História After - Norminah - Capítulo 43


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Dinah, Dinah Jane, Fifth Harmony, Normani, Normani Kordei, Norminah
Visualizações 202
Palavras 3.524
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


ps: coloquem a música que estará nas notas finais quando o hot começar, hein.
Para quem o esperava, espero que gostem :)

2//

Capítulo 43 - Capítulo 42.


 

 Patricia abre um sorriso de gratidão quando me ofereço para ajudar na limpeza, e parece um pouco surpresa com minha atitude. Ponho as coisas na lava-louças enquanto ela lava as travessas. Percebo que os pratos são todos novos, e me lembro do estrago que Dinah causou naquela noite. Ela pode ser muito cruel.

— Com o perdão da indiscrição, há quanto tempo você e Dinah estão juntas? — Ela fica vermelha ao fazer a pergunta, mas abro um sorriso simpático.

Acho melhor não entrar na parte do namoro, então respondo:

 — Bom, a gente só se conhece há mais ou menos um mês. Ela é amiga da Lauren, minha colega de quarto.

— Não conhecemos muitos amigos da Dinah. Você é... bom, você é diferente dos outros que conhecemos.

— Pois é, nós somos bem diferentes mesmo.  

 Um raio ilumina o céu, e a chuva começa a bater com força nas janelas.

— Uau, está caindo um temporal. — Ela comenta, fechando a janelinha que fica sobre a pia. — Dinah não é tão ruim quanto parece. — Ela me diz, apesar de parecer mais um lembrete para si mesma do que para mim. — Ela só está magoada. Ainda acredito que em algum momento vai deixar de ser assim. Sou obrigada a dizer que fiquei surpresa por ter aparecido aqui hoje, e só posso supor que tenha sido influência sua.

Pegando-me de surpresa, ela me envolve em seus braços e me puxa para junto de si. Sem saber o que dizer, limito-me a retribuir o abraço. Ela se afasta um pouco, mas mantém suas mãos com unhas bem-feitas nos meus ombros.

— Muito obrigada, de verdade. — Ela diz, e limpa os olhos com o avental antes de voltar a se ocupar com a louça.

Ela é tão gentil comigo que fico sem jeito de dizer que não tenho nenhuma influência sobre Dinah. Ela só veio até aqui hoje à noite para me irritar. Depois de encher a lava-louças, olho pela janela e vejo as gotas de chuva baterem contra o vidro. É impressionante que Dinah — que odeia todo mundo, exceto ela mesmo e talvez sua mãe — tenha tanta gente que se importe com ela e ainda recuse esse afeto. É muita sorte que tenha essas pessoas em sua vida, inclusive eu. Faria qualquer coisa por ela — apesar de tentar negar, sei que isso é verdade. Não tenho ninguém a não ser Thomas e minha mãe, e os dois juntos não se preocupam tanto comigo quanto a futura madrasta de Dinah se preocupa com ela.

— Vou falar com Gordon. Sinta-se em casa, querida. — Patricia diz para mim.

Agradeço com um aceno de cabeça e decido ir procurar Dinah, ou Allyson, quem eu achar primeiro. Allyson não está em lugar nenhum no andar de baixo, então subo até o quarto de Dinah. Caso ela não esteja lá, acho que vou ter que ficar esperando sozinha no andar de baixo. Viro a maçaneta, mas a porta está trancada.

— Dinah? — chamo, porém tão baixinho que ninguém me ouve.

Bato de leve na porta, mas não ouço nenhuma resposta. Quando me viro para descer, ela abre.

— Posso entrar? — pergunto, e ela faz que sim com a cabeça e abre espaço para eu entrar.

Uma brisa suave sopra no interior do quarto, e consigo sentir o cheiro da chuva. Ela se senta com os joelhos erguidos no banco que fica sob a janela, olhando para fora em silêncio. Eu me acomodo diante dela e fico à espera de uma palavra, em meio ao ruído tranquilizador da chuva.

— O que aconteceu? — Acabo perguntando.

Ela me olha com uma expressão confusa, e eu explico:

— Lá na sala de jantar. Você estava de mão dada comigo e aí... Por que tirou a mão? — Fico envergonhada com o tom de desespero em minha voz. Sei que fiquei parecendo carente demais, mas agora já foi. — Foi por causa da história do estágio...? Você não queria que eu aceitasse porque já tinha me oferecido antes?

— Exatamente isso, Normani. — Ela responde, e olha pela janela outra vez. — Queria que você aceitasse minha ajuda, não a dele.

