História Angel (imagine Park Jimin) - Capítulo 20


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Romance
Visualizações 53
Palavras 4.620
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Festa, Hentai, Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olha quem reviveu das cinzas. Sim, amores, eu mesma rsrsrs ~cara de pau~ haaa, que saudades ><

Vocês devem estar esperando um capítulo desde o dia 16, não é mesmo? Bom, acontece que depois de todos aqueles trabalhos que eu tinha pra fazer, eu recebi mais 3. Sim, mais 3 '-' Então eu resolvi terminar tudo pra depois me dedicar a Angel. Tem também aquele famoso festival de inglês que eu citei lá trás, lembram?? Pois bem, ele finalmente aconteceu nessa última sexta, e uma semana antes os ensaios passaram a ser todos os dias depois da aula e a noite. Resumindo: não tive tempo nem para mim. Porém, todo esforço valeu apena. Meu grupo ganhou em segundo lugar em meio a 22 concorrentes \o/ fora os 15 pontos em inglês e 10 em arte que vai constar no final do bimestre ksksksksksks

Esse capítulo não está lá grande coisa, pois eu tentei "resumir" tudo o que aconteceu com a PP, mas enfim, vamos ao capítulo que, aliás, está muito fofo, triste e cheio de explicações de ALGUNS 'porquês'.

Ps:. Perdoem os erros de ortografia. Juro que reviso depois.

Tenham uma boa leitura. ^-^

Capítulo 20 - Please, never abandon me.


A região torácica da garota doia com afinco pelo choro que já se estendia por longos minutos. Ela andava de um lado para o outro dentro do quarto enquanto um turbilhão de sentimentos se passava por dentro de si, ao mesmo tempo em que tentava assimilar tudo oque sua mente recordou. As lágrimas surgiam pela felicidade mesclada à confusão. Sua cabeça ainda processava tais lembranças, era algo difícil de absorver, se tratando de alguém outrora espiritual.

Foram tantas coisas que,ela não se deu o tempo de se perguntar como tudo aconteceu, mas sim de como não se lembrou de algo com significância tão grande para si mesmo.

ㅡ Como eu não me lembrei? Meu Deus...como eu pude... ㅡ interrompeu a própria fala aos levar as mãos até o rosto e o enterrar entre elas, se permitindo chorar com mais intensidade, assim fazendo o som de seus fungos e da respiração desesperada preencher o quarto.

Sua visão, embaçada pelas lágrimas, recaiu na cama que se encontrava em uma completa bagunça, e as lembranças calorosas da noite anterior vieram à memória. Cada toque, cada sensação, absolutamente tudo, fazendo com que ela tomasse uma atitude.

Com rapidez,a menina se pôs a se retirar do cômodo secando o rosto, no entanto era em vão, pois quanto mais se lembrava, mais lágrimas saíam. Ela foi em direção ao primeiro andar, onde o Park tomava o café da manhã à mesa depois de uma longa insistência de Taehyung. Jimin estava desconfortável, a presença de Hyun fazia seu estômago revirar. Como ela podia ser tão cínica?

ㅡ Não está bom, Jimin? ㅡ o Kim perguntou ao perceber que o rapaz não havia comido de quase nada que estava a sua disposição.

ㅡ De modo algum, apenas não tenho fome. ㅡ respondeu com um singelo sorriso.

ㅡ Eu entendo, mas coma nem que seja mais um pouco, notei que você emagreceu esses dias, precisa ficar forte e saudável ㅡ aconselhou mais soando como uma ordem.

ㅡ Aigoo, não se incomode saeng, estou saudável, mas mesmo assim obrigado por se preocupar.

ㅡ Se é assim,vou confiar ㅡ Nossa, minha sobrinha está demorando a acordar ㅡ Taehyung murmurou fitando o relógio em seu pulso.

ㅡ Meu amor, ela deve está cansada ㅡ acariciou o braço do marido e olhou para Jimin nitidamente maliciosa, oque o fez desconfiar que a mulher soubesse de algo ㅡ vem acontecendo muitas coisas,e já que ela não vai à escola, a deixe descansar mais um pouco.

