História As Crônicas da Irmandade Vermelha: Livro um. - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Gigantes, Luta, Magia, Romance, Sexo Ação
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Notas inicias, espero que goste da estória. Acompanhe-me no wattpad, e instragam.

Capítulo 1 - Kefas


Fanfic / Fanfiction As Crônicas da Irmandade Vermelha: Livro um. - Capítulo 1 - Kefas

Kefas segurava o cálice de vinho sentado em sua escrivaninha, um momento antes da aurora, sozinho em seu quarto. O vento passou por sua janela, um único lampião aceso em plena escuridão. 

 O vento era calmo, mas sua respiração um pouco ofegante. Continuou ali, sentado, apreciando o vinho de gosto forte. A luz do lampião foi apagada por um homem encapuzado. Um guarda, pensou. Saiu da janela e passou o cálice de vinho sobre a escrivaninha, cobriu-se com um casaco de descanso azul, suas vestes escuras, com botas negras de couros leves. Pegou a espada cerimonial junto com o punhal amarrado ao cinto de fivela dourada. 

 Sua torre permanece perto da estrada de pedra da cidadela, Elmwood. Abrindo a porta, ao lado, uma vela acesa. Pegou-a e desceu as escadas de degrau de pedras retangulares. Sua sola era macia, e nenhum som surgia, ao contrário das botas de ferro dos guardas que tilintavam altas. Brechas de arqueiros foram recentemente construídas, Torre de Kefas, foi como nomeou sua torre, ainda em construção. Desceu, chegando a porta de carvalho da Floresta de Elmwood. Kefas saiu para a noite. 

 O ar úmido, o vento frio e a estrada silenciosa. Cobriu a vela com a palma da mão para não apagar, seguiu a estrada se pedra de mármore que passa a por toda a cidadela. O pátio era grande, ao lado, casas e torres. Continuando sua direção ao rio onde sua nascente permanecia nas Cordilheiras Arcanas. 

 Chegou ao rio onde o vento soprava as águas do oeste para o leste. A lua ao céu e as ondas em uma só direção. Uma ponte de madeira bruta seguia sobre a água. Sentiu um calafrio, mas inda atravessou o rio. O vento soprou mais forte ao chegar no meio de sua travessia sobre a água. 

Os ventos sopram a meu favor, disse em mente. Ou um aviso. A vela que carregava consigo, já havia se apagado e sido deixada para trás assim que chegou a ponte. O cabelo negro liso bagunçado pelo vento e os olhos azuis com reflexos verdes tênues, atentos. Kefas é o mais novo filho de Lorde Heward, o sangue em suas veias é  arcano, mas sua mãe era uma humana. 

Lorde Heward, um arcano com o elemento primordial fogo, tem filhos totalmente diferentes de sua aparência. Kefas é seus dois irmãos receberam o título de Infante. Um título de honraria, mas baixo do título de Príncipe.

Atravessou a ponte chegando à outra margem do rio, onde uma placa de madeira indicava as direções. Kefas pretendia seguir mais ao norte, para dentro da Floresta de Elmwood. Precisava encontrar alguém. Caminhando pela estrada de terra com marcas de carruagem e cavalos, um corvo voou pelas árvores, gritando e sumindo na noite. O ar era úmido e o vento frio. Sentiu o ar gelado encostar em sua coluna, mas resistia. Lorde Kefas não tinha sono, nem fome, apenas queria prosseguir e encontrá-lo. A aldeia estava ali, com pessoas ao redor de suas fogueiras, sorrisos e risadas altas, longe da cidadela, da política. Longe de qualquer coisa que lhe dê frequentes dores de cabeça. Uma flauta soava calma e altas seguindo por batidas de tambores e vozes cantando A Rainha

Apressou os passos pela aldeia.

 - Com licença – Kefas perguntou para um jovem que passava, o parou segurando pelo braço.

