História Além do prazer - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Saga Crepúsculo
Visualizações 11
Palavras 1.899
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 9 - Seguindo em frente


Abro os olhos, tem um homem bem na minha frente, eu com certeza não o conheço, ele tem olhos grandes e azuis muito claros. – Você está bem? Tudo ainda está muito confuso, eu nem me lembro de estar em outro lugar que não o hospital. – Acho que sim. Ele assenti e me estende um celular. – Liga para alguém. Pego o celular mas lembro que não tenho para quem ligar. – Não precisa, sei voltar para casa sozinha. – Então deixa eu te dá uma carona. Ele me mostra uma chave de carro, olho melhor para o homem a minha frente. Ele está bem vestido, terno e gravata caros e as chaves que ele está me mostrando é de um BMW. – Eu não vou entrar no seu carro. Afasto a mão dele de perto de mim, algumas pessoas passam olhando para nos. – Você quem me atacou, eu quem deveria estar com medo. Eu não lembro de nada, Edward me disse algo ruim... e então sai correndo, coloco a mão na cabeça para tentar aliviar uma dor que começa bem no meio da minha testa. – Você não está bem, deixa eu te levar em casa... olha eu me chamo Aro Volturi se isso te faz se sentir mais à vontade. – Volturi? Ele me levanta segurando em meus braços. – Me conhece? Quero dizer... pessoalmente? Nego e isso faz minha cabeça doer mais ainda. – Jane, eu cuidei de sua neta, foi enfermeira dela. Ele assenti lentamente. – Você não parece ser velho. Mudo de assunto e ele sorrir. – Talvez eu seja imortal. Ele me faz sorrir, vamos eu acho que você precisa de ajuda. – Minha casa por favor. Ele assenti.

Quando chegamos vejo Rosalie entrando no meu prédio, e lá em cima, vejo Jasper falando ao celular, e eu sei que eles estão preocupados comigo, deixei minha bolsa no vestiário e com certeza Edward disse o que aconteceu, agora algumas partes de nossa conversa vem a minha mente, ele usou uma desculpa tão ruim para terminar comigo que eu nem sei classificar ela. – Desculpa mas acho que te dei o endereço errado... você pode...  – Claro. Ele acelera o carro, encosto minha cabeça no vidro da janela. – Onde? Ele pergunta poucos minutos depois. – Ali. Aponto para um restaurante que fica dois quarteirões do meu apartamento. -  Essa não é sua casa. – Obrigado, pela carona. Ele não para o carro, apenas acelera. – Vou te deixar em casa, me atacou no meio do centro parque, em meio a uma óbvia crise de pânico, falou coisa desconexas, e desmaiou e agora quer que eu te deixe em um restaurante? Você é louca? – Tem pessoas em minha casa que não quero ver. Confesso. – Eles quere resposta que não sou capaz de dar. – Sei bem como é.... Minha neta morreu a pouco tempo... e eu ainda não sei como consolar minha filha. – Quer jantar comigo? Ele me olha pela primeira vez eu acho e sorrir. – Quero.

Ele me levou para o outra lado da cidade em uma parte bem agitada, eu ainda estava usando meu uniforme e ao lado dele parecia fantasiada, mesmo assim ele me levou a um restaurante muito caro. – Sr. Volturi! O maitre nos recebe bem animado. – Uma mesa bem reservada, Will! O homem assenti. – Por aqui. Will aponta o caminho, Aro pega na minha mãe e me puxa. A mesa realmente é discreta, fica bem longe da sala principal e um sala reservada, Will puxa uma cadeira para mim e eu sendo de frente para Aro. – O de sempre Will. O homem assenti e se retira. Olho em volta, o lugar nem parece um restaurante. - Gostou? Assinto. – É legal. – É tranquilo principalmente. – Obrigada, eu nem sei como agradecer. – Você ajudou minha neta, é o mínimo. – Eu te ataquei... não deveria estar animado em ser deixado a sós comigo. – Você é bonita demais para que eu não queria ser atacado. Sorriu, ele tira o blazer e afrouxa o nó da gravata. – Então, do que está fugindo? – É justamente essa a pergunta que não quero responder. Garçons entram, com a comida e outro com o vinho. – Risoto? Ele sorrir. – Espero que não seja alérgica a frutos do mar. – Não, risoto é meu prato preferido.

Passamos mais de uma hora juntos no restaurante, conversando principalmente sobre viagens que ele fez, depois ele me deixou em casa, apenas agradeci e foi embora, Aro me tratou bem quando eu poderia ter muito bem parado em um hospital psiquiátrico, mas assim que abro a porta do meu apartamento tudo o que aconteceu nesses últimos três dias me é jogado na cara como uma bola de neve. – Onde você esteve? Rose me abraça mas eu continuo encarando Edward ali na minha sala. – Por ai. Fala sem emoção alguma na voz, ou ao menos tento. – Onde? Estávamos preocupados com você sumiu o dia todo. Edward continua ali parado me olhando com ar de pena, para ele eu sou a mera lembrança da morte de sua mãe, para mim ele é o único que podia me tirar do buraco. – Não havia motivo para tanto. – Você teve uma crise. Ela me encara, tirando meu campo de visão dele. – Fala! Teve ou não? – Tive, mas já passou. Ela começa a chorar. – Só me diz para que? Quando abro minha boca para responder ela se vira. – Para que? Grita na direção dele, seguro seu ombro. – Calma. Emmett surgi do nada e a puxa. – Só fez mal a ela, só isso... – V-vou embora. Ele sussurra, sinto meus olhos arderem mas respiro fundo e vou para o quarto se olhar na direção dele de novo.  – Bella, eu queria dizer. Bato a porta do meu quarto com toda força que tenho, antes que ele diga o quanto que não teve a intenção. Acordei naquela mesma noite usando apenas uma calcinha e uma regata surrada que tenho desde a época da faculdade. Pelo meu relógio ainda são 03:00 horas da manhã, ouço vozes vindas da sala, não quero levantar e ouvir mais uma vez que eu preciso ser internada, ou que eu preciso morar com mais uma pessoa. Ou qualquer outra decisão que não seja me perguntar o que quero. Apesar de vê-los como minha família nunca dei a eles direto de mandarem em mim. Poxa, eu os amos mas quando ficam assim eu acabo com alguém dormindo no sofá da sala por três meses, o melhor que posso fazer é voltar a dormir.