ㅡ Você está certa. ㅡ limpou os finos lábios com o guardanapo ㅡ Bom,o trabalho nos espera. Vamos? ㅡ perguntou à Hyun, que assentiu se colocando de pé junto a ele e ao Park que, por educação, também se levantou ㅡ Jimin, fique a vontade. Quando minha sobrinha levantar~

Taehyung interrompeu sua fala ao ouvir um barulho consideravelmente alto vindo das escadas, para onde todos olharam de imediato. Ainda chorando,a garota subitamente cessou a correria quando seus olhos encontraram aquele que procurava, pessoa qual também a observava confuso. Os olhares se conectaram como nunca antes, e um silêncio em busca de repostas se instalou no local.

Hyun e o marido permaneciam sem dizer uma palavra se quer, apenas estranhando toda a cena.

ㅡ Jimin... ㅡ apenas para si mesma, a menina indagou o nome completamente chorosa.

Ela não se preocupou em estar da forma que estava diante dos três; com os olhos vermelhos e inchados, cabelos levemente desengrenhados, pés descalços e vestida do moletom de quem a proporcionou o maior prazer de sua vida, fora uma singela dor que predominava seu quadril.

ㅡ Aconteceu alguma coisa, meu anjo? ㅡ preocupado, o Park perguntou de cenho franzido.

Ela assentiu mas não o deu a oportunidade de questionar oque. Com uma agilidade descomunal, a Kim correu até o rapaz encaixando seus braços ao redor dele, sem tempo de mais perguntas. Um pouco surpreso, o homem apenas retribuiu de forma sutil.

ㅡ Meu amor, aconteceu alguma coisa? Você está me preocupando.

Ela não o respondeu de imediato, preferiu aproveitar a sensação de o ter abraçado depois de tanto tempo sem se lembrar, e tal sensação era tão incrível que a fez rotomar o pranto, ocasionando o umidecer do pano da camisa preta que o mais velho trajava.

ㅡ Ei,olha pra mim ㅡ ele pediu se afastando. Suas pequenas mãos tocaram o rosto umido da garota à procura de ver sua face ㅡ Conta pra mim oque aconteceu pra você está assim.

ㅡ Eu deveria te matar, Jimin, mas eu não posso fazer isso, não agora que você voltou.

ㅡ Mas do que está falando?

ㅡ Porque não me contou? Porque você sumiu no dia do meu acidente? ㅡ ignorou totalmente a pergunta e o questionou em meio a soluços ㅡ Não sabe o quanto eu queria ter te visto aquele dia...

Foi nessa hora que a ficha do rapaz caiu. Ao perceber do que se tratava, seus olhos se abriram levemente e um pequeno sorriso adornou seu lábios fartos ㅡ você se lembrou? ㅡ a garota apenas assentiu freneticamente enquanto tocava as mãos dele que estavam sobre suas bochechas vem aqui, meu anjo ㅡ a puxou para um abraço apertado, e com o queixo apoiado sob a cabeça da mais baixa, ele se permitiu soltar uma fraca lágrima, sendo ela de uma felicidade que não cabia no peito.

ㅡ Devo me preocupar? ㅡ Tae murmurou para a mulher ao seu lado.

ㅡ Meu amor, não vá se intrometer. São coisas de casal, deixe que eles se entendam.

ㅡ Ha, mas se eu descobrir que o Ji~

ㅡ Você nada, agora pare de se preocupar atoa e vamos pra empresa, porque já deu a nossa hora ㅡ sorrateira, Hyun guiou o marido para fora dali contra sua vontade.

ㅡ Quer conversar? ㅡ Jimin perguntou afagando os cabelos da mais nova.

ㅡ Só me deixa ficar assim mais um pouquinho ㅡ a garota pediu o apertando ainda mais em seus braços enquanto prendia o tecido da camisa por entre seus dedos. Um selar foi deixado do topo da cabeça da mesma e Jimin sentiu seu coração se aliviar grandemente. Agora bastava ele segui o que lhe fora imposto.

Narração: Primeira pessoa.

