História Biology of Love - Imagine BTS - Jungkook, Suga - Capítulo 39


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jungkook, Suga
Tags Bangtan Boys, Bias, Bts, Imagine, Interativa, Jeon Jeongguk, Jungkook, Kpop, Min Yoongi, Suga, Você
Visualizações 162
Palavras 3.656
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Ecchi, Escolar, Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


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Capítulo 39 - Capítulo 39


Dormência. Por mais que eu tentasse afrouxar o aperto de minha mão ao redor da maçaneta, meus dedos implorando por circulação sanguínea, meu cérebro estava muito ocupado tentando pensar em alguma saída para a súbita revelação que caíra como uma bigorna sobre minha cabeça. Quando finalmente fui capaz de reagir, fiz a primeira coisa que me ocorreu, por mais estúpida que ela pudesse ser. Num milésimo de segundo a porta estava aberta, e Elliot e Emily me encaravam com olhos surpresos. – (S/Nome)... – ela começou num suspiro assustado, apesar de meus olhos estarem fixos no irmão – Desculpe pelo barulho, eu... – É verdade? Minha voz saiu rouca e grave, e só então me dei conta de que mal havia respirado desde que começara a ouvi-los. Não consegui regularizar a situação, que por sinal só piorou, já que eu estava prestes a receber uma resposta e a adrenalina em meu sangue pareceu duplicar. – O quê? – Emily perguntou, franzindo a testa em confusão. Bufei, revirando os olhos. Não era hora para desconversar! – O que você ia me dizer – insisti, ainda focada em Elliot – Sobre o Ben... Ele é... Ele é filho do Jeongguk? – Quê? – Elliot riu, olhando para a irmã com incredulidade e levando alguns segundos para voltar a falar, como se o choque que minhas palavras o causaram tivesse roubado as dele – Eu já tinha percebido que você era bobinha, mas maluca também? Como ele traz uma doida dessas pra cá? – Eu não sei o que você ouviu... – ela o interrompeu antes que ele pudesse continuar, lançando-lhe um olhar de censura e abafando seus risinhos antes de se voltar para mim, que apenas franzi a testa e esperei pelo momento em que tudo faria sentido de alguma forma – Mas o que você acabou de dizer é simplesmente absurdo. – Eu ouvi a conversa de vocês... Eu... Mas... – Você...? – Elliot ergueu as sobrancelhas, parecendo impaciente e me olhando como se eu estivesse numa camisa de força. Emily ostentava a mesma expressão, porém bem mais atenuada. Engoli em seco. Talvez eu tivesse interpretado erroneamente a conversa dos dois... Talvez eles nem estivessem falando sobre Jeongguk. Eles não estavam exatamente próximos da porta... E se eles estivessem apenas passando pelo corredor discutindo sobre alguém ser pai de Ben e eu tivesse inventado todo o resto em minha cabeça? Que vergonha. – Uh... Eu... Me desculpe – gaguejei, olhando de um para outro com extremo embaraço, na certeza de que meu rosto ficava cada vez mais vermelho a cada segundo – Mas é que eu ouvi vocês conversando e por um momento... Por um momento eu pensei que... – Pensou errado – Elliot concluiu por mim num tom irritado, erguendo uma sobrancelha – Agora pare de ficar escutando a conversa alheia pelo outro lado da porta e vá se arrumar para o jantar. Audrey é pontual quanto às refeições e você ainda está horrorosa. – Desculpe – murmurei apenas, tensa demais para me esboçar alguma reação decente, e o observei puxar a irmã (que mal me olhara depois de meu vexame eterno, provavelmente constrangida demais com a ideia de ter um filho com o próprio primo) pelo braço corredor abaixo até se afastarem da porta e entrarem num dos últimos quartos. Assim que me dei conta de que estava sozinha, soltei todo o ar involuntariamente preso em meus pulmões, mortalmente