História All You Had To Do Was Stay - Capítulo 16


Escrita por: ~

Postado
Categorias Novos Titãs (Teen Titans)
Personagens Asa Noturna, Ciborgue, Estelar, Mutano, Personagens Originais, Ravena, Terra
Tags Bbrae, Beast Boy, Mutano, Raven, Ravena, Teen Titans
Visualizações 190
Palavras 3.344
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Fluffy, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Nome do capitulo: E assim vai.
OIOIOI MANAS!!! Até o próximo.

Espero que gostem.

Capítulo 16 - And So It Goes...


Rachel deixou uma comanda em cima do balcão do Luke’s, para que Michel, o cozinheiro que quase nunca dava as caras do lado de fora do restaurante preparasse o pedido. Ela não entendia muito bem o motivo de Luke pagar um cozinheiro, sendo que ela, Harper e Phillip faziam a maioria dos pratos e tinham um timing melhor que o do próprio cozinheiro.

Passou as costas da mão esquerda pela testa, secando o pouco de suor que fazia sua pele brilhar. Bebeu um pouco de água, sentindo que sua garganta agradecia por aquele simples gesto. Mais uma vez naquele dia, fez uma nota mental para não se embebedar outra vez, já que não queria passar outra semana inteira sofrendo com as consequências de sua falta de costume com bebidas alcoólicas.

Viu um casal entrando no restaurante e levou o cardápio até a mesa escolhida por eles, esforçando-se para sorrir. Deu uma olhada no relógio que ficava na parede, percebendo que faltava menos de uma hora para sua aula começar.

- Phill – tirou o avental. – Estou indo.

- Já? – ele arregalou os olhos, servindo café a um cliente que estava no balcão. – A Harper ainda não voltou da pausa dela.

- Não posso esperar mais.

- Depois quando eu falo que vou descontar no salário dela, você me xinga.

- Ela deve estar chegando.

- É bom que esteja. Esse horário é de pico, isso aqui vai ficar lotado.

- Boa sorte. – Rachel deu um beijo na bochecha dele. – Te vejo amanhã e, por favor, não mate a minha melhor amiga.

- Não te prometo nada, cheirosa. – Phillip suspirou alto. – Você está melhor?

- Estou. Me lembre de nunca mais beber desenfreadamente, por favor.

- Se você fizer isso de novo não vou ser tão legal quanto fui dessa vez.

- Sim, senhor.

- E os presentes?

- Não param de chegar.

- Descobriu quem é o admirador secreto?

- Ele ou ela só assina como G.L.

- G.L.? Não é tão estranho para mim...

- Bom, seja quem for, é melhor parar. Não tenho mais espaço para colocar os presentes. Ontem eu recebi um urso que tem duas vezes o meu tamanho!

- Não deve ser tão grande, então. – debochou.

- Você não é engraçado, Phillip. – Rachel pegou a bolsa e soltou o cabelo.

- Até amanhã, Rachel. – ele apenas riu, seguindo-a com os olhos.

Rachel andou até Brietta, jogando a bolsa no banco do carona do carro. Abriu os vidros do fusca azul e ligou o rádio, colocando os óculos de sol. Deu partida, pegando o caminho mais longo para a faculdade.

Parou em um semáforo, tirando o celular da bolsa e mandando uma mensagem para Harper, começando a ficar preocupada com sua demora para voltar ao trabalho. Tudo bem, Harper nunca respeitava o horário da pausa para o café e sempre acabava demorando mais que o permitido, mas não era de seu feitio demorar mais de meia hora para voltar.

Rachel: Onde você está?

Voltou a dirigir, deixando o celular na perna, enquanto prestava atenção nas ruas vazias. Era impressionante como Jump City ficava deserta no meio da tarde, e completamente lotada no inicio da noite.

Harper: Chegando ao Luke’s, e você?

Rachel: Indo para a faculdade. Tenho aula até ás 18h.

Harper: Ainda bem que hoje só tive pela manhã. Vou para a sua casa assim que sair do trabalho, ok?

Rachel: O Phill está a ponto de te matar.

Harper: Ele sempre está. Eu encontrei com um rapaz bonito na rua e parei para conversar com ele. Foi muito produtivo até ele me contar que não gosta de cachorros. O meu príncipe precisa ser apaixonado por cachorros! Não aceito menos que isso!

