História Back to you - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Walking Dead
Tags Carl Grimes, Daryl Dixon, Kaya Scodelario
Visualizações 25
Palavras 1.793
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Depois de um bom tempo, decidi voltar e postar mais um capítulo. Espero que gostem de verdade. Boa leitura<3

Capítulo 10 - Não é culpa.


Fanfic / Fanfiction Back to you - Capítulo 10 - Não é culpa.

P.O.V. CATHERINE BEAUREGARD.

   Maggie se aproxima de mim e parece chateada, caminhamos e inconscientemente sigo para a casa dela, chegamos e ela senta no sofá, o sol já se pôs e a noite começa a dominar o céu.

   -O que foi? Você não costuma ficar em silencio tanto tempo. – perguntei e me assustei ao notar que sei algumas coisas sobre Maggie.

   -Não sei, acho que estou assustada. Você não me disse que sabia lutar tão bem. – me encarou e suspirei me sentando ao lado dela.

   -Maggie, eu preciso saber lutar. – fechei meus olhos e tentei me controlar. Esse sentimento de culpa é uma merda. Por que eu ‘tô me sentindo culpada por ter feito isso com ele? Quer dizer, eu chutei o saco do ruivo estranho, e me sinto até que bem. – Eu sinto muito pelo Daryl, não queria machucar ele, eu só sabia que não ia vencer ele lutando limpo. – disse e ela me encarou.

   -Você tem que dizer isso a ele. - respondeu. – Conheço o Daryl há muito tempo e ele é fechado, não gosta de conversar muito, mas tem um bom coração e parece ter simpatizado com você. -Franzi o cenho.

  -Não, ele não simpatizou. – respondi.

   -Olha, se quer pedir desculpas, toma um banho, janta e depois vai atrás dele. – disse e inclinou o queixo em direção ao andar de cima. Assenti e comecei a subir as escadas. Espera aí, eu quero pedir desculpas? Eu peço desculpas? Não. Catherine Beauregard não pede desculpas. Subo balançando a cabeça como se meus problemas fossem sair dela desse modo. E é claro que não saem.

  Depois do jantar, subi e fiquei no quarto de hóspedes, a tal Enid não tinha chegado, então estava tudo calmo, sei que Maggie também está chateada comigo por ter machucado ela e o Carl, mas deles eu não me arrependo, espero as horas passarem e me surpreendo quando noto que Rick não mandou ninguém me buscar, tampouco me chamou para ver o que resolveram. Já deve se passar da meia-noite, o silêncio reina na casa e fico curiosa par saber se o encrenqueiro ainda está na enfermaria daqui. Calço meus coturnos e coloco minha jaqueta suja nas costas, saio do quarto devagar e sem fazer barulho, faço a mesma coisa nas escadas, procuro as chaves e as encontro em uma estante, saio pela porta da frente  e tranco a porta, começo a andar pelas ruas procurando a tal enfermaria, está em algum lugar por aqui, eu lembro, foi nela que eu acordei. Forço minha memória e quando estou quase conseguindo lembrar, ouço vozes e vejo quando algumas pessoas saem de uma casa, deve ter tido algum jantar entre amigos ou alguma coisa assim, reviro os olhos e começo a sair de onde tinha me escondido, como eles conseguem fazer isso no fim do mundo? Continuo a andar, até que olho para a guarita de perto do portão e vejo ele lá, mas ele já se recuperou? Que rápido! Começo a correr na direção da guarita e ele me vê, mas me ignora, até que eu começo a subir.

   -Sai daqui garota, você deveria estar dormindo. – disse virando para frente enquanto eu terminava de subir.

   - E pelo meus cálculos, você ainda deveria estar na enfermaria, não somos bons com deveres. – disse e me arrependi, ele ficou rígido e pareceu acumular mais raiva dentro dele.

   -O que você quer? – perguntou.

