História As Mentiras Que Contamos - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos, Pretty Little Liars, Revenge
Personagens Annabeth Chase, Bianca di Angelo, Calipso, Charles "Charlie" Beckendorf, Frank Zhang, Hazel Levesque, Jason Grace, Leo Valdez, Luke Castellan, Nico di Angelo, Octavian, Percy Jackson, Piper McLean, Rachel Elizabeth Dare, Reyna Avila Ramírez-Arellano, Silena Beauregard, Thalia Grace
Tags Drama, Mistério, Segredos
Visualizações 20
Palavras 3.876
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Hentai, Lemon, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Aqui está mais um capítulo. E sim, eu imagino que todos estejam querendo me matar. Minhas justificativas estarão nas notas finais.

Capítulo 6 - Romances de época


Thalia- 1 ano depois- 1°ano

No aniversário de sua mãe, tanto Thals quanto Jason se surpreenderam quando Zeus se prontificou a levá-los para o cemitério para visitarem o túmulo da mãe.

Dentro do cemitério, Jason seguia a frente, desconsolado. O garoto pouco convivera com Beryl. Na época, a mãe já estava bem fraca em razão da quimioterapia e já não agia como a mulher de antigamente.

Thalia e a mãe não tinham a melhor das relações. Como estrela de cinema, Beryl não tinha muito tempo para ela e estava sempre sendo assediada pelos paparazzi. Apesar disso, ao descobrir a sua doença, Thals ficou arrasada. No inicio Zeus lhe dera todo o apoio, mas depois, simplesmente, se afastara e toda a responsabilidade ficara por conta da jovem.

Entretanto, ao olhar a lápide da mãe, Zeus também parecia abalado. Eles ali depositaram as flores e em silêncio ficaram. Após um tempo, Thalia se afastou sendo logo seguida pelo pai.

– Ela te amava, Thalia – seu pai falou. Parecia triste por ela. – Queria que soubesse disso e nunca se esquecesse.

– Eu sei. – respondeu. Depois de alguns minutos de silêncio disse – Fiquei surpresa de ter nos trazido aqui. Geralmente, você ignora a data. Foi legal da sua parte.

– Só achei que devia isso a vocês. E Hera tem que entender que são parte da família também, assim como sua mãe um dia foi. – Thals deu um leve sorriso. – Sempre quis me desculpar com você por isto: nos últimos meses de Beryl, eu me afastei e deixei você e Jason a própria sorte. Não estava lidando bem com a questão toda.

– Que bom que o fez– ela falou.

***

Havia se passado um pouco mais de dois meses desde a festa dos Stoll. Naquela noite, depois de fugir do irmão e seus amigos, Thalia passou a noite andando pelas praias de South Hamptons, onde morava. Voltou para casa domingo de manhã. Jason e os garotos não falaram a respeito do que havia acontecido, assim como a Grace.

Thalia decidiu que seguiria em frente e tentaria esquecer o que vira, contudo duas semanas depois disso descobriu que, agora, Annabeth e Luke estavam oficialmente namorando, o que deixou Thalia absolutamente arrasada. Queria muito se vingar, apesar de não saber como.

Durante esses meses a garota teve de aguentar ver o casalzinho se agarrando pelos cantos da escola. Quanto às outras do grupinho das populares, viviam importunando a Grace e suas amigas, fazendo piadinhas e criando boatos. Thathalia esperaria pela primeira oportunidade e daria o troco.

***

Hazel- 1 ano depois- 1°ano

Na noite da festa, após o telefonema da mãe, Hazzy surtou. Fez o que tinha de ser feito, é claro. Foi para casa, fez o que a mãe mandara. Por sorte não havia ninguém lá, o que facilitou bastante as coisas para ela. Porém tal história ainda voltaria para assombrá-la.

***

A Levesque não parava de pensar em Leo. Ao vê-lo se beijar com Bianca, Hazel notou que talvez tivesse sim sentimentos pelo garoto. Compartilhou isso com suas amigas as quais lhe disseram para contar a verdade ao garoto e lutar por ele. Contudo, para ela, essa seria uma luta perdida.

Hazzy sempre notou os sentimentos de Leo para com ela e, simplesmente, os ignorou. Bianca não. Ela sempre tivera uma quedinha nele. Além disso, Bia era extremamente bonita e popular. Hazel nunca teria chances contra ela.

