História After the storm - Capítulo 35


Escrita por: ~

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Categorias Grey's Anatomy
Personagens Addison Montgomery-Shepherd, Alexander "Alex" Karev, Alexandra "Lexie" Grey, Amelia Shepherd, April Kepner, Arizona Robbins, Bailey Grey Shepherd, Calliope "Callie" Torres, Derek Shepherd, Jo Wilson, Mark Sloan, Meredith Grey, Miranda Bailey
Tags Arizona Robbins, Callie Torres, Calzona, Grey's Anatomy
Visualizações 455
Palavras 4.350
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey, nenas! Como estamos?
Confesso para vocês que quando uma fic entra na reta final sinto muita muita dificuldade de escrever. Esse capítulo é um pouco mais curto que o habitual, não ficou como eu queria, mas enfim... boa leitura!

*Corrige alguns erros, mas não todos, sorry se encontrarem algum.

Capítulo 35 - Não me deixe só


°Duas semanas depois...

Sabe quando se está vivendo um sonho, o seu maior sonho e senti medo de a qualquer momento ter que acordar? Era assim que Callie sentia-se frente a onda de realizações que tomava conta de sua vida, sempre foi seu desejo construir uma família sólida e ter uma casa alegre com diversas crianças correndo para todo o lado. Estava se concretizando? Claro que estava, mas ainda tinha situações que poderiam levar para o ralo toda uma felicidade familiar como a doença da Sofia e algum problema no processo de adoção de Valentina.

Metade do dia seria no hospital, entre exames de Sosso e ultrassonografia de Arizona, dentre isso o que mais queriam é que tudo estivesse bem. Assim que chegou no Seattle, Callie foi direto para a sala da doutora Altman acompanhada da filha. Ao longo do caminho pararam para cumprimentar alguns conhecidos de quando chegaram no local da consulta, Arizona e a outra médica já as esperavam de forma animadas. De certa forma ao notar o sorriso da noiva, a latina sentiu um baita alívio!

--- Bom dia! - A pediatra disse pegando a filha no colo e dando um selinho na morena.

--- Coloque-a no chão, Arizona! A Sofia pesa e não quero você fazendo esforço.

--- Calliope, estou grávida e não doente, creio que ainda posso pegá-la no colo e ela não é tão pesada assim. - Retrucou sentando-se em frente a cardiologista. --- Daqui a pouco se eu respirar para você estarei fazendo esforço.

Torres revirou os olhos acomodando-se na cadeira ao lado, Altman observava a cena contendo uma gargalhada sonora e foi cumprimentada pela latina de maneira calorosa.

--- Bem, chamei vocês aqui para falar sobre o andar do tratamento da Sofia. Durante esse meses estamos trabalhando com medicações e de quinze em quinze dias nos encontramos para fazer exames detalhados. Certo?

--- Sim, fiquei preocupada quando a Arizona falou sobre essa consulta, porque não tem sequer quinze dias da outra. - Callie falou aflita. --- Surgiu algum novo problema?

--- Não, pelo contrário! -Exclamou nutrindo um sorriso. --- Nos últimos exames vi junto a equipe que o coração da Sofia vem diminuindo absurdamente, o tratamento está sendo extremamente efetivo e creio que em questão de três meses, ela passará a tomar apenas um remédio e depois de um mês mais ou menos receberá alta.

--- Oh, meu Deus! Finalmente uma previsão de alta depois de quase vários meses de tratamento. - Robbins disse dando beijinhos no pescoço da criança. --- A cardiomegalia está controlada, mas todas as precauções continuam?

--- Sim, qualquer passo fora do caminho pode causar problemas ao tratamento, então vocês tem que estar mais atentas ainda a filha de vocês. - A médica respondeu com firmeza. --- A pequena também terá um acompanhamento de outras equipes para ver se nenhum órgão está sendo comprometido pela quantidade de remédios e hoje chamei vocês aqui para que os primeiros exames gerais serem feitos.

