História Aos poucos - Capítulo 34


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Hana Inuzuka, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Juugo, Kakashi Hatake, Kiba Inuzuka, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Orochimaru, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Temari, TenTen Mitsashi, Tsume Inuzuka
Tags Amizade, Câncer, Cantor, Drama, Hinata, Nejiten, Romance, Sasuhina, Sasuke
Visualizações 545
Palavras 4.011
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa madrugada, desculpe a demora. Só quero agradecer porque vocês estão sendo maravilhosas comigo. Então esse capítulo é dedicado a cada uma que comenta nos capítulos, que me dá a alegria e satisfação de saber que estou acertando. 

Uma boa leitura!

Capítulo 34 - Surpresa e reconciliação


Fanfic / Fanfiction Aos poucos - Capítulo 34 - Surpresa e reconciliação


Por Sasuke Uchiha: 


"Um amor duas bocas

Um amor uma casa.."



Todo mundo estava contra mim. 

Ninguém aceitava o modo como eu estava levando as coisas, mas que porra eu não aguentava mais me humilhar. Eu a amo, muito, mas me humilhar? Nem fodendo. E dar espaço não estava dando certo, por isso eu apelei para outra coisa. A saudade. Ela diz que me ama, e se for verdade, um dia longe de mim vai fazê-la sentir uma saudade enorme, porque é exatamente assim que me sinto por passar um dia longe dela. 

Minha irmã veio me perguntar o que estava acontecendo, e eu contei toda a verdade. Sobre todas as namoradas que eu apresentei para a família e que na verdade não significavam nada para mim, a não ser meras contratadas. Sobre como eu pensei que era gay, e o quanto essa idéia se torna absurda para mim agora, sobre como eu menti minha vida toda para eles, e como a minha vida mudou desde que a Hinata entrou nela. Akemi ficou desapontada comigo, claro, não a culpo. Eu não confiei nela, não confiei que ela me apoiaria e me ajudaria a passar por tudo que passei por conta da minha pressuposta sexualidade. Mas ela me entendeu pelo menos, eu nunca soube ao certo o porque nunca contei para eles, sempre soube que eles me apoiariam, e não era por vergonha, já que com exceção de quando era criança, eu sempre encarei essa opção sexual como algo normal. Talvez fosse por que lá no fundo eu sabia que eu não era quem pensava, e sabia a confusão que daria quando eu soubesse quem era.

 Akemi me disse que eu deveria contar a Hinata toda essa história porque assim como ela, a Hinata iria entender, mas eu conheço a Hinata mais do que isso. Ela é teimosa, e não costuma enxergar mais do que seus medos permite. Se eu tentar falar com ela contra a sua vontade, sendo ela tão cabeça dura, ela provavelmente vai achar que eu tive imaginação suficiente para inventar toda história, que devo confessar, até para mim é absurda. 

Preciso que ela me pergunte. Preciso que ela queira me escutar, porque se aprendi algo com a Hinata, é que forçá-la a alguma coisa, só resulta em um efeito contrário. 

Deus sabe o quanto levou de mim, para que eu conseguisse passar um mês longe dela. O quanto foi difícil fazer sua vontade e me mostrar apenas o profissional que ela queria que eu fosse. Mas precisava mostrar a ela, que o que ela achava que queria não era o que ela realmente queria. Eu acredito que ela me ama, e é nesse amor que eu vou me ater. 

A vi na premiação, linda como sempre, parecia uma boneca, uma criação dos meus sonhos, às vezes é difícil acreditar que ela realmente existe. Por muito tempo naquela noite, fomos como éramos, e não consigo descrever como aquilo me encheu de esperanças. Sua voz estava mais doce, seu sorriso vinha mais fácil... Ela estava se abrindo, seu coração estava amolecendo e eu percebi que contra todas as possibilidades, eu estava certo em minha decisão de me afastar. 

A noite estava tão agradável, que obviamente teria alguma coisa para estragar. Eu nunca consigo ser tão feliz por tanto tempo. A Hinata estava estranha, comendo pouco, e não bebendo quase nada, achei que podia estar doente, e confirmei essa hipótese quando a vi perder a cor. Todos os meus sentidos entraram em alerta no mesmo instante, e quando me aproximei para ajudá-la a sentar-se, eu vi seu olhos se fecharem e corri para segurá-la antes que seu corpo se chocasse contra o chão. 