Dessa vez acordo uma hora mais cedo tomo banho e me visto, nem o metro consegui tirar meu estado de espirito, o dia está lindo e quando chego no trabalho não dou de cara com Tanya, ou Edward ou até mesmo Sr. Cullen, Apenas começo me trabalho na emergência já que Rose e outra menina ainda não chegaram, estou aferindo a pressão de um paciente para o pre atendimento, quando Tanya me chama. – Tem um na sala de sutura e a Dra. Hanyh ainda não chegou. – Fica com esse aqui. Ela faz cara feia mas não a dou tempo de reclamar. Assim que entro na sala o anestesista está saindo. – Ele está pronto. Abro a porta e vejo Aro segurando o punho direito com a mão esquerda e sorrindo para mim. – Quase chorei agora mais foi bem tranquilo. – O que aconteceu? Ele olha para a mão. – Cozinhando. Ele dá de ombros. – É normal não sentir a mão? Assinto. – Deixa eu ver. Ele estende a mão, um corte de tamanho médio na palma da mão muito incomum. Me viro e começo a limpara as mãos na pia do outro lado do quarto. – Como foi sua noite? – Tranquila. Colo as luvas e volto até ele, o material já estar na mesa ao seu lado e todo que eu preciso é ter concentração para fazer tudo rápido e eficiente. – Já fez isso antes? – Não sem assistente. – Está tão lotado assim? assinto. – Eu dormi bem. Ele fala depois de um tempo. – Mesmo que não tenha perguntado, eu queria dizer que pesei muito em você. Coloco braço dele em um apoio, pego a agulha com a linha. – E o que mais? Chamo a atenção dele para outra coisa. – Sonhei com você, e com seu sorriso. – Você me fez sorrir ontem. Deveria ter ganhado uma recompensa. – Você teve uma crise ansiosa e tentou me beijar a força. Essa deveria ter sido minha recompensa. Sorriu, em puoco tempo acabo e dou o último ponto, seis pontos no total, limpo a ferida e envolvo-a em gaze. – Obrigado, como posso agradecer por ter salvado minha vida? Eu penso seriamente em beija-lo, penso mesmo a pondo de dá um passo em sua direção. – Bella! Rose surge na porta. – Onde estava? – Aqui. Respondo tirando as luvas. – Depois nos vemos? Aro pergunta olhando para a mão, olho para Rose e depois para ele. – Você sabe onde moro. Ele ri. – Você mora mau em um lugar longe. Tem alguma coisa a ver com ser ninfomaníaca? Olho para Rose que estar tão chocada quanto eu. – hã... Rose, você pode... ela assenti e sai, olho para ele. – Eu sou um homem influente e rico, quer outra explicação? Respiro fundo. – Se quiser me ver vá no meu apartamento. Você pode ser Rico e influente, mas isso não significa nada para mim, Sr. Volturi. – Você sabe o que eu quero não sabe? Eu não vou mentir para você, tudo que eu penso olhando para você agora é te ver nua na minha cama. Eu não sabia se ficava com raiva ou excitada, Aro é o tipo de homem que vale apena se fazer de tonta, Bonito demais para ficar só ouvindo ele falar. – Eu não quero transar com você. Ele ri e levanta da maca. – Tem certeza? Puta que pariu, onde eu foi me enfiar? – I-isso é um hospital... ele fica próximo o suficiente para que eu sentisse seu hálito. – Eu tenho certeza que posso fazer você esquecer disso. Tudo o que eu conseguia pensar era que estava sendo uma vadia, eu havia acabado de ter uma coisa com Edward e mesmo assim estava prestes a transar com outro, no meu local de trabalho. – Não. Me afasto dele. – Vai embora. Pego o prontuário dele e assino. – Pronto pode ir. Ele coloca um cartão em cima da maca. – Caso você mude de ideia. Só volto a respirar quando ele sai, Aro foi o único homem que me conheceu que falou o que realmente queria comigo e não posso negar que isso mexeu comigo. Ele me ajudou ontem e agora quer transar comigo, simples e eu não consigo ver problema nisso, a não ser Edward, fico pensando em como será sua reação e se ele ainda me quiser? Tento afastar isso da mente, mesmo que ele me queira eu não posso ficar com alguém tão idiota como ele, Edward me colocou no mesmo saco do assassino da minha mãe, do homem que me violentou e tentou matar, ele teve sorte de mudar de nome e viver longe disso tudo. Mas volta e meia tem alguém que associa meu sobrenome com o de um assassino, ou quando fazendo um programa falando de casos antigos e mostram minha foto quando criança e meu nome completo. O pior de todos foi quando tentaram me encontrar para uma entrevista de “por anda?”, se fosse Rose, Jazz meu rostos estaria por todo lado e eu não teria nenhum emprego. Agora tudo que quero é esquecer que ele um dia existiu, e o único jeito de esquece-lo e ficar com quem realmente me quer.



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