História Atração Magnética - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Romance, Sasusaku
Visualizações 36
Palavras 3.540
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico)
Avisos: Drogas, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Os personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

* Contém nudez/ linguagem imprópria/ sexo explícito.

Boa leitura!

Capítulo 2 - Chapter Two


Fanfic / Fanfiction Atração Magnética - Capítulo 2 - Chapter Two

A RECEPCIONISTA DA AMATERASU Venture Group lançou-me um olhar questionador antes de levar-me até a sala de reuniões no fim do corredor. Dei uma checada em mim mesma, certificando-me de que não havia nada bizarramente fora do lugar. Até agora, tudo bem.

— Fique à vontade, senhorita Haruno. O restante do grupo deve chegar em breve.

— Obrigada — respondi educadamente, feliz pela sala ter ficado momentaneamente vazia.

Respirei fundo, deslizando os dedos pela beirada da mesa até chegar a uma parede de janelas com vista para o porto de Boston. A admiração misturou-se à minha ansiedade crescente. Em pouco tempo, eu estaria cara a cara com os investidores mais ricos e influentes da cidade. Eu me sentia muito distante da minha zona de conforto, aquilo não era nem um pouco engraçado. Respirei fundo e sacudi as mãos ansiosamente, querendo que meu corpo relaxasse um pouco.

— Sakura?

Virei-me. Um homem jovem, mais ou menos da minha idade, com cabelos platinados divididos cuidadosamente na lateral, olhos verdes escuros e vestindo um terno de três peças aproximou-se de mim.

Apertamos as mãos.

— Você deve ser o Sr. Katō.

— Por favor, me chame de Dan.

— O professor Hatake me falou muito sobre você, Dan.

— Não acredite em nenhuma palavra.

Ele riu, deixando à mostra dentes perfeitamente brancos contrastando com um bronzeado que me fez pensar em quanto tempo ele de fato passava na Nova Inglaterra.

— Só coisas boas, juro — menti.

— Isso é legal da parte dele. Eu devo uma a ele. Este deve ser seu primeiro pitch?

— Indubitavelmente.

— Você vai se sair bem. É só se lembrar de que a maioria de nós já esteve no seu lugar antes.

Sorri e concordei com a cabeça, sabendo que as chances de Dan Katō, herdeiro do magnata do transporte Danieru Katō, ter que procurar qualquer outro investidor que não seu pai, por meros dois milhões de dólares, eram de poucas nenhuma. Mesmo assim, ele era o motivo pelo qual eu estava ali aquela manhã, e eu era grata por isso. Hatake sabia exatamente quando cobrar um favor.

— Sirva-se. Os doces são deliciosos.

Ele apontou para o farto buffet de café da manhã na parede. O nó no meu estômago discordou dele. Eu precisava me acalmar. Não consegui nem digerir café esta manhã.

— Obrigada, mas estou bem.

À medida que os investidores iam aparecendo, Dan apresentava-me, e eu fiz o meu melhor para conversar fiado, xingando em silêncio a Ino, minha melhor amiga, sócia ausente e marqueteira de plantão. Ela era capaz de ter diálogos interessantes até com uma lata de sopa, enquanto eu só tinha cabeça para os fatos e os números que estava preparada para apresentar, o que não era ideal para bater um papo com pessoas que eu nunca tinha visto antes.

Quando as pessoas começaram a acomodar-se à mesa, posicionei-me do lado oposto, organizando e dando uma olhada na minha papelada pela vigésima vez. Chequei o relógio na parede à minha frente. Eu tinha menos de vinte minutos para convencer aquele pequeno grupo de estranhos de que valia a pena investir em mim.

O ruído de vozes silenciou, mas quando olhei para Dan para que ele me desse a deixa para começar, ele apontou para a cadeira central vazia à minha frente.

— Estamos esperando pelo Uchiha.

Uchiha?

A porta se abriu. Puta merda. Esqueci como respirar.