Quando perdeu os sentidos Hinata deixou cair o copo de Soda no chão e de repente todos olhavam para nós. Nanabi veio ao meu favor, me ajudando a fazê-la acordar, mas nada adiantava. Eu parecia que havia entrado em uma realidade paralela, esperava que não fosse nada grave.

Nanabi me falou que precisávamos levar ela ao hospital e eu tirei meu celular do bolso e pedi para ela ligar para o motorista, eu o havia dispensado para ficar com a família, eu esperava poder dirigir no fim da noite, de preferência para o apartamento da Hinata, mas pelo visto as coisas não saíram como planejei, e definitivamente eu não poderia dirigir agora, minhas mãos tremiam quando eu peguei a Hinata no colo e tentei abrir espaço na multidão que havia se formado ao nosso redor. Os filhos da puta dos paparazzis não paravam de fotografar e eu nunca tive tanta vontade de mandá-los se fuder, essa situação toda me deixava extremamente nervoso. 

— Ligou pro motorista? 

— Imagina, Sasuke, daqui que ele chegue... Nós vamos no meu carro. 

Merda, imagina como essa louca deve ser no volante! 

— Não me olhe assim, eu dirijo super bem! Tive que aprender na marra com meus irmãos mais velhos. 

Ela abriu a porta do carro, e eu entrei deitando a Hinata no banco de trás e colocando sua cabeça no meu colo. Eu esperava que ela acordasse logo. Chegamos no hospital em pouco tempo, era bem perto e a Nanabi dirige como uma louca, mas tenho que admitir que dirige bem. E como eu estou agradecido pela sua rapidez, não vou criticar as ultrapassagens absurdas que ela fez, em seu pequeno Porsche cor de rosa, uma cor que eu detesto mais isso não vem ao caso.

 Após dar entrada no hospital, eu deixei com o doutor, a responsabilidade sobre ela. Olhei no relógio e percebi que já fazia meia hora que ela estava desmaiada, não era uma pressão baixa, ou algo banal. Meu coração começou a palpitar, temendo que fosse algo grave. 

  — Sasuke, senta aqui, respira fundo e se acalma. Desse jeito não vai ser só Hinata em uma cama de hospital, daqui a pouco. 

Nanabi me repreendeu e eu sabia que ela estava certa, eu mesmo já pedi para a Hinata se acalmar em uma situação parecida, mas é muito mais fácil estar na posição da Nanabi do que na minha. Se acalmar não é algo tão fácil quanto parece. 

Malditos 20 minutos depois que ela entrou no quarto e eu fui deixado de fora, uma enfermeira me chamou, avisando que ela havia acordado. Fui em direção ao seu quarto rapidamente. 

Quando entrei no quarto, ela estava bebendo um copo de água com a ajuda de uma enfermeira. Fui até ela e abracei. Precisava senti-la em meus braços.

  — Hinata você tá bem? 

Ela assentiu, sua boca estava seca mesmo depois de ter bebido um pouco de água, e ao invés de me responder, ela virou para a enfermeira. 

— Eu vou... 

Quase não deu tempo, mas a enfermeira havia estendido uma espécie de bacia, para que ela vomitasse. Sentei ao seu lado e segurei sua mão, enquanto ela deitou a cabeça e fechou os olhos. Parecia fraca. 



Passou um tempinho, e o doutor chegou, não me importei em saber seu nome, a única coisa que eu queria saber naquele momento era o estado de saúde da Hinata. 

— E então, o que ela tem? É grave? 

A Hinata que estava acordada, abriu os olhos e encarou o Doutor, ela não parecia ter expectativa, não parecia ter a mínima curiosidade para saber o que tinha, e eu achei aquilo estranho, mas minha mente não se ateve a isso, e sim a resposta do Doutor. 

— Ela está com um pequeno indício de anemia, precisa se alimentar melhor. Mas os desmaios e o enjoo... — Ele sorriu, o que me aliviou, não seria nada grave. — Sua noiva está grávida Sr. Uchiha. Creio que deva lhe dar os parabéns, ela espera uma criança de oito semanas.

 Eu paralisei, pensei em pedi-lo para repetir, eu não poderia ter ouvido direito, ele disse que eu... Ele disse que eu vou ser pai? 

  — Hinata? — Olhei para ela e ela não estava surpresa. 

— Imagino que a Hinata já sabia. —  O doutor falou. 

