História As tuas Melodias (Hiatus) - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Advinha Quem É O Ativo, Advinha Quem É O Passivo, Bangtan Boys, Bts, Claraft, Eu Gosto De Pão, Jikook, Jimin, Jimin Só Sofre, Jungkook, Kookmin, Minkook, Sadboy
Visualizações 186
Palavras 3.319
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Ficção, Fluffy, Harem, Hentai, Lemon, Mistério, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Slash, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Capítulo betado pela @ltlkookie szszszsz
Boa leitura <3

Capítulo 9 - As tuas dores.


Fanfic / Fanfiction As tuas Melodias (Hiatus) - Capítulo 9 - As tuas dores.

Jimin tinha sentado com tanta força no colo de Jeongguk, que se não fosse pelos lábios colados, provavelmente o moreno teria gemido alto. Os corpos estavam colados, as mãos do menor ainda pousadas em seus ombros, Jeon não imaginaria que o seu hyung faria isso, mas estava gostando até demais de sentir sua bunda farta em contato a sua pélvis.

O beijo transmitia leve desejo, não de sexo, e sim do contato, afeto. Os movimentos faziam ambas das línguas se encontrarem de forma levemente tímida, mas logo necessitada. Jimin tinha os lábios cheios e extremamente macios, Jeongguk sempre teve um pequeno desejo de mordê-los, que estava sendo realizado nesse momento. O moreno puxava e chupava os lábios carnudos do hyung, passeando com as mãos por suas costas, sem descer para regiões mais prazerosas.

Naquele momento o tempo estava parado, apenas os dois no canto do salão, se beijando de forma quente. Não havia nenhum barulho além dos estalos que os lábios davam naquele ósculo tão bom. Os dois não tinham pressa para nada, preocupações ou medo de alguém os ver naquele beijo tão quente.

Os dentes perfeitos de Jeongguk puxaram novamente os lábios do Park, que soltou um gemido baixinho junto com o aperto em sua cintura, a nuca do moreno estava toda arrepiada com aquele som maravilhoso que ouviu de Jimin, já tinha imaginado como poderia ser os gemidos dele: Manhosos, roucos ou arrastados...? 

Eram pensamentos demais naquele momento, sentimentos explodindo como bombas, o sangue ia para ambas das bochechas, ganhavam um tom ruborizado. Jimin subiu sua mão destra para o cabelo moreno de Jeongguk, entrelaçando os fios em seus dedos, a outra mão passeava pelo peitoral duro dele. O mais velho ainda lembrava de cada detalhe do corpo dele, cada pequeno detalhe e curva que lhe alucinou ao olhar.

Jeon tinha descido as mãos para as nádegas do menor, sentia o quão farta ela era, ele provavelmente tinha voltado a comer normalmente, não estava com o mesmo corpo de antes, não tinha outra definição: Jimin é gostoso para cacete.

Quando separaram os lábios pensaram em dizer algo, mas estragar aquele momento com alguma frase certamente não era uma opção agora. Jimin encarava Jeongguk de forma extremamente profunda, os lábios dele estavam inchados e vermelhos, as bochechas coradas, e certamente não era por vergonha. Os cabelos que antes estavam arrumados com uma franja para o lado agora estavam todo bagunçados, ele era perfeito sendo olhado de perto. Jeongguk era uma linda bagunça.

O moreno levou as mãos para as bochechas coradas do mais velho, acariciando o local com seu polegar, estavam tão próximos, os batimentos falhavam a cada segundo que passavam se olhando.

— Se nos pegassem aqui, interromperia o beijo? — Jimin sussurrou, passando as mãos pelo peitoral do moreno ainda.

— Provavelmente interromperia apenas para fechar a porta novamente. — Riu sem graça, segurando a cintura dele. — E aí nos beijaríamos novamente.

— Você bebeu, não é, Jeonggukie? Só fica com esse jeito quando bebe. — Deu um tapa leve no ombro dele, resmungando.