envergonhada e extremamente aliviada. Eu podia não conhecê-los direito, mas ambos pareceram bastante convincentes em sua represália, o que tirou de minha cabeça a imagem de Jeongguk e Ben como pai e filho. Fechei a porta do quarto novamente, respirando fundo por alguns segundos para estabilizar as batidas de meu coração e o ritmo frenético de minha mente. Bati a cabeça contra a madeira repetidas vezes também, me detestando por ter sido tão lunática. Elliot provavelmente tinha razão; eu devia ter alguns parafusos a menos. – Sua doida! – me permiti cochichar, tapando o rosto com as mãos ao dar as costas para a porta e me atirar sobre a cama macia. Claro, eu havia acabado de cometer suicídio social diante de dois membros da família Jeon, o que seria cômico se não fosse trágico, mas eu sempre poderia tentar ressuscitar com um pedido de desculpas... Ou talvez não. Eu pensaria nisso mais tarde, quando as ondas de alívio e vergonha parassem de percorrer minha espinha. A porta do banheiro se abriu e eu me virei em sua direção, a tempo de observar Jeongguk surgir com apenas uma toalha amarrada aos quadris enquanto secava os cabelos despojadamente com outra menor. De certa forma, revê-lo depois de todo o vexame de alguns minutos atrás me causava uma sensação de proteção. Eu não pretendia contar sobre o ocorrido, mas sabia que se alguém o fizesse, ele me entenderia e não me julgaria tão duramente como seus primos. Foi apenas um mal entendido, nada mais. – Merda... Aquele motor velho me cortou todo – ele comentou ao baixar os braços, observando as palmas das mãos com a testa levemente franzida, e eu tentei manter minha atenção no que ele dizia e não na fina gota que escorria por seu peito e abdômen, rumo a... – É a última vez que me meto numa furada dessas. – Deixa eu ver – pedi, me levantando e segurando suas mãos com cuidado ao me aproximar, notando alguns machucados nas pontas de seus dedos – Hm... Acho que eu sei como fazer sarar. Jeongguk fez beicinho, arqueando as sobrancelhas, e eu não pude deixar de sorrir diante de seu rosto suavemente corado pela água quente do chuveiro enquanto levava cada um de seus dedos até meus lábios, cobrindo-os de beijos rápidos. – Prontinho – suspirei, erguendo meu olhar até o dele, agora totalmente diferente de antes, infantil e ingênuo. Não posso dizer que meus olhos também não haviam sido afetados por uma leve malícia; isso acontecia a cada vez que havia qualquer tipo de contato físico mais íntimo entre nós, especialmente quando uma das partes envolvidas estava praticamente nua. – Esqueceu um lugar – ele disse, trazendo seu rosto para perto do meu até que nossos lábios ficassem a milímetros de distância. Meu corpo imediatamente reagiu à sua respiração batendo contra meu rosto e ao toque firme e preciso de suas mãos ao redor de minha cintura, espalhando arrepios por toda parte. Deslizei rapidamente a ponta de meu indicador por seu tronco, descendo pelo pescoço até atingir a toalha. Senti a tão familiar corrente elétrica passar de seu corpo para o meu, e encarei seus olhos quentes, tão próximos, antes de propositalmente beijar seu queixo. Antes que eu pudesse analisar sua reação, estava sendo praticamente carregada até a cama, minhas gargalhadas se misturando ao riso baixo e contrariado dele contra meu pescoço e minhas sapatilhas escorregando de meus pés pelo curto caminho. – Espertinha – ele rosnou, com um sorriso brincando em seus lábios e íris ao cairmos sobre o colchão sem a menor delicadeza – Não pense que eu me esqueci de onde havíamos parado antes do banho. – Se importa de refrescar minha memória? – perguntei num risinho divertido, erguendo as sobrancelhas ao deixar minhas mãos viajarem por seus braços e ombros. Jeongguk apenas