História Allie - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fall Out Boy
Personagens Patrick Stump, Personagens Originais
Tags Patrick Stump, Romance
Visualizações 10
Palavras 1.676
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Musical (Songfic), Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Então... Aqui estou eu com uma nova história! (não, eu NÃO ABANDONEI A OUTRA CALMA) Eu resolvi escrever essa porque ganhei o CD do Soul Punk e fiquei super animada e não parava de escutar "Allie". Acabou que toda hora que eu escutava essa música, pensava em uma historinha, até que resolvi escrever. Ela é bobinha e não faz sentido, mas senti falta de escrever um shoujo então acabei fazendo mesmo.
P.S. Vou reescrever o último capítulo que eu fiz de "Cause That's..." e depois postar.
Boa Leituraaaaaaaaa
(Se quiserem colocar "Allie" para tocar, seria legal :) )

Capítulo 1 - Capítulo Único


   Aqui estou eu. Preso nesse trânsito infernal nessa belíssima cidade mais conhecida como Chicago... Várias coisas já aconteceram por ela. Vivi meus melhores momentos aqui, mas também cometi meus piores erros aqui.

   Meu pior erro.

   Que também foi um dos meus melhores momentos.

   Allie.

 

  

   "Allie eu era tão bom naquela época

Mas eu me pergunto se eu seria tão bom se eu te visse de novo."

 

  

  Oh Allie... Lembro do seu sorriso... Do seu perfume... Do seu olhar... Lembro dela perfeitamente.

   Cada momento que vivemos juntos pareceu tão certo, para no final perceber que foi tão errado.

 

   "-Acho que devemos entrar aqui. - Allie disse com um enorme sorriso no rosto.

    -Quarto do Andrew?

    -A festa está um saco Stumpy. Não vamos fazer nada de errado. Só vamos conversar. - Aquele sorriso sincero, que sempre meu confortou.

    -Sei não em... Ele pode ficar uma fera.

    -Vem logo! - Ela puxou meu braço até entrarmos no quarto dele, e logo depois fechou a porta. - Toma. - Ela me entregou algumas garrafas de bebida, enquanto sentava na cama do Andy. - Melhor, uh?

   -É... Talvez. - Sentei ao seu lado. - Ainda acho que ele vá ficar uma fera ao descobrir.

   -É só não deixá-lo descobrir bobão!

   -Hum... É... Acho que é melhor assim. -Ficamos um momento em silêncio, apenas apreciando a companhia um do outro.

   -Olha, um violão. - Allie pega o instrumento e me entrega. - Você que sabe tocar.

   -Não podemos fazer barulho, lembra?

   -Mas tá um barulhão lá fora! Ah nem!

   -Você sabe cantar, não sabe? - Ela concorda. - Então canta para mim. Mas bem baixinho. - Deitei da cama, e ela me acompanhou, sorrindo. E foi assim que animamos a festa. Conversas e músicas de jovens bêbados sem sentido."

 

 

  "Você canta para mim (num sussurro, Acapella)

Com as pernas cruzadas na cama do Andrew"

 

   Essa festa não tem como esquecer... Aos meus quinze anos, ao lado dela, da garota mais sincera que conheci.

 

 

   "-Você não devia ter feito aquilo. - Ela fazia um curativo na minha cicatriz na testa.

   -Aquele cara te ameaçou! Eu não podia deixar aquilo passar, Allie!

   -Mesmo assim! Pessoas sempre podem ameaçar umas as outras! Você podia ter se ferido gravemente! - A garota termina o curativo.

   -Ah Allie... Não fique brava... Eu fui seu herói! - Fiz um biquinho de criança birrenta.

   -Eu já estou protegida, Patrick.

   -Você tem uma arma por um acaso? - Ela ri.

   -Quieto. Senão o curativo pode sair.

   -Eu não ligo. - Puxei ela para cima de mim. - Eu estou aqui, com você, sozinhos no seu quarto. Esse curativo não vai me atrapalhar em nada. - Eu a beijei carinhosamente. Ela riu novamente.

   -Trick! Para! Meus pais já devem estar voltando! Vai ter que arranjar uma bela desculpa para essa cicatriz.

