História Before I Love You - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Tags Before I Love You, Bizzle, Justin Bieber, Sahar Luna
Visualizações 99
Palavras 3.526
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


🔴Assim como tudo que eu já postei nesse site, BILY não será movida à comentários. É claro que seria muito bom ter um feedback, mas não quero obrigá-los a absolutamente nada, portanto, favoritem e comentem apenas se gostarem e quiserem;

🔴Não é novidade para ninguém que, infelizmente, nenhum dos personagens me pertence, mas suas personalidades sim;

🔴Ninguém aqui é criança e todos sabem que plágio é crime, sendo assim, não terei pena de denunciar caso veja alguma cópia. Todos têm capacidade para criar uma história verdadeiramente interessante, basta soltar a imaginação e se esforçar;

🔴Não é minha intenção incentivá-los a praticar crimes ou fazer uso de drogas, sejam "leves" ou "pesadas". Cada um responde pelos seus atos e isso é apenas uma história;

🔴A história possui conteúdo adulto, embora eu seja menor de idade. Não, eu não tenho 13/14 anos, mas sim 17. Sei que algumas pessoas bem mais novas estão no site lendo histórias com linguagem imprópria e descrição de sexo bem detalhada (eu, por exemplo, só leio histórias cuja indicação é para maiores de 18), então lembrem-se: você faz o que acha que deve fazer, eu não estou te incentivando a absolutamente nada. Leia se quiser.

Título: "Quer namorar comigo?"

Boa leitura!

Capítulo 13 - 12. Wants to date me?


POINT OF VIEW: JADE CAMPBELL

Justin estacionou o carro diante do portão da garagem de uma pequena casa. Sem falar nada, desceu do carro e eu fiz o mesmo. O ar frio fez meu corpo se arrepiar. Abracei meu próprio corpo e olhei na direção do louro, que tirava o casaco nesse momento. Ele me entregou a jaqueta e eu sorri em agradecimento enquanto pegava a peça e a vestia. Respirei fundo me sentindo bem mais aquecida.

—Que lugar é esse, Drew? – perguntei.

—É só... o lugar mais importante do mundo para mim. – deu de ombros.

—E por que estamos aqui?

Ele não respondeu, apenas foi em direção a porta enquanto eu o seguia. Entramos e ele rapidamente acendeu a luz, revelando uma casa aconchegante, limpa e muito bem arrumada.

—Uma pessoa vem aqui todo mês para fazer uma boa faxina. Por isso está assim, tão limpo e organizado.

Assenti com a cabeça. Tirei meus sapatos enquanto ele fazia o mesmo.

—Minha mãe odiava que usássemos sapatos dentro da casa. Acabei pegando o hábito de ficar descalço.

—Eu não vejo você descalço pela casa em Miami.

—É um hábito que só funciona aqui, babe.

Colocamos nossos sapatos atrás da porta. Ele se jogou no sofá e encarou o nada.

—Tem uma cama aqui? – perguntei. Estava morrendo de sono.

—Nós éramos bem pobres, mas tínhamos uma cama, Jade.

—Então... essa é a hora em que você me mostra o seu quarto.

Ele riu e se levantou, vindo até mim. Me pegou no colo e me carregou até outro cômodo.

—Bem-vinda ao meu quarto! – sussurrou me colocando no chão.

Empurrei a porta e entrei no cômodo. Ele acendeu a luz, dando-me visão de um pequeno quarto. Havia uma cama de solteiro, um armário grande de madeira, uma mesa e uma cadeira de plástico na cor vermelha, uma caixa – provavelmente de fogão – pintade de branco escrito "brinquedos de Justin Drew" com letras grandes. Tinha também uma cômoda velha com alguns produtos para cuidados com bebês em cima. Peguei um vidro de xampu infantil notando que há vários anos sua validade havia vencido. Abri a primeira gaveta da cômoda, encontrando um álbum de fotografias. Na capa estava escrito "Justin Drew, família e amigos".

Abri o álbum vendo a primeira foto: uma mulher segurava um bebê. Ela era muito jovem e igualmente bonita, já o bebê era uma bolinha de fofura. Ele sorria para a mulher e segurava seus longos cabelos escuros enquanto ela parecia brincar com ele.

—Esse bebê é você? – perguntei.

—Sim. – respondeu baixo – E essa é minha mãe.

