História Amor em Guerra - Capítulo 26


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Drama, Medieval, Mistério, Morte, Romance
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Palavras 2.795
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Deve estar um pouco confuso, porque não tive como me concentrar, mas espero que esteja bom. Beijos.

Capítulo 26 - A Verdade que Machuca


Depois de algumas beijocas e caricias, enfim escureceu.

- Daniel, precisamos ir, já escureceu. – Digo.

- Mas Emilly, está tão bom... A gente poderia ficar aqui mais um pouco, não teria problemas.

            Olho ao redor, e não há mais ninguém no local. Só nós.

- Não gosto de estar perto do lago à noite sem ninguém. – digo séria.

            Ele olha ao redor, e acena com a cabeça. Do outro lado desse lago foi onde aconteceu aquela tragédia do meu tio.

            Ele respira fundo e pega em minha mão. Ele entendeu.

- Tudo bem, vamos.

            Ele se põe de pé e me ajuda a levantar.

- Obrigada Daniel.

            Ele beija a minha testa e juntos arrumamos as coisas.

            Fomos para o seu cavalo branco e abraçada ao seu corpo, voltamos ao palácio.

            Realmente me fez bem passar esse momento com Daniel, mas vou precisar de um tempo para me adaptar que agora nos beijamos.

            Chegamos ao palácio no meio da janta, e decidimos não atrapalhar a janta deles já que já tínhamos nos alimentado.

            Daniel me deixou na porta o quarto, e depois de mais um beijo, nos despedimos.

            Fico processando antes de dormir em minha cabeça tudo o que eu recebi desde o dia em que bati a minha cabeça naquela pedra.

            O primeiro baque foi quando percebi que Dilan não renunciou para ficar comigo.

            Segundo, ser noiva de Daniel e ter que morar no mesmo teto que Dilan.

            Terceiro, a morte do meu tio pelas mãos do Assassino Mascarado

            Quarta, soube que August é o príncipe Ethan, a única noticia boa.

            Quinta, Dilan já era prometido antes de me conhecer.

            Bom, outra coisa boa é perceber que ganhei não só um noivo, mas um parceiro pra me ajudar a enfrentar todas essas adversidades.

            Vou dormir, tentando esquecer dos problemas e pensar só nas coisas boas.

 

 

            Bom, como sempre, tomei um banho ao acordar, me arrumei e fui pra mesa tomar café.

            Como eu havia planejado, hoje tudo o que eu puder fazer para me aproximar de August eu vou fazer.

            Quero que ele perceba que tudo ficou pra trás e mostrar que sou uma pessoa confiável.

            Todos estão à mesa. Victoria virou o centro das atenções, mas isso não me incomoda. Nunca fui acostumada com atenção.

            Em um dado momento percebo que a taça de suco de August está vazia, e em um ato voluntário a encho.

            Ele me olha por uns segundos, e eu retribuo com um sorriso meio nervoso.

            Uns minutos depois decido que é bom puxar um assunto, e tentar envolve-lo.

- Então... Princesa Victoria. O que está achando de Alldales?

            Ela sorri, parece feliz. Coitada, mal sabe ela que nesse tempo todo eu era “amante” de Dilan.

- Ainda não tive a oportunidade de conhecer tudo, mas fiquei impressionada com a quantidade de paisagens exuberantes e com a recepção de vocês. – Diz ela feliz.

- Aqui temos muitas festas. Esses dias agora tivemos o dia Ethan. - digo

- Pra celebrar o antigo príncipe sucessor que morreu, não é? – pergunta ela parecendo interessada.

- Sim, sim, se tornou uma tradição. – Digo. – Não é Daniel? – Digo tentando envolver Daniel na conversa. – O que você acha?

- Ah... é... As pessoas ainda tem Ethan como um ente querido. – Diz ele.

- Você participou August? – Diz ela. Ufa, nem precisei puxar assunto com ele. – Você é tão calado.

            Ele ajeita a postura, não esperava que o assunto se dirigisse a ele, que está tão acostumado a ninguém dirigir uma palavra a sua pessoa.

            Ele olha pra mim, como se estivesse tentando ler a minha alma e depois olha pra princesa.

- Não, Victoria. – responde ele meio mal humorado. - Não sou obrigado a participar. Acho esse evento desnecessário.  

            A princesa se assusta com o tom de voz e com a resposta dele.

