História After - (MITW) - Capítulo 63


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Categorias Alan Ferreira (EDGE), Felipe "Febatista" Batista, Felipe Z. "Felps", João Victor Negromonte Queiroz "Jvnq", Lucas "Luba" Feuerschütte, Lucas "T3ddy" Olioti, Matheus Neves "Pk Regular Game", Rafael "CellBit" Lange, Rafael "Guaxinim" Montes, TazerCraft, Thiago Elias "Calango", Zelune
Personagens Alan Ferreira, Felipe "Febatista" Batista, Felps, João Victor Negromonte Queiroz "Jvnq", Lucas "LubaTV", Lucas Olioti, Matheus Neves, Mike, Pac, Personagens Originais, Rafael "CellBit" Lange, Rafael "Guaxinim" Montes, Thiago Elias "Calango", Zelune
Tags After, Mike, Mikethelink, Mikhael, Mitw, Pac, Pactw, Tarik
Visualizações 302
Palavras 1.993
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Lemon, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 63 - 63


O vendedor é meio assustador e cheira a cigarro, mas não posso continuar enrolando. Depois de uma hora de negociação, faço para ele um cheque com a entrada e ele me dá as chaves de um Corolla 2010 bem razoável. A tinta branca está riscada em alguns pontos, mas consegui convencê-lo a baixar o preço o suficiente para deixar passar. Telefono para minha mãe antes de sair do estacionamento para contar, e é claro que ela diz que eu deveria ter comprado um carro maior e relaciona uma lista de motivos. Acabo fingindo que tive um problema com o celular e desligo. É incrível dirigir meu próprio carro. Não tenho mais que depender do transporte público e agora posso ir ao estágio com ele. Espero que ter cortado relações com Mikhael não prejudique o estágio. Acho que não, mas e se ele ficar entediado de só me fazer chorar e se dedicar a destruir essa oportunidade? Talvez eu devesse conversar com Maurício e dizer que Mikhael e eu não estamos mais… namorando? Ele pensa que estamos, então terei que inventar algo além de 

"Seu filho é a pessoa mais cruel do mundo e ele me faz mal, por isso não posso mais ficar perto dele". Ligo o rádio e aumento o volume mais do que o normal, mas isso acaba funcionando. Consigo parar de pensar tanto e me concentro na letra das músicas. Ignoro o fato de que todas me fazem lembrar de Mikhael. Antes de voltar ao campus, decido sair para comprar umas roupas. Está esfriando, então preciso de umas calças, e estou cansando de vestir as bermudas compridas o tempo todo. Acabo comprando roupas novas para usar na editora, calças lisas e cardigãs, e duas calças jeans. São mais justas do que as que costumo usar, mas ficam bonitas em mim. Cellbit não está no quarto quando volto, o que é bom. Acho que preciso pensar em mudar. Gosto dele, mas não podemos continuar morando juntos se Mikhael vai estar sempre por perto. Dependendo de quanto ganhar no estágio, posso alugar um apartamento e morar fora do campus. Minha mãe ficaria maluca, mas não é uma decisão dela. Dobro minhas roupas novas e guardo antes de pegar minha nécessaire e ir para o banheiro. Quando volto, Cellbit e Jv estão sentados na cama dele, olhando para o computador. Ótimo. Ele parece com sono. 

"Oi, Pac. Mikhael encontrou você ontem à noite?" Balanço a cabeça afirmativamente e ele pergunta: 

"Vocês se entenderam?".

"Não. Bom, sim, acho. Cansei dele", digo. Cellbit arregala os olhos. Ele deve ter pensado que ele enfiaria as garras em mim de novo.

"Bem, por um lado, fico contente", Jv sorri, e Cellbit dá um tapa em seu braço. O telefone de Cellbit toca e ele olha para a tela.

"Tayr chegou, temos que ir. Quer ir junto?", ele pergunta.

"Não, obrigado, vou ficar aqui… mas comprei um carro hoje!", digo, e ele comemora.

"Puxa! Que incrível!", Cellbit diz. Balanço a cabeça, concordando. 

"Quero ver quando eu voltar" , ele diz, e eles caminham em direção à porta. Cellbit sai, mas Jv permanece ali.

"Pac?" Sua voz é muito suave. Olho para ele, que sorri. 

"Você pensou no nosso encontro?", ele pergunta, olhando em meus olhos.

"Eu…" Estou prestes a dizer não, mas por quê? Ele é muito atraente e parece legal. Não tirou proveito de mim quando poderia ter feito isso com facilidade. Sei que vai ser uma companhia melhor do que Mikhael. Qualquer pessoa seria, para ser sincero. 