—Ela tem muito amor por você.

—Todas as mães amam seus filhos. – deu de ombros.

Passei algumas páginas e parei em uma onde Justin aparentava ter uns doze anos. Ele estava com três garotos e uma garota.

—São os meninos?

—Sim. E essa é Caitlin, a irmã mais velha de Chris.

Assenti com a cabeça voltando a olhar para a foto.

—Por que ela está tão perto de você?

—Éramos namorados. – deu de ombros – Coisa de criança, Jade. Ela praticamente me obrigou a namorar.

—Ela era bem mais alta que você. Devia ser engraçado namorar alguém que parece sua irmã.

—Qual é, Jade! Não precisa ter ciúmes. Já disse que era coisa de criança.

Revirei os olhos.

—Não estou com ciúmes. – resmunguei – Você era um garoto muito bonito.

—Eu sou bonito.

—E modesto. – debochei – Quanto tempo você viveu aqui?

—Quatorze anos.

—E por que tem palavra "família" no álbum? Eu só vi sua mãe, você, os meninos aqui e a tal Caitlin aqui.

—Minha mãe era minha única família. – deu de ombros – Jeremy nunca soube como ser um pai.

—Eu sei bem o que é isso. – sussurrei.

—Eu gostaria de ver um álbum de fotografias suas. Queria saber como você era quando criança.

—Eu não tenho fotos de infância. Mal tive uma infância para falar a verdade.

—Seus pais nunca fotografaram você?

—Minha mãe sempre me fotografava. Ela adorava guardar todos os meus momentos. Pouco tempo depois da morte dela eu pus fogo em todas as fotografias. Estava pensando em suicídio, mas eu não queria apenas morrer. Eu queria apagar todo e qualquer vestígio da minha existência.

—Eu sinto muito que as coisas tenham chegado a esse ponto.

—Eu só... tinha medo de viver com meu pai. Ter a vida que ele escolheu para mim. Mas no fim das contas eu acabei tendo que aceitar o meu destino. – forcei um sorriso.

—A parte boa é que você tem a mim, agora. E também tem o Ryan, Chaz, Chris, a Riley. Você tem uma família. – me abraçou.

—Isso não é uma família, Justin.

—É claro que é. Uma família estranha, mas uma família feliz. – sorriu – Eu tenho uma curiosidade.

—Qual?

—Antony nunca pegou o assassino da sua mãe?

—Não. – suspirei – Isso era só... algo que eu desejava muito fazer. Mas no fim das contas, acabei desistindo.

—Por que?

—Porque é impossível encontrar a pessoa que fez isso. E além do mais, ela está morta há anos. Eu nunca vou conseguir recuperar tudo o que perdi. – suspirei – Eu morreria se continuasse nessa droga de busca.

Eu morreria sem você.

Você não tem que se preocupar com isso. Eu sempre volto para você. – sorri piscando para ele – Qual é a da cicatriz na bochecha? – mudei de assunto apontando para o seu rosto.

A cicatriz era quase imperceptível, mas eu já tinha estado perto o suficiente do seu rosto para notá-la ali.

—É uma longa história.

—E eu estou louca para ouvir.

—Bom, Chaz nunca foi de praticar esportes. Nem mesmo nadar ele sabia, na infância. Uma vez fomos à praia. Havia uma garota e ele queria impressioná-la, então entrou no mar. Ele queria nadar para bem longe e então voltar, você sabe, feito um galã daqueles filmes idiotas que costumam exibir na tevê. Infelizmente deu tudo errado. É claro, ele se afogou. Eu corri para o mar e mergulhei para resgatá-lo. Tinha algo na água. Não sei exatamente o que era, só sei que bateu bem forte no meu rosto. Quando eu cheguei até Chaz, ele já estava desmaiado. Eu o levei até a areia e fiz massagem cardíaca. Caitlin fez respiração boca à boca e quando ele começou a tossir a água que havia engolido, eu quase chorei de felicidade. Se eu não tivesse sido rápido, ele teria morrido. Não me importo com essa cicatriz. Nada é mais importante que a vida daqueles que eu amo.

—A cicatriz é bonitinha e tem um significado grandioso. É como uma medalhe. Sabe, como aquelas que os soldados ganham por salvar a vida de um companheiro. – ele assentiu com a cabeça – Então é verdade o que dizem sobre os vilões. – sorri.

