História After - Norminah - Capítulo 44


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Dinah, Dinah Jane, Fifth Harmony, Normani, Normani Kordei, Norminah
Visualizações 258
Palavras 1.589
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


3//
E o último \o/

Capítulo 44 - Capítulo 43.


Patricia fez um monte de doces para nós. À medida que como, ela me conta sobre o quanto adora cozinhar. Allyson não aparece para a sobremesa, mas isso não aparenta causar nenhum estranhamento. Dou uma olhada para o lugar onde ela está sentada no sofá, com o livro no colo, e lembro a mim mesma que precisamos ter uma conversa em breve. Não quero perder sua amizade.

— Também adoro cozinhar, mas não sou muito boa nisso, não — digo a Patricia, que dá risada.

— Adoraria te ensinar. — Ela diz. A esperança em seus olhos castanhos é visível, e faço um gesto afirmativo com a cabeça.

— Seria muito legal.

Não tenho coragem de dizer não. Ela está se esforçando bastante para me conhecer melhor. Pensa que sou a namorada de Dinah, e não seria de bom-tom desapontá-la. Dinah também não fez questão nenhuma de desmentir seu pai, o que me dá uma pontinha de esperança. Queria que minha vida pudesse ser sempre como essa noite, passando um tempo agradável com Dinah, que não tira os olhos de mim enquanto converso com seu pai e sua futura madrasta.

Ela está sendo carinhosa comigo, pelo menos na última hora, acariciando meu rosto de leve de tempos em tempos, deixando-me com um frio na barriga. A chuva continua a cair com força do lado de fora, acompanhada dos uivos do vento.

Quando terminamos, Dinah se levanta. Lanço um olhar interrogativo em sua direção, e ela se agacha e sussurra no meu ouvido.

— Já volto, só vou usar o banheiro. — Ela diz, e desaparece no corredor.

— Nem temos como te agradecer. É maravilhoso ter Dinah por aqui, mesmo que seja só para jantar. — Patricia comenta, e Gordon segura sua mão por cima da mesa.

— Ela tem razão, é maravilhoso para um pai ver sua única filha apaixonada. Pensei que isso fosse impossível... ela era uma... menina bem revoltada. — Gordon murmura e olha para mim.

Percebendo o quanto fiquei desconfortável, ele acrescenta:

— Desculpe, não queria deixar você sem jeito, só estou gostando de ver minha filha feliz. —

Feliz? Apaixonada? Fico sem fôlego e começo a tossir. Dou um gole na minha água para me acalmar antes de olhar de novo para os dois. Ele pensa que Dinah está apaixonada por mim? Seria uma tremenda grosseria rir de sua cara, mas obviamente não conhece a filha que tem. Antes que eu possa responder, Dinah reaparece, e agradeço aos céus por não precisar contestar suas conclusões lisonjeiras, mas totalmente falsas. Ela não volta a se sentar, fica de pé atrás de mim, com a mão no meu ombro.

— Acho melhor a gente ir. Preciso levar Normani de volta para o campus. — Ela diz.

— Ah, nada disso. Vocês duas vão passar a noite aqui. Está caindo um temporal lá fora, e temos espaço de sobra, certo, Gordon?

O pai de Dinah faz que sim com a cabeça.

— Claro, vocês são muito bem-vindas se quiserem ficar.

Dinah olha para mim. Quero ficar. Para ampliar esse meu tempo com Dinah no que parece ser um mundo à parte da realidade, principalmente quando está de bom humor.

— Por mim não tem problema — respondo. Mas não quero deixá-la irritada caso queira ir embora.

Seus olhos são indecifráveis, porém ela não parece irritada.

— Ótimo! Então está combinado. Vou preparar um quarto para Normani... A não ser que você queira dormir no quarto da Dinah. — Ela oferece. Não há nenhuma insinuação maliciosa em sua voz, apenas gentileza.

— Não, prefiro um quarto só para mim, por favor. Se não for muito incômodo.

Dinah olha feio para mim.

Então ela queria que eu dormisse em seu quarto? Esse pensamento me excita, mas não me sinto à vontade a ponto de revelar a eles que Dinah e eu já chegamos a esse estágio. Meu sempre ácido subconsciente lembra que ela não é minha namorada nem nada remotamente parecido com isso, então é impossível termos chegado a qualquer “estágio” que seja. E lembra também que eu tenho um namorado, e não uma namorada. Ignoro sua voz, como sempre, e vou com Patricia para o andar de cima. Não sei por que ela já quer que todo mundo vá para a cama, mas não me sinto à vontade para questionar.

Ela me leva ao quarto em frente ao de Dinah. Não é tão grande quanto o dela, mas é tão bem decorado quanto. A cama é um pouco menor e tem uma cabeceira branca. Há fotos de barcos e âncoras espalhadas pelas paredes. Agradeço várias vezes, e ela me abraça de novo antes de sair. Ando pelo quarto algumas vezes e vou olhar pela janela. O quintal é bem maior do que eu pensava. Só tinha visto o deque e as árvores do lado esquerdo. No lado direito há uma pequena  construção que parece uma estufa, mas não dá para ver direito por causa da chuva.