 - Sim? – o jovem encarou. Os olhos pequenos escurecidos devido às sombras, nem o fogo das tochas a aldeia iluminavam seus olhos, cabelo loiro escuro. Percebeu que ele fazia, de alguma forma, parte da segurança da aldeia. - Onde encontro o Mago Mirrir por aqui? – o jovem sorriu.

 - De quem fala? Mirrir? Mago? Creio que não conheço.

 - Eu preciso falar com ele – insistiu. O jovem de cabelo loiro o encarou novamente.

 - Quem é você? – perguntou a Kefas.

 - Lorde Infante Kefas, da casa Elrrow de Elmwood. – Respondeu com firmeza – seu senhor.

 - Peço desculpas, Lorde Kefas – fez uma reverência.

Kefas reparou em volta. Um estandarte das três luas dos Wouters, prata em um campo azul.

 - Onde o encontro? – perguntou novamente ao jovem.

 - Desculpas senhor, mas por quê está aqui, nessa aldeia? Devia estar na cidadela. Aqui não é seguro, há mercenários e assassinos, homens dos segredos. O quê quer com o profeta? Talvez ele minta, senhor. Tudo por ouro...

 - Responda-me, sem mais perguntas – o tom de voz mudou, notou que ao lado de uma fogueira, um homem lhe encarava.

 - Ainda não chegou, meu senhor, ele chega na lua cheia do mês. Senhores da Lua como ele devem estar em outros lugares. As estradas estão se tornando mais perigosas a noite.

 - Como assim? – sentiu o frio novamente.

 - Criaturas vindas das sombras, criaturas que saem pra caçar na noite. Uma vez, meu pai me disse, de dia somos caçadores; a noite somos presas. Estamos em mundo perigoso agora meu senhor, a irmandade ver...

 - Quando é a última lua do mês? – perguntou Kefas, - quando Mirrir chegará? 

 - Em oito dias, acredito. – Respondeu. – Senhor, por que quer tanto falar com ele? Pessoas como o senhor não dão ouvidos a tais coisas. Acreditam apenas em seus Deuses, não na lua.

 - Como se chama? – perguntou ao jovem.

 - Petry, senhor – respondeu, - da Casa Rangell dos Campos de Trigo.

 Rangell, tentou lembrar dessa família. No conselho do pai falaram sobre vocês, fornecem um terço dos grãos para quase todas as terras do rei Erick, incluindo Elmwood junto a capital

 - Seu pai é Lorde Yuri, Senhor das...

 - Das terras que fornecem os grãos a capital arcana e às grandes cidades leais ao Rei Erick I, sim. – Interrompeu Lorde Kefas, - Conhece meu pai?

 - Sim – você foi escolhido para ser meu escudeiro, a pedido de seu pai, falou em mente. Petry estava inquieto, ele sabe.

 - Ele mencionou meu nome? – sua feição ainda era a mesma.

 - Sim, você foi escolhido para ser meu escudeiro.

Os olhos de Petry finalmente refletiram a luz do fogo, parecia ser mais escuros agora. O vento tornou a soprar mais forte, com o frio. As pessoas se juntavam às fogueiras. 

  - Siga-me, Petry. Não temos muito tempo - Kefas seguiu ao final da vila ainda a procura do mago, tinha dúvidas de Petry sobre o mago. Subindo os degraus de pedra – encontre uma tocha.

 - Sim, meu senhor – Petry pegou uma tocha que permanecia na entrada de uma casa, ninguém viu, - mas, senhor...

 - O quê? – Kefas se virou bruscamente  pra Petry.

 - Não é seguro aqui. Você é um nobre de alto nível... – Kefas se aborrecer e continuou seguir o caminho entre as casas de pedras, se distanciando da população reunida. Petry parou de seguí-lo. Mas... senhor!

 - O quê agora!? – Petry olhou pros lado. – O quê? – falou mais baixo, com a voz ainda estressada.

 - Estão de olho no senhor, por favor, temos de voltar. 

 Lorde Kefas Elrrow olhou de relance para frente, sozinho mais a frente, uma enorme fogueira de fogo azul. Um leve medo veio ao rosto de Petry e o frio subiu por sua espinha.

