História Best of me (Namjoon) - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~EsterAndJimin

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Personagens Originais, Rap Monster
Tags Akai Ito, Akaito, Casamento Arranjado, Destino, Fuga, Japão Imperial
Visualizações 21
Palavras 2.940
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, unicórnios! Como vão? Espero que bem!
Mais uma história minha, dessa vez é um pouco diferente do meu estilo, mas vamos lá. Espero muito que gostem, pois me esforcei ao máximo com ela😊
Gostaria de agradecer as minhas maninhas ~EsterandJimin e ~AuroBoreal por toda a paciência comigo, e por toda a ajuda, muito obrigada! E a ~Park_L por essa capa linda, muito obrigada!
Vou deixar de enrolar e passar para o capítulo! Boa leitura!

Capítulo 1 - You are the best of me


Fanfic / Fanfiction Best of me (Namjoon) - Capítulo 1 - You are the best of me

- Japão  (1868)

Ouvia-se a bela melodia de uma harpa, quebrando toda a instabilidade da noite. Dedos finos deslizavam pelas cordas do instrumento, como se nunca houvesse feito qualquer outra coisa. 

    A moça, a qual o tocava, observava as estrelas, enquanto a luz da lua cheia tomava o lugar a sua volta. Pequenos vagalumes sobrevoavam ao seu redor, contrastando as belas madeixas negras e longas da garota, que parou, e se voltou para trás, procurando algo errado. Gritou:

- Kim Namjoon! Saía daí, agora!

 Alguém praguejou, escondido em algum lugar, perto do dojo, e desabou no chão, coberto de folhas. Um rapaz loiro, com um sorriso um tanto desajeitado, disse, mostrando a espada embainhada em suas mãos:

- Desculpe, não queria assustar você. Eu estava lhe protegendo, Miyuki!

 A jovem, cujo nome era Miyuki, levantou-se, e limpou seu quimono escuro. Caminhou até ele, e disse:

- Eu sei o que você estava fazendo, Namjoon. Já é a terceira vez, apenas essa semana!

- Desculpe. Não gosta da minha companhia? 

Miyuki virou o rosto, e disse:

-Se quer ter minha companhia, poderia simplesmente se aproximar, e não ficar me espiando. Isso é algo muito feio. 

- Desculpe, princesa. 

Esta sorriu, e fez sinal para que fizesse o mesmo, a obedecendo. 

A moça, encarando o céu salpicado de estrelas, disse:

- Eu não sou uma princesa.

Então, enterrou a cabeça em seus joelhos, e disse:

- É amanhã.

Namjoon sabia do que ela falava. Faltava apenas um dia para o casamento da moça com o general, ao qual não haviam trocado nem cinco palavras. 

Este suspirou, e a olhou, lembrando-se de uma velha promessa, que havia feito, há muito tempo atrás:

  "Você não precisa se preocupar em se casar com alguém que não queira, Miyuki! Um dia, serei forte o  suficiente para protege-la!"


 - Isso é realmente triste..eu não vou poder ve-lo novamente.

Disse a garota, limpando as lágrimas que insistiam em escorrer por seu rosto, e sorriu:

- Obrigada por tudo, Kim Namjoon. Obrigada por..sempre estar ao meu lado, e por ser meu amigo, quando todos apenas ligam para o meu status. Por tudo, muito obrigada. 

- Senhorita! Por favor, venha! Já está tarde!

Miyuki respirou fundo, e olhou, pela última vez, para aquele lugar. Agarrou o loiro em um abraço, que ainda continuava estático, e seguiu sua criada, até seu quarto. 

- Boa noite, Namjoon.


  Deixado sozinho, Namjoon pensou na tristeza que vira no olhar da jovem, uma tristeza ao qual nunca antes havia visto.  Segurou sua espada, e lamentou o fato de que não havia cumprido a sua promessa. 

"Droga!"

E que não havia sequer conseguido dizer o que sentia por ela. 

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-Dia seguinte-

O sol sequer havia aparecido, e a agitação na casa da família Okamoto já era grande. Em um cômodo em especial, servas ajudavam a noiva a se aprontar, para que seu casamento fosse o mais especial possível.