Sabe quando você não a acredita em uma coisa, mas ao mesmo tempo quer colocar toda a sua certeza nela? Era exatamente assim que eu estava me sentindo. Apesar de sempre ter acreditado em seres espirituais, eu ainda tentava assimilar tudo oque tinha lembrado junto ao fato de Jimin agora ser um humano. Minha mente trabalhava tanto em descobrir uma reposta que ela se encontrava completamente confusa, me impedindo de expressar qualquer que fosse uma reação ou até mesmo algum sentimento. Depois de passado um tempo, eu já não sabia se sorria ou chorava, e tudo isso me fez apenas ficar estática, vez ou outra alternando entre uma junção das duas coisas.

Eu ainda não acreditava que Jimin estava ali, diante de mim, tão belo e sereno como sempre foi, apesar das pequenas mudanças em algumas características físicas. Mas oque me intrigou foi o fato de eu não me lembrar de absolutamente nada relacionado a ele. Porquê minhas lembranças sumiram após o meu acidente? Isso não faz nenhum sentido. Bom, pra ser sincera, nada mais está fazendo sentido.

ㅡ Tome um pouco de água. Você precisa se acalmar ㅡ assenti e Jimin me entregou o utensílio de vidro.

Meio atônita, beberiquei o líquido gelado, seguido por mais alguns goles. Ele permanecia na minha frente, me olhando com serenidade e cautela.

ㅡ Melhor? ㅡ  perguntou me fazendo concordar como reposta. Tomou o copo em suas mãos o deixando sob uma pequena mesa no canto do quarto, em seguida o vi puxar um banco, posicionando o mesmo na minha frente, e ali se sentando.

Sem pronunciar nenhuma palavra, ele pegou minhas mãos e entrelaçou nossos dedos, sorrindo fechado de uma forma indecifrável. Eu podia sentir que aquele aperto carinhoso transferia um certo alívio, e nunca estive tão bem como agora. Poder o tocá-lo sempre me proporcionou borboletas no estômago,mas nunca passou disso, até aquele dia, o nosso primeiro e último contato mais profundo.

Antes de iniciar sua fala, o homem à minha frente soltou um suspiro fundo, possivelmente pensando em alguma forma de me oferecer uma explicação clara dos fatos ㅡ Você deve estar confusa... por onde quer que eu começe?

ㅡ Eu-eu não sei. Talvez do início?

ㅡ Tudo bem. Alguma vez já se perguntou o porque de sempre ter conseguido me ver, ou até mesmo me tocar? ㅡ neguei com a cabeça, só agora percebendo esse pequeno detalhe e passando a o estranhar grandemente ㅡ você estava completando cinco anos quando me viu pela primeira vez.

ㅡ Foi no dia do aniversário de morte da minha mãe... ㅡ completei mantendo o olhar fixo ao dele ㅡ lembro que naquele dia meu pai não apareceu, e eu chorei muito exigindo a presença dele.

ㅡ Pude ver no seu olhar a tristeza, algo que me fez querer te consolar, entretanto, não podia. ㅡ Jimin fez um carinho sobre o dorso de minha mão com o seu polegar ㅡ você era tão inocente, achou que podia o procurar e acabou se perdendo no bosque que cercava o templo.

ㅡ Eu fiquei com tanto medo. Apesar de ainda criança, posso me recordar de cada sensação horrível que foi passar o dia andando, e no final terminar sozinha, com frio,vfome, em meio a um escuro que parecia me engolir.

ㅡ Mesmo você não sabendo,eu estava lá o tempo todo, eu sempre estive te guardando. Mas o desespero me atormentou quando... quando vi a morte te cercar.

Meus olhos se abriram levemente e consertei a postura assustada com a informação ㅡ O-oquê?

ㅡ Meu anjo,aquele dia você iria morrer. Você estava fraca, sensível,era apenas uma criança. Não iria resistir.

ㅡ Então porque eu não...?

ㅡ Eu te amava de mais para te deixar partir, e não me preocupei com oque aconteceria, preferi aparecer e impedir que a morte a levasse.

ㅡ E oque iria acontecer?

ㅡ Como eu posso explicar?... digamos que eu era um anjo hierárquico, que passava de geração em geração, e em meio à várias leis estabelecidas uma dizia que se qualquer anjo se mostrasse a seu predestinado, ele não poderia seguir a adiante com a sua função.