***

A situação na mansão dos Di Angelo estava ficando cada dia pior. Hazzy não suportava mais ter que acordar no quarto da meia-irmã. Porém para a felicidade dela, em menos de uma semana seu novo quarto estaria pronto.

– Hades! Eu estou lhe dizendo. Eu não a perdi! – Perséfone gritava com seu pai, enquanto descia a escada da mansão.

– Tem plena certeza disso? Talvez tenha deixado na casa de sua mãe. – Hades respondeu já sentado à mesa.

– Não está na casa da minha mãe. Acha que eu já não procurei em todo canto?

– Algum de vocês, por acaso, viu um colar de citrino que eu dei a Perséfone no início do ano?!– Hades perguntou irritado.

– Não. – todos responderam.

– O que houve? – perguntou Bianca.

– Já deve fazer um mês que ele sumiu.

– Essa é o que? A sexta, sétima que some assim de repente? – falou Hades.– Fique tranquila, querida, vou fazer aquilo ainda hoje.

No final da tarde, Hazel pode ouvir enquanto seu pai demitia a empregada a qual devia trabalhar na casa há quase três anos.

***

Já fazia duas semanas desde a demissão da empregada. Naquele seis de outubro, Hazel convidou Leo para sua casa. Eles fizeram os deveres e conversaram. O garoto lhe contou que estava ficando com Bianca desde a festa dos Stoll. Hazzy ficou incomodada.

– Nossa! Eu não sabia. Por que não me contou antes?

– Talvez porque você está me evitando desde a festa.

– Não estou te evitando. – Hazel falou. Neste momento um celular começou a tocar. – Leo, pode me passar minha bolsa.

Hazel vasculhou sua bolsa. Não era o seu celular tocando. Ela pegou o celular que tocava. Era o de Bianca.

 – Eu não acredito nisso, Hazel! Como você pôde? Entendo não se darem bem mais roubar o celular dela? Isso é biaxo! – ele saiu do cômodo.

– Leo! Espera! Eu não faço ideia de como isso veio parar aqui. Eu juro que não peguei. – gritou, mas já era tarde demais. Bianca havia saído do quarto bem como Nico e sua madrasta.

Enquanto escutava o sermão do pai, Hazel só conseguia chorar. Naquela manhã, Bia fizera um discurso desesperado por haver perdido o celular e jurava que alguém o roubara. Agora, todos achavam que era ela.

– A rivalidade entre vocês duas tem que acabar agora! Eu não tolerarei as duas tentando prejudicar uma a outra. Você, Hazel, vai sair deste escritório e pedir perdão a Bianca pelo que fez. E se isso voltar a se repetir, mandarei ambas para o colégio interno.

Depois de implorar perdão a dona do celular, Hazzy seguiu para o seu novo quarto e  ali ficou chorando. Ela tentara explicar, mas foi inútil. Todos já a consideravam culpada. Ela não conseguia encarar o pai ou o irmão. A forma com que eles a encaravam era demais para ela.

***

A Levesque teve de esperar pelo dia em que estavam todos fora de casa. Naquela manhã, a garota dera um jeito de sair mais cedo da escola. Seu pai estaria no trabalho, e Perséfone na casa de Deméter.

Devia ser quase uma hora da tarde, quando Hazel chegou em casa. Estava tudo vazio como o previsto. Ela deixou a mochila no seu quarto e direcionou-se para a suíte principal, o cômodo de Hades e Perséfone.

O local era tão magnífico quanto o resto da casa. Havia um grande e lindo lustre no centro, uma grande e arrumada cama de casal, e até uma mini sala de estar. Hazel já estivera lá antes, mas sempre acabava se impressionando com o lugar.

Hazzy foi até a penteadeira da madrasta e abriu sua caixa de joias. Ela, então, viu o belo colar de pérolas o qual Hades havia lhe dado. Era tão lindo, que a garota sentiu pena dele. Hazel o pegou delicadamente entre os dedos. Mas, rapidamente o soltou ao ouvir:

– Hazel?

Era Nico. E, então, Hazzy se virou...

***

Reyna- 1 ano depois- 1° ano

Reyna estava um pouco decepcionada com a saída de Annabeth do clube de estudos, afinal ela esperava ganhar a presidência da loira. Aparentemente, agora, Annabeth estava mais preocupada com seu relacionamento com Luke do que com os estudos.