 - Vamos, então – e deixaram a aldeia. 

 Sua torre cobria sua visão do sol quando retornaram, a luz não estava tão radiante, era cedo quando regressaram. No alto da torre, o estandarte de sua casa, o cervo dourado na cidadela além dos guardas, portas ainda batidas, as barracas de vendas inabitadas. Os guardas quase deixando seus postos e substituídos por outros que descansaram. Petry caminhou ao seu lado, com várias perguntas, curioso. 

  - Petry – disse Kefas, ele deu atenção.

 - Sim, meu senhor? – falou olhando para a cidadela.

 - Enviarei homens para buscarem suas coisas amanhã, você irá com eles. Terá seus aposentos em minha torre, nos andares baixos – Lorde Kefas suspirou, seguindo pela estrada de pedras retangulares que passou na noite passada.

 - É uma honra, meu senhor. Estou acostumado com a algo mais simples.

 - Está tudo bem, creio que será útil como escudeiro – sorriu ao jovem. 

  - Serei sim, senhor. – Kefas sentiu a insegurança em suas palavras.

 - Quantos anos tem? – perguntou chegando em sua torre, indo abrir a porta, mas esta foi aberta por um guarda de suas tropas – Cavaleiro Ryan.  

 - Meu senhor, Lorde Infante Kefas – fez uma reverência, deixando ele passar acompanhado de seu novo escudeiro. O Cavaleiro Ryan tinha os olhos rosados, o rosto fino, escuro ao redor dos olhos, com a barba longa preta cobrindo-lhe o maxilar e suas bochechas e, com certeza, as cicatrizes.  

Ainda não haviam decorações em sua torre, estava incompleta, e os homens, engenheiros ainda não chegaram. Subiu as escadas de degraus de pedra, chegando a porta de seu quarto. Dois guardas de manto branco e armadura creme leve à espreita na porta, entre eles, um homem encapuzado de branco. O mensageiro, disse Kefas. Se juntou ao homem de capuz branco.

 - Lorde Kefas – o mensageiro fez uma reverência. 

  - Mensageiro Filiph – disse Kefas.

Cinco dias atrás, procurou o mensageiro, para receber notícias sobre seu pai e seus irmãos.

 - Notícias de seu irmão – respondeu o mensageiro. 

 Seu cabelo era escuro num tom mais claro do que de Kefas, sua boca era cinzenta assim como as olheiras fundas que tinha devido à  noites sem sono – eles demorarão mais dias para chegar, houve um imprevisto na Cidade de Byron e Ceelti. Uma rebelião se ergue lá. 

 Kefas ergueu as sobrancelhas. 

  - Entre, por favor. – Kefas pediu ao mensageiro. Sua roupa, trajava uma calça leve de couro de urso com luvas de veludo, botas leves. 

 Filiph sentou em uma cadeira, na mesa perto da janela, que dava visão para parte de trás da cidadela e seus muros.

 - Que Rebelião? – Petry estava no canto, perto da outra janela. Kefas reparou que Filiph encarava seu escudeiro, insegurança evidente em seus olhos, - está tudo bem, ele é meu escudeiro. Uma palavra errada de sua língua, ela será cortada. 

  - Meu senhor, uma rebelião por religião e política. Homens causando um distúrbio por terras que exigem e não pode ter, outros com crenças da lua. Um grupo de homens que leem o futuro, eles dizem. Chama-se Iminatos, os seguidores da lua. Ou algo do tipo. – Petry se virou, percebendo os olhos do mensageiro o encarando. 

  - E o pai? – perguntou. Filiph baixou o olhar e o encarou novamente, olhos fundos e escuros. 

  - Na Capital, Arkarius. Foi convocado  a uma reunião junto com sua Aliança Laranja. 

 Kefas ainda não compreendia o porquê da rebelião religiosa. 

  - Filiph, por que essa rebelião da lua? – o mensageiro pareceu surpreso.