alargou seu sorriso cafajeste antes de finalmente unir seus lábios aos meus num beijo cheio de empolgação. Apertei seus cabelos úmidos em minha mão, retribuindo as carícias ávidas de sua língua e afastando qualquer negatividade restante em meus pensamentos de uma vez por todas. Estávamos juntos há meses e os efeitos de seu feitiço só pareciam se fortalecer a cada dia; não havia mal que durasse muito tempo quando ele me beijava, daquele jeito que só nós dois sabíamos fazer. – Você só de toalha me lembra aquela noite na minha casa... O baile de primavera – sussurrei contra seus lábios, e ambos sorrimos. – Nada disso estaria acontecendo se eu tivesse ido embora quando você me pediu – ele rebateu, mordendo o lóbulo de minha orelha lentamente e fazendo meu corpo inteiro se retorcer discretamente sob sua doce tortura. – Talvez sim... Eu provavelmente teria corrido atrás de você, praticamente nua no meio da rua – confessei, mordendo o lábio inferior em sinal de vergonha – Eu já estava envolvida até o pescoço naquela época. – Eu devia ter pagado pra ver então... Te carregar pra dentro de casa naqueles trajes teria sido um dos muitos ápices da noite – ele riu, sua voz um tanto embriagada por nossas carícias, passando sua mão por trás de minha cintura e descendo um pouco mais até seus dedos se fecharem ao redor de meus glúteos – Ou então não... Não quero que ninguém mais te veja sem roupas. – Mesmo que vissem, não conseguiriam nada comigo – afirmei, afagando sua nuca com minhas unhas num carinho possessivo e enfatizando bem as palavras seguintes – Eu sou comprometida. – Não interessa... Só eu sei o quanto me esforcei pra conseguir acesso liberado a todas as partes de você, não admito que outras pessoas tenham privilégios – ele retrucou, iniciando mais um beijo, dessa vez cheio de tesão e pressa. Uma de suas pernas estava entre as minhas, e eu desejei que minhas roupas e aquela maldita toalha evaporassem naquele mesmo instante para poder sentir cada centímetro de contato entre nós sem nenhuma barreira. O relevo de suas costas deslizando sob as palmas de minhas mãos fez meus olhos revirarem lentamente, num gesto de boas-vindas a todas as sensações que ele me causava. Seu peso sobre mim só parecia intensificar o calor que emanava de cada poro de nossos corpos, ainda mais quando sua respiração ruidosa se confundia com um gemido baixo perto de meu ouvido ao dirigir sua mão a meu seio e sentir meu mamilo se enrijecer sob seu toque. Minha cabeça rodopiava, minha consciência flutuando em meio à névoa de prazer que aos poucos se apoderava de mim. – Nós vamos nos atrasar... – ouvi minha própria voz soprar, mal compreendendo de onde aquelas palavras haviam surgido – Para o jantar. Jeongguk cessou os movimentos de sua língua em meu pescoço por um momento, um tanto ofegante ao responder: – Eu estou duro há horas... Acho que minha mãe pode esperar alguns minutos. Sorri, satisfeita com o que acabara de ouvir, e mordi meu lábio para prender um suspiro ao senti-lo pressionar sua pélvis contra a minha, me fazendo sentir a alta prioridade de sua necessidade. Minhas costas se arquearam de leve numa demonstração clara de que meu corpo não queria se afastar do dele, o que arrancou um riso rouco de sua garganta. Sua mão subiu por minhas costas, levando consigo minha blusa, e eu me desfiz dela sem hesitar quando ele me deu espaço, aliviada por estarmos diminuindo a quantidade de tecido entre nós. Voltando a beijar meus lábios com fúria, ele levou suas mãos a meus seios imediatamente, apertando-os com uma força deliciosa sobre o sutiã. Gemi baixo, sentindo o interior de minha calcinha cada vez mais úmido, e joguei a cabeça para trás conforme Jeongguk descia seus beijos mais uma vez, agora