– Está nervosa? – Hazzy perguntou.

– Sim. Eles devem anunciar o vencedor a qualquer momento.

– Relaxe, Reyna. Você vai ganhar. – falou Thalia.

– Hey! Rey! Anciosa? – perguntou Jason. Hazel e Thals se afastaram discretamente com um sorriso malicioso nos lábios.

– Bastante.

– Bom, eu pensei que nós poderíamos sair para comemorar hoje à tarde. O que acha?

– Eu teria que ver com a minha mãe. Mas eu adoraria.

– Okay. Então, veja com ela e me liga, certo? – ele se aproximou e deu um leve e rápido selinho em seus lábios. Reyna sorriu e ele se afastou sem dizer nada.

– Pessoal! Silêncio, por favor. Nós temos os resultados. – disse um menino. – A presidência do clube de estudos será ocupada por Reyna Avila. Assim com a presidência do clube dos latinos.

Reyna não poderia estar mais feliz. Enquanto recebia aplausos, vivas e parabéns, a garota só pensava em como a mãe reagiria, e em seu encontro com Jason.

Desde a festa, os dois passaram a conversar por mensagens e Thalia fazia questão de convidá-la para ir para sua casa. Ela fora. Thathalia sumia e a deixava sozinha com Jason. Nesses momentos, eles não conversavam muito, apenas se beijavam e ficavam abraçados. Era maravilhoso.

***

Rey não conseguia acreditar que já fazia um mês e meio desde seu primeiro beijo com Jason. Depois do jantar que Jason propusera para comemorar a data, o garoto a levou para casa. Belona ainda estava no trabalho e Hylla saíra para a casa de algumas amigas. A latina, então, o convidou para entrar.

Eles pegaram um pote de sorvete na cozinha, colocaram em taças e sentaram-se no sofá.

– Não imaginei que seria assim. – o Grace falou.

– O que seria assim?

– Nós já estamos saindo há algum tempo, e eu planejava oficializar isso. Eu tinha pensado em fazer isso em outro lugar, mas não acho que vou encontrar momento melhor. – enquanto dizia isso o sorriso de Reyna apenas aumentava. – Reyna, você gostaria de namorar comigo?

Rey já sabia que essa era a pergunta. Sonhara com isso várias vezes, só que nunca imaginou que sentiria o mínimo de hesitação no momento. Ela queria isso, não?

– Eu... eu...

– Olhe, talvez você ache que estamos indo muito rápido, ou talvez não. É só que, quando estou com você, eu sinto que estou completo, sabe? Nós nos divertimos tanto juntos, pensamos do mesmo modo... e sinto aquela sensação estranha de que você é a resposta para... para tudo na minha vida.

Nesse momento, Reyna o beijou. Não como antes. Ele não era mais um flerte, era seu namorado. O discurso que ele fizera, tudo o que ele disse era, exatamente, o que ela sentia. E ela o queria ali, ao seu lado.

Talvez aquilo fosse, de fato, precipitado, mas ela sentia que podia confiar nele. Rey aprofundou o beijo entre eles e foram para o quarto da menina. Jason delicadamente a colocou em sua cama e começou a descer os beijos pelo pescoço da morena. Ele o mordia e dava leves chupões.

Reyna tirara em um movimento feroz a blusa do rapaz, e este logo fez o mesmo com ela. As mãos do loiro, logo após abrir o sutiã da menina, passaram a acariciar-lhe os seios, enquanto a latina passava as mãos pelo abdômen levemente definido do rapaz. O beijo deles continha puro desejo. O Grace tirou as roupas de baixo da outra e logo passou a beijar sua intimidade. Reyna não controlava mais o que saia por sua boca.

A morena inverteu as posições e logo passou a acariciar o membro já ereto do rapaz, ela fazia movimentos de vai e vem com sua mão. Jason gemia sem qualquer controle. Porém, antes que o menino chegasse ao ápice, ele sentou-se e pegando Rey, colocou-a em seu colo fazendo-a ser preenchida por seu membro.

Agora havia mais sentimentos e carinho do que desejo propriamente dito. Ele esperou a moça se acostumar para depois começar a mover-se. Reyna rebolava sobre o colo do loiro e assim como ele, gemia. Em pouco tempo, ambos sentiram-se ficar leves e chegaram ao auge.