Meu homem misterioso entrou — um metro e oitenta de glória masculina —, não se parecendo em nada com seus colegas de terno. A camiseta de gola V preta destacava seus ombros e peito esculturais e o jeans gasto caía no corpo dele como uma luva. Minha pele arrepiou com o pensamento de ter aqueles braços em volta de mim de novo, acidentalmente ou não. 

Munido de um café gelado tamanho jumbo, ele se largou na cadeira à minha frente, parecendo ignorar o fato de estar atrasado ou sua própria falta de formalidade, e lançou-me um sorriso de reconhecimento. Ele era uma pessoa completamente diferente do profissional garboso em que eu, por muita sorte, tinha trombado aquela noite. Ele sofria de um caso maravilhoso de cabelo rebelde, seus fios negros, espetados em todas as direções, implorando por meus dedos. Mordi o lábio em uma tentativa de esconder minha apreciação natural pelo corpo daquele homem.

— Este é Sasuke Uchiha — disse Dan. — Sasuke, Sakura Haruno. Ela está aqui para apresentar sua rede social de moda, Storcloset.

Ele ficou imóvel por um momento.

— Nome inteligente. Você a trouxe aqui?

— Sim, temos um amigo em comum em Harvard.

Sasuke acenou compreensivamente com a cabeça, prendendo-me em seu olhar penetrante que me fez corar instantaneamente. Ele lambeu os lábios. Aquele simples ato teve o mesmo efeito em mim que na primeira vez em que nos vimos.

Respirei fundo e cruzei as pernas, plenamente ciente das sensações que ele inspirava no meio delas. Recomponha-se, Sakura. A bola de nervosismo que estava habitando meu estômago há poucos segundos tinha explodido em uma energia sexual arrebatadora, que estava me fazendo pulsar da ponta dos dedos às regiões mais inferiores.

Expirei lentamente e alisei as lapelas de meu blazer preto, repreendendo a mim mesma em silêncio por estar excitada em um momento tão incrivelmente inoportuno. Comecei a gaguejar minha apresentação. Expliquei a premissa do site e segui para um breve esboço do nosso ano de marketing básico e do crescimento exponencial resultante, tentando desesperadamente me manter focada. Cada vez que Sasuke e eu fazíamos contato visual, meu cérebro começava a entrar em curto-circuito.

Então, ele me interrompeu.

— Quem desenvolveu o site?

— Meu sócio, Naruto Uzumaki.

— E onde ele está?

— Infelizmente, meus sócios não puderem comparecer aqui hoje, apesar de quererem muito.

— Então, você é a única na sua equipe dedicada ao projeto neste momento?

Ele ergueu uma sobrancelha e recostou-se casualmente na cadeira, dando-me uma visão melhor de seu tronco. Forcei-me a não admirar.

— Não, eu... — Tive dificuldades em formular uma resposta honesta. — Acabamos de nos formar, então, nosso nível de envolvimento nos próximos meses vai depender enormemente da estabilidade financeira do projeto.

— Em outras palavras, a dedicação deles depende de financiamento.

— De certa forma.

— E a sua?

— Não — respondi secamente, imediatamente defensiva com a acusação. 

Eu tinha dedicado minha vida àquele projeto por meses, pensando em mais nada.

— Continue. — Ele fez um gesto para que eu prosseguisse.

Respirei fundo e dei uma olhada em minhas anotações para retomar o fio da meada.

— Nessa conjuntura, estamos buscando uma injeção de capital para que o marketing aumente o crescimento e o rendimento.

— Qual sua taxa de conversão?

— De visitantes a usuários registrados, cerca de vinte por cento...

— Certo, mas e os usuários pagos? — interrompeu ele.

— Cerca de cinco por cento dos nossos usuários fazem o upgrade para contas premium.

— Como vocês pretendem melhorar isso?