   -Vou contar do meu ato heroico em salvar minha namorada.

   -Ah claro!

   -Mas antes. - A beijo novamente. - Mereço minha recompensa. - Sorri maliciosamente.

   -Não agora mocinho!"

 

 

   "Você disse que estava protegida

Pensei que tivesse uma arma."

 

 

   São tantos momentos quase impossíveis de esquecer... Quando você foi no baile comigo pela primeira vez... Quando compramos aquele cachorrinho na feira de adoção. Mas por que acabou?

   Eu era fraco.

   Eu estava com medo.

 

  

   "Porque eu estava com muito medo de você

E, não, eu estava com muito medo hoje para fazer"

  

 

   Ela era boa demais para mim.

   Por isso acho que se a visse de novo, não seria bom o suficiente.

   Por isso fugi do colchão ao acordar naquela madrugada depois daquela noite.

   Por isso achava que você devia ter sido mais maldosa.

 

  

   "Ouça, senhorita, você me teve

Você deveria ter me ensinado coisas tão maldosas"

 

 

   São bons momentos que essa cidade guardou para mim. Mas alguns desses bons momentos, no futuro podem ser erros.

  Desde então, desejei nunca mais encontrá-la, não porque eu a odeie, mas sim porque eu me envergonho do que fiz, e espero que não seja assim de novo.  

 

 

                                                                             ...

 

 

   Patrick Stump. Esse nome que me atormenta. Stump. Trick, Stumpy. Não ligo.

   Depois de tanto tempo juntos, ele foge. Justo depois de nossa melhor noite, que agora considero pior. Nunca me senti tão usada.

 

   "Acordo em uma madrugada chuvosa, mas sinto algo estranho. Não me sentia mais protegida como anteriormente. Olho para o lado e percebo que quem eu mais queria ver não estava mais presente.

   'Me desculpe' era o que dizia o bilhete, naquela caligrafia bonita dele. Mais nada. Me desculpe, e só.

   Meu coração se quebra em milhares de pedaços, como se alguém tivesse o atirado da janela do décimo andar de um prédio. Mas tudo o que eu pude fazer a respeito era chorar. E chorei. Chorei até sentir minha visão embaçar. Não queria ver esse homem nunca mais em minha vida."

 

   E aqui estou eu. Na calçada de uma avenida com trânsito parado, o encarando. Era ele, Patrick Stump.

   Não sabia o que fazer, se chorava, fugia, o abraçava. Não sabia, então fiquei parada lá. Seu olhar estava perdido, ele parecia estar pensando eu algo.

   Talvez em mim?

   Não. Credo. Deixe de ser boba Allie. Ele já deve estar casado, ter filhos, e ser rico porque... Uau. Que carrão!

   Mas uma coisa que eu senti ao vê-lo, foi o conforto de quando eu tinha 15 anos, que tanto senti falta. Rapidamente o ódio que eu guardava sumiu, mas ele ainda não me encarava.

   Virei para frente e continuei minha caminhada.

   Seja qual for o motivo pelo qual ele fugiu, não me importo.

 

  

  " Quando você encontrar,

Não é da minha conta."

 

 

                                                                              ...

 

   É ela.

   É ela.

   É ela.

   É ELA CARALHO!

   Justamente quando pensei nela, ela aparece por aqui. Por que você fez isso comigo, Deus?

   Talvez ela nem tenha me visto, só está fazendo uma caminhada. Ela até que não mudou muita coisa... Só ganhou um corpão... Com certeza já deve ter alguém...

   Mas por que estou pensando nisso?

   Quando esses carros vão voltar a andar? Anda logo! Eu quero saber onde ela está indo!!!

   Espera o que foi isso? Não é da minha conta!

 

 

  

   "Agora, onde quer que você vá, vá, vá

Não é a minha preocupação."

 

 

   Finalmente, um carro se move. Todos os outros tentam furar fila pois estavam aflitos. Mas eu com certeza era o mais aflito ali. Acelerei, e novamente Allie entra em meu campo de visão. Ela me olhou, mas rapidamente voltou a olhar para frente e acelerou um pouco o passo.

