História American (SwanQueen) - Capítulo 3


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Categorias Once Upon a Time, Once Upon a Time in Wonderland
Personagens August Wayne Booth (Pinóquio), Capitão Killian "Gancho" Jones, David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Henry Mills, Ingrid / Rainha da Neve / Sarah Fisher, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Personagens Originais, Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Sr. Gold (Rumplestiltskin), Will Scarlet, Will Scarlet/Valete de Copas, Xerife Graham Humbert (Caçador), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Emma Swan, Intersexualidade (g!p), Lesbicas, Once Upon A Time, Ouat, Regina Mills, Swanqueen
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Palavras 1.556
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, FemmeSlash, Festa, Orange, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Confiança


POV REGINA

É estranho sentir saudades de alguém que nunca vimos, além de uma antiga fotografia. Os momentos que deveriamos ter passado juntas, ficam escondidos entre um sonho e outro. Queria tê-la conhecido, levado suas broncas e ter recebi aquele tipo de abraço que só uma mãe poderia dar. Cora Mills, uma enfermeira da marinha e colombiana, é a única coisa que sei. Eu carrego seu nome, e seja lá como for, ela faz falta. Mas ainda sim agradeço por ter um homem com características suficientes pra disfarçar esse sentimento.

Ao escutar passos descalços em direção ao meu quarto, esconde a foto entre as páginas de O Poderoso Chefão. Ergo o olhar e lá está um dos motivos do meu temperamento nervoso.

— Papai mandou você descer pro café da manhã. — Henry disse. Revirei os olhos pegando minha mochila.

— Cadê os seus sapatos? — perguntei confusa. Ele olhou para os próprios pés com um sorriso brincalhão, me encarou mais uma vez e saiu correndo.

Dei de ombros, a final Henry é imprevisível. Desci pra cozinha e encontrei o Sr. Robert, sentado na cadeira com seu típico jornal. Papai era redator, e escrevia a coluna de economia para as notícias locais. Deis de quando minha mãe morreu, ele passou a ser um homem frio. Sra. Widow que me disse isso, ela é a vó da Ruby. As duas moram na casa ao lado junto com um cachorro barulhento.

Nós moramos ao norte de Sant Paul, e como o colégio fica ao Sul, Ruby sempre me dá carona naquele carro vermelho berrante. É estranho esse fixação dela por vermelho, mas não tanto quanto a fixação dela por sexo. Isso não tem comparação.

— Bom dia pai. — saudei lhe dando um beijo na bochecha.

Papai poderia ser severo com outras pessoas, mas com os filhos ele era totalmente diferente.

— Bom dia querida.

Quando vou abrir a geladeira, Henry aparece segurando seus sapatos. Um estava todo coberto por uma gosma verde, e o outro... destruido.

— Você viu isso? — perguntei para o meu pai. Ele olhou rindo da cara de sapeca do garoto. — Não ria.

Acidentes acontecem Regina. — sacudiu a cabeça — Vá colocar seu outro sapato pra nós irmos.

Henry saiu correndo de novo, subiu as escadas e em menos de cinco minutos desceu com os novos sapatos e sua bolsa. Ele é uma criança muito especial, aquelas que não se acha em qualquer parquinho. Henry tem nove anos, ele não é totalmente meu irmão, mas um pouco mais que isso. Meu pai o teve com uma completa desconhecida, nessa época eu tinha oito anos e um ano depois, quando Robert apareceu em casa com um bebê, a minha única reação foi prometer que ajudaria no que fosse.

E deis de hoje é assim. Henry pode ser uma peste quando quer, mas era minha peste.

— Tchau Gina! — ele gritou.

— Tchau pestinha.

[...]

Segundo a ideologia das espécies, os seres humanos estão destinados ao sofrimento eterno. Barbaridade que vos diga, nós meio que merecemos. Não querendo contestar aos fatos, somos lobos solitários brigando pelo pedaço de carne. Nosso nome não fica sujo só no banco, mas também no mundo todo. Sábio é quem se cala em uma multidão enfurecida, e quem grita no meio do silêncio. Li isso em algum letreiro de caminhão. Somos arcaicos, estamos séculos atrasados.

Digo isso porque, eu tenho uma ideologia de vida um pouco fora do ciclo de hoje em dia. Sei que fiz muitas coisas joviais, mas nada que eu não me arrepende-se depois. Assim como ontem, me arrependo de beber porquê pode ser que daqui a dez ou vinte anos, eu acabe precisando de um transplante de figado. Me ache estúpida, mas pense bem, é a verdade.

Não sou pura, apenos prezo pelo meu ideal. Posso ser uma safada quando quero, mas as outras pessoas não precisam saber disso.

— Ei Regina! — um idiota me gritou, olhei pra saber quem era. E não me assustei quando vi Graham e sua turma, em cima de uma caminhonete no meio do estacionamento do colégio — Tá gata hoje!

— Ela sempre foi seu mane! — Jefferson, outro idiota, diz. Revirei os olhos bufando.

Nunca fui com a cara desses garotos. Dos seis que tinham ali, quatro já me chamaram pra sair, claro que neguei. Não querendo ser esse tipo de garota que se acha boa demais pra qualquer homem, mas vejamos bem. Os garotos de hoje em dia só estão atrás de uma coisa: sexo. E pra piorar, eles acham que todas as garotas são fúteis. Ledo engano, não irei me iludir por qualquer rostinho bonito e cabelo coberto de gel.