—E o que dizem?

—No fundo, todo vilão quer ser um herói.

—Não, babe, eu não quero ser um herói. – fez careta – E você, Killer J? O que você quer ser?

Dei de ombros.

Eu só quero correr do seu lado, Bizzle.

—Eu gosto de você. E isso é tão estranho. Achei que os bandidos sempre se apaixonavam pelas mocinhas.

—Só porque com a gente é diferente, não significa que não vai ser melhor.

—Então, sem chances de você me largar por algum bom samaritano?

Dei risada.

—Eu gosto dos caras maus e, além disso, você é o meu bandido preferido.

—Você vai ter o mundo inteiro aos seus pés enquanto estiver comigo, Jade. Eu dou tudo o que tenho pelos meus.

—Eu não quero ter tudo o que você tem, Justin. Eu quero ser tudo o que você tem. Aí você vai ser tudo para mim também



POINT OF VIEW: JUSTIN BIEBER

Jade dormia serena na pequena cama e eu a observava com a ajuda da fraca luz do abajur infantil com desenhos de ursinhos. Mesmo com pouca luz, ela era incrivelmente bonita.

Notei que sua pele estava arrepiada e ajeitei os cobertores sobre seu corpo, afim de protegê-la do frio. Ela se remexeu na cama e resmungou algumas coisas que não fui capaz de entender. Quando ela voltou a ficar quieta e eu achei que a morena continuava dormindo, ela abriu seus belos olhos e me encarou.

—Por que ainda está acordado? – perguntou baixinho.

—Estou sem sono. Volte a dormir, shawty.

—Estou tão acostumada a dormir com você que quando não te tenho ao meu lado na cama, simplesmente não consigo dormir. – suspirei – Acho que eu estou começando a ter... sentimentos por você. – confessou com a voz baixa. Ela parecia envergonhada agora.

Ri fracamente.

—Por que está com vergonha?

—Eu nunca gostei de alguém de verdade antes. É tudo muito novo para mim.

—Eu entendo. – suspirei – Acha que isso vai dar certo?

—O que?

—Nós dois.

—Eu não sei. Acho que é melhor... dar tempo ao tempo. Só porque nos gostamos não significa que isso vai funcionar se começarmos a colocar rótulos.

—O problema é que eu quero dar um nome a isso, Jade. – respirei fundo.

—Só me dê um tempo para digerir isso. Eu realmente preciso de um tempo.

Suspirei.

—Tudo bem, Jade. Eu vou dar uma volta.

—Tudo bem. – murmurou – Tome cuidado.

—Eu vou tomar.

Ne inclinei sobre a cama e beinei seus lábios macios e quentes rapidamente. Em seguida, saí fechando a porta do quarto, deixando minha garota sonolenta na cama.



POINT OF VIEW: JADE CAMPBELL

Assim que Justin saiu, meu sono evaporou. Era difícil para mim admitir, mas eu realmente já não conseguia mais dormir sem ele. Me sentei na cama, encarando o nada. Eu sabia que ele estava chateado, que queria transformar nossa relação em algo mais concreto. Bieber tinha medo de que de uma hora para a outra eu simplesmente me cansasse dele e fosse embora de uma vez por todas. Sejamos honestos, eu sempre tive muita facilidade para entrar e sair da vida das pessoas e ele sabia muito bem disso.

Joguei o cobertor para o lado e me levantei. Fui até o único banheiro da casa e lavei bem meu rosto. Peguei meu celular e liguei para Ryan.



—E aí, primeira dama! – ele parecia bastante animado.

Revirei os olhos.

Onde você está? – perguntei.

Você devia falar assim só com o seu namorado. – debochou – Aposto que ele não está com você agora.

—E eu aposto que você sabe onde ele está.

—Sim, eu sei. Conheço Justin como a palma da minha mão, Jade. Mas eu não posso falar para você. Me desculpe, mas eu sei que meu amigo precisa de um tempo sozinho.

Eu sei, Ryan. E eu deixo ele ter esse tempo. O lance é que eu preciso que você venha me buscar. – falei enquanto olhava pela janela – Ele saiu com o carro.

—Onde você está?

—Na casa que ele viveu na infância. – suspirei.

Não seria melhor você passar a noite aí de uma vez?