— Vieram alguns garçons me oferecendo, e eu pegava as taças e bebia, não foi nada demais. —Rolou os olhos, rindo nervoso. — Ainda tem vinho, você quer?

— Quero. — Levantou-se rapidamente do colo dele, arrumando os cabelos novamente, jogando-os para trás. — Nada de ficar bêbado, ouviu? — Cruzou seus braços, ajudando o moreno a levantar.

— Eu não vou ficar bêbado, Jiminnie, calma. — Sorriu enquanto olhava para ele. — E você também, não fique bêbado.

Pfff, eu nunca ficaria bêbado, Jeonggukie!

•     •     •

Jungkook se encontrava em uma situação extremamente complicada, estavam em cima do telhado e Jimin não parava de rir escandalosamente, com a taça de vinho na mão. E não, não tinha motivo nenhum para rir, eles só trocavam mais beijos e Jeon bebeu no mínimo 2 copos de vinho e parou, Jimin bebeu no mínimo toda a garrafa do vinho.

— “Pff, eu nunca ficaria bêbado, Jeonggukie...”— Jeon imitou o tom de voz de Jimin, rolando seus olhos.

— Eu não ‘tô bêbado, para... — Riu bobo, suas bochechas estavam vermelhas pelo efeito do vinho. 

— ‘Tá sim, Jiminnie. — Cruzou os braços. — Anda, me dá essa garrafa agora.

— Nãooooooo! — Choramingou de forma manhosa, formando um biquinho em seus lábios. — É o último copo, juro. — A voz dele estava mole, típico de um bêbado.

Não deixou Jeon reclamar, bebeu mais uma taça, rindo novamente. É, Jimin estava muito bêbado.

— Ai, ‘tá tudo girando... — Riu novamente, deitando as costas no telhado novamente. — Nunca mais vou bebeeeer. 

— Jiminnie, você tem que ir para casa... — Suspirou pesado, não sabia como lidar com um bêbado.

— PARA DE GRITAR! — Se debateu, com a voz mole, escondia o rosto nas mãos.

O moreno soltou uma risada nervosa, Jimin já estava muito bêbado a ponto de achar que JungKook estava gritando. Suspirou novamente, enrolando seu braço em volta da cintura de Jimin, o puxando para perto.

— Durma, vai ser melhor, sua cabeça deve doer. — Com calma, acariciou suas madeixas desbotadas.

— Jeonggukie... — O chamou de forma tonta, fechando seus olhos e deitando a cabeça em seu peitoral. Jeongguk murmurou “hm”, olhava fixamente para ele. — Me dá um beijo? — Encostou o queixo no peito do moreno, Jimin literalmente estava muito bêbado. Ele jamais pediria algo assim do nada, sem ter ataques de constrangimento.

Jeon não queria ele esperneando como uma criança birrenta, e sem contar que estava gostando disso de beijar Jimin, ele tinha um dos melhores beijos, o moreno não hesitou em puxar o queixo do menor, dando um selar longo nos lábios macios e que estavam sujos pelo vinho suave de antes. Era a décima vez que tinham se beijado nessa noite — sim, Jeongguk contou — e a cada segundo foi maravilhoso, Jimin estava deixando o moreno em uma bagunça total.

O menor foi o primeiro a separar o beijo, adormecendo de forma serena nos braços de Jeongguk, que continuava a admirar a arte que Jimin era. Os cabelos jogados para trás com os fios totalmente bagunçados, a boca entreaberta soltando uma respiração calma, ainda sentia o cheiro de vinho misturado no ar, mas não era a ponto de incomodar Jeon, que estava extremamente relaxado ao lado dele.

