História B de não importa o que - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Big Bang
Personagens G-Dragon, T.O.P
Tags B De Que, Fluffy, Gdtop, Gtop, Maria Zeverbrucker
Visualizações 202
Palavras 3.459
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Bissexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Creio que essa seja a última fanfic que eu vou postar para a tag, porque daqui a pouco só da Maria na tag. Minto, eu ainda quero fazer uma história que eu provavelmente vá ter vergonha alheia de mim mesma depois de postar.

No mais, tenham todos uma boa leitura <3

Capítulo 1 - B mais P é igual a AMOR;


Não era mais do que dez horas da noite quando a campainha da casa da família Choi soou pela primeira vez, não terminando de tocar antes que a mesma recebesse outros inúmeros apertos desesperados e que seguiam um ritmo assustador. O filho único da família – Choi Seunghyun – que estava jogado sobre o sofá assistindo um programa qualquer de televisão, revirou os olhos e levantou-se ao deixar o controle sobre a mesa, já um pouco impaciente ao ter a mínima ideia de quem poderia ser para fazer aquilo daquele jeito. E pior, não ter a mínima noção de tempo ou espaço, tampouco respeito com a casa dos outros.

— Eu espero que a sua casa esteja pegando fogo ou algo do gênero, Jiyong.

As suas suspeitas se confirmaram ao abrir a porta e deparar-se com o melhor amigo no corredor, parado de frente para si com um sorriso fraco e escondido no canto dos lábios que pareciam mais pálidos do que o normal. Sem pensar muito e realmente assustado com a aparência amuada do mais novo, além do fato de o mesmo estar com uma mochila nas costas e o travesseiro largo e pesado abraçado contra o seu próprio torso pelos seus braços miúdos, o Choi colocou a mão sobre o seu ombro e o puxou para dentro sem mais palavras.

Desligou a televisão da sala e foi até a cozinha, onde colocou alguns biscoitos e bolachas [nota: pra vocês não virem brigar nos comentários] num pequeno prato junto com dois copos de leite. Sentou-se ali e esperou que o amigo fizesse o mesmo, ganhando um suspiro pesado do menor ao deixar a mochila cair sobre o chão de qualquer forma junto com o travesseiro, não se importando nem um pouco com a limpeza que podia, ou não, haver na casa.

— Os seus pais estão em casa? — Jiyong perguntou ao beber um gole do leite, recebendo um aceno negativo, apenas, como resposta. — Então eu vim em uma boa hora?

Os olhos do maior se mantinham fixos na figura diante de si, respondendo as questões apenas com um meio sorriso de lado e acenos leves por estar com a boca ocupada mastigando. Sentia-se preocupado, no entanto, com o silêncio nada característico de si que naquele momento pairava sobre o Kwon. Seunghyun podia até mesmo enxergar a fumaça negra sobre a sua cabeça e todos os pensamentos que pareciam lhe assombrar, mas que, caso pressionado, nunca viria à tona.

Conheciam-se há tempo o suficiente para saber como eles funcionavam e como era a mania de cada um deles. Foram os responsáveis pelas namoradas que arranjaram um para o outro quando Jiyong tinha treze anos e Seunghyun quatorze. Eram boas garotas, Chaerin e Jiyong faziam um par bonito, admitia, assim como Seunghyun parecia combinar tão bem com Park Bom que por vezes algumas pessoas pareciam enciumadas. Agora, com 16-17 anos, já não têm mais tanto interesses assim em namoradas e nem conseguem manter um relacionamento que vá além de duas semanas – às vezes até menos do que isso.

— Seunghyun, eu estou confuso.

O baixinho suspirou completamente desolado e o coração do maior encolheu-se em seu peito. Era tão ruim ver o melhor amigo daquela maneira, sentia o dobro de tudo que ele sentia ao tomar as dores do mais jovem para si e somar com a sua própria que era gerada pelo dó.

— O que houve? — Perguntou simples, sem pretensão alguma. — Ainda é sobre aquela garota, a tal Sandara?

— Não, Hyung.

— Então o que? — Jiyong parecia relutante, aquele era o momento certo de falar algo a mais. — Você sabe que pode confiar em mim, Ji. Anda, só coloca isso tudo pra fora.