—Deixe de ser preguiçoso, Butler. Como você mesmo disse, eu sou a primeira dama, então me obedeça.

—Tudo bem. – bufou – Chego aí em quarenta minutos.



Desliguei sem nem me despedir. Calcei meus sapatos e fiquei esperando por Ryan na porta. Ele levou o tempo que prometeu para chegar. Entrei no carro, percebendo que ele já não parecia mais tão animado.

—Você brigaram? – perguntou.

—Não. – suspirei – Por que essa cara?

—Eu encontrei uma pessoa. – deu de ombros.

—Saquei. – murmurei enquanto ele começava a dirigir. Era muito estranho ver Ryan triste – Quer falar sobre essa tal pessoa?

Ele riu.

—Corta essa, Jade!

—Eu sou boa ouvindo problemas, Ryan. Sempre cuidei dos problemas da Riley.

Então você só não é capaz de resolver seus próprios problemas? – engoli em seco – Desculpe, eu falei sem pensar.

—Tanto faz. Você não está errado, mesmo. É uma merda admitir isso, mas é a mais pura verdade.

—Você está assim pelo Justin, não é? Eu já saquei que vocês confundem bastante um ao outro.

—É. Eu estou confusa, Ryan. Não sei o que fazer, eu nem sei o que sinto. – admiti.

—Eu sou bom com esse lance de sentimentos. Me diga o que você sente quando não está perto dele.

Eu sinto como se estivesse sufocando. Tento imaginar como ele está e fico morrendo de medo de ele ter sido capturado ou morto. Tenho vontade de correr de volta para ele cada vez que eu me afasto.

—E quando estão perto?

Abri um sorriso

É como se um grande espaço vazio no meu coração fosse preenchido. Ele me da segurança, me trata como alguém... Alguém além de uma assassina. Ele se importa comigo, me da carinho. E quando ele me abraça me faz sentir... Me faz sentir que posso passar o resto da vida nos seus braços.

—Jade?

—Uh?

Você está apaixonada pelo Drew.

Engoli em seco me encolhendo no banco.

—E o que eu faço? – perguntei baixinho.

—O que seu coração mandar. É assim que as pessoas apaixonadas agem, Jade. Elas seguem o coração sem medo, mesmo que acabem machucadas. É o que o Justin tem feito por você durante todo esse tempo.



Chegamos no hotel e Ryan me acompanhou até meu quarto. Ele me disse mais algumas coisas, falou que eu não precisava me preocupar porque Justin ficaria bem e então se despediu para dormir. Entrei no quarto e me sentei no chão, com as costas grudadas na cama. Senti meu coração apertado. As palavras de Ryan no carro haviam tido efeito em mim. Eu sentia que estava machucando Justin e pensar nisso me dava vontade de chorar. Senti algumas lágrimas escorrendo pelo meu rosto e nem me importei em limpá-las. Eu gostava de chorar, era o meu lado humano gritando por Justin.



Acordei em um pulo. Olhei as horas em meu celular vendo que já passava das dez da manhã. Justin não estava no quarto e isso me fez sentir mal. Levantei da cama e fui para o banheiro. Tomei um banho e escovei meus dentes. Vesti uma lingerie rosa bebê e comecei a procurar uma boa roupa na mala. Estava um pouco frio, mas não muito. Vesti um short jeans de cintura alta preto e uma blusa branca de mangas curtas. Dobrei as pontas das mangas apenas para ficarem mais justas nos meus braços e calcei um par de tênis da Adidas. Deixei meus cabelos soltos e me olhei no espelho, estava com preguiça de passar maquiagem, então simplesmente peguei meu celular e saí. Encontrei Ryan no corredor.

—Eu estava indo ver como você estava. – ele disse.

—Preciso que você me leve até Justin.

—O que? Agora?

—Sim, Ryan. Agora!

—Tudo bem, vamos. – respirou fundo.

—Mas antes nós temos que passar em um lugar.

—Que lugar?

—Uma floricultura. – sorri.



Ryan parou o carro no meio do nada e me encarou.

—Há um velho galpão. Nós brincávamos lá quando éramos crianças. É um lugar importante. – deu de ombros – Você só tem que seguir direto.

—Obrigada!

—Quer que eu espere você?

—Não, pode ir.

