História Apartment 310 - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Jikook!flex, Menção Taekook, Menção Yoonmin, Namjin, Novela, Romance, Vhope
Visualizações 5
Palavras 2.602
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Fluffy, Lemon, Slash, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hello pessoinhas!! Bem, é a primeira história que posto aqui no Social Spirit, e não estou muito segura quanto a isso hehe. Confesso que estou meio nervosa... MAS tive uma ideia louca durante a noite e comecei a escrever e deu nessa tentativa frustada de um plot descente kkk

Espero não decepcionar vocês queridos leitores, e que a história esteja em seus agrados!! Também estou escrevendo pelo celular, e não sei se isso vai dar muito certo, então se tiver algum erro ou algo que os incomodou, não exitem em puxar minha orelha nos comentários!

Nos vemos lá embaixo <3

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Apartment 310 - Capítulo 1 - Prólogo


Eu não sabia no que estava me metendo quando assinei acima daquelas linhas  pontilhadas. Também não sabia que esse simples ato mudaria completamente minha vida. 

A princípio, pensei que seria uma boa ideia. Eu não tinha a nada a perder com aquilo (além de minha dignidade, meu orgulho, a paz da minha vida e meu ódio aparente por Park Jimin). 

Agora, vendo meu advogado aos sorrisos e formalidades com a advogada do Park me fez repensar minha atitude. Não que isso fosse adiantar, eu já havia assinado minha sentença e não voltaria atrás, sou um homem de palavra e não volto atrás com minhas decisões. Veja bem, sou um ator famoso e cobiçado por boa parte da Ásia, conhecido por muita gente importante e internacional. Me casar com um cantor tão famoso quanto eu (senão mais) por jogada de marketing era realmente necessário? 

Também vale ressaltar que eu nunca fui com a cara desse cantorzinho de periferia. Por qual motivo? 

Tudo nele me irrita! 

Sua voz considerada perfeita, o rosto fofo com feições delicadas porém marcantes e o corpo forte por baixo das roupas discretas e casuais que vestia no momento, a estranha mania de ser fofo e impecável em tudo o que faz. A legião de  fãs  que praticamente comiam na mão dele, a conta bancária mais gorda que a própria bunda e resumindo, a falta de defeitos.

E é exatamente isso que me irrita! 

Parece que o mundo gosta de estampar na cara de quem quiser ver que de fato ele era perfeito. O ruivo tratava todos com uma importância e simpatia fora do comum. E as pessoas o tratavam da mesma forma. Com animação, atenção, quase como uma idolatria ao ser baixo de rosto sorridente. 

Mas eu aposto com todos os centavos existentes em minha conta bancária, que isso tudo não passava de atuação. Eu, como um bom ator, sei como tratar as pessoas e fingir interesse quando algo me convém. Vamos concordar que todos os famosos, sua grande maioria, agem assim.  Park Jimin não seria uma excessão. 

Não tem como um ser humano ser assim. Todos temos alguma falha, ninguém pode ser idolatrado por tanta gente, respeitado por tantas outras e não conter nenhuma falha sequer. 

Mas eu sabia que ele não era assim, que não era tudo isso. Que não era tão perfeito quanto as pessoas diziam ser. 

O motivo da existência do contrato a qual acabamos de assinar comprovava isso. Apontava a pequena falha que Jimin cometera. E esse era um dos motivos de minha pessoa não abominar completamente a existência deste. 

- "Então estamos todos de acordo, certo?" - A senhorita Tzuyu, advogada do Park, se levanta da poltrona de couro preto reluzente do outro lado da mesa do escritório, sorrindo enquanto batia de leve os papéis do contrato na mesa. - "Meu cliente concorda com as cláusulas do contrato e fará o seu melhor para que saia tudo nos conformes. Senhor Jeon, tem alguma objeção a fazer antes que formalizemos tudo?"

Oh sim,  tenho várias, uma delas é: NÃO QUERO ME CASAR COM ESSE SER! 

- "Na verdade, tenho sim." - Me levanto também da cadeira dupla que dividia com o Park, evitando o olhar do ruivo. Este que parecia querer cavar um buraco com os olhos em meu rosto. - "Concordo com o contrato." - Não concordo não, Seokjin que me obrigou. - "E com a história 'romântica e impecável' que inventaram para a mídia e para os fãns sobre o casamento inesperado e de só agora estarmos revelando nossa 'relação'. Mas não entendo o fato de termos que morar juntos antes do casamento. Não teremos que fingir ter algo só para as câmeras? Não vejo necessidade em termos esse tipo de contato na vida pessoal."