ㅡ Então você perdeu o direito de futuramente ser o anjo que guardaria os meus filhos?

ㅡ Exatamente,mas,pra ser mais correto, sua filha. E mesmo sabendo que meu espírito se dissiparia junto a sua morte, em nenhum momento me arrependi do que fiz.

ㅡ Você deixaria de existir quando eu morresse? ㅡ num simples gesto, concordou. Um peso caiu sobre mim e no momento um nó se formou na boca do meu estômago ㅡ continue...

ㅡ Depois daquele dia, eu não tinha motivos para me esconder. Passei a ser presente, a ver seu crescimento, como você estava se tornando uma garota esperta e inteligente. Por parte, eu estava realizado. Poder te ver todos os dias, conversar com você e te proteger, só me fazia constatar que fiz a escolha certa, porém aconteceu algo que eu não esperava... ㅡ fiquei atenta a suas palavras, apenas ouvindo. Ele deu um sorriso mínimo antes de pronunciar a próxima parte ㅡ eu passei a te amar ㅡ por mais que Jimin já tivesse confessado isso a mim, o ouvir dizer que me amava sempre me causava um frio na barriga e um sorriso bobo no rosto. Eu nunca me cansaria de escutar ㅡ Cada coisinha sua fez crescer em mim um amor que eu podia senti ser mais intenso do que a minha própria existência, sua personalidade, seu modo de ser, mesmo não tendo uma imagem materna na qual pudesse se refletir. E era a não correspondência desse sentimento que fazia nossa aproximação se tornar algo torturante. Eu queria poder te tocar, te ter pra mim, mas isso era impossível, já que você aparentava não alimentar o mesmo que eu.

ㅡ Mas eu também te amava ㅡ afirmei de imediato, atropelando minhas próprias palavras ㅡ só fiquei confusa, mas eu sentia o mesmo. Talvez se você tivesse dado o primeiro passo...

ㅡ Eu não podia, meu amor.

ㅡ Porque?

ㅡ Você era, e ainda é, a pessoa qual eu fui destinado guardar, e ter esses sentimentos nunca foi certo.

Por um momento, a culpa que eu já sentia foi ficando cada vez maior. Aquelas palavras me fizerem pensar em algo que não me agradou ㅡ Então foi por isso que você sumiu? ㅡ enrugou a testa demostrando não saber a que eu me referia. Devagar, retiro minhas mãos do seu envolvimento ㅡ Jimin, você disse que era errado me amar, mas eu me confessei, e depois disso você desapareceu, não te vi em lugar nenhum no dia do meu acidente.

ㅡ Não, não, não ㅡ negou constante ㅡ Não pense que oque você disse causou isso, pelo ao contrário.

ㅡ Ao contrário?

ㅡ No mundo espiritual não é proibido amar alguém na minha antiga situação, afinal, você podia me ver, me tocar.

ㅡ Então podíamos ficar juntos?

ㅡ Sim, mas não na minha antiga forma, essa era a parte que me proibia de dizer oque eu sentia ㅡ fez uma breve pausa ㅡ Você se lembra quando eu apareci de novo?

ㅡ No acidente. Mas aquilo foi real?

ㅡ Foi ㅡ sorriu deixando o corpo ereto sob o banco ㅡ eu precisava te perguntar oque você preferia.

ㅡ Eu escolhi te amar em carne.

ㅡ Então, o pedido foi aceito porque você se confessou, e isso fez com que forças superiores acreditassem nos seus sentimentos, assim, me permitindo estar entre humanos, para poder ficar ao seu lado.

ㅡ Isso tudo é muito surreal... ㅡ murmurei embasbacada ㅡ mas porquê eu não me lembrava de você? Isso me deixou desesperada.

ㅡ Nem tudo é tão simples ㅡ puxou ar para os pulmões enquanto sua mão destra passeava pelos cabelos castanhos ㅡ tem algumas condições e a sua perda de memória, com tudo relacionado a mim, foi uma delas. Fora a regra de que eu não podia dizer que te amava, isso era algo que tinha deveria fuir de você. Te fazer sentir até ter certeza de se confessar, oque aconteceu ontem.

ㅡ Então por isso eu me lembrei.