•      •      •

 

“Jiminnie, primeiramente, se você ficar com muitas dores de cabeça: Eu deixei um remédio para você em cima de sua mesa.Espero que não tenha se esquecido de tudo que aconteceu ontem à noite, mas caso esteja confuso, vou resumir: Você ficou bêbado para caramba ontem, nós fomos para o telhado daquela casa velha e bebemos juntos lá, então você acabou dormindo e eu te levei para casa. Infelizmente não pude dormir com você como da outra vez, mas espero que você fique bem, ressaca não é muito bom mesmo.

— Seu amorzão, Jeon Jungkook. “

Jimin suspirou cansado, colocando aquele bilhete em cima da mesa novamente, massageando a ponte do nariz, tentando relaxar. Sua cabeça martelava demais, sentia que a qualquer segundo iria explodir, ficar de ressaca sempre foi horrível, por esse motivo evitava beber demais. Mas estava se deixando levar, depois daquele beijo Jimin só quis estar perto de Jeongguk, o beijando. O menor não se lembrava de mais nada depois do beijo, apenas alguns flashs por sua cabeça: Jeon rindo consigo, enquanto levava a taça aos lábios novamente, conversando sobre coisas totalmente sem sentido, e às vezes, beijos calmos. Jimin ainda se lembrava do brilho das estrelas, e do olhar do moreno murmurando um “eu amo estar com você. ”

Porém, hoje seria um dia complicado, Jimin teria que ensaiar seus votos de casamento na igreja, lidando com alguns sermões do velhote sobre pecado. Talvez Jimin estivesse realmente pecando ali na frente do padre, mentindo para toda sua família sobre gostar de garotas, mentindo por estar animado para seu casamento, mentindo ao falar que gosta de Mi-Cha da forma que tanto impõem a si. Também devia estar pecando por estar prestes a se casar, e trocando alguns beijos com o irmão de sua futura esposa. E nem podia pensar naquela noite que bateu uma para o mesmo, e gemeu como nunca para suas imaginações pervertidas.

— Jimin? — Uma de suas tias entrou, e justo a mais religiosa.

O Park literalmente não gostava dela.

— Onde você estava? Por que não veio para casa com nós? — Adentrou o quarto, olhando em volta. Jimin teve que colocar o bilhete e o remédio no bolso, forçando um sorriso para a loira.

— Eu estava com a Mi-Cha, ela diz que é bom conversarmos para acabar acostumando. — Colocou as mãos dentro do moletom, que provavelmente, Jeongguk que colocou.

— Fizeram sexo antes do casamento? — Fez uma leve cara de nojo, Jimin queria se atrever a perguntar qual o problema nisso, mas ficou calado como sempre.

— Não, eu nem conheço ela direito. — E nem a amo. — Enfim, vocês sabem que não gosto que entrem sem bater no meu quarto, o que quer aqui? — A pergunta saiu meio grossa, mas Jimin ainda tinha seu tom calmo e levemente rouco.

— Nós vamos para a igreja, esqueceu? — Jogou as mexas loiras para trás. — Coloque o terno, estamos te esperando na sala.

— Mi-Cha vai estar lá? — Coçou sua nuca, provavelmente, se ela estivesse, Jeongguk também estaria com sua irmã.

— Sim, ela também precisa ensaiar os votos dela. — E saiu do quarto, fechando a porta novamente.

Jimin pensou em começar a choramingar e reclamar de sua vida, mas pensar em Jeongguk... Ah, vocês sabem muito bem o que acontece quando Jimin sabe que ele vai estar lá, certo?

•      •      •

— Jungkook, não acredito que você beijou ele! — Sua irmã riu novamente, ajeitando a barra de seu vestido. — Você não perde uma mesmo.

— Primeiramente, ele que me beijou primeiro. — Se defendeu, cruzando os braços. — Na verdade, só aconteceu, nem sei quem tomou a iniciativa.

— Acho que vocês não podem nem entrar na igreja, vão pegar fogo lá. — Jogou os cabelos curtos para trás, sentando-se na cama novamente. — Sabe que isso vai dar problema, certo?