- August, bastava dizer que não. – Diz a rainha o repreendendo.

- Ele não foi educado? – pergunta a princesa pra rainha.

- Princesa, ele não quis dizer isso. – Digo. – ele estava indisposto no dia e não pode ir.

            Ouço August bufar.

- Está me defendendo Emilly? – pergunta ele me olhando com os olhos meio cerrados. – Não preciso da sua defesa.

            Busco então forças pra não responder a esse homem da maneira que eu quero.

- Qual é irmão, - diz Daniel tentando apaziguar a situação. - ela não quer que a nossa futura cunhada fique com uma impressão ruim sua.

            August respira fundo, se controlando mais uma vez.

- Eu vou me retirar, antes que eu fale merda. Bom dia. – Diz ele se levantando da mesa.

            A princesa olha estranho para Dilan, sem entender nada.

            Dilan, que nem pra abrir a boca tá prestando mais, só faz a expressão que não entendeu também.

 

            Passado as horas, já é de tarde.

            E pela janela do meu quarto vejo August no sol quente de 14:00 da tarde dando um banho no seu puro sangue inglês. Ele cuida mais desse cavalo do que dele mesmo.

            Ele usa uma blusa de mangas longas, que deve está fervendo de calor.

            Será que eu devo levar um copo com água pra ele?

Se ele me tratar mal não será uma novidade, irei na certeza que ele será arrogante. Mas se demostrar gentileza como antigamente, nem tudo estar perdido.

            Como será que ele vai encarar esse ato?

            Bom, como prometi pra mim mesma, serei gentil com ele sem esperar nada em troca, justamente pra ele ver que estou disposta me aproximar mesmo com esse jeitão bruto dele.

            Vou à cozinha, pego uma jarra com água fresca e um copo, e vou indo em direção a ele.

            Minhas pernas tremem durante o percurso pra chegar até o cercado do estábulo, eu simplesmente não sei o que me aguarda.

- Licença, August. – Digo em um tom amigável.

            Ele se vira pra mim me olhando impaciente e tira um pano dos ombros pra enxugar as mãos.

- Imaginei que estivesse com sede e trouxe água pra você. – Digo sorrindo.

            Ele não diz nada, só fica me olhando. Nervosa, eu começo a servir a água no copo. Fica notório que estou nervosa, até cai água pra fora do copo, estou com medo como se ele fosse me fazer algum mal..

            Entrego o copo em suas mãos e ele olha como se avaliasse a água antes de tomar. Que fresco.

- Emilly, qual é a sua intenção? – Pergunta ele. – Percebi como tem me olhado ultimamente, tem sido gentil e tentou me defender hoje cedo... O que foi aquilo? – Diz ele com o tom clássico de deboche.

- Nada... Eu só queria recomeçar com o pé direito, afinal terei o mesmo sobrenome que o seu daqui há 2 meses.

- Conta outra Emilly...  – Diz ele com desprezo. – Não basta ter apenas o Daniel e Dilan em suas mãos, você tem que ter o irmão adotado também! – Diz ele com um tom enojado. – Mas eu passo, não gosto de coisas usadas.

            AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHH

            Meu Deus, qual é o problema desse cara?

            Fecho um punho com raiva e explodo por dentro, mas não digo nada, apenas fico o olhando pra mostrar que isso não me afeta.

- Já sei o que é isso, é fogo no rabo! – Diz ele. Você não vai acreditar no que ele fez, mas ele acabou de me jogar a água do copo que dei pra ele na minha cabeça, molhando o meu cabelo e minhas roupas. Permaneço de olhos fechados sem acreditar no que ele fez. – Pronto, resolvido! Apaguei o seu fogo.

            Abro os meus olhos e o fuzilo com o olhar e ele começa a rir da minha cara, daquelas risadas de jogar a cabeça pra trás.

            Ele espera que eu bata e grite com ele, mas eu não vou fazer isso, não vou mais perder o meu tempo e saliva com esse otário.

            Sei, foram poucas as minhas atitudes pra me aproximar dele, mas foi suficiente pra determinar que ele é um mala sem alça. Desisto! Se não for o Ethan a salvar Aldalles, Deus vai erguer alguém!

            Tomo o copo vazio de sua mãos e viro as costas.

- Olha como ela ficou emburrada... – Diz ele debochando de mim.

            Eu ignoro e volto pra dentro do palácio.