- "Bom, querendo ou não, vocês terão que dividir uma residência ao casarem. Adiar esse processo para já no noivado é uma forma dos dois se conhecerem melhor e já irem se acostumando com a vida juntos." - Dessa vez quem se pronunciou foi meu advogado, Jackson Wang. Este se encontrava em pé próximo a grande janela da sala, na parede atrás da mesa cheia de papéis e uma plaquinha com o nome de meu advogado em dourado.  

- "Eu continuo não achando uma boa ideia... "

- "Não terá que se preocupar com nada estranho senhor Jeon." - Tzuyu volta sua atenção para mim, guardando uma cópia dos papéis que segurava dentro de sua pasta. - "Meu cliente fica a maior parte do tempo fora de casa devido a agenda cheia. E o mais importante, a casa em que vão morar daqui algumas semanas já está comprada e se encontra em um bairro nobre de Seul. Eu havia sugerido ao senhor Park para que comprassem uma casa no exterior, para não virarem alvo de paparazzis e outros incômodos. Mas ele negou dizendo que iria afetar o trabalho do senhor Jeon, afinal, está trabalhando em um dorama de muito sucesso no momento e Jimin não quer estragar isso. Se morassem em outra cidade seria um problema por conta de seu trabalho. Tudo bem pra você? Se quiser, podemos encontrar outra casa em outro lugar que seja de seu agrado. Jimin concordará com qualquer decisão que tomar." - Ela termina com um sorriso direcionado ao Park que, pude ver pelo rabo de olho, assentiu diante da fala da advogada. 

Realmente, se morarmos fora da cidade, ou até mesmo fora da Coréia por um tempo, seriam várias preocupações a menos. Mas o fato de Jimin ter mencionado minha carreira me fez pensar melhor. Não iria deixar de atuar só por causa do casamento. Não teria como continuar atuando no dorama se morasse em outra cidade. E também, seria bom se toda a Coréia soubesse de nossa moradia em conjunto, seria mais convincente toda essa história de casamento, não é mesmo? 

- "Uh... Sim, sim, tudo bem." - Concordo levemente com a cabeça. 

O objetivo do casamento, meus queridos, é simplesmente marketing. E também, o 'esclarecimento' de um fato. E claro, alguns pequenos benefícios. Como dividir os bens. Não que eu esteja casando só por dinheiro, não sou pobre e nem estou necessitado de nada, muito longe disso. Mas meu empresário me convenceu a aceitar o noivado alegando que alavancaria minha carreira e meu reconhecimento lá fora seria ainda maior. 

Queremos basicamente juntar forças. Juntar fãs. E voltar ao topo da fama de uma forma positiva, principalmente o Park que presa tanto por sua imagem. Essa que seria denegrida sem a existência do tão falado contrato. 

Houveram alguns boatos sobre Jimin que correram pela internet uns meses atrás. Boatos que questionavam sua preferência quanto aos gêneros. Acontece, que após isso, um vídeo correra solto por aí. Vídeo esse que revelava a sexualidade do cantor. Nele, o ruivo estava em uma boate LGBT. Já devem ter ligado os pontinhos, não é mesmo? Mas esse não era o principal motivo de todo o escândalo. Eu também estava naquele vídeo. Sendo mais exato, era eu quem mostrava ao mundo a fruta que Jimin gostava. Nada muito pornográfico, se é isso que estão pensando... Ok, talvez tenha rolado algumas preliminares, mas só. Ainda estávamos em um lugar público. 

E eu estava bêbado. Nem me lembraria do episódio no dia seguinte seguinte se não houvesse o bendito vídeo para que a Ásia inteira me lembrasse do que fiz. Mas eu nunca ficaria com Park Jimin se tivesse total controle sobre mim. O problema era que Jimin estava completamente são e consciente de seus atos. 

Porém, minha homossexualidade nunca foi escondida de ninguém. O dorama que faço, por exemplo, é um romance gay em que protagonizo com outro ator famoso, Kim Taehyung. Já a de Jimin foi revelada de uma forma bem... Chocante. Ele tem toda uma reputação a zelar,  e aquilo não foi muito positivo para sua imagem perfeita de celebridade comportada e sensata. 