— Desconfiava, mas não tinha certeza. — Ela mordeu o lábio e seus olhos estavam cheios. — O que você tá pensando Sasuke, você está feliz, quer dizer é que você n...

— Se eu estou estou feliz? — Perguntei, e senti meus olhos arderem. — Eu não me lembro de já ter estado mais feliz na vida. 

A abracei, bem forte e a beijei. Eu estava com muitas saudade desses lábios, e agora, não era apenas a boca da mulher da minha vida, era a boca da mãe do meu filho que eu beijava. Ao lembrar disso eu saí de cima dela, possivelmente eu estava amassando o meu filho. 

Filho.. Parecia irreal demais. 

  — Sério que você está feliz? Tudo bem se não estiver, é um susto...  

  — Você está brincando? A mulher que eu amo está grávida de um filho meu. Sabe quantos caras queriam estar no meu lugar? — Perguntei, sem conseguir parar de sorri, eu não sabia explicar a felicidade que me dominava naquele instante. 

Comecei a pensar em um filho meu com ela, e não sei por que só imaginava ser parecido com ela. Ter seu sorriso doce, seu olhos leitosos, sua pele pálida...

 — Como vamos chamá-lo? Ou chamá-la não sei.. 

Ela riu, e parecia feliz, parecia minha Hinata de novo, aquela que não tinha medo de rir, e quando o fazia, transparecia uma felicidade invejável. 

— Ainda é muito cedo para pensar nisso. 

Estávamos aqui, no nosso momento feliz quando o doutor nos interrompeu. 

— Sugiro que deixemos nossa futura mamãe dormir, porque ela está muito fraca. Acho melhor você ir pra casa, e vir buscá-la pela manhã, deixaremos ela esta noite em observação. 

  — Eu não posso ficar com ela? — Perguntei. 

— Receio que seja melhor ela descansar. Sua pressão está muito baixa, e ela perdeu muito líquido com tantos enjoos. É melhor que a deixe aqui, e que descanse também. 

Eu olhei para ela, não queria deixá-la. Queria ficar com ela o restante da noite, o restante da vida. Não deixaria que seus medos me afastassem dessa vez, eu a amo, mais do que tudo, e agora que existe um ser, aí em sua barriga que nos liga para sempre, eu apenas a amo mais, se antes manter distância dela era difícil, agora então é impossível. 

Fui até ela e segurei seu rosto, alisando sua pele suave com os polegares, e admirando a mulher mais linda que já vi. 

  — Eu te amo. Não permite que duvide disso mais. Eu não vou aceitar menos que viver o resto da minha vida ao seu lado, e ao lado do nosso filho — Alisei sua barriga, que ainda não dava o menor sinal, mas em meu coração eu já podia sentir que ali era o receptáculo do meu filho. — Você precisa acreditar, eu vou te contar tudo amanhã, vou te esclarecer qualquer dúvida que tiver, mas jamais, sairei do seu lado novamente. 

Ela assentiu, uma lágrima desceu por seu olhos e eu a beijei.

— Você acredita em mim? — Perguntei, com receio da resposta. 

Mas ela assentiu novamente, e foi como se meu coração tivesse libertado-se de alguma amarra diante daquele singelo movimento. 

— Eu amo você Sasuke. E não tô bêbada dessa vez. 

Sorri. 

— Eu sei, mas fico feliz de te ouvir dizer, principalmente sóbria. 

Inclinei-me e a beijei novamente. Dessa vez com suavidade, com amor, com ternura. Teria muito tempo ainda para desejo, nesse momento, tudo que eu tinha para lhe oferecer era infinito amor que eu sentia. 


***


Eu saí ligando pra todo mundo assim que cheguei em casa. Minha mãe quase explodiu de felicidade, minha irmã está apaixonada pela ideia de ser tia, e eu... Eu não consigo descrever como eu estou sentindo. Feliz não é o bastante, eu estou estasiado. Quase não consigo dormir. A Nanabi disse que já tinha imaginado, quando ela não quis comer nada, e nem beber. Mas também ficou muito feliz por nós. 

  — Eu não sei se vou conseguir dormir, ainda não consigo acreditar que vou ser pai. 

Ela riu no mesmo instante que eu disse isso. 

— Eu acho melhor você dormir muito nesses 7 meses, porque depois deles, você não vai conseguir. 

Em sete meses eu terei um filho. Não exitei assim que entrei no apartamento e já fui logo ligando para o meu empresário. Eu não sei como ele vai fazer, mas eu tenho que terminar a turnê do novo DVD em seis meses, no máximo. 