 Miyuki estava sentada, as observando com desgosto. Uma delas penteava seus longos cabelos negros, enquanto tagarelava algo sobre o quanto a moça tinha sorte de se casar com o general do império japonês, e o quanto seria feliz, casando-se com ele. 

    Miyuki manteve-se em silêncio, como se a estivessem preparando para seu funeral. Tinha em mente o rosto de seu noivo, e o quanto o odiava. Sentia-se como um pássaro em uma gaiola, que se via prestes a perder até mesmo a visão do céu, ou ter suas asas arrancadas de si. 

    Logo, seu pai, Ukyo, apareceu na porta, mostrando um sorriso radiante:

- Você está linda!

A garota não respondeu, e ouviu, completamente em silêncio, tudo o que falavam. Olhou para a janela, onde alguém lhe observava, triste.

"Namjoon.."

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 Estava com um quimono prateado, com jóias douradas em seu corpo, e uma faixa azulada prendendo a sua cintura. Belos enfeites prateados se destacavam nos cabelos negros como a noite, que estavam presos com um pente de pura prata. A moça se olhou no espelho, sendo aplaudida por suas servas:

- Está linda! Parece a noiva do Deus Tsukuyomi!*

- Senhorita! A carruagem já chegou!

Disse um servo,que viera correndo. 

Uma breve lágrima desceu pelo o rosto da garota, que cerrou o punho, tentando pensar em alguma forma que pudesse evitar aquilo, mas não havia como. 

   Com passos vagarosos, como se correntes prendessem seus pés, caminhou até a carruagem, e com a ajuda de seu pai, subiu no veículo, que disparou, na direção do lugar onde seria realizado a cerimônia. 

     Miyuki sentia as lágrimas encherem seus olhos, embora não fosse emotiva.  

Apertou o colar em formato de lua, que havia em seu pescoço, e apoiou-se sobre a janela, lamentando-se por não poder fazer nada para fugir daquele destino.

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- Este é Kim Namjoon, ele será seu novo servo.

Disse o pai da menina, que parecia dizer silenciosamente para o garoto: "boa sorte". Namjoon sorriu, e esticou a mão para ela:

- Olá! Será uma honra servir à senhorita!

Miyuki, que tinha 12 anos, disse:

- Você tem cara de idiota. 

O menino arregalou os olhos, e ainda sorrindo, disse:

- E a senhorita se parece com uma "kushisake onna"*.

"Foi um bom começo.."

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- Miyuki! O que diabos é isso?! Parece um kappa*!


Gritou Karin, a mãe de Miyuki, brigando com a garota, por não conseguir fazer um simples bentou, vendo a vigésima terceira tentativa da filha.  A mesma gritou novamente:

- Como irá alimentar seu marido, se não aprender a cozinhar?! Quem vai querer se casar com você? Será um fardo para esta família! 

Miyuki parou, sentindo aquelas palavras doerem. Geralmente, não se importava com todas as ofensas que ouvia, por ser tão desastrada, como da  vez em que derrubou a armadura de seu avô, ou quando colocou fogo na estátua de Buda, sem querer, quando tentava acender uma vela.  Bufou, e saiu correndo, até o jardim, que agora estava coberto pela neve. 

- Você colocou fogo na cozinha de novo?

Perguntou Namjoon, que lia um livro, apoiado em uma árvore perto dela, que não havia percebido antes. Miyuki gritou:

- Cala a boca! Você é mais desastrado do que eu! Quem consegue derrubar todas as lanternas do festival, e afundar o barco com todos os fogos de artifício?!

- E você? Não fui eu que baguncei todos os pergaminhos, e nem quebrei todas as cordas da harpa, quando tentei tocar!

O rapaz pensou em continuar, mas disse:

- Você não vai me dizer o que houve? Porque está triste?

A garota se jogou sobre a neve, observando o céu cinzento acima de si:

- Bom..a mamãe disse que eu nunca vou poder alimentar o meu marido, quando crescer, com a comida que eu faço.

- E isso não é bom? Você não o odeia? - Disse ele, não entendendo o motivo daquela tristeza, afinal, a garota odiava seu "noivo", Matsuda Rin. 