Batuquei impacientemente com os dedos na mesa, tentando manter na linha meus pensamentos dispersos. Cada pergunta que ele fazia soava como um desafio ou um insulto, efetivamente esmagando qualquer discurso animador que eu tinha feito a mim mesma antes desta reunião. Oscilando à beira do pânico, olhei para Dan em busca de um sinal de esperança. Ele parecia levemente surpreso pelo que eu achava ser típico do sr. Uchiha. Os outros dividiam olhares vazios entre seus cadernos de anotações e eu, demonstrando nenhum sinal de interesse por nada.

Por uma fração de segundo, eu tinha achado que o encontrão da noite passada significaria que ele pegaria leve comigo, mas parecia que não. O homem misterioso estava se mostrando um tanto babaca.

— Temos nos focado em construir e manter o plano básico de membros, que, como eu mencionei, está crescendo viralmente. Com uma base sólida de consumidores potenciais, esperamos atrair mais varejistas e marcas do segmento e aumentar o número de membros pagos.

Pausei, preparando-me para mais uma interrupção, mas o celular de Sasuke iluminou-se silenciosamente, misericordiosamente distraindo-o. Aliviada por finalmente estar fora do microscópio dele, finalizei com a análise dos concorrentes e projeções financeiras, antes de meu tempo acabar.

Um silêncio constrangedor aterrissou na sala. Sasuke tomou um gole de café, fechou a tela do celular e o colocou de volta na mesa.

— Você está namorando alguém?

Meu coração palpitou em meu peito e meu rosto ficou quente, como se tivessem me dado uma bronca na sala de aula inesperadamente. Se eu estava namorando alguém? Fiquei olhando para ele em choque, sem saber ao certo se entendia plenamente a implicação daquela pergunta.

— Como?

— Relacionamentos podem ser distrativos. Se você tem que conseguir os fundos de que você precisa deste grupo, esse pode ser um fator que vai afetar seu potencial de crescimento.

Eu não tinha entendido errado. Como se ser a única mulher na sala não fosse pressão suficiente, ele estava colocando um holofote na minha situação amorosa. Babaca misógino. Cerrei os dentes, desta vez para impedir-me de soltar um monte de palavrões em cima dele. Eu não podia perder a calma, mas não ia achar graça daquele comportamento inapropriado dele.

— Posso lhe garantir, sr. Uchiha, que estou cem por cento comprometida com esse projeto — falei, minha voz grave e firme. Meus olhos encontraram os dele e fiz meu melhor para comunicar o quanto eu não estava impressionada com aquela atitude dele. — Você tem alguma outra pergunta relacionada à minha vida pessoal que irá influenciar sua decisão hoje?

— Não, acho que não. Dan?

— Hum, não, acho que já sabemos bastante. Cavalheiros, estão prontos para tomar uma decisão? — Dan sorriu e gesticulou para os outros.

Os outros três homens de terno concordaram com a cabeça e, um após o outro, eles elogiaram meu esforço e, na sequência, expressaram sua decisão de passar o projeto adiante.

Sasuke olhou-me nos olhos, pausando por um momento, antes de dar seu veredito com tanta casualidade quanto ele tinha me devastado aquela manhã.

— Eu passo.

Sirenes de pânico começaram a gritar e lágrimas ameaçaram cair, rapidamente seguidas por minha voz interior. Ela estava elaborando um discurso de adeus para o sr. Uchiha que incluía dizer a ele para onde ir e como chegar lá. Olhei para Dan, esperando pelo golpe final.

— Bom, Sakura, acho que você criou uma comunidade realmente excelente com isso e com certeza gostaria de ouvir mais a respeito. Vamos marcar um horário nas próximas duas semanas para uma nova reunião e podemos conversar mais sobre a logística. Depois disso, vamos decidir se queremos oferecer um acordo a vocês. O que acha?

Doce alívio. Queria pular por cima da mesa e abraçar Dan.

— Seria maravilhoso. Aguardarei ansiosa.