O lançamento do DVD é na semana que vem, e a Turnê começa logo em seguida. Preciso marcar a primeira consulta da Hinata ainda essa semana.

No fim, eu fiz o que a Nanabi mandou, consegui dormir, claro que não antes de me revirar na cama por mais de uma hora. 

Acordei no raiar do dia. Meu motorista já estava na porta assim como havia pedido na noite anterior. 

Quando ele começou a andar devagar demais, eu peguei a direção, desse jeito a Hinata ia mofar naquela cama antes que eu a trouxesse pra casa. 

Eu estava tão ansioso para conversar com ela. Ela deve ter muita coisa pra perguntar, eu sei que responder muitas das suas perguntas não será fácil, esse assunto é muito difícil pra mim, e sei que minha relutância em falar sobre isso com as pessoas, foi o que tornou tudo ainda mais complicado. 

Cheguei no hospital mais de meia hora depois de sair de casa. Já estava cheio de fotógrafos e foi um verdadeiro inferno tentar entrar, deveria ter solicitado mais um segurança. Meu empresário vive com raiva por eu sair tão sem segurança, mas não me sinto bem com um monte de caras atrás de mim, uma muralha geralmente é o bastante.

Com muito custo eu cheguei no quarto e ela já estava pronta para sair. Só de vê-la um sorriso já se formou em meu rosto. Já consigo imaginá-la, toda redondinha, e mau humorada. É ser muito idiota ficar feliz com uma imagem dessa? Mas não consigo imaginar nada mais incrível. 

  — Você chegou. — Ela sorriu e eu abri os abraços esperando que ela viesse até eles, e fiquei muito feliz ao vê-la aconchegar-se ali. 

Abracei-a e beijei o topo de sua cabeça. Eu vou cuidar dela, vou deixá-la sempre sobre minha proteção e jamais vou deixá-la se afastar de mim novamente. Não existe nada pior do que ficar sem sentir seu cheiro, sua pele, seu calor. 

— Vim te buscar. Aposto que já está louca pra sair daqui. 

— Parece que ainda me conhece um pouco.

— E vou conhecer muito mais — Respondi, acariciando seu rosto — Se você me permitir.

Eu pude ler um sim em seus olhos. E tive a confirmação em seu sorriso. Segurei sua mão e saí do quarto, depois de toda a burocracia, e de passar por todos os filhos da puta na entrada do hotel, nós entramos no carro, dispostos a voltar para o apartamento, nosso apartamento. 

No carro, não houve palavras, mas meu coração estava aquecido enquanto eu aquecia seu corpo com meus braços. Não precisava de palavras, eu sabia que de hoje em diante, tudo seria diferente. De hoje em diante, ela será minha, minha noiva de verdade, sem qualquer fingimento, sem qualquer dúvida, sem qualquer segredo entre nós dois. Isso era bom. 

Hinata dormiu em meus braços. E eu quase não consigo acordá-la. Ela estava tão linda, tão em paz e tão inocente. Não havia nenhuma ruga em sua testa, nada de preocupação, nada de raiva ou tristeza. Dá uma satisfação interna vê-la assim, a imagem que eu tenho dela de nossas últimas conversas, ela estava tão magoada e tão irritada... Jamais quero vê-la daquele jeito novamente. 

No fim acabo acordando-a, afinal precisávamos entrar logo estava começando a chover forte. Sua cara de sono ao acordar me fez sorrir, e lembrar de um tempo distante, quando eu acordava de manhã e olhava para esse mesmo rosto. 

— Quanto tempo eu dormi? Oh chuva, que frio. — Ela falou com a voz rouca tremendo levemente.

 — Pouco tempo demais. Mas é melhor dormir lá em cima. Vista meu suéter para não pegar a chuva, e pelo frio.

Ela assentiu colocou e agradeceu, corremos em direção ao prédio. Fomos direto até o elevador. Reparei que suas mãos estavam dentro dos bolsos do meu suéter preto, era uma cena engraçada, ficava enorme nela.

 Era difícil me segurar, era tão difícil ficar assim, a sós com ela e não atacá-la no mesmo instante, mas eu sei que com a Hinata se vai aos poucos. Por isso me segurei, e esperei até que esse elevador finalmente parasse no nono andar e pudéssemos finalmente adentrar nosso apartamento. Mas nove andares pareceram noventa. 

