História As Histórias De Almas Perdidas - Capítulo 12


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Assassinato, Assassinos, Canibalismo, Creepypastas, Depressão, Drogas, Familiares, Histórias De Terror, Horror, Isolamento, Morte, Mutilação, Sangue, Terror
Visualizações 4
Palavras 1.759
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


A culpa é de quem?

Capítulo 12 - The judgement


Fanfic / Fanfiction As Histórias De Almas Perdidas - Capítulo 12 - The judgement

1963

Acredito eu que nada que eu vá dizer aqui vai ao menos fazer qualquer pessoa que estiver lendo, refletir sobre a natureza humana. Eu posso até adivinhar que, em quase cem porcento das vezes, será uma ignorado o fato de que somos apenas animais, não muito diferentes de seres assassinos na natureza que matam sem piedade alguma, em prol da própria sobrevivência, sabemos, pois, que tudo o que vivemos e o que aprendemos vai nos direcionar para algum lugar, sendo um presídio, um caixão, uma casa e um trabalho. Coisas que podemos (ou não) alcançar com o nosso esforço; embora em muitos casos o esforço seja inútil. Eu estou dizendo essas coisas pois estou indignado com tudo o que estou vendo e ouvindo, eu estou cansado de ter que aturar tragédias seguidas de mais tragédias, nós caçamos a nós mesmos como animais, e destruímos famílias sem pesar algum, a isso se resume a nossa existência 

Malditos! Mil vezes malditos! Quando tudo já estava pronto, quando enfim eu encontrei rumo na minha vida! Quando finalmente tudo estava indo bem... Esses malditos aparecem e estragam tudo! Fui eu! Foi você! Foi ele! Foi ela! Mesmas desculpas para a culpa não cair na pessoa na qual cometeu esse inestimável ato de violência. Que ódio!

Bom, agora que eu já estou mais calmo eu vou continuar com o que eu queria dizer, há alguns dias que isso está entalado na minha garganta, eu peço perdão caso eu tenha me exaltado um pouco, há mais ou menos uma semana que tudo aconteceu, eu estava sentado na minha cadeira quando eu recebi uma ligação, a voz do oficial do outro lado da linha disse algo como "Foi encontrado o corpo do seu filho ao lado do viaduto, ele levou três tiros, e logo após, o seu corpo fora esquartejado e nas suas costas, um grande "A" estava cravado em sua carne" ou sera que foi em baixo do viaduto? Eu já não me lembro mais, e nem ao menos faço questão de lembrar; A questão é que eu sei quem, ou o que fez isso, pois há muito tempo atrás eu fiz algo que me arrependo.

_______________________________________Narrador___________________________________

Mark inventava inúmeras desculpas e discursos para fazer com que a culpa não caísse sobre ele, muitos inclusive acreditaram nas mentiras (ou maluquice) que foram proferidas pelo homem. Mark não era nenhum imbecil, planejará o seu assassinato desde muito tempo antes de pratica-lo, sabia exatamente tudo sobre a vítima, o que era óbvio já que ele mesmo falou sobre o grau de parentesco que eles tinham, matar alguém da mesma família foi algo que ninguém jamais imaginara que Mark faria, e por isso pegou todos de surpresa. Não era louco, não era perturbado, mas sim muito inteligente, só foi pego graças a extravagância ou exagero do seu assassinato, matar a vítima e com uma faca, depois esquarteja-la e cortar um grande "A" nas costas do pobre rapaz era totalmente doentio.

A sentença que lhe-custaria a vida, prisão perpétua, ou pena de morte, tudo isso para garantir que um louco desumano como ele jamais voltasse a viver em sociedade, mas o réu não gostou nada disso, então levantando-se da cadeira na qual estava sentado no tribunal, bateu com a mão na mesa e disse:

-Perdoe-me, vossa excelência, más vós não levastes em consideração ao menos uma única palavra que eu disse! Posso provar a ti, tanto por mim quanto pelo testemunho de todos os meus familiares e todos os meus colegas, que este julgamento esta sendo injusto!  Tu tentas andar pelo caminho da verdade e da justiça, porém ao me condenar apenas andas pelo caminho da mentira e da condenação de inocentes! Peço a ti que reveja este caso, para não cometer novamente esse erro...

Mark senta-se novamente na sua cadeira, totalmente raivoso e sentindo-se injustiçado, o juri (como todos já esperavam) arquiva a investigação 45113A. E pede as autoridades que verifiquem novamente todos os dados e provas que acusam, e defendem Mark, e até que todas as evidências necessárias fossem reunidas e analisadas, o réu teria que ficar em liberdade, porém, não poderia sair do do país ou ao menos mudar de residência, então teria de provar a própria inocência rapidamente, ou irá acabar tendo consequências desastrosas 

No fim, Mark, teria de jogar a culpa sobre outra pessoa, mas não seria problema para ele, já que pegaria o "assassino" antes que a polícia desse o seu "bote", já não seria difícil para um gênio como ele, que conhecia tudo e todos, a cidade, as pessoas e até os criminosos; isso foi uma consequência de, por diversas vezes, sair para comprar algumas drogas, não para o uso pessoal, mas sim para entregar aos seus primos, tios e até aos seus pais, e mesmo tendo tanto contato com o mundo do crime, não queria fazer parte dele. Tinha dinheiro, e tinha contatos, então marcou uma reunião com um homem misterioso, o chamavam de Mr. Oweit