Miyuki respondeu, acomodando-se ao seu lado:

- Eu o odeio. Mas, não foi isso que me deixou triste. Mamãe disse que eu seria um fardo. "O que você vai ser, se não pode ser uma boa esposa? Se não obedecer e amar ao seu marido?" A questão é..eu nunca vou obedecer e amar aquele...-Ela encheu as bochechas, algo que sempre fazia quando ficava com raiva, e apoiou a cabeça nas mãos. Disse:

- Namjoon..o que eu vou fazer?

- Ei, não precisa se preocupar! Um dia, eu vou ser forte o suficiente para proteger você. Então, vamos viver em uma casa rodeada de árvores, e teremos dois ou três filhos..

- Vo-voce sabe que temos apenas 14 anos, não é?

- ....Hum..Edo é muito barulhenta, então é melhor em Osaka..

- Namjoon! -O interrompeu, sentindo seu rosto corar. 

 O rapaz sorriu, afagando os cabelos negros da garota, que conseguiu sorrir, pelas bobagens do amigo. O simples fato de estar ali, fazia todos os seus problemas sumirem, todas as suas obrigações desaparecerem. Ali, era apenas uma garota, que não tinha um futuro totalmente traçado por sua família, não era um pássaro preso em uma gaiola.

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- Ei! Pare de brincar com os pergaminhos, idiota! 

Gritou a garota, enquanto via o rapaz desenrolar inúmeros pergaminhos, de uma vez só. Respondeu:

- Estou apenas procurando alguma coisa interessante para ler.

Os dois estavam acomodados em meio a um círculo de pergaminhos e livros. Miyuki brigava com Namjoon por ve-lo fazer aquela bagunça, afinal daria trabalho para arrumar tudo depois. Disse:

- Ei, Namjoon! Tome cuidado! A mamãe vai me matar, se descobrir! - tentou agarrar o pergaminho nas mãos dele, que disse, 

- "Akai Ito"?

- Hum?

- "Fio vermelho do destino".

- O que? Que lenda é essa? Ninguém nunca me falou sobre ela. - Disse a garota, apoiando-se sobre os cotovelos, interessada. Namjoon riu, e começou a ler o que havia escrito:

- "Akai Ito" é uma lenda chinesa.
O Deus da lua, Xia Lau Yue, amarra um fio vermelho, no dedo mindinho dos homens e mulheres, que estão predestinados a ficar juntos. O fio poderá esticar-se ou emaranhar-se, mas nunca irá se partir."

Que interessante! Eu espero que eu esteja ligado à você, Miyuki! 

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- Ei, porque você está chorando? 

Perguntou o garoto, enquanto sentava-se ao lado dela, que tratou de limpar as lágrimas. Era uma noite de ventania, fazia frio, além da escuridão tomar conta do lugar, já que nenhuma vela conseguia se manter acesa. 

   Miyuki corou, com vergonha de responder, mas disse:

- Eu estou com medo. A mamãe e o papai saíram, está tudo escuro..eu estou com medo do escuro.

- Você tem treze anos, e ainda tem medo do escuro?

- Cala a boca! Você está me incomodando! Vai embora!

- Tudo bem. - Namjoon sorriu, se voltando para ir embora, mas foi interrompido por Miyuki, que segurou timidamente, seu kimono:

- Por favor..Não vá embora. Não me deixe sozinha. Eu ordeno - Disse ela, escondendo o rosto, para que não conseguisse ver seu rosto avermelhado. 

- Como quiser! - Respondeu, acomodando-se novamente ao seu lado, com uma lamparina entre os dois.  Miyuki sorriu, e disse:

- Obrigada! 

-...Eu não consigo entender o motivo de você ter medo do escuro..Se há as estrelas no céu. Basta apenas que você olhe para elas, e o medo que sente irá passar. É isso que eu faço, quando tenho medo do escuro, de vez em quando. 

- Você também tem medo do escuro? Então porque você..

- Às vezes, quando não consigo dormir. Então, eu observo as estrelas, ou a neve que cai no inverno. Me lembram você.*

A garota sentiu suas bochechas corarem. Fitou o chão, e disse, baixinho:

-Você sempre estará comigo, não é, Kim Namjoon? Prometa! Prometa que nunca irá embora, e que nunca me deixará sozinha! 