A verdade é que Kwon Jiyong nunca foi uma pessoa fácil de lidar, mas Seunghyun parecia capaz de fazer isso melhor que os próprios pais do amigo. Ele era uma pessoa doce, e que se dedicava cem por cento para quem tinha perto de si e considerava querido o bastante para valer esse esforço todo. Tinha duas faces, como costumava dizer. Exibia para o mundo a pose de durão e que nunca está feliz com nada, fazendo muito mal e parcamente o papel de garoto arredio na sociedade, enquanto com Seunghyun, por exemplo, ele era calmo e preocupado, uma pessoa completamente diferente do dragão que deixava transparecer por ai.

Se o Choi dissesse por ai quantas vezes já teve que afagar os cabelos do menor por ele estar mal ou carente; quantas vezes ele secou as lágrimas que eram choradas sem algum motivo aparente, apenas porque o ruivinho sentia-se triste demais e precisava disso, ninguém ia acreditar. Também não acreditariam se dissesse que todos os dias antes de dormir, depois de terminar uma conversa por mensagem, Jiyong era o primeiro a desejar boa noite e nunca se esquecia do “eu te amo, Hyung”. Seunghyun respondia sempre da mesma maneira, chamando-o de baixinho e provocando-o, como sempre, mas nunca deixando de lado o sorriso quase bobo que dividia sem que o outro garoto pudesse ver.

— Hyung, você promete que não vai se afastar de mim ou me achar nojento?

Aquilo pegou o maior de surpresa. Não é como se ele pudesse pensar algo do tipo a respeito do menor, ele simplesmente não fazia o tipo de pessoa a quem Seunghyun sentia nojo ou desejava distancia. Pelo contrário, estava querendo sempre o mais perto possível para protegê-lo e não deixar que as outras pessoas – que tinham a visão errada dele – falassem todas as merdas que eles já estavam acostumados a ouvir.

— Só se você matou alguém ou algo do gênero, Ji — brincou e sentiu-se aliviado ao ver que o menor até mesmo riu junto, um pouco menos tenso do que anteriormente. — Ih, já sei o que houve.

— Como assim?

— Você é gay! — O ruivo engasgou-se com a bolacha que tinha na boca. — Meu deus, vá com calma e não morra. Está tudo bem, eu vou apoiá-lo independente da sua orientação sexual.

— Não fale besteira, Seung! — Acalmou-se e então esbravejou. — Como eu posso ser gay se eu gosto de garotas? Você é tão confuso.

— Ei, era só uma brincadeira. Você não precisa ficar assim. Calma lá, marinheiro — o maior ergueu ambas as mãos como se estivesse se rendendo ao argumento alheio. — Mas, o que eu disse sobre ficar ao seu lado independente disso é verdade.

O silêncio tomou conta da cozinha e desta vez não era nem um pouco confortável, era um silêncio constrangedor e que fazia ambos sentirem-se mal. Num impasse entre continuar ou não a conversa, mudar ou não, de assunto, Jiyong decidiu deixar o medo e a incerteza de lado ao abrir a boca e fechar os olhos, deixando que tudo escapasse de uma vez por todas. Acreditava que se não olhasse para o Choi enquanto falava, talvez fosse mais fácil.

— Eu gosto de meninas, Hyung, e é verdade. Chaerin foi meu primeiro amor, e a Dara me deixa que nem um bobo quando passa por mim no corredor, mas ultimamente eu tenho me sentido tão estranho. Eu tenho olhado para outras pessoas. Eu não digo outras pessoas além delas, mas outras pessoas como garotos. — Fungou ao sentir o nariz irritado. — Não faz tão pouco tempo assim, na verdade, faz um ano, mais ou menos. Mas, ultimamente as pessoas têm me chamado de coisas como “bichinha” e esse tipo de baboseira, e eu acho que elas perceberam que eu não olho só para as garotas.

Respirou fundo e abriu os olhos, surpreendendo-se ao ver que o moreno ainda o escutava atento.

— O que está acontecendo, Hyung? — Engoliu a seco. — Eu virei gay?

Naquele momento a maior vontade de Seunghyun era rir da pergunta que o pequeno lhe fizera, mas, mesmo assim, não fez. Não era engraçado pelo teor da pergunta em si, nem pela dúvida que parecia ocupar grande parte da mente alheia, mas era engraçada a ingenuidade de Jiyong em suas palavras e a expressão completamente aturdida que estampava a sua face naquele momento.  O Choi suspirou e negou para o alivio de seu melhor amigo, que até parecia mais feliz e um pouco menos preocupado com a sentença negativa que recebera do mais velho. Contudo, permaneceu atento ao ver que o maior umedecia os lábios e logo diria algo. Típico.