— Acho que nós dois não sentimos nada, deve ter sido só um beijo. — Suspirou pesado, afrouxando a gravata.

A garota suspirou, pousando sua mão no ombro do irmão. Os dois brigavam e tudo, são coisas de irmãos, mas Mi-Cha se lembrava perfeitamente de todas as vezes que Jeon deu conselhos e a consolou em todos os momentos horríveis em sua vida.

— Você gosta dele, Jungkook? — Colocou a mão no ombro do mais velho, tentando transmitir confiança.

Jeon era confuso com seus sentimentos, não tinha a certeza toda para responder essa pergunta, gostava de admitir paixões quando estava 100% confiante disso. Mas Jimin o deixava tão bobo, tão... Vulnerável.  

— Estão prontos? — O pai abriu a porta, com a mesma carranca de sempre.

Mi-Cha tinha um certo medo de seu pai, sempre teve, já sentiu um toque ou olhar horríveis dele, então evitava sempre o olhar ou chegar perto.

— Estamos, vamos de uma vez. — Respirou fundo, levantando-se da cama.

O homem apenas assentiu, saindo dali sem dizer nada, sabia muito bem o quão incomodada Mi-Cha ficava quando ele estava perto.

A garota mordeu o lábio inferior fortemente, abraçando os próprios braços, fixando seus olhos no chão.

Flashback.

Mi-Cha nunca entendia porque seu pai sempre mandava ela usar vestidos, mesmo que não se sentisse confortável com aquele tipo de roupa. Ele dizia que garotas tem que ser delicadas, repetia milhares de vezes: “Você é a minha garotinha, por que não gosta de usar essas roupas para seu pai?”. A garota sempre foi bem calada, gostava de observar tudo a sua volta, percebia que seu pai também odiava que ela andasse com outros garotos.

— Mas, papai! O Jungkookie sempre anda com garotos também, por que eu não posso? As meninas só ficam brincando com bonecas, não vejo graça nisso. — Cruzou os braços, formando um biquinho nos lábios rosados.

— Garotos são idiotas, você não deve andar com eles, escutou? — Disse firme, sem tirar os olhos do computador.

— Jungkookie não é um idiota... — Murmurou chateada, desviando o olhar, sentando-se na poltrona.

O homem suspirou, indo até ela devagar, a garota se sentia um pouco intimidada com o olhar do pai, o jeito que ele a olhava era diferente, já tinha percebido que os pais de suas amigas nunca têm aquele olhar. O olhar de maldade. 

— Minha querida... — Sentou-se do lado dela, aproximando-se. — Eu quero seu bem, esses garotos vão querer roubar a minha garotinha.

— Por que eles iriam querer me roubar? — Perguntou confusa, tombando a cabeça para o lado. — Eles seriam apenas meus amigos, papai, nada demais.

— Garotos sempre querem algo a mais de você, entende? — Pousou a mão em sua coxa, sorrindo de canto.

A garota se encolheu ao lado dele, sentia uma vontade imensa de chorar, gritar para tirarem aquele cara dali. Tentava compreender: Sua mãe também a tocava assim, mas Mi-Cha sempre se sentiu confortável, sabia que aquilo era um carinho apenas de sua mãe. Mas...por que ela se sentia tão mal com seu pai?

— Você é apenas minha, querida, ninguém pode roubar você de mim. — E continuou, subindo sua mão devagar pela coxa da garota, que só conseguia tremer de pavor.

Essa não era a primeira vez que ele fazia essas coisas, Mi-Cha jamais esqueceria daqueles sentimentos horríveis em seu peito, as mãos do homem por seu corpo enquanto tentava dormir, era uma das piores coisas. Sua mãe trabalhava o dia inteiro, o irmão mais velho geralmente ficava na rua com os amigos, chegava de noite e corria para o quarto dormir. Mi-Cha estava sozinha, não tinha com quem chorar ou dizer o que seu próprio pai fazia.