— Liga não Regis, ele são uns imbecis. — David chegou ao meu lado.

— Eu não ligo, acho que isso até aumentou meu ego. — ironizei. — Mas mudando de assunto... Por que você faltou ontem?

— Hm. — sorriu malicioso — Sabe a Mary do segundo ano?

— A Santa Mary Margaret?

— Nem tão santa assim. — revelou esbanjando felicidade.

Olhei um pouco decepcionada. Não que eu tenha ficado triste por ele ter pegado a garota de seus sonhos, a questão não é essa. Ver David feliz por alguém, Zelena e Kill se pegando por ai me fez perceber que talvez eu tenha esquecido de como é beijar. 

— O que foi? — ele perguntou.

— Nada, só que...

— Só que você também quer alguém. Não é?

David era o mais carinhoso de nós quatro. Aliás, ele é o único carinhoso de nós quatro. Concordei com a cabeça, enquanto iamos para sala de aula, Nolan passou seus braços pelo meu ombro em um sinal de conforto.

— Fica assim não Regina. Vai aparecer alguém, pode confiar.

— Não que eu esteja desesperada sabe? Mas seria bom. — fiz um bico. David riu me dando um beijo na testa.

O sinal tocou, fui pra aula de sociologia enquanto o loiro subiu para o segundo andar. Uma vez me disseram que um amigo pode valer tudo, mas os meus não valiam definitivamente nada.

[...]

Minha manhã já não tinha começado boa, e isso só piorou quando Ruby decidiu "faltar" – uma das suas típicas mentiras clichê. Não duvido muito que ela e Kill devem estar bebendo e tranzando no banco de trás do carro.

Agora sou obrigada a andar cinco quarteirões até minha casa, o que vai me deixar cansada, irritada e com sono. Coisa que não pode acontecer, pois tenho que estudar pra prova de amanhã.

No terceiro quarteirão, estranho quando passo em frente a uma casa que antes parecia abandonada – não que agora deixou de parecer. Diminui a velocidade dos passos quando vi que ao invés da lata velha de sempre, agora é um Opala v8 pistachio que ocupa a frente da garagem, que por coincidência eu já tinha visto em algum lugar.

Deixo isso pra lá e continuo meu caminho, mas sou parada quando escuto o barulho de um motor ligando, além da voz feminina e altamente atraente xingando até a sexta geração de carros. Olho pra trás e lá está o problema, literalmente falando.

— Porcaria! — ela gritou chutando o pneu. Até eu mesma me assustei, mas mudei de expressão quando ela me olhou, abaixei a cabeça corando violentamente. Ser pega encarando alguém é constrangedor, mesmo que isso já tenha acontecido na noite passada, estavamos em uma situação totalmente diferente.

Fiquei perdendo muito tempo estando ali parada, então levantei a cabeça desviando de seus olhos que senti que ainda continuavam em mim, e voltei a caminhar.

Já tinha dado uns bons passos quando notei alguém segurando delicadamente meu braço. Virei pra trás encontrando um rostinho rosado.

— Pois não? — perguntei arqueando a sobrancelha, o que fez ela me soltar.

— Quer andar por ai? — pediu.

Ela aparentava ser uma mulher estranha o suficiente, pra eu não me impressionar com essa súbito pergunta. Ainda porquê ela mal sabe meu nome – eu espero...

— Não.

— Me de um motivo? — correspondeu levianamente.

Cruzei os braços erguendo um pouco o pescoço, na tentativa de parecer seria. Falhando é claro.

— Não posso aceitar, mal te conheço, você pode ser uma serial killer. — ela riu coçando a testa — Isso é uma "profissão" muito requisitada nos dias de hoje.

— É sim. — concordou, Emma respirou relaxando os ombros — Ok, então quer sair por ai e me conhecer?

— Não.

Ela não disse mais nada, apenas deu de ombros tirando um cigarro do bolso de trás. Acenou com a mão dando meia volta.

— Não vai insistir? — perguntei.

— Sou esperta demais pra isso! — gritou já em uma distância considerável. Bufei mais uma vez.

— Então... — pensei um pouco, na verdade estava tentando tomar coragem. Se eu queria? Talvez, eu não tinha problemas nenhum com isso. Se duas pessoas querem se conhecer como ela está propondo, não é errado eu aceitar. Só que tem alguns "poréns". Emma tinha acabado de sair da cadeia, e eu nem sabia o motivo dela ter parado lá — Quer sair por ai pra me conhecer?!

Pude ouvir um baixo riso vindo da loira, ela virou a cabeça mudando totalmente sua expressão. Não era mais aquela "durona" de alguns minutos atrás.

— Te pego às oito lindinha. — avisou me fazendo corar.

— Você nem sabe aonde moro.

— Isso não é um problema.

Piscou entrando na casa. Talvez isso não seja um problema, mas tenho certeza que ela é. Doida, isso que eu sou. Se meu pai cogita-se na ideia de que sua filha estaria começando uma amizade com uma "delinquente", seria a vez dele de enlouquecer.


Notas Finais


Eu agradecer a vocês pelos comentários do capítulo anterior, é bom saber que estão gostando.

Esquecir de falar isso, mas a fic foi ispirada em duas músicas: American da Lana Del Rey, e Born To Die também da Lana. Então se vocês lerem a letra vai ver que a fic vai se basear nisso.

Bjs, até.


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