— Antes de qualquer coisa. Você tem algum problema com pessoas que se sentem atraídas, que gostam, de outras pessoas do mesmo sexo?

— Não — Jiyong exclamou prontamente, realmente sendo completamente livre de todos os tipos de preconceito.

— Isso já é um bom começo — apontou. — Olha, Ji, eu não sei se você sabe, mas as pessoas podem gostar só de um sexo, como podem gostar de ambos os sexos, também. Por exemplo. A sua mãe gosta somente de homens, e o seu pai gosta somente de mulheres. Algumas mulheres gostam de outras mulheres da mesma forma que alguns homens gostam de outros homens.

— Isso eu sei, Hyung.

— Eu sei que você sabe. Você nunca foi do tipo burro — revirou os olhos. — O que eu quero dizer é que da mesma forma que uma pessoa gosta da outra, independente do sexo da mesma, algumas pessoas sentem-se atraídas por ambos os sexos, e esse pode ser o seu caso.

 

Um gráfico formou-se imediatamente no cérebro do ruivo, onde 45% eram homossexuais e 45% eram héteros, mas somente 10% era aquele tipo “especial” que Seunghyun dizia que gostava de ambos os sexos. Mas, e se o gráfico estivesse errado e o número de pessoas que se sentem atraídas por ambos, homens e mulheres, fosse maior do que aqueles 10%? E se, na verdade, muitas pessoas estivessem na área homossexual e na verdade não fossem isso, somente mal interpretadas por seus parceiros atuais terem o mesmo sexo que eles? Mas, pior ainda, e se ele, Kwon Jiyong, fosse parte daquela pequena proporção?

— Jiyong — Seunghyun estalou os dedos em frente aos olhos do menor. — Diga-me... O tipo de atração que você sente por homens, é o mesmo tipo que você sentia por Chaerin e Sandara?

— Sim — um sorriso bobo e involuntário surgiu nos lábios do menor. — Ele é realmente bonito, e eu tenho vontade de beijá-lo, também, e abraça-lo e andar de mãos dadas por ai. Eu fico pensando... Será que ele beija bem? Ele parece ser tão bom nessas coisas. Eu até me sinto um bobo apaixonado.

— É porque você está agindo feito um bobo apaixonado, Jiyong.

Seunghyun revirou os olhos e pegou o seu copo vazio sobre a mesa, colocando-o na pia e deixando que o melhor amigo terminasse de comer os biscoitos e tomar seu leite antes que pudessem ir dormir, já que aparentemente ele viera de mala e cuia, sem intenção alguma de voltar para casa e amanhã eles têm aula.

— O que houve? — O Kwon perguntou. — Por que você está resmungando?

Aproximou-se da pia junto do maior enquanto o mesmo lavava a louça, esperando que ele terminasse as suas atividades para que pudesse limpar a sua própria sujeira. Seunghyun, no entanto, não disse nada e continuou fazendo as suas coisas, tentando não pensar tanto assim nos problemas de coração que o garoto ao seu lado estava passando. Sentia-se invejoso da forma com que ele falava sobre o seu novo pretendente, e também enciumado, pois era o seu melhor amigo, e agora além de perder a sua atenção para as garotas que soltavam corações pelos olhos sempre que o mesmo passava, teria que dividi-lo com um marmanjo qualquer.

Conhecia Jiyong bem o suficiente para saber que não ficaria tudo apenas na teoria, mas na prática também. O baixinho era do tipo que corria atrás e fazia acontecer, não esperava ter certeza das coisas. Não se surpreenderia, então, se na semana seguinte ele batesse na sua porta contando sobre o seu novo namorado ou com o coração partido por não ter sido correspondido da maneira que esperava ser.