— Por quê? Não é uma competição, e você me ofereceu primeiro, então obrigada. — Quero tranquilizá-la quanto a isso, apesar de não entender por que está tão incomodada.

Ela solta um suspiro e abraça os joelhos. Permanecemos em silêncio, e seu olhar continua voltado para o lado de fora da janela. O vento está mais forte, balançando vigorosamente as árvores, e os relâmpagos se tornam mais frequentes.

— Quer que eu vá embora? Posso ligar para Lauren e perguntar se Halsey pode vir me buscar — murmuro. Não quero ir, mas ficar aqui sentada em silêncio com Dinah está me enlouquecendo.

— Como assim? De onde tirou essa ideia, se estou dizendo justamente que quero te ajudar? — Ela retruca, elevando o tom de voz.

— S-sei lá. Você não está falando comigo, e a chuva está apertando... — respondo, gaguejando.

— Você é enlouquecedora. Absolutamente enlouquecedora, Normani.

— Quê? — pergunto com um gritinho agudo.

— Eu aqui dizendo que... que quero ajudar, e a gente fica de mãos dadas, mas não adianta... você não entende. Não sei mais o que fazer. — Dinah esconde o rosto entre as mãos.

Será que ela está mesmo dizendo o que estou pensando?

— O quê? O que eu não entendo, Dinah?

— Que eu quero você. Mais do que qualquer outra coisa na vida. — Ela desvia os olhos de mim.

Meu estômago se revira e minha cabeça começa a girar. O clima entre nós parece ter mudado de novo. A confissão inesperada de Dinah me atinge com força. Porque eu também a quero. Mais do que tudo.

— Eu sei que você... que você não sente o mesmo por mim, mas... — Ela começa, e dessa vez quem interrompe sou eu.

Tiro suas mãos de cima de seus joelhos e as puxo para junto de mim. Ela me encara com uma expressão de incerteza em seus olhos castanhos. Enfio o dedo na gola de sua camisa e a trago mais para perto. Olho em seus olhos. Ela está com o joelho apoiado ao lado das minhas coxas, e seu corpo está inclinado sobre o meu. Dinah respira fundo algumas vezes, alternando seu olhar entre meus olhos e minha boca. Ela passa a língua pelo lábio inferior e se aproxima um pouco mais. A essa altura, esperava que ela já estivesse me beijando.

— Me beija. — Eu peço.

Ela aproxima a cabeça de mim e me deita sobre o banco acolchoado. Abro as pernas para ela, pela segunda vez no dia, e ela se deita sobre mim. Seu rosto está a poucos centímetros do meu, e eu levanto a cabeça para beijá-la. Não aguento mais esperar.

Quando nossos lábios se tocam, ela se afasta, roça o nariz no meu pescoço, me dá um beijinho de leve e em seguida volta a erguer a cabeça. Dinah beija o canto da minha boca, depois meu queixo, espalhando ondas de prazer pelo meu corpo. Sua boca toca a minha outra vez, e ela passa a língua pelo meu lábio inferior antes de fechar os seus em torno dos meus e abri-los de novo. É um beijo lento e carinhoso, sua língua acaricia a minha sem pressa.

Uma de suas mãos se apoia em meu quadril, agarrando o tecido do meu vestido, enquanto a outra passeia pelo meu rosto enquanto ela me beija. Meus braços a enlaçam, mantendo-a colada junto a mim. Cada fibra do meu ser me implora para morder seu lábio e arrancar sua camisa, mas a maneira afetuosa como ela me beija é ainda melhor que o fogo habitual.

Os lábios de Dinah se moldam aos meus, e minhas mãos passeiam por suas costas. Seus quadris estreitos se acomodam sobre os meus, e um gemido escapa da minha boca. Ela respira fundo enquanto seus lábios traçam o contorno dos meus, centímetro por centímetro.

— Ah, Normani, as coisas que você me faz... o jeito como me sinto quando estou com você. — Ela sussurra junto à minha boca.

Suas palavras me inflamam, e tateio em busca da bainha de sua camisa. Suas mãos passam pelo meu pescoço, pelo meu peito e pela minha barriga, deixando minha pele toda arrepiada. Ela alcança o pequeno espaço livre entre nossos corpos, logo acima das minhas pernas abertas, e me acaricia de leve por cima da meia-calça. Aplica um pouco mais de pressão, e eu solto um grunhido e arqueio as costas sobre o banco.