Ela tirou a chave da bolsa, e girou-a na fechadura, enquanto eu começava a ver tudo em câmera lenta. Precisava apenas que ela abrisse a porra da porta...

E então ela o fez, ela a abriu e eu a fechei rapidamente com seu corpo colado ao meu e meus lábios nos dela. Eu sei que preciso ir devagar, sei que tenho que ter cuidado com ela, afinal de contas ela está grávida e eu não sou um bruto sem qualquer razão ou juízo. Mas diz isso pra minha saudade. 

  — Espera Sasuke... — Ela arfou, e eu considerei parar para escutá-la, mas por mais que minha razão me dissesse para fazer isso, meu cérebro parece ter perdido qualquer controle sobre o resto do meu corpo. —   Sasuke... A gente precisa conversar... — Ficava difícil me controlar quando suas palavras diziam uma coisa, mas seu tom de voz parecia mais uma súplica para que eu não parasse. — Eu ainda tenho dúvidas. 

Parei e acariciei seu corpo, sorri ao ver seu rosto corado, e ao ver o desejo em seus olhos. Não era só eu que estava com saudade.  

 — E eu quero esclarecê-las, uma por uma, mas agora... Agora eu só preciso te foder, se lembra disso?

Ataquei seus lábios novamente, deliciando com seu gosto tão característico, tão viciante que acordou meu membro. Seu abraço em meu corpo, a forma como suas mãos vagueiam pela minhas costas, como se a cada aperto tentasse aplacar pelo menos um pouco o fogo que a consumia... A forma, como ela sorria algumas vezes em meio ao beijo, a sua entrega total... Tudo isso fazem dela a mulher perfeita para mim, pois não há chance de eu conseguir sobreviver sem seu toque, sem gosto, sem seu cheiro... É mais do que vontade. É necessidade.

 Separei-me dela quando o ar faltou, e acariciei seu rosto, como se a todo tempo eu tentasse me certificar que aquilo era real, que não era apenas mais um sonho, e sim a concretização de todos que os tive até hoje. 

  —  Eu quero que você seja minha Hinata, quero que seja minha hoje, agora. Mas quero te ter completamente, não quero nada entre nós dois, nenhum ressentimento, qualquer dúvida. — Segurei seu rosto, fazendo com que suas pérolas dilatados fixassem somente nos meus, e visse neles toda a verdade das palavras que viriam a seguir. — Eu amo você. Amo há muito tempo. Amo mais do que já pensei ser capaz. Meu coração só acelera assim, quando estou com você e nada, nem pena nem qualquer que seja o motivo que passe pela sua cabeça, seria capaz de deixá-lo assim, seria capaz de deixar-me desse jeito, tão tomado pelo desejo. Eu preciso de você, mais do que ar, mais do que água... Por isso me diz, com sinceridade, você acredita em mim? Acredita que eu amo você?

Novamente o receio da resposta, mas perguntei mesmo assim, sei que ela falou no hospital, mas preciso de uma confirmação agora. Não é como se eu pudesse seguir com meus planos sem ter a certeza de que não terá nenhum arrependimento depois, não suportaria ver em seus olhos o que vi em Veneza depois da nossa primeira noite. 

  —  Eu não sei como, não sei porque, mas eu acredito, acredito que ama...

Sei que ela queria continuar, mas não conseguia permitir, já ouvi tudo que precisava, elevei-a e enlacei suas pernas em minha cintura enquanto a beijava e levava-a para o nosso quarto. Qualquer palavra teria que ficar para depois, porque as lembranças daquela noite estão vivas demais na minha mente para que eu pudesse esperar muito mais para relembrá-las, então quando cheguei no quarto e fechei a porta atrás de nós, eu lembrei. 

  — Lembra-se de alguma coisa da nossa primeira noite? — Perguntei curioso. 

Ela gaguejou, mas fechou os olhos e falou de uma vez.

— Nada c-concreto.

Sorri, e deitei-a na cama, tirei meu suéter que ela vestia, abri o zíper do seu vestido e olhei em seus olhos para que pudesse deixá-la saber o que exatamente aconteceria ali.

  — Então em vez de narrar o que aconteceu naquela noite, eu vou te mostrar, em deliciosos e vívidos detalhes. — Sussurrei em seu ouvido, deliciando-me com seu arfar e seu leve tremor sob mim. 