--- Teddy, ainda existe possibilidade de transplante? - Torres não deixou de lado o seu receio.

--- No momento não, mas como havia dito, a Sofia tem que ter uma vida regrada, sem grandes esforços para evitarmos problemas no tratamento.

--- Isso é muito bom! - Sorriu aliviada sentindo os negros marejarem. --- Finalmente estamos tendo progresso.

--- Verdade, vou chamar a Wilson para acompanhar a Sofia na nova bateria de exames. - Bipou a interna. --- Me digam, como anda a gravidez? Já sabem o que é?

--- Não, estou tão ansiosa amiga! - Arizona confessou entusiasmada. --- Hoje tenho ultra, mas é muito cedo para sabermos o sexo... vou fazer três meses.

--- Mas sua barriga vai ficar bem grande, porque ela já está notória para pouco tempo. - Observou o volumado oval.

--- Já falei para ela que tem duas crianças e não quer me escutar! - Torres brincou. --- Dois de uma vez, imagina?

--- O bom é que crescerá tudo junto... os dois, Sofia e a Tina. - Altman falou animada. --- Estou pensando seriamente em abrir a minha fábrica, o Henry vive pedindo um bebê e já me sinto preparada.

--- Não quero escutar em falar em gêmeos. - Robbins bateu duas vezes na mesa na superstição de isolar o fato. --- Aproveita a onda fértil que vem atingindo nosso grupo, Teddy.

--- E o casamento? Vão fazer depois do bebê nascer?

--- Isso já fica sobre conta da Arizona.

--- As vezes acho que você não quer se casar! - A loira semicerrou os olhos para a noiva. --- Mas quero nosso casamento depois que a criança nascer, porque do jeito que estou engordando ficarei igual a um balão dentro do vestido de noiva e minha intenção é está no corpinho da Taylor Swift.

--- Amor, acho lindo se casar grávida. - Torres opinou.

--- Não quero passar minha lua de mel preocupada com o bebê que tem dentro de mim, não mesmo! - Fitou a noiva com uma semicerrada de olhos que dava para entender como um forma de comunicação somente delas.

Antes que pudessem prosseguir com a animada conversa, Jo chegou com seu tablet para pegar Sofia e levá-la para fazer os inúmeros exames. A menina despediu-se de Teddy, das mães e saiu com a interna. Logo o casal se retirou, iam atrás da Amélia onde a convidariam para ser madrinha de mais um dos frutos que estava por vir. Arizona foi direto para a sala de recepção, encontrá-la através do balcão de informações em um hospital imenso sempre era mais fácil. Lá ficou sabendo que a amiga estava no quarto de descanso, era o momento de seu intervalo ou horário de almoço, como queiram chamar.

Andando distraídas pelo corredor encontraram com Kepner que havia levado Brian para uma consulta com uma pediatra do Seattle, o menino era saudável e bem grandinho, nesse ponto havia puxado o pai, Jackson Avery. Callie fez questão de segurar a criança, sua paixão por bebês era algo que ultrapassava, estava animada por logo ter um para chamar de seu, por mais que já tivessem a pequena Valentina, porém acompanhar um crescimento desde o início era uma sensação indescritível.

--- Te achei! - Arizona disse entrando no quarto acompanhada das outras duas. --- O que estava fazendo?

--- Conversando com o Jamie e contando como foi a audiência ontem. - Sorriu. --- Ele está ansioso para eu voltar para Los Angeles e também estou sentindo falta dele.

--- Quando termina o seu aviso prévio antes de deixar o hospital de vez? - Kenper indagou afrouxando sua cinta. --- Fico com falta de ar com esse treco. - Resmungou.

--- No próximo mês, posso prolongá-lo, mas adiantá-lo não há condições. - Bloqueou a tela do celular. --- Mas o pior já passou, ganhei a audiência e estou livre de levar para o resto da vida uma mancha no meu currículo.