Ela esticou o dedo mindinho, fazendo o rapaz rir, e repetir o gesto:

- Prometo, Miyuki. 

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"Adeus..Kim Namjoon."

- Querida? Está tudo bem?

Perguntou Karin, preocupada com a tristeza da filha, que a encarou por um momento. Esta abriu a boca para responder, quando foi lançada para a frente, assim como todos os passageiros, que se seguraram como puderam. 

A carruagem parou, fazendo com que todos se entreolhassem, assustados. 

   De repente, na janela onde Miyuki estava, um mascarado surgiu, analisando todos ali. Pareciam atordoados, sem entender o que acontecia, sem prestar atenção ao redor, especificamente. 

Então, cravou seu olhar sobre a garota, e a pegou nos braços, antes que alguém percebesse. 

    Miyuki gritou, mas seu grito foi abafado por ele. Correram por alguns metros, até garantir que estavam completamente seguros e fora de vista, quando a pessoa que a havia carregado, a colocou cuidadosamente na neve branca que caia.

 A garota, assustada, começou a gritar, mas logo parou, quando a máscara no rosto daquela pessoa, foi retirada, mostrando o velho sorriso que costumava ver, e as covinhas que se formavam em sua face. 

- N-namjoon?!

- Você está bem? Está machucada?

- O-o que você está fazendo aqui?!

- Estou salvando você. Não é óbvio? E então, está machucada? 

- E-eu estou bem..

- Que bom. 

- O que está fazendo? Porque fez isso?

- O que? Eu tenho vários motivos. E você sabe quais são.

- Não, eu não sei! Porque você me tirou de lá?

- Não queria?

- Sim! Mas...

- É melhor irmos. - A interrompeu - Se ficarmos aqui, logo vão nos encontrar. Ande, suba nas minhas costas. 

Miyuki tentou protestar, mas não teve outra escolha. A neve continuava a cair, enquanto passos ficavam gravados no tapete branco. A garota acomodou-se melhor, e disse, baixinho:

- Obrigada.

------

- Onde estamos?

Disse a garota, quando pararam em uma casa, completamente vazia, e parcialmente destruída. Olhou em volta, vendo restos de armaduras e espadas, restos de alguma batalha, e se voltou para o Kim, que preparava uma fogueira, com os entulhos que havia no local. Este respondeu:

- Na minha antiga casa.

Miyuki arregalou os olhos, sem entender. Ela não fazia idéia de que aquilo um dia havia acontecido na vida dele. Abriu a boca para falar algo, mas o rapaz disse, enquanto tentava acender o fogo:

- Está tudo bem. Eu não me lembro muito do que aconteceu aqui. Já faz doze anos, então..parte disso já foi apagado da minha memória. 

A garota engoliu seco, e disse:

- E..a outra parte? O que aconteceu?

Namjoon respirou fundo, levando algum tempo para responder, mas disse:

- Tokugawa. Por algum motivo, o imperador achou que todos os estrangeiros eram uma ameaça para o império. Eu nasci na Coréia, e me mudei para cá, com pouco tempo de vida, mas ainda assim, não sou japonês. Ele ordenou que qualquer um que fosse considerado ameaça, devia ser eliminado, e meu pai era uma dessas pessoas. Os samurais vieram nos matar, queimaram minha casa, e mataram meu pai, mas minha mãe e eu sobrevivemos. Mas, pouco tempo depois, minha mãe ficou doente e faleceu, e eu fiquei sozinho. Até seu pai me acolher. Foi quando conheci você. - Um sorriso voltou a surgir em seu rosto, enquanto dirigia o olhar para a moça, que se mantinha atónita por tudo aquilo.       Durante todos aqueles anos, o rapaz nunca havia lhe contado nada sobre sua família, ou o que havia acontecido com ela. 

Miyuki engoliu em seco, e tentou dizer algo, mas foi interrompida pelo o próprio:

- Está tudo bem, Miyuki. Eu tenho um abrigo. Eu tenho um novo "lar", depois de tudo. Eu não me sinto sozinho. Eu estou com você. O fato de ter você comigo, me faz conseguir suportar a dor. 