***

Jason já se encontrava vestido e estava se despedindo dela.

– Queria que você ficasse – ela disse.

– Eu também queria. Mas a ideia de ser morto ou por sua mãe ou por Hylla não me anima. – respondeu. – Sobre a camisi...

– Vou tomar as pílulas da minha mãe.

– Mesmo assim, obrigado por confiar em mim. – E falando isso a beijou e foi embora.

Reyna não sabia bem o que sentia. Estava eufórica, mas ao mesmo tempo lá no fundo, com medo. Não por não terem usado camisinha. Ela sabia que fora irresponsabilidade dela, mas não é como se tivessem planejado isso, simplesmente ocorrera. Além disso, ela sabia que Jason nunca a deixaria na mão. Seu medo era mais pelo fato de que ela fizera mesmo isso, apesar de o relacionamento deles ser bem recente.

Rey ignorou esses pensamentos. Ela sempre agira pela razão e pelos menos dessa vez, estava disposta a seguir seu coração. Só esperava não sair machucada.

***

Silena – 1 ano depois- 1º ano

Silena estava irritadíssima. Ela e Charles haviam brigado. O namorado não gostara do fato de Sil ter insultado uma garota insignificante e passara a lhe dar lição de moral.

– Não é certo o que você fez, Silena! Você não está nem ai para quem você machuca, mas saiba que algum dia alguém vai reagir e você vai se dar... – a Beauregard saltou do carro nesse momento. Estavam de frente a casa dela.

Ela entrou e subiu direto para seu quarto. Tentou distrair-se folheando algumas revistas de moda, contudo estava furiosa demais para isso. Charlie sabia quem ela era e mesmo assim estavam juntos. E agora ele passa a dar bronca nela? Não mesmo.

A de cabelos negros pegou sua bolsa e saiu de casa. South Hamptons era o lugar perfeito para Silena. Lá só havia mansões e muita gente rica. Cada propriedade era quase um castelo. Havia sempre gente nova juntando-se a comunidade e cada final de semana significava uma nova festa e novas fofocas. O melhor? Quase todos esses milionários tinham filhos da idade dela e quase todos estudavam no Greek-Roman.

Andando pelas ruas, finalmente chegou aonde desejava. Sil tocou a campanhia e que atendeu a porta foi justamente quem ela procurava: Luke Castellan.

– Silena! O que faz por aqui? Achei que sua casa fosse mais para o sul.

– Tem alguém em casa?

– Não. – e após dizer isso, a garota passou por ele como se ela fosse a dona da casa, e não ele.

Ela passou pela sala de estar super moderna de Hermes. Silena já fora ali, porém sempre em dia de festa. Agora parecia diferente, menos uma boate e mais um lar. Olhou Luke o qual tinha uma cara surpresa e interrogativa.

 Beauregard subiu a escada com todo o charme e elegância que possuía, sendo seguida de perto pelo loiro. Os dois começaram a ter algo no ano passado, quando durante uma festa em que ele era o único conhecido, Silena meio carente deu uns amassos com o garoto na área da piscina. Não ela total intenção dela, mas ela não podia negar que fora bom e muito quente. A partir daquela noite, encontravam-se às escondidas quando queriam digamos, se divertir.

Obviamente, ela não tinha a intenção de trair Charles. Entretanto as coisas com Luke ficaram complicadas, e as investidas do garoto ficaram cada vez mais frequentes. Então, Sil juntou o Castellan com a Chase.

No quarto do garoto, Silena jogou o vestido no chão, despindo-se.

– O que está fazendo? – ralhou o loiro. – Tô namorando sua amiga Annabeth, sabia?

– Olha, Luke, eu sei que estão juntos e que você parece mesmo gostar dela, mas isso não terá nenhum sentimento. Será apenas sexo, e eu sei que a Annie é certinha demais para satisfazer os seus desejos. Então, por que não aproveita?

***

Silena arrumava o cabelo enquanto pelo espelho via Luke deitado na cama. Barulhos chegaram a seus ouvidos, assustando-a.

– Você disse que não tinha ninguém em casa!

– Connor e Travis estavam lá fora. Fica tranquila, vou descer e distrair eles, e você sai.