--- Parabéns, Amélia. - Callie disse ninando o bebê. --- Eu e a Arizona temos um presente para você.

--- Espero que seja algo para comer, acredita que ainda não fui na cafeteria? Meu estomago está nas costas.

--- Não é algo para comer, mas é melhor que isso, pelo menos eu acho. - Robbins sorriu entusiasmada. --- Você vai ser madrinha do nosso bebê! Se quiser é claro.

--- Oh, meu Deus! É claro que eu quero. - Sorriu emocionada. --- Obrigada, meninas. - Abraçou Arizona com força. --- Muito obrigada pela confiança. - Deu um beijo no rosto de Callie ja que não podia abraça-la por conta do Brian.

--- Seja uma madrinha responsável e não mime muito essa criança. - April disse também recebendo um abraço. --- Ari, quando você vai fazer a ultra?

--- Hoje, daqui a pouco aliás. - Informou pegando o afilhado no colo.

--- Acabei de ter uma ideia! - Amélia deu um pulinho de animação. --- O que acha de vocês não saberem o sexo do bebê?

--- Doída, e como vou comprar as coisinhas dele? - Robbins indagou arqueando a sobrancelha.

--- Seria assim, vocês fariam todas as ultras normalmente, porém a sua médica falaria apenas para mim o sexo do bebê. Nesse caso eu compraria tudo da criança, o que vocês comprarem deve ser neutro. - Explicou calmamente tomando a atenção das mulheres. --- Eu farei o chá de bebê rosa e azul, com duas as cores, vocês só saberão o sexo na partida do bolo, a cor do recheio dirá se será menino ou menina.

--- Ah, que legal! Aceitem vai, ajudarei a Ams em tudo que for necessário. - Kepner disse empolgada. --- E aí?

--- Adorei a ideia, por mim tudo bem. - Callie foi a primeira aceitar. --- O que acha, amor?

--- Eu queria saber o sexo do meu neném. - Fez biquinho. --- Vou ter que esperar até o chá de bebê para isso, mas eu aceito!

As mulheres demonstraram animação, combinaram algumas coisas bobas a cerca do que o casal compraria e seria tudo em cores neutras por não saberem o sexo. Depois de alguns minutos Callie e Arizona foram para a ultra, deixando as amigas conversando. Por estar no início da gravidez, Robbins sabia que era impossível saber se esperava uma menina ou menino, portanto Amelia não precisou ir junto para evitar que a médica contasse as mães.

Quando chegaram na sala de ultrassonografia Nicole já as esperavam, Arizona deitou sobre a cama e teve um gel um tanto gelado passado em sua barriga. Torres estava ao lado observando tudo atentamente, não queria perder nenhum detalhe sobre a primeira ultra da noiva e pediu que o vídeo fosse gravado para guardarem de recordação. Queria fazer com que o passo a passo da gravidez se tornasse lembranças vivas em fotos e vídeos, foi assim que fez em parte da gravidez da Sofia e nos seus primeiros momentos com Tina.

A médica começou a passar o sensor na barriga alva e um borrão foi formando-se no monitor, era tão pequeno, porém mesmo assim pode-se ouvir o barulhinho do coração. A criança seria forte e isso deixou as mulheres radiantes! Nicole olhava o monitor em meio a muita atenção, se houvesse algo errado não queria que passasse despercebido sobre seus olhos, sempre acostumada a ver a emoção dos pais e mães não se importou com o choro de Arizona em ver seu bebê dentro de si. O poder da vida é algo magnífico! Callie segurava a mão da loira e por vezes dava beijos.

--- Está tudo bem, doutora? - Torres indagou observando a análise da ruiva.

--- Sim, está. - Sorriu para o alívio do casal. --- Arizona, você só precisa diminuir sua carga de trabalho para evitar ficar muito tempo em pé, além de ter que evitar estresses excessivos.