ㅡ Exato. Compreende?

ㅡ Você sacrificou sua vida espiritual pra ficar comigo, mesmo sabendo que eu poderia não recordar.

ㅡ Eu não fiquei receoso em relação a isso, pois acreditei na sua confissão, no seu amor. Eu sempre soube que você se lembraria ㅡ um pequeno sorriso de contenção cresceu na face de Jimin, e aquilo mexeu comigo de uma forma inexplicável.

ㅡ Eu...eu não tenho oque falar ㅡ bagunçei meus cabelos com ambas as mãos enquanto suspirava fundo. Não sabia oque sentir ou nem mesmo no que acreditar.

ㅡ Não precisa falar nada ㅡ Jimin trocou o banco pela borda da cama, se sentando ao meu lado. Envolveu minhas mãos nas suas novamente e sorriu ㅡ eu estou aqui, então vamos apenas ser felizes, hum?

ㅡ ...você está certo ㅡ assenti levando meus dedos até sua face e acariciando a bochecha. Ficamos nos observando por longos segundos enquanto sorríamos um para o outro,feito dois bobos,isso até que eu resolvo quebrar o silêncio ㅡ Eu te amo, Jimin, e, por favor, nunca me abandone...

Jamais eu vou fazer isso, meu amor. Confie em mim.

ㅡ Eu confio. ㅡ afirmei aproximando os rostos. Deixei que nossas testas se unissem e Jimin tomou a iniciativa do beijo ao capturar meu lábio inferior com os seus e me puxar para si.

Nos beijamos calmamente, e com isso eu podia sentir o meu hálito refrescante se misturar ao gosto de morango presente na boca do Park. O ósculo era tão diferente e igual o mesmo tempo que me proporcionava sensações já conhecidas porém novas, quais estavam adormecidas, todavia, mais vivas do que eu mesma. Ou seja, esse único beijo era indescritível, por que ele está de volta.

×××

Narração: terceira pessoa.

Jimin agradeceu à mulher do caixa com um simples sorriso seguido de um balançar da cabeça. Pegou a sacola com os remédios e se retirou da farmácia, atravessando a rua e entrando no carro.

ㅡ Oque é isso? ㅡ curiosa, a Kim perguntou assim que ele se sentou ㅡ você está passando mal?

ㅡ Não, isso aqui é pra você. ㅡ retirou da sacola alguns comprimidos ㅡ esse remédio é para dor, já essa é a pílula do dia seguinte. Ontem a gente não se preveniu, então é bom que você tome. ㅡ ditou simplista pegando uma garrafa d'água que estava no porta luvas.

ㅡ É mesmo... ㅡ a garota ainda não havia se acostumado com aquele assunto, e tratar dele a fazia ficar desconfortável.

ㅡ Olha só você,tá toda vermelha, isso é muito fofo ㅡ ele apertou o nariz da mais nova e a entregou a água junto ao comprimido e a pílula.

ㅡ Ya! Eu não estou com vergonha. ㅡ fez bico emburrada, em seguida engolindo oque lhe foi dado ㅡ inclusive, me diga aonde aprendeu sobre essas coisas, senhor Park? ㅡ semi cerrou os olhos fechando a garrafa.

ㅡ Eu pesquisei hoje cedo, já que fiz a burrada de não usar camisinha. ㅡ coçou a nuca ㅡ Por falar nisso, eu vou conversar com a sua tia e pedir para ele marcar uma consulta 'pra você no ginecologista.

ㅡ Ginecologista?! Jimin, precisa disso tudo? Eu mal consigo tartar desse assunto com você ㅡ ela voltou a corar. 

ㅡ Aigoo, não precisa ficar com vergonha, meu anjo ㅡ sorriu fofo ㅡ e, sim, é mais do que necessário, é essencial. 

ㅡ Ok, já que não tem outro jeito. Ela vai entender mas fique você sabendo que o meu tio vai te matar quando souber.

ㅡ É, essa é a parte complicada, mas não tenho nada a fazer a não ser enfrentar a fera que é Kim Taehyung, fora o fato de eu estar te levando para o hospital, isso vai dá um belo sermão para os meus ouvidos.