Por mais que ela me deixe irritada ou chateada, basta um toque para eu ficar sob seu controle. Sua calma e paciência parecem estar se esgotando — ela está tentando se conter, mas sua determinação está indo para o espaço. Ela roça o nariz no meu rosto, e eu levanto sua camisa e tento tirá-la, mas ela enrosca em seus cabelos, e ela termina de arrancá-la para mim. Dinah arremessa a camisa para longe e imediatamente volta a me beijar. Seguro sua mão e a coloco de volta entre minhas pernas. Ela dá uma risadinha antes de me olhar.

— O que você quer fazer, Normani? — Ela pergunta com a voz rouca.

— Qualquer coisa — respondo, e estou falando sério. Estou disposta a fazer de tudo com ela, seja quais forem as consequências amanhã. Dinah disse que me quer, então eu sou dela. Desde a primeira vez que nos beijamos.

— Não diga isso, tem tanta coisa que eu posso fazer com você... — Ela diz com um grunhido e me aperta com o polegar entre as pernas. Minha imaginação enlouquece com as possibilidades.

— Você decide — murmuro, e ela faz um movimento circular com o dedo.

— Você está toda molhadinha para mim, dá para sentir mesmo por cima da meia-calça. — Ela lambe os lábios, e eu solto outro gemido. — Vamos tirar essa meia-calça, certo?

Antes que eu responda, Dinah sai de cima de mim. Suas mãos sobem por baixo do meu vestido e ela puxa a meia calça para baixo arrancando minha calcinha também. Sinto o ar fresco entre as pernas, e remexo meus quadris involuntariamente.

— Caralho. — Ela murmura enquanto examina meu corpo com os olhos, parando no meio das minhas pernas. Incapaz de se controlar, ela baixa a mão e me faz uma carícia com o dedo, que em seguida enfia na boca com os olhos semicerrados.

Ai. Ao vê-la fazer isso, meu corpo todo se incendeia. 

— Lembra quando eu disse que queria sentir seu gostinho? — Ela pergunta, e faço que sim com a cabeça. — Bom, quero fazer isso agora. Tudo bem? — Sua expressão é de pura avidez.

Fico meio desconfortável com a ideia, mas, se for tão bom quanto o que ela fez na beira do riacho, vou querer com certeza. Ela lambe os lábios outra vez, e me olha bem nos olhos. Da última vez que Dinah disse isso, acabamos brigando, porque ela foi cruel comigo. Espero que não estrague tudo de novo.

— Você quer? — Ela pergunta, e eu solto um grunhido. 

— Por favor, Dinah, não me obrigue a pedir — falo.

Ela vai baixando a mão de novo, acariciando meus quadris com gestos circulares.

— Não vou fazer isso. — Ela garante. Fico aliviada.

Balanço a cabeça afirmativamente, e ela solta um suspiro.

— Vamos para a cama, para você ter mais espaço. — Ela sugere, estendendo a mão para mim.

Abaixo o vestido quando me levanto, e ela dá uma risadinha. Dinah puxa uma cordinha e fecha as cortinas azuis e grossas, deixando o quarto quase às escuras.

— Tira tudo. — Ela pede baixinho, e eu obedeço.

O vestido cai aos meus pés, e fico só de sutiã, uma peça branca e básica, com um lacinho. Ela arregala os olhos e os baixa para os meus peitos, estica a mão e segura o lacinho entre os dedos. 

— Lindo. — Ela sorri, e eu fico toda sem graça. Preciso comprar lingerie nova, se Dinah vai continuar a vê-la.

Tento esconder meu corpo dela. Sinto-me mais à vontade com ela do que com qualquer um, mas ainda fico envergonhada por estar lá só de sutiã. Olho para a porta, e ela vai até lá para trancá-la. 

— Está rindo de mim? — esbravejo, e ela balança a cabeça.

— Jamais. — Dinah dá uma risadinha e me leva para a cama. — Deite na beirada com os pés no chão, para eu poder me ajoelhar na sua frente. — Ela pede. 

Deito na cama e ela se agacha no meio das minhas pernas. Meus pés ficam pendurados, sem conseguir alcançar o chão.

— Não tinha percebido que a cama era tão alta. — Ela comenta, aos risos. — É melhor deitar lá em cima mesmo.

Eu subo na cama, e Dinah também. Ela enlaça minhas coxas com os braços e dobra os joelhos para se posicionar entre minhas pernas. A ansiedade para saber como vou me sentir está acabando comigo. Eu queria ter mais experiência para saber o que esperar.