Rachel: Você ainda vai encontrá-lo, tenho certeza.

Harper: Espero que não demore muito... Recebeu mais algum presente?

Rachel: Hoje não.

Um carro passou buzinando por Rachel, fazendo-a levar um susto e deixar o celular cair no chão. Ela praguejou e xingou o outro motorista, sem perceber que ela era quem estava errada. Segurou o volante apenas com a mão esquerda e abaixou-se para pegar o celular, desbloqueando-o novamente.

Rachel: Não sei quem é esse G.L., mas já o odeio por estar lotando a minha casa com tantos presentes inúteis.

Harper: Eu gostaria de estar recebendo esses presentes inúteis.

Rachel: Que ótimo. Então se prepare para levar todos para a sua casa. Eu não quero nenhum deles.

Harper: Mesmo?

Rachel: Sim.

Harper: Obrigada! Agora eu preciso ir. O Phill está gritando comigo e os clientes estão olhando. Ele e essa regra boba que nos proíbe de usar o celular dentro do restaurante... Por que você não disse para ele que a barba dele está falhada?

Rachel: Ele teve um problema com o barbeador essa manhã. Não fale nada sobre isso.

Harper: Ops... Tarde demais.

Rachel revirou os olhos, imaginando a cena em que Harper falou para Phillip sobre sua barba defeituosa. Quase conseguia escutar os gritos dele com ela, com raiva pela barba e por ela estar usando o celular dentro do Luke’s.

Estacionou Brietta em uma vaga que ficava debaixo de uma árvore, guardando o celular no bolso da calça. Virou-se para trás e pegou suas anotações que estavam soltas no banco, enfiando-as de qualquer jeito dentro da bolsa. Saiu do carro e vestiu a blusa fina de mangas compridas que sempre carregava, sentindo o vento frio bater em seus braços.

O Campus era um lugar frio. O vento era sempre forte e, por ficar em um lugar alto, todos sempre levavam uma blusa de frio a mais para não serem obrigados a sentir frio ou a comprar um dos moletons caríssimos que eles vendiam em uma das lojinhas da JC University.

- Rachel! – escutou alguém a chamar quando entrou no corredor em que a sala da primeira aula ficava, virando-se na direção do som.

- Professor Cameron. – parou de andar, esperando pelo homem de meia-idade.

- Que bom que eu te encontrei!

- O senhor estava me procurando?

- Sim! Você não veio a minha última aula.

- Eu tive alguns problemas no início da semana.

- Ressaca?

- Ahn...

- Todos nós passamos por isso na faculdade, minha jovem, não se preocupe. – ele sorriu, andando com ela. – Mas não é sobre isso que eu gostaria de conversar com você.

- Sobre o que é? Eu fiz alguma coisa errada?

- Pelo contrário. O seu artigo sobre o curta-metragem que os alunos do curso de Cinema exibiram ficou incrível.

- Obrigada.

- Mas eu gostaria que você colocasse um pouco mais da sua opinião no que você escreve.

- Como assim? – Rachel franziu o cenho.

O professor Cameron umedeceu os lábios com a língua e pegou uma cópia do jornal da faculdade, abrindo-o na página em que o artigo de Rachel estava. Ela o olhou pelo canto do olho, sentindo as pernas gelando a medida que ele parecia procurar por todos os erros presentes em sua escrita.

- Aqui! – ele exclamou. – Você foi muito superficial em relação ao que você achou do filme. A resenha está verdadeiramente espetacular, mas a critica... Eu gostaria de saber o que você achou do filme.

- Interessante.

- Foi um filme sem graça, Rachel.

- Sim, mas... Eles trabalharam tanto nisso. Eu não podia falar que ficou entediante, com a história desconexa e com uma péssima exploração dos personagens.

- Está vendo? – o professor sorriu. – Essa é a sua opinião!

- Bem... Sim.

- Quando te dei o cargo no jornal, foi porque percebi que você é uma das melhores alunas que eu tenho. Você é ótima para cobrir inaugurações, experiências e fazer entrevistas, mas não gostei do seu lado critico. Quero que você explore isso com mais cuidado.

