História After The Storm - Capítulo 4


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Categorias Stranger Things
Personagens Chefe Jim Hopper, Dustin Henderson, Eleven (Onze), Jonathan Byers, Joyce Byers, Lucas Sinclair, Mike Wheeler, Nancy Wheeler, Steve Harrington, Will Byers
Tags Eleven, Fillie, Finn Wolfhard, Jopper, Mike, Mileven, Romance
Visualizações 203
Palavras 1.062
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Ficção Científica, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sci-Fi, Sobrenatural
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oii gente.
Escrevi o capítulo de hoje ouvindo o novo album do divo Sam Smith, The Thrill of It All. Aproveito a deixa para divulgar e enaltecer esse ícone da sofrência.

Capítulo 4 - The Beholder


Fanfic / Fanfiction After The Storm - Capítulo 4 - The Beholder

O carro de Hopper arranhava o asfalto, nas curvas ele acelerava. Olha para seu relógio de pulso, são 11:15 da manhã. Checa o retrovisor enquanto fuma um cigarro. Jim se perguntava por qual motivo as crianças estavam o seguindo por todo esse tempo. Achou que fazia parte de alguma brincadeira infantil e resolveu ignorar, por enquanto.

Chegando na casa de Phil Larson, desce do carro e se depara com o morador enfurecido. Hopper suspira enquanto se escora na porta de sua viatura. Registra a queixa de Phil e segue seu caminho.

As crianças observam de longe cada passo que Hopper, o Beholder dava. Naquela manhã, ele não tinha apenas ido à casa de Phil Larson como também visitado a dona Edith, tomado um café com ela e ajudado a velha a regar as plantas, ajudado o carteiro a entregar umas cartas e carregado algumas caixas para o Senhor Oscar. No fim, os quatro estavam exaustos descansando em baixo de uma árvore.

Hopper divertiu-se muito esta manhã, surpreendeu-se quando percebeu que os garotos persistiam em segui-lo por todo trajeto. Ele traga o cigarro e resolve se aproximar, com cautela.

– Ei, garotos! – Surge de trás de um arbusto, assustando as crianças. Max, Will e Lucas se entreolham enquanto Dustin levanta-se do chão.

– S-senhor beholder...Digo, delegado Hopper. – Diz com um sorriso meio nervoso. Jim arqueia as sobrancelhas. Dá uma tragada longa em seu cigarro. Dustin prossegue, meio sem jeito. – Mas que coincidência encontrar o senhor aqui.

Hopper quase se afoga nesse momento, se contendo para não rir.

– Tudo bem crianças, eu sei que me seguiram a manhã inteira.

O sorriso de Dustin cai. Enquanto os garotos soltam um som esganiçado, surpresos e com um pouco de medo.

– Nós só estávamos... – Will tenta se explicar mas Hopper o corta.

– Só brincando, eu sei. – Complementa Hopper, tranquilizando-o. Sua expressão torna-se dura e ele prossegue com um olhar desconfiado. – Ou pelo menos é isso que eu penso, vocês não estão aprontando mais uma de suas travessuras, não é? O Halloween já passou crianças...A propósito, – Aponta um dedo acusador. – onde está Michael Wheeler?

– Ele disse que estava se sentindo mal hoje. Não aguentava nem sair da cama. – Lucas tenta se explicar e percebe que Hopper estranha a história.

 Engole em seco.

Hopper rola os olhos e caminha em direção a viatura.

– Acabou a brincadeira garotos, eu espero não vê-los me seguindo mais uma vez. Entendido?

Os garotos acenam a cabeça em confirmação assustados.

Hopper fita o relógio de pulso, mais uma vez, 11:50. Eleven deve estar com muita fome, pensa.

Ele liga o carro e parte em direção a sua casa.

No caminho passa por um pequeno mercado, para e compra um grande pote de sorvete para Eleven. Durante o caminho ele não consegue parar de pensar nessa travessura dos garotos. Crianças não conseguem disfarçar quando estão fazendo algo errado.