Os cabelos de Dinah fazem cócegas nas minhas coxas quando ela baixa a cabeça.

 — Você vai adorar o que vou fazer. — Ela murmura com a boca colada à minha barriga.

Minha pulsação está aceleradíssima, e por um momento me esqueço de que estamos em uma casa com outras pessoas.

— Abre as pernas, linda. — Ela sussurra, e eu obedeço.

Dinah abre um sorriso e me beija logo abaixo do umbigo. Sua língua passeia pela minha pele, e meus olhos se fecham no ato. Ela dá uma mordidinha no meu quadril, e eu solto um gritinho de surpresa. Dinah suga a pele entre os lábios. Sinto um leve ardor, mas é um gesto tão sensual que nem me importo com isso.

— Dinah, por favor — sussurro. Preciso que ela acabe logo com aquela tortura lenta e enlouquecedora.

E então, sem nenhum aviso, sua língua entra no meio das minhas pernas, fazendo-me gritar de prazer. Ela movimenta a língua em gestos acelerados, e minhas mãos agarram com força as cobertas. Estremeço toda sob seu toque habilidoso, e ela me segura melhor entre os braços, mantendo-me na posição certa. Sinto o dedo de Dinah trabalhar com sua língua, e meu ventre começa a se inflamar. O toque frio do metal de seu piercing acrescenta uma textura diferente à sensação.

Sem pedir permissão, Dinah enfia devagarinho o dedo em mim. Fecho os olhos com força, à espera de que aquele ardor desagradável passe logo. 

— Está tudo bem? — Ela levanta um pouco a cabeça. Seus lábios estão bem úmidos.

Faço que sim com a cabeça, sem encontrar palavras, e ela tira o dedo lentamente e em seguida enfia de novo. Quando o gesto se combina com os movimentos de sua língua, a sensação é incrível. Solto um grunhido e levo uma das mãos a seus cabelo macios, envolvendo-os com os dedos e puxando- os de leve. Seu dedo continua entrando e saindo de mim bem devagarinho. Um trovão reverbera pela casa, sacudindo as paredes, mas estou ocupada demais para me preocupar com isso.

— Dinah — digo com um gemido quando sua língua encontra um ponto especialmente sensível e o suga de leve. Nunca na minha vida eu tinha sentido uma coisa tão gostosa. Meu corpo está dominado pelo prazer, e arrisco uma olhadinha para Dinah, absurdamente sexy no meio das minhas pernas, com os músculos rígidos se  contraindo sob a pele enquanto enfia e tira o dedo de dentro de mim. 

— Quer que eu faça você gozar assim? — Ela pergunta.

Solto um resmungo ao notar a ausência de sua língua, e faço que sim com a cabeça com gestos frenéticos. Ela abre um sorrisinho e volta a me chupar, dessa vez com movimentos mais acelerados bem naquele lugarzinho que estou aprendendo a amar — literalmente.

— Ai, Dinah — sussurro, e ela solta um grunhido com a boca colada em mim, fazendo meu ventre vibrar. Minhas pernas se enrijecem, e eu murmuro seu nome várias vezes enquanto me derreto inteira por dentro. Minha visão fica borrada, e fecho os olhos com força. Dinah me aperta e acelera os movimentos de sua língua. Tiro as mãos dos seus cabelos e cubro minha boca, mordendo os dedos para não gritar.

Segundos depois, minha cabeça desaba sobre o travesseiro, e meu peito está ofegante. Preciso me esforçar para recuperar o fôlego. Meu corpo ainda está trêmulo por causa do momento de euforia vivido pouco antes. Quase nem percebo quando Dinah vem se deitar ao meu lado na cama. Ela se apoia sobre o cotovelo e acaricia meu rosto com o polegar, dando-me um tempo para que eu volte à realidade antes de puxar conversa.

— E então, como foi? — Ela pergunta, com um toque de incerteza na voz quando me viro para encará-la.

— Huuuummm. — Balanço a cabeça, e ela dá risada. Foi incrível, muito mais do que incrível. Agora sei por que todo mundo faz essas coisas.

— Tanto assim, é? — Ela provoca. Seu polegar contorna meu lábio inferior. Quando ponho a língua para fora para umedecer os lábios, toco de leve o dedo de Dinah.

— Obrigada. — Abro um sorriso tímido. Não sei por que estou tímida depois de fazer tudo aquilo, mas é assim que me sinto. Dinah me viu em meu estado mais vulnerável, em que ninguém nunca tinha visto, e isso me deixa ao mesmo tempo aterrorizada e excitada.

