História Além do Amor - Capítulo 12


Escrita por: ~

Postado
Categorias Saint Seiya
Personagens Ikki de Fênix, Shaka de Virgem
Tags Ikkixshaka
Visualizações 74
Palavras 1.980
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiiiie... Achei que não iria dar pra postar hoje haha, mas deu tempo... E gente, gente, gente... Não quero me gabar, mas esse capítulo ficou [email protected] Sério...

Capítulo 12 - Um novo sentimento, um novo problema


A viagem até a casinha abandonada não demorou muito desta vez. Apóstudo o que aconteceu, Ikki não achou má ideia levar Shaka até lá para se divertir um pouco, e Shaka concprdava plenamente.

O loiro trajava seu short jeans curto, agora ele estava começando a jurar que era feminino, e uma blusa branca escrita “Mysterious” em um preto itálico que Kanon havia lhe dado de presente, Kanon também havia comprado uma blusa igual para ele escrita “Beautiful” e uma para Camus escrita “Genius”.

Primeiro eles passaram em um pet shop para comprar comida de cães e gatos, depois haviam deixado o carro em um lugar mais seguro agora, onde Ikki conseguisse ver da casa, se bem que ele não se importava, caso fosse roubado bastava comprar outro, mas com certeza seria difícil voltar para casa daquela distancia a pé caso não conseguisse outro meio de transporte.

Shaka caminhava sobre as folhas com leveza, nem mesmo dava para ouvir o som de suas botas tocando o chão, Ikki também caminhava com leveza, porém bem menos que o loiro, em minutos eles já estavam na enorme clareira com vista para o mar e com uma cabaninha abandonada que ambos reconheciam muito bem. O loiro saiu correndo até a casinha e foi muito bem recebido por miados e latidos, o gatinho mais novo e gordinho que Shaka havia passado horas tentando ensinar a andar já conseguia dar seus primeiros passos o que o fez sorrir.

Ikki tirou a sacola com a ração dos animais e pôs nos potinhos, eles se animaram e foram logo comer, o loiro ainda se perguntava como eles sobreviviam quando Ikki não podia ir ali, mas ignorou as perguntas e voltou a brincar com os gatinhos.

– Bem, já é hora de dar um nome para vocês. – Shaka falou sorridente.

– Mas são muitos, Shaka. – Apolo riu.

– Isso não é um problema. – Ele fez beicinho. – Só são 10 nomes... E se o Spoty ganhou um nome, esses também devem ganhar.

– Na realidade 12.

– Que seja. – Deu de ombros. – Vamos começar pelo meu preferido. Que tal Renne?

– É um nome bonito. – Ikki falou. – Aquela pode se chamar Teneris. – O moreno apontou para um dos filhotes de gato.

– Sim, aquela ali parece com o Dite. – Um gatinho abusado miou para Shaka.

– Sim, com certeza é ele. – Ikki brincou. – Aquele pode se chamar Saga.

– O cachorrinho Ziah. – Shaka sorriu. – Aquele filhotinho Kanon, o outro Camus.

– E os pais dos gatinhos? – Ikki sorriu. – Posso dar os nomes?

– Pode sim, já dei o nome de todos os outros. – O loiro falou.

– Então será Shaka e Ikki, o que acha?

Shaka imediatamente corou e tratou de esconder o rosto com o cabelo.

– São nomes bonitos. – Ele falou envergonhado.

Ikki percebeu o desconforto na voz de Shaka, e tentou segurar o riso, mas não foi bem sucedido.

- Do que está rindo? - Shaka fez beicinho ainda ruborizado. - Isso não tem graça Ikki.

- Tem sim, loiro. - Ikki se aproximou tocando as madeixas aloiradas de Shaka, que pela primeira vez não se afastou, aproveitando o carinho. - Sabe jogar xadrez?

Shaka alargou seu sorriso.

- Amo jogar xadrez.

- Que bom. - Ikki puxou Shaka pela mão subindo os degraus de dois em dois, não podia controlar sua euforia. - Tenho um presente para você.

- Um presente?

– Sim. Vem. – Ele puxou Shaka para perto da toalha acolchoada que ambos se deitaram na última vez. - Sente-se. - Pediu ao loiro que prontamente obedeceu, com isso, o moreno buscou uma caixa no fundo do cômodo e entregou a Shaka.

Um tabuleiro de xadrez, com peças feitas à mão.

– Céus, Ikki... São... Perfeitas! – O loiro falou com um sorriso pasmo.

– Ainda bem que gostou. – Ikki falou sorridente.

– Eu não sei o que falar... – Shaka sorriu. – Obrigado.