 

 

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Mike olha para Eleven profundamente, ela estava confusa com a situação. Sente Mike entrelaçar suas mãos entre as dele. Ele abre a boca para falar, mas lhe faltam as palavras.

Eleven faz aquele mesmo olhar acusador, que Mike consegue traduzir completamente. Amigos falam a verdade.

– El...– Mike diz se sentindo um pouco mais confiante. Olha para ela e diz com um sorriso. – Vim para te levar comigo, para casa.

Eleven arregala os olhos, surpresa.

– Não.

– Não? – Esta é a hora de Mike ficar surpreso. – El, nós vamos poder ficar juntos o tempo todo, minha mãe pode comprar uma cama pra você e...

– Não, Mike. – Eleven repete, séria. Mike abaixa a cabeça visivelmente decepcionado. Eleven ergue seu rosto com as mãos. – Jim Hopper é minha família agora, entende?

– El... Você está feliz aqui? – Mike segura o choro.

– Estou. – Eleven assente. – Eu quero ficar perto de você Mike, mas também quero ficar perto do Hopper.

Mike acena com a cabeça e enxuga lágrimas teimosas com a manga da blusa. Sentia-se sem chão nesse momento, todas as esperanças que ele alimentou nos 353 dias se dispersaram como as partículas de uma supernova após a explosão. Aqueles malditos 353 dias, foram como o inverno na vida de Mike, o sentimento de dúvida era insuportável, não sabia se Eleven estava viva ou morta. Eleven era seu mundo, seu lar, depois que ela se foi tudo que restou foi uma mente nômade que não sabia onde se apoiar. Todos os dias passaram a ser solitários e frios, mesmo com sua família e seus amigos ali. A noite ele era destruído pelo sentimento de tristeza, revivia no outro dia como um casulo oco. Cerrou o punho, fazendo o possível para parar de chorar, mas foi em vão. As lágrimas desciam cada vez mais e mais rápido. Steve, com pena do menino, tenta consola-lo.

Eleven apenas o observa com o coração apertado. Por mais que ela não conseguisse ficar longe de Mike, foi Hopper quem a ensinou o verdadeiro significado de família. Ela nunca curaria seu passado, mas agora ela não estava sozinha, e tudo o que ela precisava nesse momento era de uma mente sóbria e madura para guia-la.

 

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– Vamos ficar aqui parados? – Questiona Lucas.

Já fazia cerca de 5 minutos desde que Hopper tinha partido dali.

– E se ele estiver indo para casa? – Will diz desesperado. – Coitado do Mike.

– Vamos até a casa do Hopper antes. – Dustin pega seu Walkie-Talkie do bolso e tenta falar com Mike. – Mike, você está aí?

Apenas chiados soam do Walkie-Talkie.

O sinal do rádio comunicador estava fraco. Os garotos não perdem tempo e vão em direção a casa do Hopper.

 

 

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Hopper enxerga um carro estacionado no limite da rua. Conhecia muito bem aquele modelo. Semicerra os olhos, aquele era o carro de Steve. Ele desce do carro furioso e corre em direção à casa.

Enquanto isso, os garotos enxergam a viatura de Hopper, entram em completo desespero. Dustin tenta se comunicar com Mike e desta vez o Walkie-Talkie funciona.

–  Mike!

–  Dustin?

–  Finalmente...– Diz Dustin aliviado. – Código vermelho, Mike. Se esconda, Hopper está a caminho.

 

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O sentimento de tristeza se transforma em um sentimento de desespero. Ele fica sem ação. E Eleven imediatamente toma uma atitude o escondendo debaixo de sua cama. Steve se esconde no armário mais próximo.

 Não demora muito para ela ouvir batidas na porta.

Ela destranca a fechadura, nervosa.

 

Onde ele está? Hopper questiona, com uma postura intimidante.

Ele quem? Eleven disfarça.

Odeio quando mente para mim, Eleven. Onde está Steve Harrington? 



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