Foi o que ocorreu. Durante a caminhada de volta à sua casa, Sil sentiu-se confusa. Sim, fora apenas sexo e ela gostou, mas apesar de saber que fora cruel com Charles e Annie, ela não sentia culpa, e encarava aquilo como algo normal.

***

Annabeth- 1 ano depois- 1º ano

Annie estava um caco. Ela sabia que não era mais tão dedicada aos estudos, deve ter sido por isso que perdera a eleição. Suas notas agora se classificavam como medianas. Seu foco passara a ser o namoro e as amigas. Talvez seja por isso que agora estava ali, em uma aula suplementar.

Ao seu lado, encontrava-se Percy Jackson. Annabeth não o conhecia muito bem, conviviam no mesmo círculo de amigos, apesar de nunca terem conversado muito. O fato era que a Chase precisava de ajuda e seria mais normal pedir a ele do que para qualquer outro ali.

– Ei! – falou e nada. O garoto parecia estar com a cabeça em outro lugar. – Perseu! – ele se ergueu na cadeira.

–Ah... Annabeth, oi. O que foi?

– Sei que pode parecer estranho, mas poderia distrair o professor e me ajudar a escapar dessa aula?

– Hã... tá legal.

Ele se levantou e foi até a mesa do professor o questionando sobre algo. Annie aproveitou a oportunidade, pegou a mochila e saiu de fininho pela porta de trás.

***

Já longe do colégio, ela se sentou em um banco no Central Park e esperou. Após uns vinte minutos, Camille chegou. Camille Sanders era uma antiga amiga de Annie, quando ela ainda morava em São Franscico. Ela tinha uma pele bronzeada e apesar de, naturalmente, seus cabelos serem castanhos, eles agora estavam pintados de loiro.

– Estou surpresa por ter me ligado – Camille agora sentada ao seu lado disse.

– Preciso que faça uma coisa por mim. Não te pediria se não confiasse em você.

– O que é?

– Preciso que seduza meu pai.

– Como é que é?

– Conhece meu pai, certo? – ela confirmou com a cabeça. – Pois bem, ele se casou com uma piranha, que praticamente me expulsou de casa. Eu preciso separá-los e acho que a melhor maneira é fazendo com que ele a troque por outra, no caso você.

– Isso é loucura, Annie.

– Vou te pagar. Eu tenho dinheiro e vou te pagar por todo o serviço. Só me diga o quanto quer.

– Seis mil. – a amiga falou, como se nem precisasse pensar muito no assunto. Silena havia lhe proposto isto e Annie estava disposta a tudo para conseguir o que queria.

– Fechado.

***

Bianca- 1 ano depois- 1º ano

 Bianca sabia muito bem o que havia visto na festa dos irmãos Stoll. E estava disposta a se aproveitar da situação. Era o final do intervalo e suas amigas já haviam se dispersado. Rachel Dare estava sentada sozinha em uma das mesas. A ruiva já terminara de comer, e parecia estar refletindo sobre a vida.

– Oi Rachel! – disse com certa dissimulação na voz, Bianca atrás dela, sentando-se a mesa.

– Olá? Acho que não nos conhecemos antes.

– Não precisamos nos conhecer. Só acho importante você saber que eu vi o que aconteceu no final da festa dos Stoll. Como acha que o seu namorado Percy vai se sentir?

– Você contou para alguém? – o desespero na voz dela era visível.

– Não. Mas posso fazer isso bem rápido. – o sinal tocou e Rachel se levantou. Bianca a segurou com força pelo braço, impedindo-a de ir. – A menos que faça algo por mim.

– O que quer?

– Conhece minha meia-irmã, Hazel? Bom, amanhã o meu celular terá sumido, mas ele será encontrado na bolsa dela e você o terá colocado lá. – falou Bia, esticando o aparelho para a garota a sua frente que o pegou com hesitação.

***

Seu plano saíra perfeito. Mais do que perfeito ela diria. Não só o pai esculachou Hazel como até Leo se afastara dela. Entretanto, enganava-se quem achou que ela pararia por ai.