Meu empresário foi convocado as pressas pelos responsáveis do Park após a divulgação do vídeo, e armaram todo um teatro para cobrir esse episódio. 

A desculpa que deram? 

Aquela era nossa despedida de solteiro. 

Bobo, porém convincente. 

E aqui estamos nós, discutindo as cláusulas do contrato de um casamento planejado e indesejado. 

- "Muito bem, encerraremos a reunião por aqui. Qualquer dúvida ou exigência que tenham a fazer, marcaremos outra audiência para que fique tudo nos conformes e sem falhas." - Meu advogado toma a frente cumprimentando os presentes com um aperto se mãos, selando o acordo. Faço o mesmo com Tzuyu e meu advogado, querendo sair dali o mais rápido possível. Quando a chega a vez de me despedir de Park, hesito um pouco se deveria lhe dirigir a palavra. Está claro para todos que não me sinto confortável com esse casamento. 

Aperto a mão de Jimin de uma vez, pronto para deixar a sala. Sinto sua mão gélida e tremulante sobre a minha, como se tivesse medo de fazer contato. Ele estava de cabeça baixa e só agora eu havia percebido que ele não havia dito mais que poucas palavras desde o começo da reunião. Eu ia soltar sua mão, porém ele a aperta de repente, me impedindo de a soltar. 

- "Jeon, eu posso conversar com você? A sós?" - Ele finalmente levanta o rosto, me olhando com seus olhos firmes e acastanhados. Levantei uma de minhas sombrancelhas diante seu pedido e a segurança repentina de seus atos. Geralmente ele é bem tímido. 

- "Agora?"

-"Sim, se possível." - Seus olhos brilharam em espectativa. 

- "Er... Certo."

- "Então vamos." - Ele faz uma reverência aos advogados e sai me puxando apressado para fora da sala. Atravessamos o corredor ainda de mãos dadas e entramos no elevador. Estávamos no prédio pertencente à meu advogado. Permanecemos em completo silêncio dentro da caixa metálica. Soltei minha mão de seu aperto a medida que as portas se abriram no térreo. 

Chegamos ao estacionamento com Park ao meu encalço. Cumprimento meu motorista particular, Jung Hoseok, que se encontrava encostado à porta do carro preto luxuoso de vidros escurecidos, sendo impossível enxergar qualquer coisa dentro do veículo. 

- "Boa tarde senhor Jeon, para onde iremos?"

- "Hum... Não sei, podemos conversar em uma lanchonete... Vai demorar muito?" - Pergunto ao Park já dentro do carro. Eu até poderia o levar em um restaurante chique e com mais privacidade... Mas o que tem de mal em uma lanchonete? Tem sorvetes lá! Está uma tarde quente, e eu amo sorvetes. Também não sou o tipo de pessoa que só por ter dinheiro já sai esbanjando o quanto é poderoso por aí. Gosto de coisas simples. As exageradas de mais me cansam. 

- "Er... Será rápido, pode ser uma lanchonete mesmo. - Ele me direciona um sorriso tímido antes de abaixar a cabeça novamente. 

- "Muito bem Hoseok, para a lanchonete mais próxima."

Meu motorista acena com a cabeça e dá partida no carro.  Ao chegarmos em frente à uma lanchonete, entrego a Jimin um boné preto e grandes óculos escuros que havia no porta luvas. Ele me olha sem entender. 

- "É pra você não ser reconhecido." - Explico ajeitando meus óculos também escuros sobre o nariz e o chapéu creme que escondia minha cabeleira negra. - "Somos celebridades em um lugar público."

Ele murmura um "oh sim" e coloca os acessórios. Adentramos o local e escolho uma mesa mais afastada, ao fim do estabelecimento. Uma garota aparentando estar mal humorada vem nos atender. 

- "Um sorvete  de creme com bastante cobertura de chocolate, por favor." - Ela anota meu pedido e fica olhando para Jimin, esperando o dele. 

- "E-eu não sei... São tantas opções." - Ele murmura olhando o cardápio simples feito de folha sulfite nas mãos como se o que tivesse escrito ali, fosse a localização do tesouro perdido de Atlântida. - "Eu nunca vi tanto açúcar e ingredientes maléficos à saúde juntos em uma lugar só." - É o quê? 

- "Ele vai querer o mesmo." - Sorrio para a moça que sai revirando os olhos pelo comentário de Jimin. 