avançando por meu colo. Suas mãos trabalhavam no fecho em minhas costas, e rapidamente senti o aperto ao redor de meu peito afrouxar. Agradeci mentalmente, atirando a peça íntima ao chão em poucos segundos. Jeongguk tomou um de meus mamilos em sua boca, alternando entre circulá-lo com a ponta de sua língua e sugá-lo, mordiscando-o algumas vezes enquanto sua mão brincava com o outro. Estava cada vez mais difícil ficar quieta, e eu mantive meu lábio inferior sob meus dentes para evitar algum acidente sonoro. A expressão concentrada em seu rosto, como se nada mais importasse a não ser me satisfazer, só tornava tudo ainda mais intenso e excitante. Sua mão livre desenhou a curva de minha cintura, deslizando por meus shorts e acariciando vagarosamente a região entre minhas pernas. Meu corpo se retesou sob sua palma, movendo-se sem pressa, apenas me instigando, e arrancou um suspiro ruidoso de meus pulmões. – Quietinha – ele sorriu, beijando minha barriga – As paredes daqui são finas. Fechei fortemente os olhos, rompendo contato com os dele, extremamente luxuriosos. Ele sabia que estava me torturando, e como era de se esperar, estava amando a ideia. Sua trilha de beijos atingiu o cós de meus shorts sem demora, suas mãos já trabalhando no botão e zíper antes mesmo de concluir o trajeto. Jeongguk se ajoelhou entre minhas pernas, despindo-me também da calcinha ao retirar os shorts, e eu apenas o observei me olhar com um desejo insano antes de se colocar sobre mim novamente. Recebi seus lábios com a mesma devoção que os dele ao nos beijarmos mais uma vez, e sem rodeios, me livrei da toalha que o cobria, envolvendo seu membro com uma mão e sentindo seu corpo responder ao meu toque. – Podemos elaborar mais depois do jantar – ele se desculpou num sussurro, esticando o braço para pegar a carteira sobre o criado-mudo e tirar dali um preservativo. Cuidei das precauções com um sorriso discreto, sem me importar por irmos direto ao ponto; passamos a tarde toda nos provocando, estava mais do que na hora de consumar o ato. – Não se preocupe... Hoje é seu dia – lembrei ao pé de seu ouvido – Faça o que quiser comigo. Ambos sorrimos ao relembrarmos o que aquela frase significava, e sem mais delongas, ele encaixou seu corpo ao meu devagar, saboreando cada segundo. Calei nossos gemidos com um beijo que não durou muito, pois logo Jeongguk estava investindo depressa, retirando-se por completo e voltando a me preencher num ritmo alucinante. Contraí todos os músculos de meu corpo para não gritar conforme o prazer crescia dentro de mim, e ele parecia não estar tendo muito sucesso, grunhindo baixo contra meu pescoço. Um leve cansaço começou a se manifestar após longos minutos de êxtase, sinal de que logo chegaria ao ápice; a julgar pelo quão saltadas as veias de seu pescoço estavam, era bem provável que ele só estivesse me esperando para atingi-lo. O que estava prestes a acontecer, considerando-se que sua mão escorregou por meu tronco até atingir minha intimidade com seu dedo e friccioná-la circularmente. Logo estremeci sob seu corpo, relaxando em alívio e sendo rapidamente seguida por ele, desmontando sobre mim algumas investidas depois. Fechei os olhos, ambos nos concentrando em respirar e normalizar meus batimentos cardíacos disparados. – Bom saber que ainda não estou velho o bastante para morrer de infarto – ele brincou, deitando-se ao meu lado após retornar do banheiro para se livrar da camisinha. Revirei os olhos, rindo preguiçosamente. – Se depender de mim, seu coração continuará excelente – avisei, ajeitando algumas mechas de seu cabelo completamente revirado – Em todos os sentidos. – Sei disso – Jeongguk murmurou, beijando o canto de minha boca demoradamente antes de prosseguir, falando