--- Certo. - A loira conseguiu responder enxugando as lágrimas.

--- Não se esqueça de manter uma alimentação saudável e balanceada.

--- Estou tomando conta disso. - Callie falou semicerrando os olhos para a noiva. --- Quando será a próxima ultra?

--- Estava pensando em daqui a dois meses, o que acham? Está tudo bem com os dois, então podemos colocar um tempo bom. - Entregou um algodão para Robbins limpar o gel. --- Porém qualquer problema ou incomodo por menor que ele seja me acionem!

--- Faremos isso, Nicole. - Arizona disse levantando-se. --- Bem, não iremos querer saber o sexo do bebê, ele deverá ser dito para a Amélia ou para a April. Elas estão organizando uma brincadeira que exige que não saibamos sobre ser menina ou menino.

--- Hm, então não falarei nada a vocês e evitarei te deixar ver o monitor. - Falou sorrindo para a colega de trabalho. --- Quando eu já puder saber informarei a Kepner que é do mesmo setor que eu.

Logo que saíram da sala da médica, Arizona teve que voltar ao trabalho e Torres foi esperar o termino dos exames de Sofia na recepção. Sentou-se em um dos bancos e começou a folhear uma revista vendo coisas aleatórias, também estava atenta ao celular, Mark toda hora mandava mensagem perguntando sobre a filha. Depois de alguns minutos uma companhia desagradável chegou para estragar o seu momento de paz, Eliza fez questão de sentar-se ao seu lado e antes que perdesse a linha pela audácia, Callie preferiu se retirar, mas foi impedida quando teve sua mão pega pela ortopedista.

--- O que você quer? - Indagou soltando-se. --- Não quero me estressar com você, não hoje, estou em uma fase boa demais para perder meu tempo com sua insignificância.

--- Senhor, quanta grosseria! - Exclamou com uma risada sarcástica. --- Só queria desejar felicidade para você, sei que sua vida com a Arizona está vindo de muitas conquistas, a faça feliz.

--- Felicitações aceitas, pode ter certeza que seremos com nossas filhas. - Limitou-se encarando-a com os braços cruzados. --- Espero que você também encontre seu caminho, apesar dos pesares.

--- O bebê que está a caminho é menina? - Indagou com um arquear de sobrancelha.

--- Ainda não sabemos.

--- Hm. - Murmurou fazendo pouco caso. --- Quando eu e a Zona íamos nos casar planejávamos pôr o nome do nosso bebê de Marcus. - Implantou sutilmente a semente da discórdia para nascer entre Callie e Arizona. --- Qual o nome que vocês escolheram?

--- Marcus? - Questionou transparecendo irritação. --- Não irei cair na sua, Eliza.

--- Você acha que estou inventando? Callie iríamos nos ca-sar! Claro que planejávamos uma família.

--- Alguém te falou o nome do nosso bebê e você veio me provocar. - Demonstrou o motivo de sua raiva. --- Acho melhor eu ir indo. - Pegou a bolsa sobre o banco.

--- O problema é o nome? É o mesmo do filho de vocês? Eu não sabia, Callie. - Nisso estava sendo sincera. --- Ninguém falaria o nome do bebê para mim, a maioria me odeia aqui e mal olha na minha cara.

--- Ok. - Respondeu enquanto pensava em tirar a historia a limpo com a noiva.

--- Deve ser complicado saber que a sua noiva fez os mesmos planos com outra pessoa sem mudar absolutamente nada. - Falou com um sorriso vitorioso deixando a latina sem reação. --- Até mais, Callie.

Torres sentiu-se como uma bomba prestes a explodir, estava sufocada com as próprias palavras que queria esbravejar para a ortopedista. Queria ir até a loira para dizer poucas e boas, mas não poderia fazer isso, não quando tinha prometido mudar e estava realmente tentando tornar seu gênio mais maleável. Às vezes a pessoa se habitua tanto a ser "uma pessoa difícil de lidar" que quando se depara com alguém que tem uma visão tão linda sobre ela, no caso a Arizona em relação a Callie, não consegue acreditar que pode sim ser tudo aquilo e um pouco mais. Dentro das suas próprias paranoias viu que tudo estava bom demais para ser verdade e involuntariamente abriu espaço para alguém estragar.