Os dois ficaram em silêncio, apenas ouvindo o crepitar do fogo que os aquecia.  Miyuki apoiou o rosto sobre o quimono, agora imundo, e disse:

- Agora..você pode dizer para mim, os motivos de ter me tirado de lá?

  O rapaz respirou fundo, e sorriu, se voltando para a moça. Fez um número um com os dedos, e disse: 

- Número 1: Eu prometi que você não se casaria com alguém que não gostasse. Número 2: Prometi que protegeria você.
Número 3: Eu prometi que me casaria com você, então, porque você se casaria com outro homem? Além disso..A "Akai Ito" me liga a você. Sendo assim, eu não vou discutir. Número 4: prometi que não deixaria você sozinha. Sou um homem de palavra.

   Miyuki sorriu, e disse:

- Mas..e agora? Devem estar procurando por mim.

- Exatamente. Isso é algo completamente ridículo. 

Atónitos, se voltaram para a voz de outro rapaz, de cabelos negros e lustrosos, que os olhava com completo nojo.

Matsuda Rin estava de pé, a sua frente. Dirigiu o olhar para a garota, e disse, enquanto segurava calmamente a bainha de sua espada:

- Minha noiva fugindo com um estrangeiro qualquer? Vou lhe dar uma chance. Volte comigo, e eu não mato o seu.."amigo". 

  Miyuki engoliu seco, pensando naquela oferta. Mesmo o Kim sendo habilidoso com a espada, Rin era o general do exército japonês. Obviamente, tinha mais experiência. 

  Porém, Namjoon levantou-se e agarrou uma das espadas cravadas na neve, a apontando na direção do homem que os ameaçava:

- Vai embora. 

Rin sorriu, surpreso com aquela ousadia:

- Ora! Você é corajoso, tenho que admitir. Mas, com toda a sua coragem, encontrará a morte hoje mesmo. Você deu sua resposta. - Respondeu, avançando na direção dele, que desviou rapidamente. 

Rin se virou como um tigre, e tentou acerta-lo nas costas, mas foi impedido pela a espada do Kim, que meteu um chute em suas costelas, mas isso não foi o suficiente para para-lo. Este urrou de raiva, e desferiu um golpe no ombro no rapaz, o acertando em cheio. Miyuki, que até então assistia, gritou, e agarrou um vaso, arremessando na cabeça de seu "noivo", que desabou no chão.

 A jovem correu até o Kim, que fazia uma careta de dor, mas disse:

- Belo arremesso. Ele morreu?

- Infelizmente, não. Só está desmaiado. Mas..Seu idiota!

 Esta o abraçou, ignorando seus gritos de dor, já que estava encostando em suas ferida. O rapaz a enfaixou, e suspirou:

-Bom..eu estou disposto a cumprir minha promessa, Miyuki. Mas, por esse daí ser um general, não vai nos deixar em paz. 

- Ele vai desistir depois de um tempo. Com sorte, talvez tenha perdido a memória. - Falou, em tom de vitória, arrancando risos do mais velho. Agarrou a mão deste, e sorriu:

- Obrigada por tudo, Namjoon.

- Por nada. Vamos embora, Kushisake onna.

Falou, apertando com força a mão da moça. Se virou rapidamente para sua antiga casa,  disse:

- Mãe, pai, eu encontrei um novo "lar".

   E se curvou, em respeito. Então, se voltou para a frente, deixando para trás sua solidão, vendo um futuro promissor em sua frente. 

"Só o simples fato de você estar ao meu lado...obrigado. Você é o melhor de mim"


   


Notas Finais


*-Segundo a lenda, apenas a moça mais bela poderia ser a noiva do deus Tsukuyomi
*-Kushisake onna- Antiga lenda japonesa, onde há uma moça com a boca cortada, que devora a alma de humanos que a olham com repulsa
*kappa-Monstro horrendo que vive em rios, lenda bastante antigo no Japão.
*Miyuki significa "neve"
Espero que tenham gostado! Desculpem os erros!
Obrigada por ler!😊😊


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