ㅡ Ha, mas pensa pelo lado bom, Chimchim, se você não sobreviver ao primeiro assunto, pelo menos assim você escapa do segundo. ㅡ a garota não aguentou e caiu na risada ao ver a expressão contorcida do Park.

ㅡ Essas são as minhas consequências por ficar com você.

ㅡ Só aguenta, porquê eu não tô afim de abrir mão.

ㅡ Eu também não ㅡ Jimin se aproximou da garota, agora sorrindo maliciosamente ㅡ mas em troca...

ㅡ Aigooo! Seu pervertido! ㅡ ela esbugalhou os olhos se inclinando para trás, ato que fez Jimin gargalhar alto uma risada gostosa de ser ouvida.

ㅡ É ótimo te ver assim, toda corada. ㅡ riu de novo, e quando viu a menina emburrada deu partido no carro.

ㅡ Hunf, seu sem graça.

×××

ㅡ Eu estou nervosa, consegue sentir? ㅡ a garota fez a pergunta referente às batidas seu coração, já que ela permanecia abraçada ao rapaz, enquanto sua cabeça pousava sobre o ombro esquerdo do mesmo, e ele a mantendo envolta em seus braços.

ㅡ Unrum, mas se acalme, meu anjo. Esse nervosismo não te faz bem. 

ㅡ...eu deveria ir atrás do doutor? Ele está demorando. ㅡ questionou impaciente, enquanto erguia o olhar para observar o homem um pouco mais alto.

ㅡ Oque eu acabei de te falar? Se acalma. Você tem que passar boas energias para o seu tio.

ㅡ Eu sei, mas não consigo. ㅡ fez careta.

Como estavam bem próximos, Jimin deixou um breve selar sobre os lábios da Kim e em seguida sorriu dócil ㅡ Mais calma agora?

ㅡ Hum... talvez se eu recebesse mais um. ㅡ fez bico.

ㅡ Aqui não, mas prometo compensar quando chegarmos em casa, sim? 

ㅡ Se não tem outro jeito. ㅡ deu de ombros.

ㅡ Senhorita Kim? 

ㅡ Sim? ㅡ respondeu se afastando minimamente de Jimin, para assim poder ver o médico.

ㅡ Permitirei que a senhorita entre, mas não poderá permanecer mais do que cinco minutos. ㅡ ela assentiu ㅡ queira me seguir até a sala de higienização.

Com um beijo na testa da garota, o Park se despediu dela, a vendo seguir rumo a uma área restrita que tinha mais a frente.


Um após o outro. Nostálgico e Frenético. Eram assim os barulhos que deixavam claro que havia vida naquele corpo machucado e repleto de hematomas. A faixa na cabeça protegia a abertura feita por uma cirurgia de risco. O tubo iniciando percurso pela boca até o pulmão, permitia o paciente respirar com mais facilidade, porém, fracamente.

A cena doia na alma da menina. As lembranças do acidente atormentavam sua cabeça. Cada segundo horrível era recordado involuntariamente. Mas ainda assim ela segurava o pranto que já ameçava cair, pois, como disse Jimin, tinha de passar boas energias.

ㅡ Eu sei que é difícil, tio Nam, mas vou conseguir descobrir o porque de estarem fazendo tudo isso... ㅡ doia, doia muito vê-lo daquela forma, e o murmúrio fora algo mais para si mesmo do que para o Kim, porém, mal sabe a garota que tudo aquilo é algo mais complicado do que imagina.

Novamente, Jimin passou as mãos pelos cabelos e apoiou os cotovelos em ambas as coxas, mas seu olhar se levantou ao ouvir a voz de sua pequena agradecendo o médico pela visita ao tio. Prontamente ele se pôs de pé e observou atento a jovem caminhar lentamente pelo corredor em sua direção. O olhar dela estava envolto em tristeza e seu semblante denunciava a dor que sentira.

O Park soltou um suspiro arrastado sentindo seu coração se despedaçar ao vê-la daquela forma. Ele acabou por não esperar, e foi até ela em passos devagar, até estar em sua frente. Sem dizer nada, os dois apenas ficaram se observando, como se com apenas a conexão dos olhares pudessem ler as almas um do outro.