   Não iria deixar ela escapar de mim assim tão fácil.

   Acelerei.

   Ela virou em uma rua que até então não sabia o nome (e nem me preocupei em saber). Ela andava calmamente na rua vazia, haviam apenas umas duas pessoas além de nós ali.

   Estacionei o carro rapidamente e a segui em passos largos. Ela virou em outra rua, e quando a encontrei, estava no jardim de uma casa.

   -Allie. - Ela se virou assustada.

   -D-des... Desculpe, eu te conheço?

   Ah não... Não me diga que eu realmente segui a mulher errada.

   -Allie... Sou eu. Patrick Stump.

   -Não conheço nenhum Patrick, ou melhor, queria não ter conhecido.

   É ela.

   -Podemos conversar? - O que eu estou fazendo aqui mesmo?

   -Ah... Agora você quer conversar, é?

   -Allie...

   -Pare de falar meu nome Stumpy! - Ela tampa a boca com as mãos. Dou um sorriso vitorioso. - Digo... Não temos o que conversar. Você fugiu e pronto. Me magoou e eu superei.

   -Tem coisas que eu devo esclarecer. - Os ombros dela caem com um pesado suspiro, e logo depois ela volta a postura séria e cruza os braços.

   -Você tem cinco minutos. Meu filho está me esperando ali dentro. - "Filho". Ela era casada. Ela realmente superou. E, novamente: O que eu estou fazendo aqui mesmo?

   -E-eu... Eu te amava. - Ela arregala os olhos, como se estivesse fingindo estar chocada. - E-eu tinha medo de você...

   -De mim?!

   -Você era boa. Muito boa... Digo, no bom sentido! - Ela ri. Estava no caminho certo. - Na verdade... Nos dois sentidos... - Sorri timidamente, enquanto ela abaixava a cabeça guardando um sorriso. - Desculpe se te magoei, mas estava com medo de não ser bom o suficiente depois. Você foi incrível comigo, mas eu não sabia se estávamos fazendo a coisa certa.  - Um silêncio se instalou entre nós dois.

   -Eu entendo... Talvez essa fosse a coisa certa a se fazer, mas não dessa forma. Você não deveria ter me deixado sozinha lá! Sem mais nem menos! Devíamos ter conversado ou sei lá!

   -Você acha que se tivéssemos conversado, as coisas estariam melhores agora? - Allie se calou.

   -Não...

   -Bom Allie... Não vim aqui te fazer se sentir mal ou sei lá... Atrapalhar a sua vida. - O que eu estou fazendo aqui mesmo? - Só queria esclarecer isso. Não me odeie... Ou pare sua vida por causa de mim. Sei que você deve ser casada ou já ter filhos mas... Apenas não me odeie mais.

   -Tirando a parte de ser casada e ter filhos eu te entendo.

   -Mas... Você falou do seu filho...

   -É, meu filho. - Ela destranca a porta de sua casa e dela sai um pug dando pulinhos animados. - Franklin, mas pode chama-lo de Frank.

   Esse é o momento que eu me sinto completamente idiota.

   -Mas que gracinha! Oi Frank! - Faço carinho no bichinho que se esfregava nas minhas pernas.

   -Patrick. - Ela se aproxima e eu a encaro. - Quando te vi hoje, fiquei sem reação. Você mudou e, no fundo, desejei que estivesse tendo uma vida boa e muito sucesso.

   -Também desejei isso quando te vi.

   -Então, quer entrar? Não tem muita coisa que se possa fazer aqui na minha casa mas se quiser eu posso preparar um café ou....

   -Pode deixar. - Sorri e me aproximei mais um pouco. - Acho melhor eu ir embora.

   -Ah... Tem certeza?

   -Absoluta, aliás... - Segurei sua cintura e roubei um beijo. - O que eu estou fazendo aqui mesmo? - A garota ri.

   -Não sei... - Ela dá um sorriso triste. - Adeus, Stumpy.

  

   -Tchau, Allie.

 

                                                                                   THE END


Notas Finais


O que eu estou fazendo aqui mesmo?


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