   -E-eu... sei lá... eu q-queria...- me enrolei com as palavras e ele pareceu se irritar mais.

   -Fala logo de uma vez! – me encarou.

   -Pedir desculpas, sabe. Pela cabeçada. – disse e quando ele me encarou surpreso, o ignorei olhando para frente, por que eu pedi desculpas? Merda.

   -Eu já passei por situações piores. – disse e imaginei pelo que ele já deve ter passado. Merda. Eu tenho que ir embora, eu já tenho muita inimizade para querer ter mais uma.

POV DARYL DIXON

Vejo a garota encarar a rua deserta como se tivesse encarando a vida dela em um telão. Eu estou puto porque deixei ela me manipular e me fez desmaiar como uma garotinha, sendo que eu já tinha ganho aquela luta, eu estava pegando leve com ela, ia derrotar ela sem dor e rápido, mas ela tinha que jogar sujo e fazer com que eu fizesse papel de idiota, eu odeio essa garota. Já me arrependi de ter a salvo. Pode ser ego ferido, mas eu não me importo, eu só quero essa garota longe.

   - Eu posso ficar aqui? – ela pergunta e pela sua expressão, sei que foi uma surpresa até para ela. Penso por um instante, ela é extremamente irritante e eu vim para cá para ficar sozinho e pensar, a resposta é não. Antes que eu diga, ela se senta como se fosse convidada e relaxa os ombros. –Você não disse nada, então levei como um sim. – disse calma e confiante como se ela fosse uma amiga minha de anos.

   - Não. – digo sendo grosso e frio.

   -Mas agora já é tarde, já estou sentada e confortável. – reclamou ainda sentada. Continuo em silêncio e decido ignorar a existência dela, o que dá certo e quando estou quase agradecendo, ela abre a merda da boca e acaba com o meu momento de paz. – Você luta bem, onde aprendeu?

   -Lutando em ruas, ganhando brigas para ganhar dinheiro. Lutando com meu irmão. – respondo e me xingo por ter feito isso, agora que ela não vai querer sair daqui.

   -Você tem essa besta faz muito tempo? – perguntou olhando para minha arma no ombro.

   -Tenho. – respondo e volto a olhar para o nada.

   - Você conhece o pessoal daqui há muito tempo? – pergunta me encarando, e vejo seus olhos azuis brilharem como de uma criança curiosa.

   -Alguns. – respondo suspirando, ela não vai desistir.

   - O que você fez quando tudo isso começou? – me perguntou de novo e a encarei confuso. – O que foi? – deu de ombros enquanto prendia o cabelo em um rabo de cavalo. – Sabe, eu era bem pequena, mas meu pai disse que os filhos da puta da imprensa só estavam aumentando a situação, nós continuamos vivendo normalmente até que a merda toda explodiu, eu fiquei com tanto medo no começo de tudo, apesar da minha vida antes disso não ter sido um mar de rosas, era melhor que ter que matar essas coisas, não muito, mas era melhor. – disse e fechou os olhos, acho que estava lembrando da vida dela, e parecia estar arrependida de me contar, mas eu fiquei curioso, o que ela passou antes disso?

   - Por que... sua vida não era um mar de rosas? – perguntei e ela me olhou com a sobrancelha erguida e com um meio sorriso.

   - Olha! Ele também sabe perguntar. – brincou e não sorri, apesar de ter tido vontade. – Eu, quer dizer, minha mãe. – ela pareceu ficar mais séria, eu vi que seu rosto pareceu escurecer mais. – Ela já tinha morrido quando isso começou. Bem antes disso começar na verdade, só não sei se isso é bom. – ela disse e começou a estralar os dedos.

  -Você não gostava dela? – pergunto curioso e me arrependo, eu não deveria estar interessado na vida dessa garota, ela é uma trapaceira.