--- Hey, você está desgastando o piso do chão. - Meredith disse ao ver a amiga andar de um canto a outro. --- O que houve?

--- Nada. - Disse em um ranger de dentes.

--- Te conheço a muito tempo para saber que aconteceu algo e que está prestes a voar no pescoço de alguém. - Sentou-se no banco. --- Me diga o que aconteceu.

--- Eliza me tirou do sério e agora só penso em tirar uma história a limpo com a Arizona. - Sentou-se também. --- O nome do filho delas seria Marcus assim como possivelmente o meu bebê se chamará.

--- Está cuspindo fogo por isso? - Soltou uma risada.

--- Você acha pouco? A Arizona nunca me contou esses planos que teve com a Minnick e isso não é o problema. - Bufou. --- Minha raiva é ela querer pôr o nome do nosso filho de Marcus como quisesse realizar o nosso relacionamento como pretendia com a Eliza.

--- As pessoas sempre tem nomes que adoram, talvez Marcus seja o da Arizona e não necessariamente ela esteja querendo fazer de vocês o que foi com a Eliza. - Opinou. --- Creio que tenha que conversar com sua noiva, mas se acalme primeiro! Se for falar com a Robbins agora irá falar o que não deve e não se esqueça que ela está grávida.

--- Eu queria dizer várias coisas para a Minnick, mas engoli a seco! O que eu poderia dizer? Fiquei na hora sem reação porque não esperava.

--- Está se sentindo sufocada por isso? - Olhou o relógio.

--- Muito. - Confessou olhando para a amiga. --- Vou dar uma volta de carro e depois venho buscar a Sofia.

--- Falando nisso, cadê ela? - Levantou-se. ---Está fazendo exames?

--- Sim, não terminará tão cedo e qualquer coisa a Wilson a levará para a Arizona. - Pegou dentro da bolsa a chave do veículo.

--- Avise a sua noiva. - Aconselhou. --- Ela ficará preocupada se não te encontrar aqui e a Sofia ficar "largada" pelo hospital.

--- Avise-a para mim. - Pediu despedindo-se com um beijo no rosto.

A fascinação não provoca medo e isso Callie tinha pela velocidade. Toda vez que ficava irritada com alguma coisa, queria entrar dentro do carro e dirigir sem rumo vendo pessoas diferentes, em momentos distintos de suas vidas sendo entrelaçadas pelo acaso do cotidiano. De acordo com o que sentia era sua pisada no acelerador e para trilhar aquela vivência da vida a fio colocava uma música para escutar. Mesmo Robbins tendo implorado para ela não mais fazer isso, naquele instante não passou pela sua cabeça o pedido da noiva, apenas a necessidade de esquecer a provocação.

Callie caminhou a passos largos até o estacionamento, planejava uma volta de meia hora no máximo pelos arredores do hospital, não queria ir muito longe, pretendia voltar para buscar a filha. Era apenas para espairecer! Entrou no veículo, ligou-o e o manobrou para sair da vaga. Logo que seguiu para a via, acelerou como sempre fazia, mas era tanto tempo sem dirigir em uma velocidade mais alta que o normal, que resolveu aumentá-la mais que o necessário indo além. Era libertador! Uma liberdade sobre riscos o quais não foram pensados no momento.

O celular que estava sobre o suporte vibrou umas três vezes, a tela acendeu mostrando ser mensagens de Arizona, não importou-se em desacelerar para respondê-las e continuou sua aventura. O problema de todas as atitudes arriscadas é que nunca se sabe onde é o fim e como ele é. Callie não contava que em uma via limpa havia um semáforo que fecharia para pedestres atravessarem, pois era costumeiro ter passarelas, mesmo que fossem subterrâneos.