– Bem, vamos apostar? – Ele sorriu. – Quem ganha?

– O que eu ganho? – O loiro perguntou enquanto ele sorria animado se sentando de frente para si.

– O que você quiser, indiano. – Ikki deu de ombros. – Já sei o que vou escolher.

Shaka estreitou os olhos e sorriu.

– O que vai querer?

– Conto quando ganhar. – O moreno piscou.

Se você ganhar. – Sorriu.

Ikki deu uma risada gostosa, ao ver de Shaka, e escolheu as peças de madeira mais escura.

- Vamos loiro, começe.

Shaka fez sua jogada. Depois foi a vez de Ikki. E assim foi até, em um momento de distração de Ikki, Shaka dar um pulo do colchão e gritar.

- Xeque-Mate... Ganhei. - A dancinha da vitória do loiro só não era cômica, porque Ikki estava apreciando mais a visão das nadegas bem fartas do indiano.

- Parabéns. - Ikki riu fazendo Shaka parar de dançar e se sentar sorridente. - O que você quer como prêmio?

Shaka corou violentamente com a ideia que lhe invadiu os pensamentos. Seria absurdo demais pedir aquilo a Ikki? O moreno negaria?

Era verdade que o loiro ainda tinha medo de Ikki, mas a seu ver, aquilo o ajudaria a superar. Será?

- Ikki.... - Shaka abaixou a cabeça incrivelmente corado, e tomando coragem, sussurou a última parte. - Me... m-me beija...

Ikki ficou estático, mas logo recuperou os sentidos e se levantou, estendendo a mão para o loiro.

"Não posso perder a oportunidade."

- Não farei mal a você. - Ikki sussurou quando Shaka aceitou a mão estendida e se levantou.

Shaka olhou cauteloso para ele.

– Tudo bem. – Assentiu baixinho.

O moreno calmamente o puxou para mais perto, colocando uma das mãos na cintura do loiro e a outra em seus cabelos sedosos. Shaka pela primeira vez não tremeu nem se afastou, nem mesmo quando Ikki selou seus lábios e pediu passagem, a qual foi concedida pelo indiano. A sensação era maravilhosa, Shaka se sentia feliz e ao mesmo tempo seguro. Já Ikki sentia que seu coração explodiria. Estavam tão juntinhos e confortáveis que não se separaram nem quando o beijo acabou.

Shaka ouvia o coração de Ikki, estava confiando nele e desejava ficar ali, apreciando aquele momento.

De repente Ikki ficou tenso, os olhos dele se tornaram frios e ele olhou fixamente para a sala de baixo, mais precisamente para a janela, uma fresta que havia sido aberta, nada que importasse para o loiro, mas para Ikki importou.

Ikki se separou de Shaka com cuidado e o olhou cautelosamente.

– Me escute, fique aqui, quieto. Não saia até eu chamar seu nome, com a minha voz. – Falou sério.

– Mas... – Tentou protestar, mas Ikki selou seus lábios aos do loiro com carinho, em um selinho longo.

– Por favor, Artie. – Ikki puxou uma arma de baixo da colcha, ela tinha estado o tempo todo ali e Shaka nem mesmo percebera?

Vendo a gravidade do caso ele assentiu e foi para o fundo do cômodo onde se enfiou debaixo do lençol.

O moreno esperou aqueles cabelos loiros que tanto lhe prendiam desaparecerem sob o lençol, então desceu as escadas e saiu da casa.

Como imaginou não havia ninguém lá fora, mas seus instintos não podiam mentir. Sentia outra presença. Anos como empresário e filho de alguém muito rico fazem você aprender a se defender ou ter uma escolta pessoal dia e noite. Ikki preferiu ser sua própria escolta, aprendendo com militares as coisas mais bizarras que imaginasse.

O moreno levantou a arma.

– Quem está ai? Vamos saia logo. – Era uma pergunta inútil, você perguntaria a um assassino quem ele é antes de mata-lo? Mas é o que todo herói faz em um filme, com a voz firme Ikki continuou. – Se não sair matarei você do mesmo jeito.

– Por quê? Vai proteger a garotinha? Linda cena de romance. – Uma voz sarcástica disse, Ikki virou a arma na direção da voz onde um homem se apoiava em uma árvore com uma arma em mãos. – Poxa, achei que fosse me divertir.

– Quem é você?

– Ora, garoto. – O homem riu. – Obviamente sou alguém mandado daquele leilão, nossos produtos não duram para sempre.

– Vocês acabam com todos que compram as pessoas? – Ikki perguntou franzindo o cenho.