— Devia ter avisado antes de usar os dedos. Mas tentei pegar leve. — Ela diz como quem se desculpa. Balanço a cabeça negativamente.

— Tudo bem, foi gostoso. — Fico toda vermelha.

Ela sorri e ajeita meu cabelo atrás da orelha. Meu corpo estremece todo, e Dinah franze a testa.

— Está com frio? — Ela pergunta, e faço que sim com a cabeça. Ela me surpreende puxando a lateral da colcha para cobrir meu corpo quase nu.

Sentindo-me mais corajosa, eu me aninho perto dela. Seus olhos me observam com atenção enquanto me encolho e apoio a cabeça em sua barriga durinha. Sua pele está mais fria do que eu esperava, apesar de sentir a brisa gelada da chuva entrar pela janela. Puxo o lençol para cobrir seu peito e me escondo sob o tecido. Ela o levanta para ver meu rosto, e eu me escondo de novo, dando risada.

Queria poder ficar deitada lá com ela por horas e horas, sentindo seu coração bater junto ao meu rosto.

— Quanto tempo ainda podemos ficar aqui antes de descer? — pergunto.

Ela dá de ombros.

— Talvez seja melhor descer agora, antes que eles pensem que a gente está trepando aqui em cima. — Ela brinca, e nós duas damos risada.

Estou me acostumando à sua boca suja, mas ainda me assusto um pouco ao ouvi-la dizer aquele tipo de coisa com tanta naturalidade. O que mais me choca é a maneira como meu corpo todo se arrepia quando ela fala essas obscenidades.

Desço da cama com um resmungo. Sinto o olhar de Dinah sobre mim quando me abaixo para pegar minhas roupas. Jogo sua camisa para ela, que a veste rapidamente e ajeita os cabelos despenteados com as mãos. Visto a calcinha, e ela fica me olhando enquanto a ajeito melhor no corpo. Em seguida é a vez da meia-calça, e eu quase caio ao colocar os pés dentro dela. 

— Para de me olhar. Você está me deixando nervosa — reclamo, e ela sorri. Suas covinhas se destacam mais do que nunca.

Ela enfia as mãos nos bolsos e olha para cima. Dou uma risadinha e enfim consigo vestir a meia-calça.

— Você pode fechar o zíper pra mim? — pergunto. 

Seus olhos percorrem meu corpo, e vejo suas pupilas se dilatarem a quase um metro de distância.

Olho para baixo e percebo por quê. Meus seios estão para fora do sutiã, e a meia-calça de renda chega até pouco acima dos meus quadris. De repente me sinto como uma pin-up.

— S-sim. Eu... eu ajudo. — Ela responde, engolindo em seco.

É impressionante que uma garota linda e sexy como Dinah se deixe afetar dessa maneira por mim. As pessoas até me consideram bonita, mas não sou como as garotas com quem ela costuma ficar. Não tenho tatuagens, nem piercings, e uso roupas bem-comportadas.

Ponho o vestido e me viro para o outro lado, expondo minhas costas para Dinah, esperando que ela suba o zíper. Levanto os cabelos e os prendo no alto da cabeça. Seus dedos roçam de leve minha coluna, contornando o fecho do sutiã enquanto o vestido se fecha. Eu me estremeço toda e me encosto nela. Em um gesto proposital, esfrego o traseiro contra seu corpo e escuto um suspiro em seguida. Suas mãos descem pelos meus quadris, e ela me aperta de leve. Sinto seus seios sob as roupas, e uma onda de eletricidade percorre meu corpo pela centésima vez no dia.

— Dinah? — A voz de Patricia a chama do corredor enquanto ela bate de leve na porta. Fico aliviadíssima por nós duas estarmos vestidas.

Dinah revira os olhos e leva a boca até minha orelha.

— Fica pra mais tarde. — Ela avisa, e vai andando até a porta. Ela acende a luz antes de abri-la.

— Desculpa interromper, mas fiz algumas sobremesas também, e pensei que vocês podiam querer. — Ela oferece com toda a gentileza. 

Dinah não diz nada, mas olha para mim à espera de uma resposta.

— Sim, eu adoraria — digo com um sorriso, que Patricia retribui imediatamente.

— Ótimo! A gente se vê lá embaixo. — Ela diz, e se vira para descer.

— Eu já comi a minha. — Dinah diz em um tom malicioso, e dou um tapa em seu braço.


Notas Finais




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