O Choi queria do fundo do peito, que o seu ciúme fosse só por isso e nada mais. Queria poder dizer que era medo bobo de perder a melhor amizade que tinha em todos esses anos, mas era muito mais do que isso. Seunghyun, ao contrário de Jiyong, não se importava com o sexo das pessoas ou sua orientação sexual. Tampouco ligava para a aparência das mesmas se estas fizessem com que ele se sentisse bem e em casa. Já tivera namoradas e namorados, já beijou pessoas cheias de estereótipos e aquelas que ninguém imaginava. Os sentimentos em seu peito iam um pouco além de gostar de meninos ou meninas, eram confusos, admitia, mas há mais de um ano os seus olhos permaneciam sobre a paixão platônica que nutria por Jiyong.

Talvez por isso tenha sido tão fácil para si puxá-lo contra o seu peito em um abraço quente sempre que o mesmo estava triste, ou por isso não se importou em secar as lágrimas que o mesmo derrubava por ter o coração partido tantas vezes. Entendia o que sentia e nunca tivera medo, nunca duvidou de seus sentimentos e para si isso sempre pareceu o suficiente, nunca duvidou que amasse homens e mulheres da mesma forma, assim como se sentia atraído demais por aqueles caras transexuais que apareciam na televisão e lhe deixavam de queixo caído, morto de vontade de ir até os Estados Unidos e beijar um deles.

— Você acha que eu devia me declarar para ele? — O ruivo perguntou após alguns minutos de silêncio, deitado ao lado do melhor amigo enquanto ambos encaravam o teto e permaneciam estáticos em seus lugares, não querendo mover um músculo sequer e acabar com a simetria que criaram na cama de casal que dividiam.

— Talvez seja um pouco precipitado, Ji — engoliu a seco, virando a cabeça levemente para encarar o perfil do mais novo. — Não precipitado por você ter acabado de descobrir que é bissexual, mas precipitado por você ter recém começado a gostar dele. Pode ser apenas uma atração que vai passar com o tempo. Você acha que vale a pena meter os pés pelas mãos desta maneira?

Kwon deixou de fitar o teto para encarar o maior, engolindo a seco ao pescar o olhar alheio junto do seu.

— É isso que você faria?

— Foi isso que eu fiz, Jiyong — suspirou. — Talvez você esteja certo. Não pense demais nisso ou vai perder o sono e em seguida a sanidade. Você sempre foi melhor nessas situações do que eu, de qualquer forma. Eu tenho medo, você não tem.

— Por que você tem tanto medo das coisas, Hyung? — Suspirou um tanto quanto cansado dos medos do Choi. — Você sempre foi o mais inteligente entre nós dois, e o mais forte, também, porque você já passou por tanta coisa desde que nos conhecemos. Você está tão bonito agora, continua tão inteligente quanto sempre foi, e eu sei que muitas pessoas caem de amores por você... Mas, você é tão inseguro com tudo. As pessoas te machucaram demais a ponto de fazer você ter medo de tudo e mais um pouco, Seung?

O moreno sorriu fraco e fechou os olhos ao concordar, não querendo entrar mais uma vez naquele assunto. Era uma insegurança que lhe esmagava os ossos e às vezes arrancava o ar de seus pulmões, obrigando-o a ser um pouco mais rígido com a sua própria imagem, tendo medo de cair novamente no fundo do poço em que esteve graças a comentários do passado, quando não era tão magro, nem tão bonito, e não tinha nada – absolutamente nada – de atraente em si. Cansou de ouvir do melhor amigo que ele tinha que gostar de si mesmo para que as pessoas também pudessem fazer isso, e aos poucos vinha trabalhando nessas coisas, em cada uma delas, mas era complicado para si ter Kwon Jiyong como paixonite.

— Obrigado por hoje — Jiyong resolveu mudar de assunto. — Eu acho que entendi o que eu sinto e vi que não há nada de errado em me sentir assim. Ainda estou surpreso, e feliz, por saber que você não me odeia e nem sente nojo de mim.

— Por que eu sentiria, Jiyong? — Virou-se completamente na cama, ficando de frente para o corpo menor que o seu enquanto ele fazia o mesmo; ambos se encarando da forma que já fizeram tantas vezes desde a infância. — Eu sou como você, só que um pouco diferente.

— Por que você nunca me disse nada?

— E teria importância? — Arqueou as sobrancelhas. — Eu acho que no final não importa quem você é, se você é o L, o G, o B, o T, ou mais, que algumas pessoas seguem ignorando. Isso é só uma sigla, não mostra nada. Além do mais, eu sou medroso, esqueceu? Talvez eu também estivesse com medo de você sentir nojo de mim ou algo do gênero.