ainda mais baixo que antes, porém com muito mais intensidade – Nunca pensei que pudesse ser tão feliz, e a culpa é toda sua. Olhei fundo em suas íris pretos, completamente derretida pelo calor que encontrei nelas, provindo de toda a sinceridade de suas palavras. Desci minha mão de seu cabelo desarrumado para seu rosto, apertando seu nariz rapidamente antes de repousá-la em seu ombro. – Eu sei exatamente como você se sente – falei, compartilhando um sorriso cúmplice, e de repente me lembrei de uma coisa. – Aonde você vai? – ele perguntou, completamente confuso, ao me ver levantar num pulo. – Feche os olhos! – exclamei, correndo até minha mala e retirando uma pequena caixa retangular de dentro de um dos bolsos. – Mas o que... – ele começou, dando de ombros antes de finalmente compreender e adotar uma expressão indecisa entre incrédula e contrariada – Eu não acredito que você comprou um presente pra mim! – É claro que comprei – respondi num tom ultrajado, ignorando seus olhos cerrados em reprovação – Não é tão caro ou valioso quanto deveria, mas como você sabe, eu não tenho muito poder aquisitivo. – Eu disse que não precisava de presente – ele resmungou, fechando os olhos e erguendo as sobrancelhas por um instante. – Eu disse a mesma coisa no meu aniversário e ganhei uma caixa de bombons trufados de morango e um par de brincos maravilhoso que deve ter custado a minha vida ou talvez até um pouco mais – rebati, voltando a me sentar na cama ao lado dele com um sorrisinho forçado – Agora pode ir deixando disso e abrindo meu presente com um sorriso bem bonito, mesmo que você o deteste, ou eu vou ficar magoada. Jeongguk riu de minha chantagem e hesitou um pouco antes de pegar o embrulho de minhas mãos e desfazer o laço que o mantinha fechado. Mordi meu lábio em expectativa, e meus olhos não deixaram seu rosto enquanto ele finalmente abria a caixinha. Ele piscou algumas vezes, seus traços se dissolvendo num sorriso deslumbrado ao ver a fina corrente prateada com um pingente em formato de tartaruga marinha. Por mais simples que fosse meu presente, sua reação era semelhante à de ter recebido um pedaço da Lua. – Eu sei o quanto você gostava de dar aulas, por mais que negue até a morte, e não posso deixar de me sentir culpada por tirar isso de você – falei com cautela na voz, ainda analisando sua expressão – Então eu pensei em... Te dar algo mais ou menos relacionado à biologia. E como eu sei que você ama tartarugas, pensei que... Você fosse gostar. Jeongguk balançou a cabeça sutilmente, parecendo incrédulo com o que via e ouvia. Com as pontas dos dedos, tocou o pingente como se pudesse quebrá-lo se não medisse sua força. O silêncio estava me matando, mas eu não queria pressioná-lo a dizer nada. Não demorou muito para que ele falasse, sua voz fluindo num riso baixo. – Você sabe que eu faria tudo exatamente igual mesmo que pudesse voltar atrás, não sabe? – ele murmurou, erguendo seus olhos deslumbrados até encontrar os meus – Que em nenhum momento eu me arrependi do que estava fazendo, mesmo correndo o risco de perder tudo, porque eu preferia mil vezes qualquer coisa a nem sequer tentar conquistar você? Um sorriso tímido surgiu em meu rosto, acompanhado por batimentos cardíacos acelerados. A única coisa que se passava em minha mente naquele momento era: como um homem como ele podia amar alguém como eu? Por ora, desisti de tentar entender e me contentei em continuar sorrindo e agradecer por qualquer que fosse o motivo por trás de seus sentimentos. – Eu já te agradeci por não ter desistido de mim hoje? – perguntei, vendo-o rir e me beijar em seguida, seus braços apertados ao redor de minha cintura. – Obrigado... É lindo! – ele sorriu, empolgado com o presente, e passou