Flashback off.

— Mi-Cha! — O moreno estalou os dedos na frente da irmã, que tremia, e olhava fixamente para o chão. — Meu Deus, você está bem? Temos que ir logo, vocês ainda não vão se casar para chegar atrasada!

Ela o olhou por alguns segundos, soltando apenas um sorrisinho, levantando-se. Não gostava de ficar lembrando disso, mas tinha se tornado forte contra esses traumas, mesmo que odiasse ter sido tão burra.

— No que está pensando? — Desceram as escadas juntos, Jeon fixava o olhar na irmã, sempre ficava preocupado quando Mi-Cha ficava calada e pensava demais.

— Estou pensando em quem será o passivo na relação. Você ou o Jimin? Afinal, você nunca me disse se é passivo, ativo ou flex. — Esqueceu daquelas lembranças, sorrindo de canto para o mais velho.

 

— Aish, assim não dá ‘pra conversar contigo. — Riu nervoso, coçando a nuca. 

Mi-Cha riu, por mais que sentisse vontade de matar seu irmão de vez em quando, gostava de ficar perto dele, Jungkook sempre deu uma certa animação a ela. 

Flashback.

— Mi-Cha! Por que você está chorando? — O garoto balançou o ombro da irmã, que se encolhia cada vez mais no canto do jardim. — Anda, não chora... Aish...mulheres são complicadas. — Coçou a nuca nervoso, tentava compreender porque sua irmã chorava tanto.

— S-Sai daqui... — Murmurou com a voz falha, soluçando mais uma vez, tentava limpar seus olhos, mas sempre falhava nisso.

— Não saio! — Bateu o pé no chão, sentando-se em frente a ela. — Por que está chorando? Eu só saio quando me disser.

— E-Eu só me machuquei. — Olhou para o joelho ralado, estava correndo da sala de seu pai, e acabou se machucando ao ir para o jardim.

— Mas só por isso? Meu Deus... — Rolou os olhos, levantando-se. — Espera aí, então.

O irmão saiu dali rapidamente, estava correndo com toda pressa do mundo para ajudar sua irmã mais nova, odiava ver ela chorando daquele modo. Voltou para o jardim com uma caixinha de band-aid. Jungkook já tinha visto sua mãe fazendo isso em seus amigos, mas ela nunca se preocupou muito com seu filho.

— Você tem que ser forte, Mi. — O moreno resmungou, jogando um pouquinho de água ali. — Chorar não vai resolver nada, eu sei que garotas são sensíveis e...

— Eu não queria ser uma garota. — O cortou, fungando alto, buscava por ar ainda. — Por que eu tenho que ser uma garota? Por que preciso usar vestidos e tentar ser delicada? Eu não quero, estou cansada... — Chorou mais, aquilo era triste demais.

Jungkook estava assustado, nunca tinha visto sua irmã chorando tanto assim.

— Mas, Mi-Cha...não acha que está seguindo muito o que nossos pais estão falando? Você que sabe que eles querem que tudo seja perfeito. — Pensou um pouco, colocando o curativo no joelho dela.

— Mas nós temos que seguir o que nossos pais dizem, Jungkookie! — Resmungou um pouco pela dor, olhando para seu joelho.

— Claro que não, a vida é nossa, o corpo é nosso, a escolha é nossa, não deles. — Deu ombros, fechando a caixinha.  — Se eu quiser desenhar na minha cara, e achar bonito, eu vou desenhar algo na minha cara. Se você quer usar roupas de meninos, use, o corpo é seu, não é? Eu te empresto as minhas. 

A garota sorriu, assentindo com a cabeça, mesmo que se sentisse errada por não perguntar aos pais antes de fazer algo, concordava com seu irmão. Jungkook sempre sabia como consolar alguém.

Flashback off.