- Eu posso reescrever o artigo.

- Não. Vamos esquecer esse artigo. Quando tiver outro evento da faculdade, você estará presente e eu quero a sua verdadeira opinião sobre ele.

- Sim, senhor.

Ele sorriu e passou na frente dela, entrando na sala de aula, junto com alguns alunos. Rachel suspirou e foi logo atrás, sentando-se perto da janela. Pegou uma caneta e colocou o caderno em cima da mesa, desenhando coisas aleatórias antes do início da aula.

Prestou atenção em cada palavra do professor Cameron, e anotou o que ele rabiscava no quadro, sem dificuldade de entender sua caligrafia fina e embolada. Apoiou o queixo na mão, tombando a cabeça para o lado, enquanto a voz do professor ecoava pela sala silenciosa.

- Com licença – uma voz conhecida falou. – Tenho uma entrega para fazer aqui, professor.

- Fique a vontade. – o professor respondeu.

- Rachel Deville, por favor.

Rachel franziu o cenho e levantou a cabeça, vendo Taylor parado na porta da sala. Arqueou uma sobrancelha, encolhendo-se a medida em que ele se aproximava.

- O que você está fazendo aqui, Taylor?

- Eu trabalho no correio duas vezes por semana, você sabe disso. – ele deu de ombros.

- Sim, mas...

- Aqui está a entrega. – Taylor estendeu um enorme buquê de rosas vermelhas.

- O que é isso?

- São rosas. Na verdade, elas são vermelhas, o que tira todo o sentido do nome “rosa”, mas acho que quem deu o nome não pensou nisso. Estranho, você não acha?

- Quem mandou?

- Eu não sei.

- Não tem um cartão?

Taylor piscou os olhos, encarando Rachel por alguns instantes. Seu rosto se iluminou como se uma luz tivesse sido acessa dentro de sua cabeça, e ele tirou um cartão verde de dentro do bolso, entregando-o para ela.

“Espero que você goste de rosas vermelhas. Dizem que são românticas, mas eu não entendo muito disso. De qualquer forma, espero que você perceba que nem todos os homens são idiotas que não merecem a sua atenção. Se você estiver se perguntando se receberá mais presentes, pode ficar tranquila, esse é o último. Passou uma semana desde que nos encontramos. Sete dias. Foi um presente para cada dia, e estou torcendo para que a minha mensagem tenha sido bem entregue.

Com carinho, Garfield Logan – Mutano.”

O rosto de Rachel ficou vermelho, e ela percebeu que era o centro das atenções na sala. Suas bochechas queimaram e ela olhou fixamente para as letras escritas de verde no cartão verde. Tudo verde. Muito verde, exatamente como ele.

Taylor balançou o buquê na frente de seu rosto, tentando chamar sua atenção. Ela juntou suas coisas e se levantou, saindo da sala sem falar nada, com o cartão sendo amassado aos poucos na mão.

- Rachel! – Taylor saiu correndo atrás dela. – Você precisa assinar o documento de entrega!

- Jogue essas rosas fora, Taylor!

- Você tem certeza?

- Tenho!

- Eu não posso. Vai contra a política da empresa que faz as entregas.

Rachel rosnou e parou de andar, tirando o buquê das mãos de Taylor. Enfiou-o nos braços da primeira moça que cruzou seu caminho, sem dar nenhuma explicação sobre o que estava fazendo. Continuou andando na direção de Brietta, com Taylor falando sem parar e reclamando por ter feito a entrega atoa.

- Taylor! – ela quase gritou. – Você pode parar de falar?

- Mas...

- Eu te dou uma carona até o seu trabalho.

- Acho que posso ficar calado. – ele balançou a cabeça, entrando no carro. Rachel começou a dirigir, se irritando com o início do horário de pico da cidade. Deixou Taylor na sede da empresa que fazia a entrega de mercadorias, e foi para casa, estacionando Brietta de qualquer jeito em frente ao prédio.

Quando chegou a seu apartamento, abriu a porta e encontrou Harper deitada no sofá, abraçada com o urso gigante e usando o colar de pérolas que também havia sido um dos presentes de Mutano.