Os olhos dela ganharam brilho quando as lágrimas foram se acumulando ali, mas dessa vez ela não iria segurar. Jimin deu meio passo a frente e a envolveu em um abraço confortante, oferecendo o ombro como apoio para a sua amada, todavia, o tempo não foi o suficiente para que ela se entregasse ao pranto, pois o soar da voz de um médico fez com que os dois olhassem para o dono dela.

ㅡ Senhorita Kim?

ㅡ Sim, doutor. ㅡ o homem de meia idade caminhou até perto dos dois jovens e eles não poderam não sentir o ar de preocupação que o mesmo exlava. ㅡ aconteceu alguma coisa?

ㅡ Não tenho boas notícias. Poderia me informar onde está o seu responsável?

ㅡ Eu sou o responsável por ela, doutor. Me diga, sobre oque se trata? ㅡ Jimin questionou já preocupado.

ㅡ Lamento ter de lhes informar, mas a senhora Kim faleceu agora pouco.

ㅡ O-oque? ㅡ a voz trêmula da garota mostrava que um choro iria se iniciar.

ㅡ Era inevitável, senhorita. Apenas não pedimos a autorização para desligarmos os aparelhos antes por que sabíamos que isso ocorreria. Lamento. ㅡ e como todo médico, ele simplesmente deu as costas e seguiu caminho.

A garota estava desacreditada em relação a notícia. Estava atônita. Destruída. As lágrimas surgiam de acordo com a dor crescia, e seu olhar era mantido fixo no nada enquanto o único som que ecoava eram dos fungos e soluços que a mesma dava.

ㅡ Ya, não chore, por favor. ㅡ Jimin pediu se pondo em frente a Kim e erguendo o seu rosto com ambas as mãos.

ㅡ Dói tanto... ㅡ ela sussurrou tocando as mãos deles que permaneciam sobre a sua face e as retirando dali, mas para permanecerem unidas enquanto ela as apertava.

ㅡ Eu estou aqui, meu amor. Não posso curar a sua dor, mas prometo aliviar, como sempre fiz, certo? ㅡ ele selou o topo da cabeça da garota e a puxou para um outro abraço.

ㅡ Certo. ㅡ em meio a fungos, ela murmurou assentindo, mantendo a cabeça apoiada na clavícula do rapaz. 

Por mais que doesse, por mais que a destruísse, ela sentia que junto a Jimin nada poderia lhe arrancar o direito de alívio.

[···]

O tempo correu como nunca, e os últimos três dias foram de pura tristeza. O velório de Paula trouxe um montante de indignação aos familiares. Tudo estava parado. As investigações, a empresa. Nada parecia querer dar certo, nada progredia em favor à família. A garota se sentia sendo engolida cada vez mais por tudo aquilo. Não saía, não socializava mais. Jimin sempre estava junto a Kim, porém, ter o privilégio de poder andar livremente não era algo que ela possuía, não mais. E foi pensando assim que ela se lembrou do pedido que fez ao Park.

ㅡ Jimin, lembra do que eu te pedi no dia em que fomos ao shopping? ㅡ ela perguntou brincando com o brinco de cruz que o rapaz usava na orelha esquerda, já que ele estava deitado em seu seu colo, enquanto com a outra mão um carinho vagaroso era feito em meio ao fios castanho escuro dele.

ㅡ De irmos a Daegu? Sim, me lembro, porque? ㅡ ainda de olhos fechados, respondeu baixo, pois estava quase dormindo.

ㅡ Se importaria em me levar ainda essa semana? ㅡ receosa, ela parou com os movimentos e ele se sentou na cama para a observar.

ㅡ Você quer esqueçer de tudo oque vem acontecendo, não é mesmo? 

ㅡ Unrum. Isso pode soar egoísta, mas fugir um pouco da situação talvez seja um alívio momentâneo pra mim. ㅡ ela suspirou fundo, sorrindo em desânimo.

ㅡ Tudo bem, meu anjo. Eu te levo.

ㅡ Obrigado.

ㅡ Vou mandar o carro pra revisão amanhã, assim podemos ir daqui no máximo dois dias, tudo bem?

ㅡ Ok, mas e meu tio?