            Daniel está na sala com uma carta em mãos, e ele para de ler ao me ver emburrada.

- Emilly? – Diz ele. – Tudo bem com você? Porque está molhada?

- Prefiro não comentar. – Digo continuando a andar em direção ao meu corredor. – Mas estou bem, não se preocupe.

- Ok... – Diz ele voltando o seu foco para o papel em suas mãos. – depois conversamos.

            Eu vou pro meu quarto e quando eu chego eu dou um chute no baú perto da minha cama.

            Que droga.

- Otário! – Digo.

            Pego uma toalha que está sobre a cadeira e enxugo o meu rosto e cabelo. Vou até o baú de roupas e escolho um vestido enxuto. Não creio no que aconteceu.

            Respiro fundo buscando paciência. Esse August vai pagar.

- Emilly! – diz Daniel no outro lado da porta. – Abre a porta.

            Daniel está com um tom que me preocupa. Meu coração dispara. Imediatamente abro a porta pra ele. Ele está com uma cara triste e com a carta nas mãos. Parece que está se segurando pra não chorar.

            Ele me dar a carta em minhas mãos.

- Leia em voz alta. – Diz ele com a voz preza.

- Prezado Príncipe Daniel, - começo a ler. – queremos lhe agradecer por sua atenção e carinho para com a nossa família, e vimos realmente que o senhor tem um bom coração, cujo o objetivo é ajudar as pessoas. Infelizmente, quero lhe informar através desta que Ethan Wolfman, nosso amado filho, fale-faleceu... – começo a ler com um nó preso em minha garganta. - ontem, e mesmo com o médico acompanhando e com todos os medicamentos pagos pelo senhor, não conseguimos salvá-lo, mas saiba que ele tinha o senhor e a sua adorável noiva como heróis, assim como o finado príncipe Ethan, que cuidou de minha esposa durante a gravidez de risco. E queríamos compartilhar isso com vossa alteza. Agradecemos por tudo, mas se Deus precisava dele no Céu, amém. Quem sou eu pra discordar. Que vocês continuem tendo um coração puro e bondoso para ajudar mais pessoas.

As lágrimas já estão escorrendo em meu rosto, e quando olho para Daniel, ele está da mesma forma que eu.

- Ele morreu... Aquele lindo menino, que tinha uma vida cheia de aventuras pela frente morreu... e eu não pude fazer nada... – Diz ele desabafando. – não consegui fazer nada...

  Ele começa a chorar com as mãos no rosto.

- Eu não... pude fazer nada... – diz ele.

- mas você tentou... – Digo me acalmando. Eu preciso acalmá-lo. – você tentou e deu o seu o melhor... – digo abraçando o seu corpo.

- dei o meu melhor e falhei. – Diz ele se afastando de mim. Ele realmente está decepcionado.  Ele está com a terrível sensação de missão fracassada.

 Eu nunca vi Daniel tão triste, meu coração está partido em vê-lo assim.

- não diz assim, não foi culpa sua. -  Digo indo até ele. – Você foi ótimo em tudo, você propôs o melhor possível a ele, mas você não pode escolher quem vive e quem morre. – me sento ao lado dele. – apenas Deus tem esse papel.

- É, eu sei. – diz ele com o olhar pro chão.

- você deu para aquele menino uma coisa que ele não tinha a anos: esperança e felicidade. Você conseguiu o fazer sorrir nos momentos em que ele e a família deveriam chorar.

Ele olha para mim, e eu coloco as minhas mãos em sua face, enxugando as lágrimas dele. Ele me olha de uma forma diferente, que ele nunca me olhou antes: um olhar admirado. E isso me dá um frio no estomago...

- obrigado. – diz ele abrindo um pequeno sorriso sincero. – agora eu sei que posso contar contigo nos momentos difíceis também.

- claro que pode, Daniel. – digo abrindo um sorriso, que alarga o sorriso dele. - Estaremos juntos em qualquer situação.

Ele me abraça de novo mais forte, pela minha cintura, juntando mais o seu corpo ao meu e encaixando o seu rosto em meu pescoço.

  Me vem um arrepio pela espinha, que situação tensa. Nós dois no meu quarto agarrados com ele respirando quente em minha nuca.

Ainda não me acostumei com a ideia de que Daniel tem acesso a mim tão direto.

E ele gosta de ter esse acesso.

Com uma das mãos ele passeia pela minha costa.