   -Eu amava a minha mãe. Eu amo. Mais que a mim mesma. Eu só fico feliz por ela ter morrido antes de eu me tornar isso. – apontou para ela mesma. – Minha mãe era a mulher mais doce, bondosa e gentil que eu conheci. – sorriu amarga. – Não herdei nada dela, além dos olhos azuis, é claro. – sorriu de novo, um sorriso amargo. Ela sempre faz piadas com coisas sérias e nunca parece se abalar com nada.

   -Eu fiquei assustado no começo. – comecei e ela me encarou surpresa. – Para uma malandra, você é bem lenta. – disse ela balançou as mãos para mim em sinal de descaso. – Estou respondendo a pergunta. – expliquei.

   -Depois de dois séculos, francamente encrenqueiro. – disse revirando os olhos. – depois eu que sou lenta.

   -Você não me deixou falar, ficou tagarelando igual um papagaio. – respondi e ela contraiu os lábios irritada.

   -Continua, vai. – disse e encostou a cabeça na madeira.

   -Eu procurei meu irmão e depois a gente tentou fugir da cidade, acabamos nos encontrando com o pessoal do Rick. – resumi a história. Merle me espancaria se soubesse que estou conversando como uma adolescente e fofocando.

   -Você estão juntos desde que tudo isso começou? – perguntou surpresa.

   -Sim.

   - Que foda! E olha que o grupo de vocês é grande. – se levantou animada. Lembrei de pessoas que eram do nosso grupo, mas que morreram. Andrea. Hershel. Shane. Beth.

   -Nós perdemos pessoas também. – expliquei e ela me encarou curiosa.

   - Isso faz parte, sem ou com os errantes, aconteceria. – disse me surpreendendo, geralmente as pessoas dizem: “sinto muito” ou “ eu entendo”, mas Catherine não é assim.

   -Isso era para ser um consolo? – pergunto a encarando.

   -Não. - faz careta. – Sou péssima com consolo ou conselho, por isso evito. Já faço merda na minha vida, imagina opinando na dos outros. – puxou as mangas da jaqueta.

   - Você tem a boca suja, hein? – digo.

   -Ca-guei. – é a sua resposta. Dessa vez não consigo evitar um meio sorriso. Ela percebe.

   -Uhh, ele também sabe sorrir, que evolução. – diz sorrindo e fecho a cara.

   -Eu fui bem hoje? – ela pergunta.

   -Não vou aumentar seu ego, esquece. – digo coçando a barba.

   -Então eu fui bem. – sorri novamente.

   - Você é diabólica, sabia disso? Cuida, vai embora daqui, quero ficar sozinho. – digo a afastando e indicando a escada. Ela sorri e começa a descer, me assusto com a obediência dela.

   -Boa noite, Bela Adormecida. – diz e quando ameaço me aproximar para empurrar ela, ela desce mais rápido e acaba tropeçando, quase caindo de cara no chão, o suficiente para me sentir quase vingado. – Droga, será que o cara lá de cima não me deixa brincar com ninguém? – reclama enquanto vai embora para a casa do Rick provavelmente, me volto para a vigia e começo a me arrepender por ter pedido para ficar essa noite, minha testa ainda lateja um pouco pela pancada e agora o silêncio que antes parecia agradável, agora me deixa entediado. Merda.

    Depois de passar boa parte da madrugada de vigia, saio do posto quando outra pessoa vem para o meu lugar e vou dormir, chego em casa e minha dor de cabeça ainda me incomoda, como eu fui burro de deixar aquela garota ganhar de mim? Agora vou ser a piada de Alexandria. Vencido por uma garota de dezesseis ou dezessete anos. Merle zombaria de mim pelo resto da vida. Vou para cozinha e procuro entre as gavetas algum remédio, encontro um qualquer e tomo com água, subo em silêncio, não quero acordar a Carol. Chego no quarto e me jogo na cama, depois de um tempo, a dor de cabeça vai passando e acabo dormindo.


Notas Finais


é isso, boa leitura galeru, até o próximo!


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