ㅡ Bom, de qualquer forma eu ia falar com ele hoje. Aproveito e peço a autorização pra te deixar ir.

ㅡ Ia falar com ele hoje? Pra quê?

ㅡ Na verdade, vou falar com a sua tia, sobre a a sua consulta no ginecologista, aproveito e peço uma ajuda em relação a viagem.

ㅡ Lá vem você com essa idéia de novo. Não precisa disso, Jimin. ㅡ resmungou extremamente fofa fazendo uma careta ao arquar as sobrancelhas e entortar a boca.

ㅡ Ha, achou que eu ia esquecer, não é mesmo?

ㅡ Ainda tinha essa esperança. ㅡ bufou formando um bico nos lábios.

ㅡ Nem pensar, espertinha. Você tem que se cuidar, e de hoje essa conversa com o sua tia não passa.

ㅡ E você também não, espertinho. 

ㅡ Ha, é? Então eu deveria aproveitar? ㅡ sorrindo com malícia, ele foi se aproximando um pouco mais da garota, até ter o corpo dela deitado sobre o colchão, enquanto ele se mantinha por cima.

ㅡ Tem certeza que era um anjo? Você é muito safado. ㅡ depois de muito tempo, ela riu.

ㅡ Você me deixa assim, agora arque com as consequências.

ㅡ Você não presta, mas eu não estou no clima, hum. ㅡ acariciou a nuca do homem, em seguida erguendo a cabeça para dar um breve selar em desculpa.

ㅡ Não, tudo bem, mas em troca em vou querer durmir aqui essa noite.

ㅡ Só se for de conchinha.

ㅡ Fechado. ㅡ ele sorriu, e sem perceber, ela também. ㅡ é bom te ver sorrindo, sabia? Se você fica mal, eu também fico.

ㅡ Então eu deveria sorrir mais por você?

ㅡ Ha, isso sim.

ㅡ Mesmo com tudo que está acontecendo, me esforçarei em pró da sua pessoa.

ㅡ E eu me esforçarei em te fazer sorrir, pequena.

[···]

ㅡ Então, Jimin. Oque queria conversar comigo? ㅡ Hyun perguntou sorrindo após se sentar na cadeira de couro posta diante da mesa. ㅡ Porfavor, sente-se.

Jimin permanecia sério. Ele engoliria qualquer coisa pela Kim, inclusive o nojo que tinha da mulher.

ㅡ Não, obrigado. Estou confortável, e oque tenho para lhe pedir é algo rápido.

ㅡ Então, peça. Estou disposta a ajudar no que for preciso.

ㅡ Eu... apenas queria lhe pedir que acompanhe sua sobrinha em uma consulta ginecológica.

ㅡ Ginecológica? ㅡ arqueou uma sobrancelha.

ㅡ Hã, sim. Eu não sou muito bom em relação a essas coisas, e a única pessoa que em pensei, foi na senhora. Então? Posso contar a sua ajuda?

ㅡ Fique tranquilo, cuidarei de tudo, inclusive da parte de contar ao meu marido que a sobrinha dele já é uma mulher.

ㅡ Fico nítido, não é mesmo?

ㅡ Digamos que eu já sabia. Certos ruídos na noite de ontem denunciou o quão cansativa ela foi. ㅡ um lado de seus lábios se suspendeu em um sorriso malicioso, e Jimin tossiu falsamente ao ter o seu olhar conectado ao dela.

ㅡ Obrigado pela disponibilidade, senhora Kim. Passar bem.

ㅡ Igualmente. 

"Aproveite, Park Jimin, pois ela pode não voltar mais"



Notas Finais


Eu sei que o capítulo tá meio bosta mas foi a única coisa que me surgiu em meio a esse tempo mais curto que a minha paciência pra hate ksksksks

Deu pra entender um pouco de como as coisas aconteceram? Espero que sim, amores. ~~

Ha, só umas obs: essa viagem pra Daegu promete uma descoberta essencial para o andamento da estória, e essa tal consulta é só mais uma oportunidade FALHA da bitch, vulgo, Hyun u.u

Bom, eu vou indo. Tenho de escrever o capítulo de OSDR kkkk Bjuss da tia kia e até o próximo 😘


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