***

Piper- 1 ano depois- 1º ano

Piper estava numa festa organizada por Leo Valdez em sua casa. A casa do menino tinha uma arquitetura moderna apesar de bem simples. Não havia tantas pessoas quanto na festa dos irmãos de Luke. De seu grupinho apenas Bianca, Calipso e ele vieram. Jason estava lá, sem a latina ao lado. Na verdade, nenhuma do grupo dela viera.

Após o fora do Grace, Pips ficara muito mal, porém após um discurso motivacional de Frank e Sil, ela se recompora e estava determinada a não desistir sem tentar. Quando Jason dissera que iria ao banheiro, a McLean viu sua chance e o seguiu. Esperou encostada na porta do banheiro. Logo, ele a abriu.

– Ah, oi Piper!

– Oi Jason! Tenho permissão para usar o banheiro? – perguntou, usando o máximo de charme possível na voz. Ela se arrumara bastante quando soubera da presença do menino na festa. Contudo, ela ainda tentou ser ela mesma. Colocou um simples short jeans, uma blusa preta com ombros a mostra e uma sapatilha preta básica. Seu cabelo repicado estava solto, apesar de uma trancinha de lado onde uma pena estava amarrada.

– Claro. Aliás, gostei do cabelo. É diferente.

– Obrigada. – ele estava indo embora, quando ela o chamou– Jason, você participa do clube de estudos, né?

– Sim. Precisa de ajuda em algo?

– Matemática e Literatura. Meus pontos fracos.

– Literatura? A primeira coisa a se fazer é ler o livro, depois tentar entender a época, o contexto, sabe? E aí vem a parte difícil: interpretar.

– Eu até comecei a ler o livro, mas é estranho sabe? Porque, tipo, em dez minutos, eu já estou dormindo. – Piper disse, provocando risos no garoto a sua frente.

– Acredite, eu entendo. Romances de época, definitivamente, dão sono. – falou. Piper se aproximou. A música parara, só havia eles ali no corredor. Eles estavam a um passo de distância. A voz agora rouca de Jason a alcançou. – Isso é porque...

– Isso é porque, naquele momento, os namoros se davam de outra forma. Era tudo muito calmo e silencioso, era romântico e secreto, às vezes se resumia num pegar de mãos – Pips, então pegou a mão do Grace, e ao contrário do que imaginara, ele não a afastara. – Os beijos continham grande carinho, mas também o medo da descoberta, e os olhares podiam revelar pensamentos inteiros.

Nesse momento, Piper o beijou. De uma maneira calma e suave. Surpreendentemente, Jason correspondeu àquilo. Ela o puxou para mais perto. Agora tocava “Thinking out Loud” do Ed Sheeran. Lentamente, ele a colocou em cima da pia do banheiro e eles continuaram a se beijar calmamente durante ainda um bom tempo naquela noite.

***

Calipso- 1ano depois- 1º ano

Bianca saíra cedo da festa de Leo, Piper sumira, e no final da noite restara Calipso, Leo, alguns de seus amigos e alguns outros convidados. Cali não os conhecia, portanto, achou melhor ir para casa.

Foi despedir-se de Leo. Este se encontrava perto da cozinha.

 – Leo, eu já estou indo embora. Tchau.

– Não, espera. Fica mais um pouco. Vem.

Ele a puxou com ele, levando-a para a rodinha, composta por alguns de seus amigos. A sorte de Calipso era que Percy não estava ali. Só de vê-lo na escola, a menina já tinha vontade de enfiar-se dentro de um buraco.

Eles ficaram conversando por cerca de mais uma hora. Leo era do tipo piadista. Era magro e com um tipo de pele que geralmente latinos têm. Seu cabelo encaracolado era fofo. Ele com certeza, não fazia o tipo da loira, mas havia algo diferente nele.

Na porta de saída, ele a abraçou. E depois riu como quem se lembra de algo bom.

– Meu primeiro amor tinha a cor do seu cabelo. Ela era muito linda! Parece um pouco com ela. – ela fora embora, mas não sem antes corar.

 


Notas Finais


Bom, eu acabei de passar por uma mudança e isso é muito estressante. Todas as minhas coisas estavam empacotadas a nova casa ainda não tinha wifi. Minha vida não me permitia postar os capítulos, e eu realmente sinto muito.
Apesar disso, espero que tenham gostado do capítulo (foi a primeira vez que escrevi uma cena "quente", então, perdão se não foi bom). No próximo as coisas vão ficar tensas.


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