"Claro", sorrio.

"Claro, tipo, você aceita o convite?" O sorriso dele aumenta.

"Sim, por que não?", respondo.

"Hoje à noite então?"

"Sim, pode ser hoje à noite." Não acho que seja um dia bom, já que tenho que estudar para compensar o que perdi, mas ainda estou adiantado, apesar de ter faltado a algumas aulas esta semana.

"Excelente. Chego às sete, combinado?"

"Está bem." Ele morde o lábio inferior com os dentes perfeitos. 

"Até mais tarde", Jv diz. Sinto que estou corado, e aceno enquanto ele sai do quarto. São quatro da tarde agora, então tenho três horas. Faço uma escova e enrolo a ponta dos cabelos, e para minha surpresa ficam muito bons. Visto uma das minhas roupas novas, uma calça jeans escura, uma blusa branca e um cardigã comprido marrom. Fico nervoso quando me olho no espelho. Será que deveria trocar de roupa? Troco por uma blusa azul e uma calça de botões. Não acredito que tenho um encontro com Jv. Só tive um único namorado a vida toda, e agora tenho um encontro depois de toda a confusão com Mikhael. Talvez os caras tatuados e com piercing sejam meu novo tipo. Pego um exemplar antigo de Orgulho e preconceito e começo a ler para passar o tempo. Mas minha mente vagueia e não paro de pensar em Rafael. Devo ligar para ele? Pego o telefone e procuro na agenda até chegar ao nome dele. Olho para a tela. Minha culpa e meu bom senso brigam até que jogo o telefone de novo na cama. Poucos minutos depois, ouço uma batida na porta. Sei que deve ser Jv, porque Mikhael não bateria. Entraria de modo bem grosseiro e espalharia todas as minhas coisas. Quando abro a porta, fico boquiaberto. Jv está vestindo uma calça jeans preta justa, tênis branco e uma camiseta com uma jaqueta jeans por cima. Ele está maravilhoso.

"Você está lindo, Pac", ele diz, e então me entrega uma flor. Uma flor? Fico surpreso e lisonjeado com sua delicadeza.

"Obrigado." Sorrio e cheiro o lírio branco.

"Está pronto?", ele pergunta educadamente.

"Sim, aonde você vai me levar?", pergunto enquanto saímos.

"Pensei em irmos jantar e assistir a um filme, algo casual, sem pressão." Ele sorri. Levo a mão à porta do carro do passageiro, mas ele me impede. 

"Permitame", Jv diz de modo bem-humorado.

"Ah, obrigado." Ainda estou nervoso, mas Jv é tão legal que é fácil relaxar. Quando entramos no carro, ele desliga o rádio e diz amenidades, pergunta sobre minha família e meus planos para depois da faculdade. Jv me conta que está estudando engenharia ambiental, o que me surpreende e me interessa. Chegamos a um restaurante estilo café e nos sentamos do lado de fora. Depois de fazer os pedidos, continuamos conversando até a comida chegar. Jv come tudo e começa a roubar batatas fritas do meu prato. Levanto o garfo de modo ameaçador. 

"Se você pegar mais uma, vou ter que te matar", brinco. Ele lança um olhar fingindo inocência e ri. Dou risada por muito tempo, e é ótimo.

"Você tem um sorriso lindo", ele diz, e eu reviro os olhos. Acabamos indo ver uma comédia ruim. Mas tudo bem, porque nos divertimos sozinhos com piadinhas ao longo do filme, e mais para o fim ele segura a minha mão. Não é desconfortável, como pensei que seria, mas não é a mesma sensação de quando Mikhael me toca. Nesse momento, percebo que passei horas sem pensar nele, o que é ótimo, pois andava consumindo meus pensamentos todos os dias, o dia todo. Quando Jv me leva de volta ao campus, já são quase onze. Fico contente por ser quarta-feira. Faltam só mais dois dias para o fim de semana, quando vou poder colocar o sono em dia. Ele sai do carro e se aproxima de mim enquanto ajeito minhas coisas. 

"Eu me diverti muito. Obrigado por ter aceitado sair comigo", ele diz.

"Eu também me diverti", eu digo, e sorrio.

"Eu estava pensando… lembra quando me perguntou se eu ia à fogueira?" Confirmo com a cabeça, e ele pergunta: 

"Você se importa se eu for?".

"Não, seria legal. Mas vou com Felps e a namorada dele." Não me lembro de Jv tirando sarro dele, mas só quero deixar claro que não aprovo as piadas.