Observando o temporal, meus pensamentos correm soltos. Hoje foi o melhor dia que tive com Dinah, apesar de suas explosões ocasionais. Ela ficou de mãos dadas comigo, o que nunca faz. Pôs a mão nas minhas costas enquanto caminhava ao meu lado, e fez o melhor que pôde para me tranquilizar quando fiquei preocupada com Allyson. Isso foi o máximo que conseguimos avançar em... nossa amizade, ou o que quer que seja. Essa é a parte realmente confusa. Sei que nunca vamos namorar de verdade, mas será que isso que estamos fazendo já não basta? Nunca imaginei que fosse topar uma amizade colorida, mas também sei que não consigo ficar longe dela. Já tentei diversas vezes e não consigo. Uma batida de leve na porta interrompe meus pensamentos. Imagino que seja Patricia ou Dinah, mas quando abro dou de cara com Allyson. Ela está com as mãos no bolso e um sorriso sem graça em seu belo rosto.

— Oi. — Ela diz.

Sorrio.

— Oi, quer entrar? — pergunto, e ela faz que sim com a cabeça.

Eu me sento na cama, e ela puxa a cadeira da escrivaninha no canto e se acomoda nela.

— Eu... — Nós duas dizemos ao mesmo tempo, e caímos na risada.

— Você primeiro. — Ela sugere.

— Certo, lamento muito que você tenha ficado sabendo sobre Dinah e eu dessa maneira. Não fui lá fora com essa intenção. Fui só ver se estava tudo bem. A situação com o pai dela estava tensa, e de alguma forma a gente acabou... se beijando. Sei que é uma coisa terrível da minha parte, inclusive por estar traindo Thomas, mas estou muito confusa, e fiz o que pude para ficar longe de Dinah. De verdade.

— Não estou, te julgando, Normani. Só fiquei surpresa por ver vocês duas se agarrando lá no deque. Pensei que quando saísse fosse encontrar vocês aos berros.— Ela dá risada antes de continuar. — Percebi que estava rolando alguma coisa a mais quando vocês tiveram aquela briga no meio da aula de literatura, e depois quando você dormiu aqui no fim de semana passado, e quando ela veio arrumar briga comigo no dia seguinte. Os sinais estavam todos bem claros, mas pensei que você fosse me contar, apesar de entender seus motivos para não fazer isso.

Sinto um peso enorme saindo dos meus ombros.

— Você não está brava comigo? Nem mudou sua opinião sobre mim? — pergunto, e ela faz que não com a cabeça.

— Não, claro que não. Mas estou preocupada com essa sua relação com Dinah. Não quero que ela te faça sofrer, e acho que é isso que vai acabar acontecendo. Desculpe por dizer isso, mas sou sua amiga e preciso avisar.

Meu primeiro impulso é ficar irritada e na defensiva, mas parte de mim sabe que ela tem razão. Só me resta torcer para que esteja errada.

— E o que você vai fazer com Thomas?

Solto um grunhido.

— Não faço ideia. Tenho medo de me arrepender se terminar com ele, mas
sei que o que estou fazendo não é justo. Ainda preciso de um tempo para me decidir.

Ela balança a cabeça afirmativamente.

— Ally, estou aliviadíssima por você não estar brava comigo. Não foi legal da minha parte não falar nada, mas não sabia o que dizer. Desculpe.

— Tudo bem, eu entendo. — Nós nos levantamos, e ela me abraça. E bem nesse momento a porta se abre.

— Hã... estou interrompendo alguma coisa? — A voz de Dinah ressoa pelo quarto.

— Não, pode entrar — respondo, e ela revira os olhos. Espero que ainda esteja de bom humor.

— Trouxe umas roupas pra você dormir. — Ela anuncia, e põe uma pequena pilha sobre a cama antes de sair.

— Obrigada. E você pode ficar. — Não quero que ela saia.

— Não, tudo bem. — Ela diz, olhando para Allyson, sai do quarto.

— Ela é tão temperamental! — reclamo, jogando-me na cama.

Allyson dá uma risadinha e se senta de novo.

— Ah, sim, temperamental é uma das descrições possíveis para ela.  

Caímos na gargalhada, e Allyson começa a falar de Troy e de como está ansiosa com sua vinda na semana que vem. Quase tinha me esquecido da fogueira. Thomas também vem. Talvez seja melhor dizer a ele para não vir. Mas e se essa mudança na minha relação com Dinah for só coisa da minha cabeça? Sinto que algo entre nós se transformou, e ela disse que me quer mais que qualquer outra coisa na vida. Por outro lado, não disse que sentia alguma coisa por mim, só falou que me quer.

Depois de uma hora conversando com Allyson sobre assuntos que variaram de Tolstói à paisagem urbana de Seattle, ela me deseja boa-noite e volta para seu quarto, deixando-me sozinha com meus pensamentos e o barulho da chuva.

 


 


Notas Finais


Agora, acabou-se a maratona ;)
Até mais, amores sz


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