— Ótimo. Acho que terminamos aqui, então.

Dan levantou-se para conversar com os outros homens antes de eles saírem, deixando-me cara a cara com Sasuke, que agora estava me dando um sorrisinho malicioso com aquela linda cara presunçosa. Eu não sabia se devia dar um tapa nele ou arrumar seu cabelo. Eu tinha algumas outras ideias na cabeça também. Sentir-me tão confusa com relação a alguém em um período tão curto de tempo fez-me questionar minha própria sanidade.

— Você foi bem — disse ele, aproximando-se.

A voz dele era grave e rouca, fazendo minha pele arrepiar-se.

— Mesmo? — respondi, insegura.

— Mesmo — garantiu ele. — Posso levar você para tomar um café da manhã?

Os olhos dele estavam brandos, como se não tivéssemos passado os últimos vinte minutos trocando farpas. Confusa, enfiei minhas anotações de volta na bolsa. Sasuke era lindo, mas estava supervalorizando grosseiramente seus quesitos se achava que eu iria deixá-lo me levar para sair depois daquele show.

— Tem um pub excelente do outro lado da rua. Eles servem um café da manhã irlandês completo.

Levantei-me e o encarei, entusiasmada por poder servir a ele uma pequena fatia de rejeição.

— Foi um prazer, sr. Uchiha, mas alguns de nós têm trabalho a fazer.

 

***

 

— Ele te chamou pra sair? — berrou Ino no telefone.

Nova York se agitava e alvoroçava ao fundo enquanto ela falava.

— Acho que sim.

Eu ainda estava me recuperando dos acontecimentos da manhã.

— Você usou seu terninho poderoso? Com a blusa azul-petróleo?

— Sim, é claro — respondi, tirando aquela exata peça de roupa, naquele momento, e desabando no futon do nosso dormitório.

— Bom, eu já esperava. Você fica linda nele. Ele era gato?

Sasuke Uchiha era um dos homens mais sexys com quem eu já tinha estado em um mesmo recinto, mas ele não tinha respeito nenhum pelas mulheres nos negócios, o que punha um grande freio na minha atração por ele. Infelizmente, ele estava perigosamente perto de estar na minha lista das dez pessoas que eu mais desprezava.

— Isso não importa, Ino. Nunca fui tão humilhada.

Tremi, relembrando os desafios dele e a rejeição subsequente.

— Você tem razão. Desculpe, queria poder ter estado lá para ajudar.

— Eu também queria. Enfim, como foi a entrevista?

Ino fez uma pausa.

— Foi boa.

— É?

— Muito boa, na verdade. Não quero secar a mim mesma, mas parece bastante promissor.

— Isso é ótimo.

Tentei esconder minha decepção, pois sabia que ela estava animada com isso. Ela iria trabalhar diretamente com a diretora de marketing de uma das maiores marcas da moda. Eu sabia há meses que Ino iria procurar por um trabalho em tempo integral depois da formatura, mas a ideia de administrar o site sem ela me deprimia. A não ser que conseguíssemos bancar a contratação de um novo diretor de marketing, eu seria a nova voz da empresa e networking nunca foi o meu forte.

 — Mas não tem nada certo ainda. Vamos ver.

— Nós devíamos comemorar — falei.

Só Deus sabia o quando eu precisava de algum tipo de recompensa por ter sobrevivido àquela manhã infernal.

— Devíamos celebrar nosso novo melhor amigo, Dan! — gritou ela.

Dei risada, ciente de que Dan fazia bem o tipo dela também, embora ela ainda não soubesse. Ela se derretia por ternos de três peças.

— Tomara que ele não esteja apenas estendendo seu favor ao Hatake ao encontrar-se comigo nessa próxima reunião.

— As pessoas não exibem dois milhões de dólares na frente das pessoas como favor.

— Verdade, mas não quero que ele invista a não ser que esteja realmente interessado.