- "Mas como vou saber se vou gostar?" - Ele abaixa a folha de preços me olhando com curiosidade. 

- "O que?"

- "Como vou saber se vou gostar do mesmo sorvete que você? São tantos sabores aqui... "

- "Jimin, você nunca tomou sorvete?"

- "Eu nunca vim em uma lanchonete. Nem sorveteria. Nem nada do tipo. Eu nunca experimentei frequentar esse tipo de lugar nem esse tipo de comida."

- "Claro, famosos como você vivem de dieta não é? Não devem saber o que é o gosto de um hambúrguer ou um refrigerante de verdade. Aposto que é tudo dight". - Dou um sorriso debochado. 

- "Eu tenho que cuidar do meu corpo... " - Ele continua sorrindo, mas não era uma sorriso verdadeiro, parecia até sofrido. - "Você não?"

- "Eu tenho uma genética boa. Não me preocupo com isso." - A conversa é interrompida com a chegada dos nossos pedidos.  Observo Jimin pegar a colher de plastico hesitante. Lentamente, ele leva uma porção do sorvete a boca. Seus olhos se arregalaram. 

- "Meu Deus! Isso aqui é muito bom!" - Ele começa a levar várias colheradas à boca. - "E mais gelado do que pensei também." - Ele leva uma das mãos até a testa. Reviro os olhos com a cena segurando uma risada. 

- "Então Park, sobre o quê queria conversar?"

- "Queria saber se não podemos ter um relacionamento." - Ele deixa um pouco o sorvete de lado e me olha com as bochechas coradas. 

- "Como é que é?"

- "B-b-bom, já que vamos no c-casar e ter que passar uma boa parte do tempo juntos, e-eu pensei que seria bom... Você sabe, ter algo a mais do que duas pessoas que assinaram um contrato. Não estou falando para namorarmos ou algo do tipo, mas sim sairmos algumas vezes, saber as coisas que o outro gosta e não gosta... Poderia no ajudar a nos entender e deixar a situação menos desconfortável. E-eu percebi o quanto você abomina a ideia de se casar comigo... Não que eu fique reparando em você toda hora, é que dá pra perceber sabe..." - O Park desvia o olhar do meu e brinca com os dedos em cima da mesa. 

Não achei que ele fosse tomar atitude de algo, nem que o fato de minha clara discordância com o contrato o afetava tanto. Ele também estava sendo obrigado a se casar certo? Tudo bem que eu meio que o odiava, mas isso não quer dizer que eu fosse o tratar mal ou ignorar sua existência. 

Ok, talvez só um pouquinho. 

Seu pedido mais parecia um apelo. Dando a entender que eu definitivamente não iria o tratar bem ou que ele estivesse inseguro em relação a mim, o obrigando assim, a tentar estabelecer uma relação amigável comigo. Muito esperto da parte dele, devo admitir. 

Mas o pedido não parecia ser de todo ruim. Seria bom conhecer mais sobre o Park. Até por que sabia que ele não era esse poço de perfeição que tenta ser o amiguinho pimpão de todo mundo. Eu queria descobrir seus podres, provar que ele não era o que aparentava ser, provar que no final eu estava certo. 

- "Hum... Pode ser uma boa ideia Park. Aceito a proposta de nos conhecermos melhor. Pode ajudar em muita coisa." - Seria errado dizer que o sorriso que o ruivo abriu foi adorável? Os riscos em meio lua que seus olhos se tornaram com o ato foi a coisa mais adorável que tive o (des)prazer de presenciar. Eu definitivamente iria descobrir tudo o que havia para descobrir sobre os defeitos de Park Jimin. 


Iria cavar até o fundo de sua alma se fosse preciso! 


Notas Finais


Bom... Eai, ta na moral? Ta confuso? Ta ruim? Kkkkk (to rindo mas é de nervouser). Ah, não tenho uma capa fixa pra história ainda, então a atual esta sujeita a mudanças kk, digamos que é algo improvisado até eu fazer uma descente. Desculpem-me se essa tiver meio 'blé' (?)

Prometo não demorar a postar o próximo capitulo! Já tenho metade dele prontinho pra mandar brasa.

Espero do fundo do meu trevoso heart que tenham gostado!

Muuuuuuita obrigada pela leitura e pela paciência de terem chegado até aqui kk, até o próximo <3

*NÃO REVISADO*


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...