A reunião estava marcada, Mark vai até o local que ambos haviam combinado de se encontrar, um restaurante de quatro estrelas que Mr. Oweit frequentava frequentemente, velho e cinzento era o local, mas a atmosfera que ele transmitia era de conforto e aconchego. Então escolhendo uma mesa sentou-se, e como o local não estava muito cheio, ninguém viria importuna-los. E ele esperou ali por duas horas, e pelos funcionários foi observado por duas horas, e assim que estava prestes a sair do local (provavelmente acreditando que Mr. Oweit teve complicações), o homem entra pela porta, Mr. Oweit era baixo, francês, tinha uma cabeça levemente triangular, e um bigode no qual ficava torcendo a cada dez minutos. Assim que Mr. Oweit entrou pela porta, Mark o reconheceu instantaneamente, então sentou-se novamente, e fez sinal para o francês, que foi até ele, e sentou-se na mesa

-Mark! Quanto tempo, lembro-me que da última vez que te vi eu precisava de um favor, e parece que agora os papéis inverteram...-Disse Mr. Oweit recostando-se na cadeira- Espero que não seja nada impossível mon cher ami.

-Sim, realmente faz muito tempo, e vejo que você continua tão igual como era...- Disse Mark sorrindo levemente

-Oh certainement, você também não mudou muito...- Respondeu Mr Oweit

Os dois terminavam de se cumprimentar quando a garçonete chegou

-Os cavalheiros querem pedir alguma coisa?- Ela disse

-Sim, sim, claro-Disse o francês pegando o cardápio- Eu vou querer um Bubble and Squeak, e meu amigo vai querer o mesmo- Ele olha para Mark que concorda com a cabeça.

-Volto já- Disse a garçonete enquanto ia em direção a cozinha

-Tudo bem Mark, chega de enrolação. Por que me chamou aqui?- Indagou Mr. Oweit

Mark explicou toda a situação para o seu velho amigo, lhe falara do assassinato, de quando foi preso e quando foi julgado, disse também que caso não conseguisse, passaria a eternidade na cadeia, ou morreria.

-Vocês ingleses são estranhos, tentam sempre jogar a culpa sobre os outros, e quando não conseguem pedem ajuda a quem podem, bom, ao menos a comida desse país é maravilhosa- Disse Mr. Oweit fazendo um gesto com as mãos que Mark não entendera- Agora, a respeito do seu caso, farei o possível para lhe ajudar.

-Ótimo- Disse Mark

-Não há de que mon cher ami.-Diz o francês despedindo-se do amigo

Assim que Mr. Oweit saiu pela porta do restaurante, Mark respirou aliviado, agora ele tinha certeza que um grande fardo tinha acabado de esvair-se de suas costas, mas ele ainda teria que investigar mais e mais, até enfim encontrar a pessoa certa para mandar para a cadeia.

Até agora, as únicas evidências ou circunstâncias que poderiam levar a polícia até o assassino, não os levava a uma conclusão concreta, entre os suspeitos do assassinato de Stephen Evans estavam: Mark Colins (Ex-Hacker),  Bryan Evans (Pai da vítima), David Morris (Ex-Colega de quarto de Stephen), Jack Adams (Este que foi flagrado por câmeras antes de Stephen ser morto) e por fim Oliver Foster ("Amigo" de Stephen). Cada um deles foi ouvido pela polícia, e o seu testemunho jogava a culpa em outra pessoa, a polícia desconfiou primeiro de Jack, que estava perto de onde a vítima foi encontrada, porém as suspeitas recaíram sobre Oliver, pois a arma usada no crime era o seu revolver, mas Oliver não foi flagrado nem visto por ninguém na cena do crime, Oliver e Jack não se conheciam, porém dois amigos que ambos tinham em comum eram Mark e Stephen, Jack disse que estava indo ao encontro de Mark, perto do viaduto, quando o mesmo vem correndo em sua direção, vindo do mesmo lugar em que o corpo foi encontrado, disse também que os dois se odiavam, Mark e Stephen eram completos rivais, um não gostava do outro, e estavam sempre tentando-o prejudicar. Até aí, tudo bem, o crime parece facilmente solucionável, então onde  Bryan se encaixava nessa história? Exatamente ai que a coisa acontece, Oliver e Stephen uma vez foram juntos para um campo de tiro, e depois de passar o dia inteiro acertando alguns alvos, Stephen chama o amigo para passar a noite em sua casa, e ali, Oliver esqueceu a sua arma, no dia seguinte procurando ansiosamente por ela em sua casa, Oliver lega para  o amigo perguntando da mesma, Stephen estava voltando da faculdade, e não estava com a arma do amigo, então ele diz que assim que chegasse ele devolveria o revolver, porém, Bryan já estava a caminho para devolve-lo, vizinhos o viram sair de casa com a arma na cintura, e curiosamente, a sua rota era a mesma a que seu filho estava usando para voltar para casa naquele mesmo dia. Caso resolvido? Não, pois Bryan desviou-se do caminho, e foi flagrado por câmeras de segurança, sua rota foi alterada no último momento, (embora Oliver tenha dito que no dia, a sua arma não lhe fora devolvida) e ele estava bem longe de onde seu filho se encontrara, com a arma do crime.

Agora estão todos entendendo exatamente o que aconteceu? Entendem o porque dos oficiais não chegarem a uma conclusão,  Jack poderia facilmente ter assassinado Stephen, já que em algum caminho de seu percurso eles provavelmente se cruzaram. Ou poderia ter sido Oliver, já que a sua arma foi apreendida. Poderia ter sido também Mark, que estava voltando da cena do crime na exata hora do assassinato. Ou poderia ser Bryan, já que estava com a arma do crime.

Mas, agora temos uma prova que vai mudar totalmente o ritmo da investigação, parece que o assassino cometeu um pequeno erro na hora de omitir as provas.
 


Notas Finais


A culpa é de quem? Tentem adivinhar!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...