 - Você não soube? – negou com a cabeça. – Lorde Infante Henrik, matou um dos líderes religiosos. A espada perfurou sua garganta e atravessou o crânio.

Kefas sempre teve medo de Henrik, o irmão mais velho. Quando crianças, Henrik tentou o enforcar. Trapaceava nos jogos de cartas vermelhas e protestou ao irmão mais velho.

 - Obrigado, Filiph.

 - Lorde Kefas – fez uma reverência e se retirou de seu aposento.

 Iminatos, olhou pela janela, o sol já estava alto. Respirando, calmo, levantou da cadeira.

 - Meu senhor – Kefas olhou para Petry – por isso lhe disse que era perigoso ter ficado na aldeia, os seguidores já estavam na vila.

 - Mirrir já estava lá – disse surpreso.

 - Sim, meu senhor, eu menti. Mas se permanecesse lá, não saberíamos o que aconteceria com o senhor. Se soubesse que o senhor é irmão de Lorde Henrik, o matariam. Ainda mais sendo um arcano. Arcanos acreditam nos deuses, mas o Deus da Lua não está nesses. Vocês o chamam de demônio que finge ser um deus... 

  - Chega! – Kefas exclamou e um silêncio caiu sobre eles no quarto. Tirou o casaco de descanso azul. – Você fala como se fosse um deles. 

  - Não sou um deles – Petry se defendeu. Talvez você esteja mentido. - Eu sei – Kefas consentiu – agora ajude-me, diga aos  guardas para os servos trazerem água  para meu banho. Hoje haverá uma festa particular com os grandes senhores de terras e de casas fortes. Precisamos de mais alianças e dinheiro. Nossa madeira não esta sendo o suficiente. 

  - Sim, meu senhor. 

Petry o deixou. O vento invadiu sua janela, soprando quente e se despiu, olhando em seus baús, uma roupa para hoje. Os servos entraram com uma banheira de madeira temperada e água quente em baldes. Um dos servos era uma moça com o rosto fino e cachos marrons. Trouxeram perfumes de banho e sabão, uma escova para suas costas, uma bucha para sua pele e uma pedra para os pés.

 - Deixe-me – disse a todos. 

 Após um bom e pouco demorado banho, se enxugou. Sua pele estava mais clara, macia e perfumada devido a bucha e escovas com os perfumes de lavanda e flores de inverno, e, seus pés limpos, devido à pedra. O cabelo liso escuro como a noite passada junto com sua barba que crescia rapidamente e grossa, no pescoço, uma marca de nascença cinzenta. Devido ao seu formato. Kefas examinou em volta, sua roupa estava sobre a cama, vestiu sua roupa íntima, depois uma calca, depois uma cota de malha de finos anéis e mangas lingas até o cotovelo, sentia a malha fria em sua pele, em seguida uma camisa azul com detalhes dourados com o cervo de sua casa bordado. O brasão dos Elrrow, colocou os braceletes detalhados com a língua arcana em dourado no couro vermelho, e um colete de lã com mangas brancas e o corpo azul-marinho com o cervo bordado ao peito em dourado. Anéis de safira e ouro, botas de sola grossa e dura, eram botas novas ainda. A calça cobria até o calcanhar. Ao cinto, sua espada cerimonial. Olhou para a parede de pedra, sua espada de guerra, uma espada de duas mãos de aço arcano, um aço num tom azulado com preto, marcado com a língua arcana. Pegou-a e amarrou ao cinto e o punhal. Kefas enfim estava pronto, mas olhou para Petry de costas na porta, você também precisará de roupas adequadas. - Levi! 

 – gritou pelo servo. 

  - Meu senhor? – disse ao entrar. 

  - Leve meu escudeiro Petry, preparem um banho e roupas a ele. Com as minhas cores – pediu ao servo de cabelos castanhos e os olhos esverdeados. Devem saber a quem ele serve. 

 - Sim, meu senhor. – Levi se virou para Petry -  vamos. – Estendeu uma mão em direção a porta. Deixando Kefas a sós, com seus pensamentos, Seguidores da lua.   



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