Aquele era um bom ponto. Jiyong concordou, mesmo querendo discordar, aproximou-se um pouco mais do corpo do maior e por conta própria levou a mão alheia até a sua cintura, repousando-a ali, como sempre faziam quando dormiam juntos. O quarto de hóspedes daquela casa era decorado ao gosto de Jiyong, bem dizer, tornando-se quase um novo habitat para si em forma de convite mudo para ir até ali quando bem entendesse e quisesse, mas, no fim, nunca fora usado por ele, já que sempre dormia junto de Seunghyun. Os pais do mais velho não se importavam com isso, assim como não se importavam com a sexualidade do filho.

Tudo que tinham em mente é que o sonho do garoto é ser um ator, então ele precisa focar nisso. O resto é resto e não importa o fato de amar homens, da mesma maneira que ama mulheres, não faz dele menos homem. Não tira o direito que ele tem de ser o filho único, o menino da casa, o mesmo garoto que sempre teve notas boas e encheu a todos de orgulho.

O Choi fora arrancado da sua linha de pensamentos ao sentir os lábios do menor contra os seus e a mão pequena e quente contra a sua bochecha, acariciando a região com o polegar. Engoliu a seco e assistiu o outro se afastar levemente, poucos centímetros, ainda podia sentir o ar que escapava por entre os lábios entreabertos do ruivo, atingindo os seus próprios em cheio e lhe fazendo os cabelos da nuca arrepiar. Nunca pensou que a boca do melhor amigo era tão macia daquela forma. Passara dias sonhando acordado com a sensação daqueles lábios sobre os seus e os beijos que podiam ter e como se sentiria ao finalmente conseguir prova-los. Nada se comparava ao que realmente sentiu ali, no entanto.

Por mais rápido que tenha sido tocado, tê-los contra os seus próprios lábios mostrou-se muito melhor do que apenas imaginar ou ficar admirando em silêncio o quão bela era a boca do mais novo.

— O que você está fazendo, Jiyong?

— Experimentando — explicou sereno. — Eu li uma vez que a única forma de você saber se gosta ou não de algo é experimentando.

— Eu não acho que isso funcione dessa maneira, Ji — apontou. — Você não vai sentir nada comigo, mas talvez sinta com a pessoa que você gosta. Não é só porque eu sou um homem como ele que você...

— Shiu — o Kwon pediu com um sorriso nos lábios ao calar o melhor amigo com o dedo indicador em frente aos seus lábios. — Na sua bandeira LGBT, o seu “B” é de “burro”, Hyung.

Ficaram daquela maneira por tempo demais, se olhando em silêncio e pensando nas coisas que foram ditas. Cansado de Seunghyun não entender nas entrelinhas, Jiyong apossou-se mais uma vez da sua boca, dessa vez escorregando os seus dedos até os fios de cabelo da sua nuca e puxando-o levemente ao ter o lábio inferior do maior entre os seus. Moveu-se lentamente, esperando que fosse correspondido no trocar de selares, até que finalmente foi e teve o toque suave da língua de Seunghyun contra a sua própria, puxando-o de vez para o meio daquele beijo que ambos desejavam de formas diferentes, cada um da sua maneira e no final como um só.

Jiyong não tinha medo do que sentia, e nem do que podia ser, porque no final não importava realmente o que ele era desde que apenas fosse o suficiente para fazer o que queria. E, naquele momento, ele queria ficar com o mais velho de todas as formas possíveis, não se importando se, quem sabe no futuro, viesse a ter somente amantes homens ou se encantasse por outras mulheres da mesma maneira que havia se encantado antes de tudo. Ele podia ser bissexual, e Seunghyun pansexual – ele lhe explicou isso mais a frente quando ambos começaram um relacionamento sério –, mas não era isso que estava em jogo e nem a opinião alheia sobre a “confusão deles dois”.

O que ambos valorizavam, afinal, não eram os termos e nomes dados, mas sim o amor que sentiam, e não por quem sentiam. 


Notas Finais


Eu comecei a escrever isso cedo e fui me empolgando, quando vi já estava até atrasada pra aula de dança. Mas e daí? GTOP É MUITO LINDO, MEU IRMÃO.

Se você chegou até aqui, perdoa os erros e deixa o "oi" pra fazer a Maria feliz <3

Amo vocês.


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