O sinal fechou não só para aqueles pedestres carros pararem e sim para pôr um fim naquela insanidade! O veículo estava acelerado demais para parar a tempo, para não atingir quem ia em direção ao outro lado da rua. Rapidamente rodou o volante para a esquerda, porém a junção da velocidade e do brusco desvio, foi o suficiente para fazê-la capotar por diversas vezes.

•••

Inúmeras tentativas de entrar em contato com a noiva foram feitas por Arizona. Não sabia onde Callie estava e muito menos o motivo de ter evaporado do hospital, apenas resolveu procurá-la quando Wilson trouxe Sofia até a ela pois os exames já haviam sido feitos. A menina estava cansada e reclamava de fome, tinha alimentado-se com nada pela manhã, pois precisava fazer exame de sangue.

Robbins percorreu os corredores do hospital procurando pela mãe de sua filha, foi até a sala da recepção onde havia deixado-a e como não a encontrou resolveu ir atrás de Meredith, talvez estivessem juntas. Foi até a sala de estudos onde a neurologista passava maior parte do tempo, quando entrou a mulher estava analisando um pedaço de tecido humano com o microscópio. Sofia assim que viu a tia correu para os seus braços.

--- Oi, pequena. Como você está? - Pegou a menina no colo.

--- Estou com fome, estamos procurando a mamãe para almoçar.

--- Grey, por uma acaso você viu a Callie ou sabe onde ela se enfiou? - Indagou caminhando para a saída da sala com a outra médica. --- Revirei esse hospital quase todo e não a encontrei.

--- Ela me disse que iria dar uma volta de carro e logo voltaria. - Informou fechando a porta. --- Estava estressada por conta de umas coisas bobas.

--- Que coisas? Eu a deixei bem na recepção.

--- A Callie te explicará, Arizona. - Limitou-se. --- Já tentou ligar para ela?

--- Sim e não me atende. - Bufou. --- Se a Calliope pegou a porcaria do carro e saiu feito uma louca, ela vai ver só... - Rosnou em preocupação.

--- Arizona? - Amélia chamou-a aproximando-se. --- Vai almoçar agora?

--- Não, estou esperando a Callie aparecer. - Virou-se para a amiga. --- Você não estava no horário de almoço mais cedo?

--- Sim, mas estou de tempo livre entre cirurgias e quero comer alguma coisa. - Explicou.

--- Por favor, leve a Sofia para comer algo e depois acerto com você. - Pediu.

--- Tudo bem. - Sorriu. --- Vamos mocinha?

--- Podemos comer sorvete? - A menina indagou sendo posta no chão.

--- Claro que podemos, mas depois de almoçarmos. Certo? - Pegou a mão da criança. --- Já a trago de volta.

Arizona viu Amélia afastar-se e novamente tentava comunicar-se com a noiva, mas não era atendida. Mer observava-a meio apreensiva, queria falar sobre Eliza, porém não acharia justo ela relatar o que aconteceu. Viu Robbins começar a morder o lábio inferior demonstrando nervosismo pela falta de notícias, até que seus olhos caíram sobre a correria de médicos que traziam uma mulher em uma maca, promovendo massagens cardíacas na mesma.

--- Doutora Grey, ajude aqui! Vítima de acidente de carro. - Um deles chamou enquanto dava uma injeção na paciente. --- Está com trauma no torax, teve parada cardíaca e deve ter coágulo cerebral.

O relatório dito por alto da pessoa que estava na maca fez Meredith correr até a mulher, Robbins que estava de costas fez uma volta de cento e oitenta graus com o coração parando por medo de ser sua noiva, pressentiu que algo estava muito errado e soube o que era quando a neurologista fez seu grito ecoar pelo ambiente "É a Callie, chamem o doutor Sherperd".