— Sakura, você está analisando isso demais, como sempre.

Suspirei lentamente.

— Talvez.

Eu esperava que ela estivesse certa, mas não conseguia deixar de imaginar todos os cenários possíveis na minha cabeça, em uma tentativa de planejar e preparar-me para todos eles. Meu cérebro nunca parava nesses dias em que havia tanto em jogo.

— Vou pegar o trem em uma hora. Chegarei antes do jantar e aí podemos beber alguma coisa.

— Está bem, até logo.

Desliguei e forcei-me a levantar para poder colocar minha confortável calça de moletom, aquela que eu guardava para usar em términos de relacionamentos e ressacas. O dia de hoje tinha me sugado além da conta.

Parei para analisar-me no espelho de corpo inteiro, no quarto que eu e a Ino dividíamos. Soltei o coque francês e meu anormal cabelo rosa e ondulado se espalhou pelas minhas costas. Eu estava mais magra que o normal, graças às últimas semanas de estresse, mas meu conjunto de calcinha e sutiã ainda se agarrava às minhas curvas sutis.

Passei as mãos pela renda macia que abraçava meus quadris, desejando que as mãos de outra pessoa estivessem ali para fazer-me esquecer aquele dia. Eu não esperava me deixar abalar por um investidor arrogante em meu primeiro pitch com investidores, mas minha reação física a Sasuke era um indicador sério de que eu precisava dar uma reanimada na minha vida social. Eu precisava sair e conhecer mais pessoas. Afastar-me do computador, ao menos nas noites de sábado. Era geralmente nesse horário que fazíamos a manutenção do site, porque o tráfego era lento, mas se continuasse nesse ritmo, eu não iria ter outro relacionamento enquanto ainda estava na casa dos vinte anos.

Deixei a preocupação de lado, vesti-me e mandei um e-mail para Naruto com as novidades. Ele não estaria acordado até daqui a algumas horas. Além de ser uma criatura noturna, como muitos programadores, ele tinha pegado uma gripe no dia anterior à reunião. Ele também não gostava muito de falar em público, mas a união faz a força e eu teria gostado de ter o apoio dele.

A empresa cobria as despesas que eu, Ino e Naruto tínhamos, bem como nossos gastos modestos como universitários, mas havia grandes expectativas com relação a para onde nosso diploma, de uma das universidades mais renomadas do país, iria nos levar em nosso primeiro ano fora da faculdade. Enquanto Naruto e Ino estavam procurando empregos como qualquer estudante responsável do último ano, eu tinha apostado todas as fichas no Storcloset, convencida, depois de nosso sucesso inicial, de que eu poderia transformá-lo em algo bem melhor do que um emprego padrão para todos nós.

Convencer Dan a investir talvez fosse minha última esperança antes de ter que deixar aquele sonho de lado e arranjar um emprego comum. Enquanto isso, eu tinha menos de uma semana para sair do dormitório e encontrar um lugar para morar.

 

***

 

Acordei com o cheiro de café, rapidamente seguido por uma palpitação chata na cabeça.

— Maldito vinho.

Massageei as têmporas, querendo me livrar da dor.

Sentei-me no futon, enrolei-me em meu edredom e agradeci aos deuses pela dádiva preciosa que é o café, enquanto Ino entregava-me uma xícara fumegante e um comprimido de ibuprofeno.

— Não importa, nos divertimos horrores.

Ela se acomodou ao meu lado com sua xícara de café. Seu longo cabelo loiro estava preso em um coque bagunçado e ela estava despretensiosamente bonita, com uma blusa enorme que deixava seu ombro à mostra e legging preta.

— Não via você se divertir tanto há muito tempo. Você merecia uma pequena pausa.

— Aquela reunião me tirou do sério — respondi, grata por, apesar da dor de cabeça, meus nervos não estarem mais à flor da pele como estavam ontem.