- O seu admirador é demais! – Harper olhou para ela. – Ele te deu esmaltes daquela marca importada.

- Me ajude a levar essas coisas para a Brietta. – ela juntou os chocolates, esmaltes, brincos e temperos importados.

- O que aconteceu?

- Ele mandou que entregassem um buquê de rosas na faculdade.

- Ele quem?

- Garfield Logan. – Rachel falou, e Harper empalideceu. – Mutano. Tanto faz.

- V-Você descobriu?

- Ele assinou o cartão.

- Mas eu pensei que o Gar...

- Quem?

- Gar...Field. Eu pensei que ele falaria pessoalmente com você.

- Por quê?

- Foi só uma ideia louca da minha cabeça.

Rachel bufou, tirando o urso dos braços de Harper e saindo do apartamento. A ruiva fez careta, com medo de ter se entregado e revelado que, sim, sabia que Mutano era o admirador secreto.

Tudo começou quando ela escutou o recado dele em sua caixa-postal, falando que Rachel estava muito bêbada. Qualquer outra pessoa teria apagado o recado logo depois de escutá-lo, mas Harper o manteve em seu celular até a manhã do dia seguinte, quando ligou para Mutano, contando como Rachel estava. Ele, agradecido e surpreso por ter sido contatado, perguntou o que poderia fazer para deixá-la se sentindo menos pior do que se sentiria, e Harper deu a ideia dos presentes, mas não esperava que ele fosse fazer o admirador secreto para cima de sua melhor amiga.

- Eu contei sobre o Theo para ele, Har. – Rachel falou de dentro do elevador. – Ele deve estar com pena de mim.

- O que te faz pensar isso?

- Ele escreveu no cartão que espera que eu saiba que nem todos os homens são iguais.

- Ele é um fofo!

- O quê?

- Nada – Harper deu de ombros, segurando alguns dos presentes. – Mas ele está sendo legal por se preocupar com você.

- Eu acho que ele está tripudiando em cima de mim. Como se não bastasse a vergonha que eu estou sentindo por ter contado que perdi a virgindade com o Theo...

- O Gar pode ser o seu príncipe, já pensou?

- Príncipe?

- Enquanto eu estou esperando o meu... O seu já está aqui.

- Ele não é um príncipe.

- Eu acho que o cavalo branco do meu príncipe morreu e ele está ocupado sofrendo a dor da perda. É a única explicação para ele não ter aparecido até hoje.

- O Mutano não é um príncipe. – Rachel revirou os olhos. – Ele é gay.

- E daí?

- Ele tem seu próprio príncipe, Harper.

- Não acho que ele seja gay.

- Ele é. Eu já o vi com dois homens diferentes.

- Eles se beijaram?

- Não.

- Ele não é gay.

- Ele é.

Saíram do elevador juntas e em silêncio, deixando que a raiva de Rachel pesasse no ar.

- Você vai jogar os presentes no lixo?

- Vou devolvê-los.

- O quê? Você não pode devolver um presente! – Harper protestou.

- Mas eu vou.

- Você vai ofendê-lo.

- Ele pode lidar com isso.

- Por que você não me deixa ficar com todas essas coisas, então? É melhor do que parecer ingrata.

- Não posso, Har – Rachel colocou os presentes no carro. – Vou devolvê-los e acabar com isso de uma vez por todas. Quem ele pensa que é para me ensinar sobre as pessoas?

- Ele só quer te ajudar.

- Eu não preciso de ajuda.

- Você precisa.

- De qual lado você está?

- Do seu! Não acha que já está na hora de deixar o Theo para lá? O Gar tem razão! Nem todos os homens são idiotas e mesmo que eu só conheça homens que provem o contrário, acho que você deve ouvir o conselho dele.

- Não, obrigada.

- Eu tenho alguma chance de te convencer a aceitar?

- Não.

- Vou subir e fazer um bolo de sorvete para quando você voltar porque sei que você vai estar mais irritada.

Rachel riu e entrou no carro, dando partida logo em seguida. Pegou o caminho mais rápido até a Torre T, usando o GPS do celular, uma vez que não fazia ideia de como chegar ao seu destino. Engoliu em seco enquanto passava pela ponte alta que conectava a cidade a Torre, e tentou não olhar para os lados, já que a ponte era feita para um único carro por vez.