Saí do carro com o buquê de rosas vermelhas em mãos e comecei a caminhar seguindo em frente, como Ryan instruiu. Não demorou muito para que eu achasse o tal galpão. Empurrei a velha porta de madeira e entrei. Justin estava sentado em um velho sofá. Sua camisa branca estava jogada sobre o braço do sofá e seu cabelo estava despenteado.

—Oi. – murmurei timidamente.

Era a primeira vez que eu ficava tão nervosa perto dele.

—Oi, shawty. – sorriu fraco – Belas flores.

—É. – pigarreei – São para você.

—Para mim? – franziu o cenho, se levantando e vindo até mim.

—Justin, eu... – respirei fundo – Eu estou completamente apaixonada por você. Tão apaixonada que mau consigo pensar direito no que estou fazendo.

—E o que exatamente você está fazendo? – perguntou parando bem próximo de mim.

—Provavelmente a maior loucura da minha vida. – ri fraco – Mas eu preciso fazer isso, antes que eu acabe perdendo a coragem.

Respirei fundo, estendendo as flores para ele, que continuou sem entender absolutamente nada.

—Merda! Isso é muito difícil. – respirei fundo – Você quer ser meu namorado? – perguntei baixinho, morrendo de vergonha.

—Hã?

Quer namorar comigo? – minha voz saiu ainda mais baixa.

—Jade, eu não consigo escut...

—Namorar, porra. – o cortei, falando mais alto agora – Eu perguntei se você quer namorar comigo. E eu acho melhor você aceitar porque eu não vou admitir ser feita de idio...

Antes que eu pudesse terminar, Justin me puxou pela cintura, dando-me um beijo intenso e delicioso. Larguei as flores, deixando-as caírem no chão e joguei os braços ao redor do seu pescoço. Fiquei na ponta dos pés, sentindo seus braços envolverem minha cintura fina em um abraço apertado.

Me afastei lentamente.

—Isso foi um "sim"? – perguntei.

Justin deu risada e então me deu um selinho.

—Sim, shawty.

Ele tentou voltar a me beijar, mas eu o empedi colocando as mãos em seu peito. Semicerrei os olhos.

—Essa não é a primeira vez que uma garota te pede em namoro. – não foi uma pergunta, mas sim uma afirmação.

—Não. – confessou – Mas é a primeira vez que eu aceito. – sorriu de canto.

—Idiota. – soquei seu ombro – Você nem mesmo se deu ao trabalho de mentir.

Ele riu.

—Nós acabamos de começar um relacionamento sério. Você realmente quer que começar com uma mentira?

Revirei os olhos.

—Ei, quando nós voltarmos a Miami sua mãe ainda vai estar em casa? – perguntei sorridente enquanto ele apertava os olhos para mim.

—É bem provável que sim.

—Então eu posso contar a ela que nós estamos juntos?

—Jade...

—Por favorzinho, babe. – pedi manhosa – Deixe eu ser a pessoa a dar a notícia para a sua mãe.

—Você só quer um motivo para brigar com ela, uh?

Dei risada.

—Brigar não é exatamente a palavra. Eu quero provocá-la. Eu mereço isso! Você sabe que eu tive que aguentar sua mãe me chamando de coisas que eu nem sei o que significam.

—Okay, Jade. Eu deixo você provocar minha mãe, mas se passar do limite, eu vou trancar você no galpão e te torturar...

—Nossa! Estou morrendo de medo. – debochei lhe dando um selinho.

—Agora a gente pode transar?

—Não. Eu ainda estou naqueles dias, Justin.

O louro bufou.

—Vamos voltar para o hotel. Meu pai quer me ver mais tarde.



Vesti um vestido rosa bebê com decote ombro à ombro e sandálias brancas. Meu cabelo estava preso em um rabo de cavalo alto e firme. Justin estava usando uma calça jeans de lavagem clara e uma blusa social branca. Quando ele terminou de calçar seus sapatos, entrou no banheiro outra vez e saiu após vários minutos. Seu topete estava arrumado, como sempre. Ele veio até mim. Bloqueei meu celular e me levantei. O louro me abraçou e beijou minha bochecha, fazendo-me sentir sua barba rala.

—Podemos ir? – perguntou.

—Sim, Drew. Os meninos vão conosco?