  Pra Dilan ter essa liberdade demorou muito.

- Bom, - digo tirando o foco dele do meu corpo. – vamos ter que procurar mais famílias pra ajudar.

            Ele se afasta sorrindo.

- É sim. – Diz ele. – Quem sabe conseguimos evitar mortes.

- Vamos evitar sim.

            Ele me beija com um selinho, ele gostou dessa boca rsrs

- Vou deixar você se enxugar. Depois nos falamos. – Diz ele se despedindo.

           

 

            O dia passou, e já estou me organizando pra dormir. Já me lavei e limpei os dentes. Pego o pente pra pentear os meus cabelos.

            Termino de desembaraçar os meus cabelos e vou para cama. Pego o lençol e antes de me cobrir alguém bate na minha porta. Deve ser Dilan.

            Eu não vou abrir, eu não quero papo com ele.

            Ele está batendo de novo só que mais forte. Eu respiro fundo buscando paciência, e me embrulho por inteira.

            E mais uma vez, ele bate.

- Se não abrir eu vou arrombar. – Diz a voz. Voz que não é de Dilan.

            Levanto-me da cama, ainda bem que as vestes de dormir que escolhi hoje estão descentes.

            Abro a porta.

- O que você quer ein? Veio jogar água em mim de novo? – digo.

            August está de guarda baixa, sem o olhar superior dele, como se não estivesse disposto a se defender como sempre faz.

- Eu vim... me desculpar por ter feito aquilo com você mais cedo. – Diz ele. Percebo que ele está lutando contra a sua natureza arrogante ao ser humilde e pedir desculpas. – Foi grosseria minha. É que... não sou acostumado a receber esse tipo de tratamento.

            Respiro fundo, e olho pra esse ser que está de branco encostado na porta no fundo dos olhos. Não é acostumado? Ele era Ethan, a própria gentileza! As pessoas faziam de tudo para agradá-lo no passado.

- Eu que peço desculpas por ter tentado ser gentil com você, August. Esqueci que você gosta de levar pedradas. – Digo com ironia.

- Você sabe que foi estranho! Do nada você me tratar daquela maneira? Eu desconfio de tudo e... – Ele fecha os olhos e dar um tapa no próprio rosto. – Eu não vim aqui pra discutir. Eu vim pra pedir desculpas. E ai, estou desculpado?

            Eu vou na cômoda e pego a carta do sr. Wolfman e seguro nas mãos.

- Pra acabar com qualquer seja a sua desconfiança ao meu respeito, quero que saiba o porquê da minha gentileza. Eu nunca mais havia recebido uma notícia tão boa quanto de saber que você estava vivo, - August fica sem expressão, ele entendeu que eu sei dele. - me sentir tão honrada em estar em sua presença, na presença do maior herói das redondezas! Do maior conquistador e do melhor ser humano que já ouvir falar. Fiquei encantada. Ao saber da verdade sobre você, que você na realidade é Ethan Dowell, como eu iria tratar você mal?

            August respira fundo, mas não desvia o olhar dos meus olhos. É só nós dois. Eu no quarto de porta aberta e ele encostado na porta por fora do corredor clareado apenas por algumas velas.

- Nega pra mim que você é Ethan! Diz que é mentira! – Digo incisiva. – Acontece que não tem como, porque eu lembrei de você. Mesmo que na época eu era uma criança, mas reconheci esses olhos verdes camarada.

            Ele olha pro chão meio decepcionado.

- Antes que ache que foi Daniel, não foi ninguém que me contou, - continuo - eu sem querer ouvir uma conversa sua com a sua mãe em que você afirmava que não era mais Ethan.

            Ele passa a mão no rosto.

- Eu só... Vim pedir desculpas. – Diz ele se afastando da porta.

- Se tem alguém que você tem que pedir desculpas, é dessa família que você ajudou e depois abandonou! – com um tapa em seu peito eu dou a carta pra ele. – leia!

            Ele ler a carta. E quando ele termina de ler, ele me olha por uns segundos, e enxergo o quanto ele estar triste, mesmo que não demostre nenhuma expressão facial.

            Ele entrega a carta em minhas mãos e se vira, indo a passos lentos ao seu quarto.

            Fico o observando indo para o seu quarto triste. Devo ter pego pesado com ele, mas acho que fiz certo.


Notas Finais


O que acharam? Ela fez o certo?
Beijos


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