Finalmente chegou, e subiu os degraus até a porta principal, tocando a campainha. Esperou por longos minutos que alguém a atendesse, mas não teve sucesso. Bateu palmas e gritou, ouvindo sua voz ecoar e ser o único barulho.

- Tem alguém em casa? – bateu na porta. – Olá?! Vocês não recebem visitas? – deu as costas para a porta. – Provavelmente não. – resmungou.

- Rachel? – Mutano abriu a porta em uma fresta mínima. – O que você está fazendo aqui?

- Ah! Finalmente! – ela se virou para olhá-lo. – Eu estou aqui para devolver os “presentes” que você me mandou durante a semana. – fez aspas no ar.

- Devolver?

- Sim.

- Não se pode devolver um presente.

- Onde está escrito isso?

- É uma coisa que todos sabem.

- Eu não me incluo nesse grupo. – começou a tirar os objetos do carro, colocando-os no chão.

- Você está louca?

- Eu? Não. Já você...

Mutano saiu de dentro da Torre e olhou para a pilha de coisas que Rachel havia formado no chão, vendo seu cartão verde no topo.

- Você recebeu o meu cartão. – concluiu.

- Olha, eu sei que pessoas bêbadas não costumam se lembrar do que fazem, mas é diferente comigo. Eu me lembro de tudo, e sei que te contei sobre o Theo. A humilhação já foi o suficiente e eu não preciso da sua pena.

- Eu não estou com pena de você.

- Você me mandou presentes.

- Para te mostrar que nem todos são idiotas, babacas e outros adjetivos ruins.

- O que você entende sobre os homens? – ela cruzou os braços.

- Muito mais que você. – Mutano a imitou.

- Certo. – Rachel se lembrou dele com Cyborg. – Você realmente deve ter mais experiência que eu nisso.

- Eu só quero que você se sinta bem. Não precisa ficar chorando ou implorando pelo amor dele, sabe? Existem vários caras legais por aí, você só precisa saber onde e como procurar.

Rachel arqueou uma sobrancelha, mordendo o lábio inferior para não rir. Mutano era definitivamente muito gay, e ela se surpreendia com isso toda vez que reparava no jeito dele.

- Quem escolheu os brincos e o colar? – perguntou.

- Eu. – ele respondeu.

- Você tem um bom gosto. – ela deu de ombros, voltando para o carro.

- Rachel, nós dois estamos nos encontrando com mais frequência que o normal e, talvez, seja um sinal de que eu deva te ajudar.

- Me ajudar? – abriu o vidro. – Você não pode me ajudar. Eu não preciso de ajuda.

- Você precisou quando ficou bêbada.

- É diferente.

- Por mais que você seja uma pessoa mal-agradecida, eu vou relevar que você está devolvendo os presentes – Mutano sorriu de lado, surpreso por ela estar ali. Estava aliviado por estar sozinho na Torre, o que diminuía as chances dos outros Titãs darem de cara com a cópia de Ravena na porta de casa. Havia planejado oferecer ajuda depois que ela recebesse o buquê, e iria procurá-la para conversar, mas ela havia sido mais rápida. – Eu vou te ajudar.

- Já disse que não preciso.

- Não vou desistir. Ou você aceita ou aceita.

- Você não manda em mim.

- Só estou tentando fazer com que você não chore mais na frente de desconhecidos.

Rachel abriu a boca para responder, mas percebeu que não tinha uma resposta para dar. Olhou para frente e apoiou o braço direito no volante, passando a língua pelos dentes da frente:

- E como você pretende me ajudar?

- Vou te ensinar a não ser um capacho, e a perceber que o Theo não é o melhor homem do mundo.

- Eu não sou um capacho! Eu gosto do Theo! Não preciso da ajuda de um homem para saber agir com outro, mesmo que você tenha experiência!

- Vamos fazer um teste. Eu tenho um mês para te ajudar, se não tivermos resultado nesse tempo, eu desisto e você segue chorando e contando sobre a sua vida sexual.

- Ei!

- Então – Mutano riu. – Temos um trato?


Notas Finais


Chora nããããããão coleguinha!!!!!
Comentem :)


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...