a corrente ao redor de sua cabeça, confirmando minhas suspeitas de que seu comprimento estava perfeito: comprido na medida certa para ficar debaixo da blusa caso ele quisesse usá-lo de tal forma – E não se sinta culpada... Por mais que eu gostasse de dar aulas, estou bem melhor agora, acredite. Além do mais, se existe algum culpado nessa história toda, esse alguém sou eu! – Eu sou cúmplice, também tenho parte da culpa – insisti, e ele revirou os olhos, arrancando mais um beijo meu – Não adianta tentar me inocentar. – Parceiros no crime – Jeongguk brincou, ainda com os lábios próximos aos meus, e eu ri junto com ele, distribuindo beijos por todo o seu rosto antes de voltar à boca. – Nem pense nisso – murmurei, percebendo que já estávamos há alguns minutos enrolando e a situação começava a mudar de rumo – Chega de sacanagem, sua mãe está esperando! Ele fez cara feia, porém não ofereceu resistência ao me ver levantar e não demorou a me seguir. Nos arrumamos em poucos minutos, deixando o quarto e já ouvindo algumas vozes vindas da sala de jantar enquanto descíamos as escadas. Fomos recebidos com sorrisos ao nos unirmos ao resto da família. A não ser por Elliot, que parecia distraído demais com seu reflexo nos talheres para notar nossa chegada. Emily, por sua vez, agiu normalmente, como se o infeliz ocorrido de alguns minutos atrás nunca tivesse acontecido. Suspirei aliviada, sorrindo abertamente para Ben, que apesar de levemente pálido e aparentando cansaço, retribuiu com alegria. – Você está muito bonita hoje, (S/Nome) – Anthony comentou ao nos sentarmos à mesa, e eu não pude evitar engolir em seco ao me lembrar do que Jeongguk me contara sobre ele e Kelly. Sorrindo fraco, lancei um rápido olhar a Audrey, que me observava com leve interesse, e antes de murmurar um tímido obrigada e encerrar o momento constrangedor. O jantar foi ainda mais divertido que o almoço, já que não era o primeiro contato e parte do gelo havia sido quebrado. Muitas perguntas sobre como eu e Jeongguk nos conhecemos e sobre minha faculdade e planos para o futuro foram feitas, e apesar de um tanto contrariado, ele me ajudou a respondê-las com sinceridade. Mentir era desnecessário, eles pareciam conhecer Jeongguk o suficiente para não se surpreenderem com nosso passado turbulento; pelo contrário, havia um quê de paz em seus olhares, como se comemorassem nossa felicidade apesar de todos os contras. A conversa se estendeu por um longo tempo antes de todos se levantarem, seguindo para a sala de estar, onde tia Anastacia me puxou para uma sessão de fotos de família antigas regada a vinho e cigarro. Jeongguk tentara me resgatar, mas seu pai o chamara ao escritório. Não me importei; pelo menos não ficaria sozinha enquanto ele estivesse ausente. – Pelo amor de Deus, mãe – Elliot riu, parando à nossa frente com um olhar constrangido – Tenho certeza de que ela não quer ver nada disso. Engoli em seco, envergonhada, mas antes que pudesse dizer algo, ele me puxou pelo pulso, arrastando-me até a larga sacada onde o burburinho não parecia tão ensurdecedor. – Obrigada – foi só o que consegui dizer, sem entender porque justo ele estava sendo gentil comigo. – Não estou fazendo isso por você – ele retrucou, não no esperado tom ríspido, mas com certa urgência na voz – Agora me escute, pois se alguém nos vir aqui sozinhos, é bem capaz de que desconfie de mim e aí eu não terei a menor chance de falar com você de novo. Franzi a testa, subitamente alarmada com a seriedade de suas palavras. – O que houve? – perguntei num sopro, meu coração batendo cada vez mais rápido em meu peito. Elliot respirou fundo antes de responder. – É verdade. Jeongguk é pai de Ben.



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