As pernas da pediatra tremeram de tal forma que achou que não conseguiria se aproximar, viu em estado de choque toda a movimentação de internos e médicos a sua volta para salvar a vida de seu amor. Notou Wilson chegar correndo com um carrinho de desfibrilador entregou para o médico que comandava os passos, precisavam estabilizá-la antes de correrem para a sala cirúrgica.

--- É a Calliope... Callie... Por que?... ela está morrendo... Callie... - Murmurava para si mesma baixinho chorando e viu quando Wilson parou de ajudar quando notou sua presença. --- Não me deixa... Calliope...

Jo caminhou até a amiga que estava paralisada observando a movimentação, abraçou-a firmemente sabendo de seu estado emocional. Arizona se desfez em desespero, era que se tivesse sido ativada para um realidade inesperada. Tentava desvencilhar-se dos braços da interna para ir em direção a maca, porém era segurada e viu Meredith chegando para conte-la, pois Derek já havia assumido seu posto já que não tinha condições de operar uma pessoa que era como sua irmã.

--- Ela está morrendo! - A loira dizia repetidas vezes vendo descargas serem dadas na latina para o coração voltar. --- A Calliope não pode fazer isso comigo..

--- Calma, Arizona... ela é forte. - Jo falava segurando-a. --- Oh, meu Deus.

--- Ela está morrendo... - Chorava tentando soltar-se e vendo os médicos correrem com Torres para a sala cirúrgica. --- Me solta... eu..

--- Arizona, você não pode fazer nada! - Grey a sacudiu. --- A Callie vai ficar bem... - Disse como se quisesse convencer a si mesma. --- Ela vai ficar...

Robbins foi ficando pálida, mas isso não impedia que tentasse ir atrás da noiva. Seus lábios rosados perdiam a cor e as lagrimas corriam sobre seu rosto sem que pudesse controlá-las. Sentia o medo dentro de si de perder mais um pessoa que amava por um acidente. O coração lhe saltava pela boca e já não importava-se mais com a recomendação médica de não se estressar. Torres havia tornado-se parte essencial em sua vida, não poderia viver sem ela! A latina não tinha o direito de deixar a noiva sozinha com três filhos para criar.

Callie não poderia ter o mesmo fim que sua mãe que perdeu a vida em um acidente de carro deixando-a com cinco anos sobre responsabilidade do pai. Mas o destino é travesso e engraçado, as coisas acontecem por motivos maiores e o acidente de Torres tinha uns. A princípio é difícil entender aquele fim, porém assim como uma lanterna, ele esclarecerá toda uma situação.

Estava tudo bem pela manhã e agora tudo desfazia-se sem que houvesse formas de sustentar seu mundo! Arizona mal conseguia sustentar a si mesma. Viu a boca secar, sentia-se fraca e a visão começava a ficar turva. Notava o borrão das mulheres segurando-a e estava a ponto de desabar. Meredith percebia que um possível desmaio aconteceria e a amparou vendo a loira cair sobre seus braços. Wilson ajudou em segurá-la e pela primeira vez demonstrou desespero em meio ao caos do momento.

--- Arizona? Amiga acorda... - Pediu tremendo. --- Ai, Senhor... Arizona? - Levava a louca com Meredith para um banco próximo.

--- Pegue o aparelho de pressão, Jo. - Grey pediu vendo a interna correr até o balcão. --- Arizona? - Chamava-a passando a mão no rosto angelical e contendo as lágrimas.

--- Aqui! - Wilson trouxe já fora da caixa e sentou-se ao lado da amiga apoiando o peso da loira sobre seu corpo para não deixá-la cair. --- Ari, vai ficar tudo bem... acorda..

--- Como a Callie foi fazer isso com a gente? - Mer murmurava deixando algumas lágrimas caírem e pressionando o balão de ar do aparelho. --- Ela está com pressão alta, precisamos interná-la.


Notas Finais


Volto assim que possível! Beijos.


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