quando fomos para a cama, porque você estava tomada de pena, e devo dizer que escondeu isso muito bem.

O comentário sarcástico fez seu rosto corar.

— Oh, eu não senti pena naquela hora, foi apenas quando vi sua foto, num artigo. — Nem por um instante ela acreditara que o homem descrito como o gênio das finanças de sua geração era o mesmo com quem ela passara a noite. Depois, ela leu um parágrafo que mencionava um acidente que lhe tirara a visão e o cancelamento subsequente de seu casamento com uma atriz conhecida.

— E agora você descobriu outro patamar de sentimento por mim?

Bonnie, perplexa pela ironia, sacudiu a cabeça.

— Eu...

— Agora se arrepende por ter ido embora, quando eu estava dormindo?

A culpa fez seu rosto ruborizar.

— Isso foi... Eu... — Como é que ela explicaria que estava envergonhada demais para ficar perto, que jamais acordara ao lado de um homem e entrara em pânico?

— Não precisa se explicar, eu entendo sua mudança.

— Duvido — disse ela, baixinho.

— Oh, sim, por experiência própria, sei que as pessoas mudam muito de comportamento quando descobrem quanto dinheiro eu tenho.

Levou alguns segundos até que o cérebro de Bonnie traduzisse o sarcasmo. De dentes cerrados, ela o olhou.

Um homem com visão tão preconceituosa da natureza humana provavelmente não receberia a notícia de que seria pai com a mente aberta.

— Só para constar, eu não ligo para o seu dinheiro.

Damon estava constrangido pela sensação de uma decepção irracional quando passou a mão pelos cabelos escuros — afinal, ela era como todo mundo.

Qual era a dela?

Damon nunca fora um homem que se deleitasse com aventuras de uma noite e considerava os homens que escapavam como bandidos, no meio da noite, mostrarem, no mínimo, péssima educação. Ele não via motivo para ter regras diferentes quanto às mulheres.

E mesmo furioso por ela ter partido no meio da noite, depois que a raiva passou, percebeu que ela apenas dera algo muito raro em seu mundo, sem pedir nada em troca. No entanto, agora ela não parecia tão especial.

— É claro que não.

O tom cínico a fez querer estapeá-lo.

— E se eu fosse cínico como você... — Ela mordeu o lábio e conteve a resposta, forçando-se a continuar com mais moderação, acrescentando, honestamente: — Eu realmente não tinha a menor idéia de quem você era quando eu... Quando nós... Naquela noite, e, francamente, gostaria de ainda não saber. Mas eu estava pesquisando sobre um artigo e sua foto...

— Pesquisando...?

Bonnie não interpretou corretamente o tom na voz dele, achando ceticismo, e ergueu o queixo, na defensiva.

— Na verdade, eu trabalho para o Chronicle — disse ela, tentando parecer casual, mas ainda gostava do efeito que isso causava nas pessoas, por ficarem impressionadas por seu emprego.

Damon não pareceu impressionado. Na realidade, ele não podia parecer menos impressionado.

— Você é jornalista?

— Sim... — Ouvindo o tom defensivo na própria voz, ela mordeu o lábio e acrescentou: — Por acaso, sou muito boa no que faço.

— Não duvido.

O tom dele a fez pensar que o comentário tão tinha a intenção de ser um elogio.

— Parece-me que você tem problemas com jornalistas. - Damon mostrou os dentes num sorriso irônico, permitindo-se um momento para conter a irritação que sentiu, antes de responder com uma voz isenta de emoção, exceto pelo desprezo:

— Imagino que seja um trabalho que combine com alguém sem escrúpulos. — A pessoa que entrevistara a criança tirada do carro em chamas certamente não tinha nada que se assemelhasse à moral. Eles ainda aumentaram a angústia ao perguntarem aos pais, enquanto o filho estava gravemente ferido, se eles haviam sido responsáveis pela perda da visão de Damon.

A observação negligente fez escapar um suspiro dos lábios de Bonnie.

— Eu tento não generalizar e admito que a maioria dos jornalistas que conheço chegaria perto de contar uma mentira para levar alguém para a cama e conseguir uma história suculenta — disse Damon, sacudindo a cabeça. — Eu deveria esperar isso, mas por essa eu não esperava... Eu deveria saber que não existe tal coisa como um almoço grátis.

Um tabefe de mão aberta foi aplicado em seu rosto, fazendo sua cabeça se virar para o lado.