— Então, me fale mais sobre o Dan e quando eu posso conhecê-lo. Segundo a Sakura bêbada, somos almas gêmeas.

Ri quando os detalhes da noite passada retornaram a mim. Nenhuma noite de jantar e drinks seria completa sem um papo de meninas.

— Sei basicamente o que o professor Hatake me contou. Ele é inteligente, mas sempre acabava se metendo em alguma encrenca na faculdade. Não acho que ele teria se formado sem a ajuda do Hatake e um diploma universitário era algo que o papai dele não podia comprar. — Dei de ombros, querendo dar ao Dan um voto de confiança agora que ele tinha me salvado da humilhação total. — Mas tenho certeza de que não deve ser fácil andar na linha tendo um pai bilionário. Algumas pessoas não conseguem lidar com tanta liberdade assim.

— Bom, por acaso, eu estou no ramo de adestrar playboys bilionários.

Ela me deu um sorriso safado por cima do ombro.

— Não tenho dúvidas de que esse é o seu ramo — respondi, revirando os olhos.

— Então, ele agora só faz esse negócio de investir?

— Não sei bem ao certo o que ele faz fora da Amaterasu. Com todo aquele dinheiro, ele deve fazer todo tipo de coisa.

— OK, começa a pesquisa na internet. — Ino se levantou em um pulo e voltou com o laptop, narrando as atividades benfeitoras de Dan em associações de caridade de investimentos virtuais. — Vamos ver o que conseguimos encontrar sobre Sasuke Uchiha.

Apertei os dedos em torno da alça da caneca, lembrando-me vagamente de meu discurso embriagado sobre como Sasuke tinha sido um babaca ofensivo na reunião. O fato de ele pressupor que podia arruinar minha apresentação e depois me levar para sair era inacreditável, mas com a aparência dele, ele provavelmente tinha a maioria das mulheres comendo na palma da mão com muito pouco esforço. Infelizmente, para ele, eu não era a maioria das mulheres. A raiva fervente que eu sentia por aquele homem era amenizada apenas pela maneira profana que eu me sentia quando ele me encarava.

— Por favor, eu não dou a mínima.

De todas as emoções antagônicas, eu tentava me focar na raiva, mas, na verdade, estava secretamente curiosa quanto ao que Ino talvez pudesse encontrar. Até ontem, eu nunca tinha ouvido falar de Sasuke, mas a julgar pela maneira como eles permitiram que ele conduzisse o show na Amaterasu, ele devia ter certa influência. Ino ficou olhando atentamente para a tela, lendo com evidente interesse. Finalmente, cedi.

— E então, o que diz?

— Ele é um hacker.

— O quê?

Ela devia ter encontrado o Sasuke Uchiha errado, apesar dele quase não se parecer com um empresário honrado aquela manhã.

— Bom, ele costumava ser, de qualquer maneira. Há boatos de que ele tem relações com o M89, um grupo de hackers alocados nos Estados Unidos que invadiu mais de duzentas contas bancárias VIPs há mais ou menos 15 anos. Mas não diz mais nada sobre isso. Oficialmente, ele é o desenvolvedor fundador do Banksoft, que foi comprado por doze bilhões de dólares. Ele é o diretor executivo da Amaterasu e um investidor ativo de uma série de empresas virtuais iniciantes.

— Bilionário que se criou sozinho, então.

— É o que parece. Ele só tem 27 anos. Diz aqui que os pais dele eram professores.

Aquelas informações não ajudaram muito a diminuir a raiva que eu sentia por ele ter sabotado meu pitch, mas acabaram preenchendo algumas lacunas. Eu tinha que admitir que o respeitava mais sabendo que ele não tinha herdado sua fortuna, mas entre ele e Dan, ele agia como o pirralho mimado.

— Bom, não acho que faça muita diferença agora. Se eu tiver sorte, nossos caminhos nunca mais vão se cruzar de novo.


Notas Finais


O que acharam?
Até o próximo! 💎


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