—Sim, eles estão no saguão nos esperando. Vamos jantar em um restaurante longe daqui. Chaz acha melhor manter Jeremy longe do hotel.

Assenti com a cabeça.

—Concordo.



Assim que entramos no restaurante, fomos levados à uma grande mesa, onde Jeremy nos esperava. Justin se sentou na pinta e eu me sentei ao seu lado direito. Os meninos se sentaram também. Jeremy me encarou com uma cara nada boa.

—Essa menina precisa ficar grudada em você feito um cachorro? – perguntou após beber um pouco de água.

—Ela é minha namorada. Vai comigo para onde quer que seja. – Justin respondeu.

Um garçom veio nos atender e fizemos nossos pedidos. Quando ele se afastou, voltamos a falar.

—E então, Jeremy? Por que diabos eu precisei perder meu tempo vindo até aqui? – Justin perguntou.

—Eu não estou de acordo com as novas regras que você vem impondo. – começou – Entendo que seja para a nossa segurança, mas eu não estou disposto a ir para um outro país, recomeçar toda minha vida.

—Em primeiro lugar, quero deixar uma coisa bem clara. Isso não é para a sua segurança, é para a segurança dos meus irmãos. E sobre "estar de acordo" – fez aspas com os dedos –, isso não é necessário. Eu pago o colégio das crianças, as roupas, casa, carros, viagens,... Até o luxo da vadia da dua esposa sou eu quem banca. Você pode sim passar a discordar das minhas decisões, mas isso apenas quando você começar a arcar com as suas próprias despesas, que, aliás, não são nada baratas. Mas alguma reclamação?

—Você não pode fazer isso. Já que não pensa em mim e na sua madrasta, pense nos seus irmãos.

—Eu estou pensando neles. Eu devia levá-los para morar comigo, já que você e a sua vadia de estimação não estão nem aí para eles. Só não faço isso porque estaria colocando os pirralhos em risco.

—Escute aqui, Justin, quem você acha que é para ameaçar tirar os meus filhos de mim? – o tom de Jeremy estava totalmente diferente agora.

Ele estava mostrando suas garras. Eu sabia que Jeremy Bieber não era o homem bacana que queria que as pessoas achassem que ele é. Justin podia não saber como controlar seu papaizinho, mas eu sabia.

—Sabe quem ele é? Ele é Justin Bieber: o grande e temido Bizzle. E você sabe quem eu sou? Eu sou Jade Campbell, a namorada do seu filho e Killer J. Agora, você quer saber o que eu faço? Eu mato pessoas. E eu não preciso de uma arma para isso. Sugiro que você cuide das suas palavras. Eu não tenho a menor paciência para gente como você.

—Eu ainda não entendi o que foi que você viu nessa garota, filho. Ela não passa de uma vagabunda mau educada. Antigamente você andava com mulheres obedientes, que dependiam de você.

Ri pelo nariz.

—Eu te assusto, Jeremy? – arqueei a sobrancelha.

Justin bebeu um pouco da sua água e me olhou.

—Você vai arruinar a vida de Justin.

—Não. Eu vou arruinar a sua cara. – apontei o dedo em seu rosto – Vou arrancar seus órgãos com as próprias mãos e fazer você comer.

—Isso é tão nojento. Você não devia trazer esse tipo de assunto para a meda do jantar.

—É melhor eu ir embora ou nós vamos jantar seu coração.

—Justin...

—Chega, Jeremy! Você vai fazer o que eu achar melhor. Agora cale-se! Nós vamos jantar em paz e depois vamos seguir nossos rumos. Esse assunto está mais do que encerrado.

Sorri vitoriosa pegando minha taça e bebendo um pouco de água. Jeremy pode até ser esperto, mas eu sou muito mais. Algumas pessoas não sabem, mas as mulheres tem um poder louco sobre os homens. Eu podia dominar Justin. Podia fazer com que ele fizesse exatamente aquilo que eu queria. E no momento eu queria que ele ficasse longe de Jeremy, não por mero capricho, mas pela sua proteção.


Notas Finais


Gostaria de pedir que deixassem suas críticas, sejam elas positivas ou negativas, nos comentários, para que eu saiba o que estão achando.

Caso tenham curiosidade de conhecer minha outra fanfic, aqui está o link:

Red Love: https://spiritfanfics.com/historia/red-love-6987156


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