•      •      •

Jimin sentia as bochechas doerem de tanto sorrir falsamente para o padre, Mi-Cha não estava fazendo questão de mentir, sabiam muito bem que ela estava odiando ficar ali. Segurava a mão da garota, desviando o olhar toda vez, ela tinha um olhar que assustava demais.

— Olhe nos olhos de sua noiva, Park! — O padre resmungou, batendo na mesa novamente. Jimin respirou pesado, ouvia a risadinha de Jeon ali no fundo. Maldito. — Agora, Mi-Cha, repita comigo: Eu, Mi-Cha recebo a ti, Park Jimin, como meu legítimo esposo.

A garota revirou os olhos, parecia se contorcer por culpa de seu orgulho.

—Eu, Mi-Cha recebo a ti, Park Jimin, como meu legítimo esposo. — Repetiu baixinho, estava constrangida.

— Fale alto! Nós estamos preparando o seu casamento, não apresentando um trabalho de escola! — Bateu a bengala no chão, respirando fundo. — Sra. Jeon, você tem que preparar a sua filha melhor, falta pouco para se casarem, e os dois nunca tomam uma atitude como casal!

A mulher suspirou, abaixando a cabeça, contava de 1 à 10 baixinho, Mi-Cha devia estar até um pouco mais aliviada, aquilo foi encerrado imediatamente. A garota não ficou muito tempo por ali, assim como todos ali, menos Jeon. Ele sabia que Jimin provavelmente ficaria pensando ali, então resolveu esperar que todos saíssem dali de uma vez, os deixando sozinho.

— Está com muita dor de cabeça? — O moreno se levantou, pousando as mãos nos ombros do baixinho.

— Um pouquinho, mas aquele remédio melhorou muito. — Riu baixo, olhava para a janela, acariciando a mão de Jeon.

— E eu estar aqui? Melhora seu estresse? — Desceu as mãos para a cintura do menor, o abraçava por trás.

— Preciso mesmo te responder? — Sorriu, deitando as costas no peitoral dele. — Ou quer me ver ainda mais vulnerável?

— Falar que ama ficar comigo, é ser vulnerável? — Resmungou, fazendo o menor rir, com aquela risada adorável.

— Talvez seja, acho que tudo que envolve afeto te deixa assim. — Observou os pingos de chuva caindo pela janela, o tempo estava nublado.

— Você não gosta de afeto, Jiminnie? — Sussurrou no ouvido do garoto, passando a ponta de seu nariz pelo pescoço gelado dele. Conseguia sentir alguns pelos ali arrepiados, principalmente sua pele. — Seu corpo me diz o contrário.

— Jeonggukie, você não presta. — Escondeu o rosto nas mãos, negando com a cabeça. — Está me agarrando aqui na igreja? Quer queimar no inferno?

— Bom, segundo o padre, quem beija pessoas do mesmo sexo vão queimar no inferno, porque ele é extremamente inteligente. — Disse irônico. — Nós vamos queimar lá juntos.

— Até lá você quer ficar comigo? Até onde vai sua melosidade? — Jimin se virou para ele, passando as mãos pelo peitoral dele, observava atentamente o rosto dele. Tão lindo...

— Ela ultrapassa todos os limites do universo, eu acho. — Pensou um pouco, rindo baixo. — Mas acho que ela é voltada apenas para uma pessoa.

— Quem?  — Perguntou inocente.

Jeon respirou fundo, segurando a cintura do garoto, juntou mais os corpos e pressionando seus lábios contra os de Jimin, estavam sendo cuidadosos demais com aquele beijo, a porta trancada e não ficaram se agarrando na frente da janela. Se iriam pecar, pecariam escondidos do mundo.


Notas Finais


um pecado desses bisho
Então, espero que vocês entendam o jeito da Mi-Cha, ela não teve um passado muito bom mesmo
Eu odiei escrever isso, sempre fico com uma dor imensa no coração
Mas é, saiu D:
Espero que tenham gostado, comentem o que acharam szsz


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