– Ah não, alguns não aceitam morrer, então falamos para a policia que estão escravizando as garotas ou garotos. – Ele riu. – Mas você merece morrer, foram minhas ordens.

– Lamento, mas não vai conseguir. – Ikki sorriu.

– É? Bem, preciso levar o garoto... Ele parece ter um valor especial para o meu chefe. – Ele deu de ombros. – Entregue-o e o mato depois.

– Só por cima do meu cadáver. – Ikki correu para cima do homem e lhe socou, o homem caiu no chão com um sorriso distorcido. – Quem é seu chefe?

– Acha mesmo que vou contar? – Ele respondeu rispidamente cuspindo sangue, Ikki chutou o homem e apontou a arma para a sua cabeça.

– Conte. – O moreno socou seu estomago. – Ou vai querer mais?

O homem ergueu a arma e atirou, o moreno conseguiu desviar um pouco, mas a bala passou de raspão no seu ombro, rasgando a roupa e fazendo o sangue escorrer.

– Idiota. – Murmurou.

– Você não consegue me matar, não é um assassino.

– Ah, você não sabe do que sou capaz. – Ikki sorriu. – Não sabe no que já me meti, meu pai tem dinheiro, pode esconder tudo isso. – O moreno girou as arma na mão. – Última chance, teria mais uma se não fosse pelo meu ombro. – Ele sorriu.

– Não vou falar para quem estou trabalhando. – Ikki deu de ombros.

– Eu avisei. – Ele sorriu.

– Espere! – O homem gritou ofegante. – Eu... Eu conto.

– Ainda bem que mudou de ideia. – Ikki sorriu mais uma vez. – Quem?

– Jabu Zindh... – O homem olhou assustado para Apolo que franzia o cenho e um tiro ecoou pela floresta. Segundos depois o homem jazia sem vida aos seus pés.

Ikki suspirou sabia que teria problemas depois, mas nada que o dinheiro não cobrisse e que uma advogada não ajudasse. Ele arrastou o corpo inerte para o mar e pegou um isqueiro no bolso. Acendeu o fogo e jogou no corpo que foi levado pelo mar.

O moreno voltou para a casa, subiu até onde Shaka deveria estar e o encontrou agarrado ao lençol, seus olhos repletos de medo.

– Você o matou? – Ele perguntou quando Ikki o abraçou carinhosamente.

– Sim. – O moreno assentiu, inalando o perfume dos cabelos alheios.

– Por quê?

– Ele ia nos matar, foram ordens.

– Dadas por quem?

O loiro ainda se agarrava à Ikki escondendo o rosto em seu pescoço.

– Por Jabu Zindh. - Ikki respondeu.

Shaka se soltou de Ikki e o olhou perplexo. Ikki suspirou pesadamente e sentou-se ao seu lado, passando o braço pela cintura do loiro que tremeu um pouco mas não se afastou.

– Quer que eu me afaste? – Ele perguntou fitando-o.

–Não. Eu estou bem. – Shaka apoiou a cabeça em seu ombro.

Shaka não entendia o que estava sentindo, por que seu amigo de infância que ele tanto prezava iria querer acabar com ele e com Ikki? Simplesmente não fazia sentido na pequena cabeça do garoto.

– Loiro?

– Eu estou bem, mas por que... Ele me mataria? – Ikki viu a dor nos olhos marejados do outro e lhe abraçou forte.

– Jabu deve ter alguma ligação com aquele leilão em que você foi vendido. – O moreno deu de ombros. – Eu não sei, mas você deve se manter longe dele, Jabu quer te levar de volta, ele matou seu avô e provavelmente fará o mesmo com você... E eu não quero.

– Qual diferença faria se eu morresse? Seria melhor pra você. Te deixariam em paz. – Shaka soluçou escondendo o rosto no peitoral de Ikki.

– Não Shaka, não seria melhor. –O moreno falou sério.

– Por que?

– Apenas... Não seria! Não pense nisso, eu vou te proteger. – Ikki afagou seus cabelos.

Ikki afastou Shaka com carinho e aproximou seus rostos quebrando o espaço que havia entre eles e o beijando. O loiro não se assustou, segurou-se nos ombros fortes do moreno e se deixou levar, esquecendo um pouco tudo o que estava acontecendo, havia apenas Ikki e ele, nada de leilão, nada de mortes, nada de hospital, na de assassinos. Apenas os dois.

Quando eles se separaram Ikki sussurrou contra seus lábios.

– Apenas me deixe te proteger. – O moreno repetiu.


Notas Finais


Espero que tenham gostado, e se der tempo, eu posto o capitulo de Sperare....

Kissus ^^


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