"Tudo bem, Felps parece legal", ele diz. Sorrio.

"Bem, então está combinado. Encontro você aqui?", sugiro. De jeito nenhum vou levá-lo para jantar na casa de Felps.

"Combinado. Obrigada de novo por hoje." Jv dá um passo à frente. Ele vai me beijar? Começo a entrar em pânico. Mas, em vez disso, ele pega minha mão e a leva à boca. Dá um beijo nela, e sinto os lábios macios contra minha pele quente, num gesto muito fofo.

"Boa noite, Pac", ele diz, e entra no carro. Solto um suspiro forte, aliviado por Jv não ter tentado me beijar. Ele é bonito, e o beijo no Verdade ou Desafio foi ótimo, mas o momento não parece adequado. Na manhã seguinte, Felps está esperando no café e conto a ele sobre JvIrritantemente, a primeira coisa que ele diz é: 

"Mikhael sabe disso?".

"Não, e não precisa saber. Não é da conta dele." Percebo que meu tom foi um pouco grosseiro, então acrescento: 

"Desculpa, mas é um assunto difícil".

"Claro. Só toma cuidado", ele avisa, meigo, e eu prometo que tomarei. O resto do dia passa voando, e Felps não fala de novo sobre Mikhael e Jv. Finalmente, chega a hora da aula de literatura britânica, e eu fico tenso ao entrar na sala com Felps. Mikhael está sentado no lugar de sempre. Meu peito dói ao vê-lo. Ele olha para mim, mas volta a olhar para a frente.

"Saiu com Jv ontem?", ele pergunta quando me sento. Eu estava rezando para ele não falar comigo.

"Não é da sua conta", respondo baixinho. Mikhael se vira na cadeira e aproxima o rosto do meu. 

"A fofoca corre no grupo, Pac. Lembre-se disso." Ele está tentando me ameaçar insinuando que vai contar aos amigos dele todas as coisas que fizemos? Sinto o peito queimar. Desvio o olhar e me concentro no professor, que pigarreia e diz: 

"Certo, pessoal, vamos começar de onde paramos ontem, na discussão do livro O morro dos ventos uivantes". Eu me assusto. A discussão sobre O morro dos ventos uivantes só deveria começar na próxima semana. É isso que dá faltar às aulas. Sinto os olhos de Mikhael em mim. Talvez, como eu, ele esteja pensando na primeira vez em que estive em seu quarto, quando ele me flagrou lendo seu exemplar do romance. O professor anda à nossa frente, com as mãos nas costas. 

"Então, como sabemos, Catherine e Heathcliff tinham uma relação muito intensa, e a paixão era tão forte que arruinava a vida de todos os outros personagens. Algumas pessoas dizem que eles eram péssimos um com o outro, outras afirmam que deveriam ter se casado em vez de negar seu amor." Ele para, olhando para todos nós. 

"Então, o que acham?" Normalmente, eu levantaria a mão de imediato, orgulhoso em exibir meu grande conhecimento de romances clássicos, mas essa pergunta me parece muito pessoal. Alguém no fundo da sala responde: 

"Acho que eles eram péssimos um com o outro. Brigavam o tempo todo, e Catherine se recusava a admitir seu amor por Heathcliff. Casou com Edgar apesar de saber que sempre tinha amado Heathcliff. Se eles tivessem ficado juntos, todo mundo teria sofrido bem menos". Mikhael olha para mim, e sinto meu rosto esquentar. 

"Acho que Catherine era uma vaca fresca e egoísta", ele diz. Muitas pessoas se assustam e o professor arregala os olhos, mas Mikhael continua. 

"Desculpe, mas ela se achava boa demais para Heathcliff, e talvez fosse, mas sabia que Edgar não chegava aos pés dele e, mesmo assim, se casou. Catherine e Heathcliff eram muito parecidos, por isso não se davam bem, mas se Catherine não fosse tão teimosa eles poderiam ter tido uma vida longa e feliz juntos." Eu me sinto um tolo quando começo a comparar Mikhael e eu com os personagens do romance. A diferença é que Heathcliff amava Catherine do fundo do coração, tanto que a viu se casar com outro homem e só muito tempo depois se casou com outra pessoa. Mikhael não me ama dessa maneira, ou de maneira nenhuma, por isso ele não tem o direito de se comparar a Heathcliff. A sala toda parece estar olhando para mim, esperando minha resposta. Eles provavelmente esperam uma discussão como a da última vez, mas eu me calo. Sei que Mikhael está tentando me provocar, e não vou morder a isca


Notas Finais


Bjussss


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