Vergonha e choque invadiram Bonnie, quando ela levou as duas mãos ao próprio peito. Ela viu tudo vermelho quando ele fez essa observação. Pode não ter sido algo significativo para ele, mas não precisava fazer com que a noite parecesse tão vulgar.

Ela estava tremendo. Nunca batera em ninguém na vida... Não era de sua natureza.

Da mesma forma que não era normal ela ficar com alguém uma noite só.

Era aquele homem! Lágrimas de frustração encheram seus olhos e ele aumentou o insulto, rindo.

— Acha isso engraçado?

Uma das mãos pousou sobre a marca vermelha em seu rosto, e ele sacudiu os ombros largos.

— Finalmente encontrei uma mulher que não faz concessões à minha deficiência. Se ao menos você não fosse uma cadelinha manipuladora, poderia ser a assistente pessoal perfeita... Ou até — acrescentou ele, com um ar tão sexy e sugestivo que causou uma onda de calor na pele de Bonnie — poderia ser a amante perfeita.

— Se esse é o posto para o qual está entrevistando, posso ver por que está tendo tanta dificuldade em preenchê-lo! — disparou ela. — Não é de admirar que sua noiva o tenha deixado!

Ela o viu inclinar a cabeça para o lado. Não havia qualquer indício em sua expressão de que aquela afirmação o atingira, mas ela sentiu uma onda de culpa.

— Estava no artigo que li — admitiu ela. Pensando que muita gente lera também, sem acreditar, nem por um segundo, que a separação do casal glamoroso tivesse precedido o acidente que deixara o milionário cego.

— E eu estava lá embaixo, com Caroline... As coisas estão bem entre vocês agora?

Ela jogou verde, mas não colheu maduro.

— Isso é interesse profissional?

Novamente havia aquele tom sarcástico na voz dele.

— Sua vida amorosa não me interessa profissionalmente, nem de outro modo. — Embora ela, parecesse realmente se importar. — Lamento — acrescentou, transferindo o foco de sua raiva à mulher que deixara o homem que amava quando ele precisou dela.

Que tipo de mulher fazia isso?

Uma mulher bonita, pensou ela, quando a imagem da atriz loura, de vestido vermelho, surgiu em sua cabeça. Bonnie tivera uma reação de antipatia quando vira a foto da atriz na matéria, sorrindo para Damon, lembrando da mulher por quem Jeremy a abandonara. Agora Bonnie vira Caroline em carne e osso e não fizera justiça à atriz. Ela era muito mais bonita pessoalmente e, estranhamente, a antipatia que Bonnie sentia por ela também era mais real.

A expressão de pena na voz de Bonnie fez com que Damon franzisse as sobrancelhas.

— Você lamenta pelo quê? — perguntou ele, cauteloso.

— Bem, por ela tê-lo deixado, é claro! — respondeu Bonnie, com a voz hesitando de irritação, imediatamente se contradizendo, ao falar: — Embora eu não a condene, porque você pode ser cego, mas é um absoluto bastardo. Sabe, eu realmente gostaria de ter dormido com você para ter uma história... Porque, se o tivesse feito, eu estaria me sentindo bem menos imbecil agora.

— Então, se não foi por uma história, por que dormiu comigo? - Bonnie ignorou a pergunta. Ela vinha se perguntando exatamente isso pelas últimas 12 semanas.

— Acha que eu escreveria sobre o que aconteceu? Acha que quero fazer propaganda do fato de ter dormido com você? Pensa que eu quero que minha família e meus amigos saibam? — Ela sacudiu a cabeça e disse melancólica: — Nada poderia estar mais longe da verdade. Eu estou envergonhada pelo que fiz!

Depois de ouvir o relato emocional com expressão que beirava o tédio, ele atacou com seu último comentário:

— Você acha que o sexo é algo para se envergonhar? - A pergunta trouxe um rubor de raiva ao seu rosto.

— Só o sexo com você! Eu já tive relacionamentos. Estava noiva. — Ele realmente não precisava saber disso, disse a si mesma.

— Noiva? — Por algum motivo inimaginável Damon sentiu uma pontada de raiva pensando nessa revelação.

— Sim, noiva! Para sua informação, tenho um comportamento muito saudável com relação ao sexo! Não sou nenhum tipo de reprimida... — Ela parou, conseguindo cortar sua resposta de total suicídio, mas nem precisava se dar o trabalho.


Notas Finais


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Ate o próximo cap


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