Tirei a blusa que usava jogando em qualquer canto percebendo o olhar atento de Hinata sobre mim. Beijei seu pescoço, chupando tendo a certeza que deixaria marcado, descendo em direção ao seus seios fartos, dei atenção a ambos a ouvindo arfar tentando conter os gemidos. Sorri com isso. Fui de encontro a sua intimidade beijando o caminho do seu corpo no processo. Arranquei sua calcinha com força, rasgando-a, não esperei Hinata processe o que tinha acontecido, suguei seu clitóris com vontade não dando tempo da Hinata conter seu gemido que saiu alto. Lambia, sugava, penetrava com a língua e dedos, gostava de ver como ela parecia implorar com seus olhos nublados de desejo.

- S-Sasuke, por favor.. - Disse com a voz entrecortada pelos gemidos.

- O que quer? Diga-me. - Queria provocá-la, ouvir de sua boca que me queria tanto quanto eu a desejava naquele momento.

- Agora Sasuke, quero você dentro de mim, por favor.. preciso te sentir consciente do que fazemos, sem álcool, apenas nosso amor. - Suas orbes claras brilhavam a cada palavra sincera proferida naquele momento, me senti.. seguro talvez fosse uma boa palavra.

- É claro meu amor.

Abaixei minhas calças junto  a cueca. Posicionei meu membro já ereto em sua entrada, a ouvindo gemer em receio do que veria a seguir.

- Calma, prometo que não irei te machucar.

Ela assentiu, com isso entrei com facilidade em sua intimidade que estava bastante molhada. Gememos juntos com o alívio e prazer que nos dominou. Comecei com estocadas lentas, aumentando a velocidade conforme o ritmo, era prazeroso ouvir seus gemidos principalmente quando era proferido meu nome. Seus grandes seios balançavam a cada movimento meu, segurei  em um deles enquanto a outra mão apertava sua fina cintura que provavelmente ficaria marcada, isso não era problema. Seu rosto estava corado e seus olhos não desgrudavam dos meus. Eu ia fundo,  olhando dentro de suas belas luas, queria observar cada expressão sua ao me enterrar dentro dela. Ficamos assim por um bom tempo, que parecia ter parado apenas para nós dois.

- S-Sasuke eu.. 

- Juntos.. vamos juntos.

Entrelacei uma de suas mãos acima de sua cabeça, continuava a estocando com força a beijei quando senti que o orgasmo me atingiu junto ao dela, gememos juntos.

Me separei de sua boca quando o ar faltou, deitei a cabeça acima de seus seios, estávamos cansados isso era perceptível não só pela nossa respiração apressada. Saí de dentro dela deitando ao seu lado.

- Isso foi tão.. bom Sasuke, não sei explicar. - Sua voz melodiosa preencheu o vazio do apartamento. 

- Foi sim Hinata, concerteza iremos repetir mais vezes! - Disse com um sorriso de canto.

Ela me olhou e sorriu doce, aquele sorriso que tanto amava, que era único dela. Ela deitou a cabeça no meu peito ao mesmo tempo me abraçando, senti seu característico cheiro de jasmim. 

- Eu amo você Sasuke. 

Aquilo era tão bom se ouvir. Acolhedor.

- Eu amo você.. Hinata.

Sua respiração estava mais audível, com isso presumi que ela já havia adormecido, meu sono também estava próximo. Aquela tinha sido uma noite e tanto. Acariciei seus longos cabelos.

- Nunca duvide disso..


"Aqui dentro é quente mas lá fora chove.."

The Neighbourhood- Sweater Weather


  

  


Notas Finais


Aaaaah um hentai furreca sim, sou péssima, mais muitos gostam e quis fechar o capítulo dessa maneira, espero agradar! Finalmente não? Agora só falta o nosso querido Sasuke explicar tudo para a nossa rainha Hinata, estamos quase no final gente, que dor no peito :(

Queria dizer aos leitores da minha outra fanfic colegial, que tive que a apagar, não só pelo bloqueio imenso de criatividade mais também porque não estava satisfeita com o rumo da história! Quando eu terminar essa eu prometo fazer outra, mais com um tema bem melhor que A GAROTA DA BIBLIOTECA. enfim, espero que entendam de coração.

Quem não estava conseguindo acessar o link nas notas finais do capítulo 33, passem lá, eu mudei o link talvez agora consigam!

Um ótimo fim de semana gente! 💙

Link da música dos trechos em itálico: https://youtu.be/snloWeas92o


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